Grupo de Rock Espírita, Chaves da Luz ganha espaço no DalheDJ

O DalheMongo entrevistou o grupo de Rock Espírita Chaves da Luz.

A partir de hoje você pode curtir duas músicas do grupo no DalheDJ: “Viagem Astral” e “Chaves da Luz”.

Se você tem uma banda espírita e também gostaria de participar ou conhece uma que acha que pode fazer parte do DalheDJ, entre em contato conosco pelo e-mail: SAC.DALHEMONGO@GMAIL.COM


Como e quando surgiu a ideia da banda?
A banda surgiu em 2009, em virtude da divisão da minha banda anterior Keys of the Light. Agora as duas existem pois trato o Chaves da Luz como se fosse um trabalho solo apesar da presença do Felipe que é integrante do Keys of the Light, e mantive está última como banda.

Por que esse nome foi escolhido?
Da mesma maneira que a banda surgiu… Partiu da minha primeira banda , cujo nome Keys of the Light significa exatamente Chaves da Luz.  Como as letras são em português, e tratam do tema espírita, decidimos manter esse nome.

Em quantos vocês são?
Somos em 3 : sou a compositora, cantora e pianista, o Felipe é o baterista e a Cassia a contrabaixista. Os teclados e guitarras são momentaneamente reproduzidos via playback.

Os integrantes da banda são todos espíritas? Frequentam mocidade?
Eu sou da fraternidade Ramatis da ZN de São Paulo, mesma fraternidade em que meu irmão (pai do Felipe) era coordenador. O Felipe não é espírita propriamente, mas segue a doutrina de certa maneira, não tão profundamente e a Cássia é umbandista.

Como surgiu a ideia de fazer rock espírita?
Depois de muitos anos com o Keys of the Light, cujos temas tb estão ligados a natureza, amor e força interior resolvi ler as poesias e textos que minha mãe escrevia. Algumas vezes ela cogitava a possibilidade de musicá-los. Sendo assim , resolvi escrever uma música com um deles… e assim nascia Viagem Astral, porém com uma roupagem mais pesada do que a de hoje. Visto que os integrantes preferiam o inglês e o rock mais pesado, resolvi fazer 2 projetos independentes: O velho Keys of the Light e um projeto que tratasse apenas da espiritualidade e que fosse mais pop, assim nasceu o rock espírita.

Vocês já se apresentaram fora de centro espírita? Se sim, como foi?
Fora de centros e eventos espíritas só nos apresentamos com o Keys of the Light… aliás, no início nos apresentamos com o próprio Keys of the Light nos centros , depois que houve a divisão dos grupos.

Tem CD gravado? Se não, pensam nisso?
Sim. O Keys of the Light tem um e agora o Chaves da Luz tb tem. Para concluí-lo falta apenas o encarte.

Quem faz as letras? Se inspiram em literatura espírita para fazer as letras?
Minha mãe faz as letras e vez ou outra escrevo alguma frase, mas a responsável mesmo é ela. Eu faço a música. Minha mãe teve várias experiências fora do corpo e tem muitas de premonição… Ela lê alguns livros, mas creio que sua maior inspiração venha de seu interior.

Tem influência de quais bandas?
Gosto muito de heavy metal, mas essa influência aparece bem mais no Keys of the Light. Bandas como Nightwish, Within Temptation, Therion e Queen entre outras aparecem como espelho para banda. Já para o Chaves da Luz, creio que algo como Sarah Brightman ou Loreena McKennit seria mais apropriado.

Costumam se comunicar com outras bandas espíritas, por quê? E quais?
Sim… já toquei com alguns grupos, porém um pouco diferentes do nosso. Uma das bandas que tivemos o prazer de tocar foi Lourenço Neto e o mundo extrafísico.

Como divulgam o trabalho?
Estamos trabalhando em nosso site. Em breve estará pronto, mas conto com os amigos da Radio Boa Nova, que são maravilhosos, outros parceiros de web radios espíritas e divulgamos através do orkut.

O DalheMongo agradece pela entrevista e deseja boa sorte!

@DalheMongo


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#NossoLar estreou. E agora? (Efeitos colaterais da obra – no bom sentido)

O Gabriel enviou seu texto para o sac.dalhemongo@gmail.com e ele veio parar aqui! Já pensou em fazer o mesmo?

