João acorda as quatro para pegar o ônibus e conseguir chegar ao metrô, sendo que, por causa do trânsito, o ônibus demora de uma até duas horas para alcançar seu destino.
Depois permanece no metrô sujo e sem lugar para sentar durante meia hora, ou até uma hora. Tudo isso para chegar a escola ou trabalho pontualmente, mas todo percurso o deixou cansado: seja na escola ou no trabalho, seu rendimento não será o mesmo.
Essa é uma triste realidade de muitos brasileiros que vivem nas grandes cidades e capitais do Brasil, porém, vocês devem estar se perguntando: o que nós, espíritas, temos a ver com isso?
A resposta: temos consciência do problema e podemos auxiliá-los com atitudes, afinal, nossa religião tem como pilar a caridade.
Como podemos ajudar?  A política nacional de investimentos automobilísticos levou a isso, é hora de pressionar para que essa política mude, e para que ocorra é preciso de um pouco de abnegação: não comprar todo ano carro novo, por exemplo. Se ninguém comprar eles não irão querer vender, ou pelos menos irão vender outros meios de transporte.
Se os políticos forem bombeados com cartas de seus eleitores clamando por mudanças nessa área, eles não terão opção: irão agir, ou então na próxima eleição poderão perder o cargo.
No lugar da produção de carros, trens e metrôs deveriam estar sendo produzidos, eles poluem menos, e não é a toa que o câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, outro fato é que a poluição obstrui os vasos  sanguíneos, podendo causar outras doenças.
É uma questão não apenas de saúde pública ou de sustentabilidade, é uma questão de caridade e de responsabilidade. Não fazer nada também é carma.
Laís Vitória
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    Assim como na Copa do Mundo ou Olimpíadas, ser a sede do “coração do mundo, pátria do evangelho” não é condição eterna. Os planos já foram outros na historia da humanidade, e em decorrência dos caminhos divergentes e do livre arbítrio, algumas correções de rota precisaram ser feitas. Ser escolhido como um eixo no processo de transformação do planeta não deve instigar comodismos! Pelo contrário, é preciso ter em mente que se a missão não for cumprida, este papel será transferido para outras mãos. “Austrália, coração do mundo, pátria do evangelho”? Talvez. A confiança nos foi depositada e a espiritualidade espera que coloquemos em prática o que estamos desenvolvendo encarnação atrás de encarnação – amor, caridade, ser cristão. A história nos mostra que o plano espiritual superior não coloca todas as suas energias em um só lugar, em uma só pessoa e muito menos em uma só religião.

    Paralelo a isso, em pouco tempo receberemos os maiores eventos esportivos do mundo. São milhares de turistas e milhões de expectadores. Ampla, geral e irrestrita cobertura midiática e a pauta de todo o globo será o Brasil. A sensação geral é de que esta é uma festa que acontecerá em nossa casa e esqueceram de nos convidar. Obras de infraestrutura atrasadas, investimentos bilionários em patrimônios voltados para o lazer, enquanto tantas necessidades básicas são abandonadas. O desânimo do povo cria o contexto em que nasce a máxima “se está assim, imagina na copa”. De certa forma, estamos relacionando à Copa tudo o que acontece de negativo no país. Brutalidade nos estádios, manifestações violentas nas ruas, arrastões nas praias, aumento de impostos, nossos principais defeitos sendo escancarado para o mundo. Não se incomodar com tudo isto é um desafio para a caderneta de qualquer um.

    Levando o assunto para a beira do campo, uma manifestação curiosa que acontece em eventos esportivos chama a atenção: a “ola”. Movimento comum nos estádios de futebol, esta coreografia, apesar de partir da iniciativa de uma pessoa ou um pequeno grupo, só dá certo quando executada em conjunto por todos. Aos poucos, vai tomando corpo, contagiando o público de tal forma que em pouco tempo o estádio todo participa. É interessante como a “ola” tem características muito semelhantes a uma série de iniciativas espontâneas que vemos por aí. Será que este raciocínio também não funcionaria para ações voluntárias que poderiam suprir deficiências na educação, saúde, em amar o próximo? Será que o que falta para a mudança não é tomar para nós os problemas que consideramos dos outros? O que falta para iniciarmos a primeira onda? A atitude de um pequeno grupo que influencia toda sociedade? O abatimento com tudo o que vemos é natural, mas sabendo que somos o coração de uma mudança profunda na humanidade, é só isso que temos para oferecer? Nossa indignação?