Olá pessoal!

O filme Nosso Lar estreou, a expectativa é grande e aparentemente será um enorme sucesso.

Eu me pergunto: O movimento espírita terá “estrutura” para acolher os recém chegados à Doutrina? Ou melhor, os espíritas terão capacidade de receber a nova leva de pessoas não tão engajadas, ou apenas entusiasmadas superficialmente pelo filme, sem o conhecimento básico da doutrina?

Esse questionamento não foi originalmente meu, na verdade uma ouvinte da rádio espírita Boa Nova (1450 AM na grande SP) colocou essa questão em um programa.

Uma coisa que eu percebo entre muitos espíritas é uma incômoda tendência de utilizarem-se do conhecimento técnico como razão para agirem com arrogância e “superioridade”. Tudo isso pintando com uma fina camada da tinta da hipocrisia e falso moralismo. Palavras duras? Talvez, mas acredito serem necessárias. Somos nós que ditaremos o futuro da doutrina e somos nós os responsáveis por mantê-la sempre fiel aos preceitos do Cristo.

Recebemos agora uma tarefa quase paternal de guiarmos as pessoas que buscarem orientações sobre a espiritualidade segundo o espiritismo. E deveremos fazer isso com paciência e resignação. Devemos estar dispostos a enfrentar a dúvida e até o ceticismo. Talvez as informações passadas para essas pessoas não fará sentido agora, mas poderá desabrochar amanhã em algum momento de dificuldade.

Sim amigos, temos uma responsabilidade grande. Jesus pregou para os crentes e para os descrentes, para pessoas de bem e também para os desviados em todos os sentidos. É hora de seguirmos um pouquinho do seu exemplo, baixarmos a guarda e aceitar com carinho nossos novos “alunos” da doutrina.

Nosso Lar não foi lançado apenas para ser um sucesso de público, ou mais uma história bonita. Ele é uma das ferramentas para o progresso coletivo, e a nossa tarefa começa assim que o filme termina. Espíritas nós já somos, sejamos agora cada dia mais cristãos!

Alegria e paz para todos!
Gabriel Bergamini

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Video Show: Os bastidores de ‘Nosso Lar’, uma superprodução do cinema nacional

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Ajude a divulgar: Amanhã é dia de #NossoLarEuVou (@NossoLarOFilme) no Twitter

Você já participou de alguma campanha no Twitter?

Quem sabe você foi um daqueles que fez um #DiaSemGlobo. Talvez um daqueles que irá comemorar o dia dos #100anosdecorinthians.

Durante a Copa do Mundo você se preocupou com os pássaros #CALABOCAGALVAO?

Então o @DalheMongo pede a sua ajuda para a divulgação do #Espiritismo.

Na Sexta-Feira, 03/09/10, dia da estréia do filme “Nosso Lar” (@NossoLarOFilme), de Chico Xavier, escreva no Twitter:

#NossoLarEuVou

Você vai na Sexta-Feira com a sua família ao cinema? Só pode ir na outra semana? Recomenda aos seus seguidores um filme brasileiro, sobre #Espiritismo, que eles não conhecem? 

Espalhe essa idéia até Sexta, e ajude a fazer desse dia, que já vai entrar para a história do cinema brasileiro, e do #Espiritismo, um dia ainda mais especial!

@DalheMongo

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COMO FUNDAR UMA MOCIDADE

O Trevo, Maio de 1989.

Percebemos que muitas vezes, alguns centros teriam condições para abrir uma Mocidade Espírita, mas não o fazem por falta de conhecimentos e experiência. Damos então algumas dicas de como fazê-lo.

Após estar constatada a necessidade de uma Mocidade Espírita junto com a diretoria do centro, inicia-se o trabalho de vibrações. Estas vibrações servem como chamariz para os jovens da região.

Enquanto continuamos com as vibrações, devemos conversar com os jovens da casa, procurar saber qual é o melhor horário, caracterizar que tipo de jovem frequentará a mocidade.

Procurar no livro “Aliança: Vivência do Espiritismo Religioso” a parte de Mocidades Espíritas e montar um calendário com as aulas e atividades começando logo após a divulgação pelo bairro e pelo centro.

Não esqueçamos jamais do plano espiritual para início e continuidade da turma. (Este artigo foi extraído da apostila de Dirigentes de Mocidades Espíritas)

Lembramos também que a CAM (Comissão de Apoio às Mocidades), realiza anualmente um curso para Dirigentes de Mocidades, além das reuniões (…).

Tenha sempre a Mocidade Espírita com muito carinho e amor, pois assim terá uma bela turma dentro do centro.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

Para mais, aqui no blog, Escolha o Assunto O TREVO.

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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Matéria Escura ou Fluido Universal?

Obrigado DalheMongo pela oportunidade de escrever neste espaço espírita voltado para os jovens. Como primeiro texto, trago um assunto sobre o qual já escrevi em O Despertar do Engenheiro (*), a matéria escura. É uma batida de ciência com espiritualidade, espero que as pessoas gostem. Dá um barato bom!

Uma das coisas que mais intriga os cientistas atualmente é a matéria escura. Alguns teóricos especulam que pode ser ela a responsável por determinar a estrutura geral do universo, formando uma espécie de esqueleto em torno do qual se agrupa a matéria convencional, preenchendo tudo o que antes se pensava ser apenas vácuo.

O modelo cosmológico mais aceito diz que ela representa 23% da densidade de energia do universo. A energia escura, outro mistério para os físicos, representa 73% do total. A conta fecha considerando-se mais 4% de matéria comum, a menor parte, da qual são formadas todas as galáxias, estrelas, planetas, cometas, asteróides, gás intergaláctico, a Terra e até nós mesmos. As porcentagens podem variar um pouquinho de acordo com a fonte, mas a ordem de grandeza é essa mesmo.

Uma propriedade importante da matéria escura é que ela se comporta com um fluido perfeito, o que significa que ela não tem resistência nem viscosidade. Você pode entender, portanto, que as partículas da matéria escura passam umas pelas outras sem bater ou colidir. Elas não interagem umas com as outras a não ser pela força da gravidade. A matéria escura não emite luz nem nenhuma outra forma de radiação.

O tema é moderno, está na moda na física atual. Contudo, René Descartes, filósofo, físico e matemático que viveu no século XVII, já falava algo parecido. O cara que inventou os eixos cartesianos dividia a realidade em duas substâncias, a res cogitans, associada à consciência, e a res extensa, associada à matéria. Ele imaginava que a res extensa era uma espécie de manto a partir do qual se originavam todas as coisas. Já o Livro dos Espíritos, escrito em 1857 por Allan Kardec, diz o seguinte:

22. Define-se geralmente a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições? ”Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria.”

29. A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria? ”Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada.”

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no espaço universal? ”Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”

Ainda segundo o Livro dos Espíritos, o fluido universal é o “princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquirira as qualidades que a gravidade lhe dá”. Tem a ver, não tem?! O tema é polêmico, mas é para se pensar. É muito legal essa convergência entre ciência e espiritualidade. Quando os cientistas finalmente derrubarem os dogmas do materialismo e aceitarem melhor as hipóteses espiritualistas, a coisa vai bombar!!!

Para quem ficou curioso e quiser se aprofundar, basta procurar o termo “matéria escura” no Google. Vai aparecer um montão de sites falando sobre isso. Também recomendo ficar de olho nos canais da National Geographic, Discovery Channel e History que sempre passam programas bacanas sobre o assunto. No YouTube também há vários trechos dos documentários destes canais disponíveis para visualização pública, é só pesquisar. E bom aprendizado!

(*) O Despertar do Engenheiro é um blog que mistura ciência e espiritualidade, criando especulações filosóficas, sem rigor científico, sobre a convergência entre os dois assuntos. Autoria de Adriano Bello.

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Charge da Semana

Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem.
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Esta charge foi retirada do site Um Sábado Qualquer, de Carlos Ruas.