    Como não se lembrar de Jesus, o mestre do marketing. Quando ia pregar, escolhia cidades frequentadas por comerciantes viajantes, com o intuito de usá-los para espalhar sua mensagem aos locais distantes. Coincidência ou não, o Brasil se tornará um local muito parecido com essas cidades, com milhares de pessoas vindas de toda parte do mundo. Jesus se tornou o responsável por uma “ola” que sobrevive mais de dois mil anos. E nós, o que podemos fazer com a oportunidade que nos está sendo dada?

    O tempo de ter medo de se expor, de se colocar à disposição, de assumir tarefas está passando. Para começar uma “ola”, não é preciso dinheiro, experiência ou muitas pessoas, só é preciso ter disposição. Não há mais espaço para a timidez em fazer o bem, desânimo e indignação. É hora de agir, principalmente para os crentes na vida eterna, na evolução contínua e no amor como ferramenta fundamental de transformação. Ser uma luz debaixo do alqueire não é mais opção. Afinal, o que fazemos em prol da coletividade impulsionará nossa evolução pessoal.

    Texto escrito originalmente para a revista O Trevo de maio.

    Filippo

      O grupo espírita chamado Chaves de Luz compôs a trilha pós créditos do filme “Causa e Efeito”, que estréia em todo o Brasil no dia 3 de julho. A música chama-se “Segredos do Amor” e já tem clipe, confira abaixo!

        Já falamos sobre desonestidade no DalheMongo em outros dois posts, vem ver!

        Coca Cola testa se você devolveria
        Ei, você é honesto?

        DalheMongo

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          Governo brasileiro planeja distribuir tablets nas escolas públicas. O Facebook se aproxima da marca de 1 bilhão de pessoas em sua rede social. O Youtube já recebe diariamente mais conteúdo independente do que todas as emissoras do mundo podem produzir juntas. O apresentador de TV Luciano Hulk tem quase 11 milhões de fãs em sua página no facebook, o que na prática o coloca em contato direto com uma população que equivaleria a São Paulo, maior cidade da América Latina. Enquanto escrevo este texto, tenho um smartphone (vibrando com uma frequência irritante), um tablet, a TV ligada e o notebook ao meu redor.

          Nunca estivemos tão conectados, nunca estivemos tão próximos. Viajamos pelo Google Earth, conversamos pelos chats, trocamos experiências e temos mecanismos de busca prontos para trazer conteúdo de forma acessível. Não é o mundo que está diminuindo, somos nós que estamos andando muito mais rápido. E não trago nenhuma novidade aqui. O homem não sabe bem como lidar com a quantidade de informação que recai sobre seu colo todos os dias. Não se procura mais pelas notícias, elas que nos encontram. As propagandas são feitas baseadas em estudos do seu comportamento como consumidor. Nada mais é como há 15 anos. Nada mais é como há 15… minutos! Mensagens que antes poderiam levar meses para cruzar os oceanos, cartas extensas e detalhistas, cheias de sentimento, se resumem a rápidos textos de celular, limitadas a 140 caracteres e um pacote de dados da operadora de celular. Me divirto em pensar como um vivente da tecnologia moderna faria hoje se estivesse na pele de Pero Vaz de Caminha, com a missão de descrever o descobrimento do Brasil com um smartphone.

          A máxima “Conhece-te a ti mesmo”, com a internet está se transformando em “Quer saber mais sobre você? Pergunte ao Google!”. Estamos procurando respostas fora da casca, fora de casa, mundo a fora. E nós? Onde estamos em meio a tantas possibilidades que as novas tecnologias nos trazem? Quão verídica é a imagem que tento passar ao mundo? Quanto desta imagem esta interiorizada a ponto de se tornar minha própria identidade? Estamos nos aproximando ou nos distanciando, com emails substituindo reuniões, ligações substituindo fraternidade, pressa substituindo delicadeza, rotina substituindo afeto?