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Um médium notável, parte 1

Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)

E lá se vão 100 anos do nascimento do maior médium brasileiro. Naturalmente que tenhamos uma renovação do interesse pelo tema Chico Xavier: desde filmes a livros e matérias de revistas conhecidas, além é claro dos costumeiros ataques. Chico sempre inspirou os crentes e incomodou os céticos, tentarei explicar o motivo…

Um breve resumo de sua vida se encontra na Wikipedia: Nascido de uma família pobre em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro ” Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril de 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos. O mais conhecido dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina sistematizada por Allan Kardec. Sua credibilidade serviu de incentivo para que médiuns espíritas e não-espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao público. Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.

Eis um homem praticamente inatacável: Doou todos os direitos autorais de suas obras para a caridade. Não foram poucas obras, nem produzidas nem vendidas. Houvesse retido os direitos, lucraria uma média de 670mil reais por ano (nos valores atuais) durante a vida [1]. Houve quem tentasse encontrar uma lógica absurda de lucro, baseada em “mimos” que as dezenas de editoras diferentes retornavam a Chico, mas o absurdo do ataque fala por si mesmo.

Nada consta, igualmente, de sua vida sexual: Passou a vida toda como assexuado, dedicando todo seu tempo a caridade, a produção literária (psicografias), ao trabalho (aposentou-se como escrivão e datilógrafo no Ministério da Agricultura) e a divulgação da doutrina espírita. Seu filho, Eurípedes, foi adotado, e hoje registrou a assinatura do pai, recebendo os 10% do lucro de tudo que é lançado com ela – inclusive os filmes (nem todos são “santos”, obviamente).

A espiritualidade sempre se preocupou em manter Chico além de qualquer tipo de ataque. Pesquisando, encontramos fatos curiosos: o livro que deu origem ao filme com seu nome, “As vidas de Chico Xavier”, foi baseado numa pesquisa do jornalista – e cético – Marcel Souto Maior sobre a vida de Chico. Porém, não foi lançado após sua morte, a primeira edição consta de 1994 (mesmo a Wikipedia está errada). Ocorre que a pesquisa de Marcel foi “permitida” pelo guia de Chico porque este já sabia que ela seria muito importante para o futuro. E realmente foi: vendeu como água (e apareceu nos radares dos “céticos de plantão”, que perderam a oportunidade de analisá-la quase uma década antes) em 2002, após a morte de Chico (conforme a “profecia”, no dia em que o Brasil todo estava feliz, tendo ganho a Copa do Mundo).

Eis que uma biografia escrita por um cético gerou um filme dirigido por um ateu (Daniel Filho), tendo o papel de protagonista recaído sobre um ator que além de ateu sempre foi comunista (Nelson Xavier). Todos se disseram “mudados” pela história de Chico [2], e o filme já consta como a maior bilheteria de um lançamento do cinema nacional desde sua retomada em 1995. Não, Emmanuel não estava brincando em serviço, ele quis realmente se certificar que não teriam absolutamente nada para atacar tanto no livro quanto no filme (que, diga-se de passagem, também não tiveram envolvimento comercial com nenhuma editora espírita, nem com a FEB).

Sim, Emmanuel era chato mesmo. Se é verdade que tendia muito para o lado religioso da doutrina (já que fora na última encarnação o Padre Manuel da Nóbrega [3]), não se pode reclamar de seu cuidado com os mínimos detalhes da postura de Chico. Quando os jornalistas da Revista Cruzeiro realizaram a famosa reportagem tentando desacreditá-lo (isso está descrito no livro de Marcel), para a reclamação de Chico o guia respondeu: “Jesus Cristo foi para cruz. Você foi para a Revista Cruzeiro”.

Até mesmo a questão do uso das perucas foi veementemente desaconselhada pelo guia – mas os cuidados com a aparência, ao seu gosto duvidoso, Chico fez questão de manter até o fim. Talvez, se mesmo nesse detalhe houvesse seguido a opinião de Emmanuel, muitos não o julgariam apressadamente como charlatão somente porque esconde a calvície (sim, para o ignorante qualquer motivo é motivo).

Em todo caso, os céticos nunca desistiram de tentar explicar o fenômeno da produção literária de Chico – mais de 400 livros de mais de 2mil supostos autores espirituais diferentes. Filtrando os ataques ad hominem falaciosos, chegamos a algumas suposições céticas dignas de nota:

Que era um leitor voraz
Se é verdade que Chico largou o colégio aos 13 anos (na quarta série do primário) para trabalhar, não é verdade que fosse um iletrado e ignorante completo. Sim ele certamente lia bastante, além de escrever cartas pessoais a amigos. Mas será que isso explica a maneira prolífera como escreveu em diversos gêneros literários, no mínimo em pé de igualdade com a qualidade dos supostos autores espirituais enquanto eram vivos? – E isso já desde as poesias de seu primeiro livro (talvez, não tenha iniciado pelas poesias sem razão).

Que possuía “vasta” biblioteca
Segundo consta, sua “vasta” biblioteca chegou um dia a possuir cerca de 500 livros e revistas, com obras em inglês, francês e até hebraico (ele não sabia ler hebraico). A lista inclui obras de pelo menos dois autores dos quais psicografou: Castro Alves e Humberto de Campos. Muito bem, isso talvez explicasse as psicografias desses autores, mas e quanto às centenas de outros autores? Será mesmo que em lendo “cerca de 500 livros e revistas” estaremos aptos a escrever livros com a quantidade e qualidade que Chico escreveu? Ora, a biblioteca ainda está lá em Uberaba, preservada pelo seu filho – enviemos então nossas crianças para lá, vamos criar uma nação de gênios da literatura!

Que sofria de criptomnésia
Este é um distúrbio de memória que faz com que as pessoas se esqueçam que conhecem uma determinada informação. Segundo a teoria, Chico psicografava “sem saber” do próprio inconsciente, e resgatava as informações que já havia “lido em algum lugar” durante a vida. Ora, digamos então que sua biblioteca aliada aos livros e revistas que eventualmente leu durante a vida expliquem como tais informações foram parar em seu inconsciente sem que ele soubesse – e quanto à poesia? E quanto aos livros científicos? E quanto às respostas sobre economia e outros assuntos totalmente fora de sua alçada que deu aos “inquisidores” da Revista Cruzeiro? E quanto às respostas em rede nacional que deu durante o Pinga-Fogo da TV Tupi? Como será que tal conjunto de informações gerou tamanho conhecimento, tamanha habilidade poética?

Sobre esta hipótese no mínimo tão fantástica quanto à hipótese dos espíritos existirem, Monteiro Lobato um dia declarou: “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, merece quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras”.

Que comparecia a sessões de materialização de espíritos fraudulentas
Se são fraudulentas ou não, não vem ao caso comentar, pois não quero aqui convencer ninguém de realidade ou irrealidade da existência de espíritos e/ou materializações. Mas é necessário notar que tais episódios que (bem ou mal) exporam Chico ao ridículo da mídia da época foram cuidadosamente orquestrados (novamente) pelos “jornalistas” da Revista Cruzeiro [4]. A lição que ficou do episódio foi prontamente assimilada por Chico, tanto que se afastou da mídia por anos, até o retorno triunfal no Pinga-Fogo de 1971. Fossem as materializações reais ou não, o espiritismo não se presta a esse tipo de espetáculo. É uma doutrina de reforma íntima, de autoconhecimento, de caridade, não de shows de materialização. “Lição aprendida meu caro Emmanuel”!

Na continuação, algumas conclusões sobre tais suposições, e uma mensagem final…

***

[1] Segundo reportagem da Superinteressante de Abril de 2010, matéria da capa sobre Chico Xavier. Mesmo que não sejam valores exatos, certamente era muito, muito mais dinheiro do que a realidade de funcionário público (de baixo escalão) rendeu a ele durante a vida. Algumas citações no artigo (partes 1 e 2) foram retiradas da mesma reportagem.

[2] Essa “mudança” é narrada no livro de Marcel Souto Maior sobre os bastidores da filmagem de Chico Xavier, O Filme. Não quer dizer, nem de longe, que tenham se convertido ao espiritismo… Mas o exemplo moral de Chico é capaz de afetar – no bom sentido – até os maiores opositores da doutrina, contanto é claro que se disponham a estudá-lo.

[3] Em sua época, de português antigo, o padre assinava os documentos como “Emmanuel”, daí ter mantido esta grafia.

[4] Outro episódio narrado no livro de Marcel Souto Maior: “As vidas de Chico Xavier“.