          Nos programas de evangelização que a Aliança propõe, uma técnica é recorrente quando queremos iluminar nossa consciência em uma situação adversa. Questionamos: como faria Jesus se estivesse passando por esta situação? Pois bem, estendo o desafio à internet – o que Jesus faria em um tempo de tecnologia tão avançada? Teria ele milhões de seguidores no Facebook? Seus sermões seriam gravados e disponibilizados no Youtube? Falaríamos com ele apenas por email?

          Duvido muito que Jesus se preocuparia com qualquer um desses pontos. Afinal, por todo o tempo que passou pela Terra, sua única e exclusiva preocupação foi a de combinar o ensinamento com a prática. Pregar e exemplificar. A medida que falava, pegava na mão do aluno como um professor, para ensinar também como se fazer. Jesus era contato, proximidade, calor. Ele deixou aos apóstolos, seus discípulos, a missão de espalhar aos quatro ventos sua mensagem, para aí sim motivar, multiplicar e construir um mundo bem diferente daquele.

          A internet tem a capacidade de conectar pontos distantes, que talvez nunca se encontrassem sem ela. Tem o poder de levar mensagens a lugares que nunca antes puderam ser alcançados. É a ferramenta mais poderosa de mobilização, conexão e informação que o homem já criou. Mas o contato humano ainda é fator determinante para a quebra de paradigmas, a mudança efetiva da prática. E se bem utilizada, tem o poder de potencializar uma mensagem, agregar pessoas ao redor do mesmo ideal, motivar os que acham que estão sozinhos para, finalmente, como se diz na própria web, “viralizar”. Espalhar uma onda positiva ao redor do mundo. A tecnologia é o meio, nunca o fim.

          “ENVIAR”.

          Filippo – Vale do Paraíba
          Este texto foi escrito originalmente para a revista O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica

            Você sabia que no dia 18 de abril é comemorado o dia dos espíritas?

            Essa data não é oficial em todo território nacional, mas desde 1996 é lei estadual sancionada pelo governo de paulista. A lei nº 9471, de 27 de dezembro de 1996 de São Paulo, foi autoria do deputado estadual Alberto Calvo. No último dia 18 de abril, o atual vereador Rubens Calvo do PMDB, filho de Alberto Calvo, organizou uma cerimônia comemorativa para celebrar o Dia dos Espíritas, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo.

            O evento homenageou e reconheceu o trabalho social de algumas instituições espiritas, entregou o título de cidadã paulista para Dra. Marlene Nobre – mentora de diversos trabalhos sociais e literários dentro da doutrina e convidou os diretores das principais instituições espíritas do estado para discutirem o tema do evento: O papel do Espírita na construção de uma sociedade melhor. Destaque para Dr. Marcelo Saad da Associação Médico-Espírita (AME-SP), Julieta Ignez P. Souza da Federação Espirita do Estado de São Paulo (FEESP), Eduardo Miyashiro da Aliança Espírita Evangélica (ALIANÇA), Neyde Scheneider da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e Sociedade de Estudos Espíritas 3 de Outubro (USE/SP e 3 outubro), Onofre A. Baptista da Fundação Espírita André Luiz (FEAL), Dr. Tiago Cintra Essado da Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo (AJE-SP), Dr.Gabriel Caputo Junior da União dos Delegados Espíritas de São Paulo (UDESP), Gilda Barbosa de Andrade da Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE-SP),Cintia Piccini Pastorello do Centro Espírita Perseverança, José Renato Gestal da Seara Bendita Instituição Espírita e Armando M.Scarpino do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz.

            Eduardo Myashiro diz que todo e qualquer espaço para propagação da doutrina é bem vindo. “Renovar os espaços, acolher novas pessoas, pensar se realmente estamos melhorando a nós mesmo em novos espaços como esse, é muito importante e válido”,explica.

            O vereador Calvo, que estrou em janeiro de 2013 no legislativo municipal, colocou como ideal contribuir na disseminação do espiritismo para sociedade através da divulgação dos seus princípios e ideais e trabalhos sociais espalhados pela cidade paulistana.
            Durante a cerimônia, o público pode visualizar o trabalho de pintura mediúnica da médium Valdelice Salun que apresentou quadros dos artistas Renoir, Monet e VanGogh.

            Leonardo Brito, SP-SUL

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