***

Crédito da imagem: um dos cartazes de Chico Xavier, O Filme.

 

(*) O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais

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Nosso Lar, o filme – Fast review escrita às 00h45

O Gabriel nos enviou este email pelo sac.dalhemongo@gmail.com. E você? Tem algo a nos contar? Envie!!

Olá pessoa do Dalhemongo! ]

Meu primeiro texto aqui, então, solicito a compreensão de vocês pela minha pouca habilidade.

Este fim de semana foi bem corrido pra mim. Sábado à noite fui a uma festa de casamento, fui dormir bem tarde. Lá por volta das 8h30min da manhã do domingo, eu recebo uma ligação de um número desconhecido. A pessoa se identificou como Edson. Foi mais ou menos assim: “Gabriel? Aqui é o Edson. Você me mandou um e-mail pedindo para eu avisar se acaso abrisse vaga para a sessão de pré-estréia do Nosso Lar no shopping de Guarulhos. Então, abriu mais vaga sim, só que você tem que voar pra cá, pois o filme começa às 10h30”.

Saltei da cama com uma dor de cabeça terrível. Chamei minha mãe, e lá fomos nós.

Para vocês pode parecer bobagem, mas eu estava ansioso por esse filme desde que vi o trailer em maio. Acompanho notícias, converso com a produção pelo twitter, divulgo pra todo mundo. Então o fato de estar indo para o cinema assisti-lo foi como realizar um sonho antes do esperado.

Chegamos cedo ao shopping, tivemos que esperar abrir, e desde aquele momento, sentíamos um clima mágico no ar. A caminhada até a sala 5 do Cinemark do shopping Internacional de Guarulhos, me remeteu à “futura famosa” cena das dezenas de espíritos chegando à grande muralha de Nosso Lar.  Comprei uma pipoca e um refri que me ajudou bastante com a dor de cabeça.

Alguém apertou o play, e sem trailer, sem nada, começam a surgir os créditos iniciais do tão esperado roteiro. O que aconteceu desse momento em diante foi e será uma experiência individual, que depende de cada coração e da sensibilidade de cada um.

Serei redundante ao elogiar a parte técnica, a maquiagem, os efeitos especiais que foram utilizados na medida certa e sem exageros, os atores, a luz. Tudo perfeito.

Mas o filme Nosso Lar vai além disso, vai além das intrigas filosóficas que rondam o tema “colônias espirituais”, vai além até da filosofia espírita.  O que se vê, são lições e lições de cidadania, de perdão e auto-perdão, responsabilidade social e política, caridade, amor, organização e disciplina.

A visita do André ao seu lar terreno foi contada com uma suavidade, com uma leveza que, ao meu ver, conseguiu até superar a história original, contada pelos idos da década de 40.

A inserção do Emmanuel (que originalmente não aparece na história, porém foi autor do prefácio do livro) foi acertada, e a compactação necessária do conteúdo, não gerou grandes perdas na estrutura (por favor, não entendam que o conteúdo não citado não seja de extrema importância).

Quem não conhece o livro, vai se surpreender. Quem já leu vai se emocionar ao ver a história tão querida contada no cinema. (Eu confesso que só com o filme eu consegui imaginar os habitantes de nosso lar como seres humanos “normais”. Sempre eu os imaginava com um “q” de fantasma quando lia o livro, rs).

Ao final da sessão, as pessoas permaneceram sentadas, olhando os créditos. Algo como que se recuperando da grande emoção apresentada. Até que um irmão abençoado fez algo que todos estavam querendo fazer. Começou a bater palmas. Logo toda a sala estava batendo palmas. Palmas para a equipe do filme, para o Chico, para o André Luiz e também para os cidadãos de Nosso Lar. Não tenho dúvida alguma de que a sala estava repleta de espíritos de luz acompanhando essa sessão, nos encorajando a divulgar essa obra.

Divulguem, espalhem, assistam, estudem. Nosso Lar é um patrimônio da humanidade e se tudo der certo, o mundo inteiro vai conhecer essa história maravilhosa.

Muita paz e alegria. Fiquem com Deus.
Gabriel Bergamini

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Sagrado: até onde a medicina pode ajudar a retardar a morte?

Quer saber mais? Clique AQUI.

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