Tenho a maior alegria de falar dos valorosos amigos que fiz no trabalho de Mocidade, pessoas que carrego no meu coração independente da distancia ou do tempo que não as vejo, são referências em muitas coisas em minha vida.
Mas quero escrever sobre um em especial. Um que conheci antes do trabalho de Mocidade o Carlos Roberto Guimarães vulgo Beto.
Começamos nossa amizade por influência dos nossos pais, tinha tudo para dar errado essa amizade, mas deu certo até agora, eu tinha 16 anos ele 15, freqüentávamos o mesmo Centro (o Peregrinos do Caminho) e estávamos na idade das baladas e começamos a sair.
O pai do Beto e a minha mãe achavam que se nós dois estivéssemos juntos um controlaria o outro. Grande ilusão a deles. Não éramos de procurar drogas ou cigarros, mas a cervejinha descia redondo sem falar o olho comprido em cima de qualquer garota que passasse na nossa frente.
Detalhe: eu estava fazendo Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) no Peregrinos do Caminho, e o Beto também. O Beto saiu da EAE e eu alguns meses depois também saí, havíamos feito mais de um ano e meio de curso.
O ano de 1996 começou e em Março iniciamos uma nova turma como eu relatei na Coluna do mês de Junho. Vamos para o ano de 1997 que vai ficar mais interessante. Comecei a freqüentar a Mocidade e ele (o Beto) se recusava a participar dizendo que era coisa de pirralho e que não dava para ficar ali assistindo aulinha. Eu que já estava envolvido queria que ele também participasse, que seria uma boa experiência para nós dois, afinal quem viveu todo esse tempo junto na gandaia sabia o amigo que tinha, e para piorar a situação para o lado dele o pai dele só liberava o carro se eu estivesse junto o que estava sendo coisa rara naquele momento. Os dias foram passando e ele fazendo pressão para que eu fosse aos Bares e Danceterias para o pai emprestar o carro. Eu claro que não ia estava respirando Mocidade e não queria saber de gandaia naquele momento.
Um dia ele chega na minha casa e começa a falar que eu não era mais o amigo que ele tinha, que não me encontrava mais, não conseguia falar comigo. “Onde é que eu estava?!”
Foi então que ele chegou onde eu queria. Falei que se ele queria que eu saísse com ele tinha que pelo menos conhecer a Mocidade, afinal de contas a maior reclamação dele era ficar sem carro para curtir a balada, então fizemos uma troca, ele foi na semana seguinte na Mocidade e depois saímos para a balada.
Com o passar do tempo a balada foi mudando de figura e a Mocidade também. No ano de 1998 o Beto assumiu uma turma de Mocidade com a Fernanda e o Fabio em um centro espírita chamado GEFA (Grupo Espírita Francisco de Assis), a Turma 04.
Depois disso tudo ele trabalhou ativamente no movimento de Mocidade por uns seis anos ajudando na tesouraria e organização dos Encontros de Carnaval.
Como tudo na vida a amizade se constrói com tijolos chamados amor e dedicação, dê de presente tijolos como estes para os seus amigos.
Um forte abraço para todos vocês,
Angelo Dybal
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Olá Senhorio,
O cotidiano se torna chato depois de um tempo. Vocês que entrarão em férias agora e que achavam chato o cotidiano das aulas, vão estar cansados de férias logo mais, no fim do mês. É inerente ao ser humano a inquietação. Comecei a pensar nessas coisas, já que não aguentava mais esperar férias. Aí, junto com uma aula que dei nesse fim de semana em uma turma de mocidade lá do Vale do Paraíba, comecei a devagar divagar.
Quando aprendemos sobre a lei de ação e reação na mocidade – aquela mesma, do Tio Newton, da escola – normalmente lembramos de atos negativos e como eles impactam as pessoas a nossa volta. Como quando pensamos mal de alguém e isso gera um desequilíbrio, lançando vibrações negativas para ela, para ti (com a mesma intensidade) e, claro, para o ambiente em que vivemos.
As vezes não conseguimos nos controlar, isso é fato. As vezes, escapa algum mal-dizer-ops-saiu e lá se foram as energias negativas. É difícil controlar realmente, e vez ou outra acaba partindo de nós mesmos o comentário, pensamento e, em casos extremos, atos negativos.
Bom, estamos em um planeta de provas e expiações e nossa obrigação é “segurar a onda”. Porém, é normal que isto aconteça. Temos o livre arbítrio e temos que trabalhá-lo com responsabilidade.
Mas… e o contrário? E se nossa ação for positiva? Como as pessoas se comportariam se de repente melhorassemos o dia delas, nem que seja só um pouquinho? É possível fazer isso sem dinheiro? Sendo dependente dos meus pais? Eu consigo?
Espero que este vídeo seja o combustível para todos aqueles que tem uma chama, por menor que seja, dentro de si.
A música muda o ambiente, anima as pessoas e entretem, enquanto voltam do trabalho em um dia cansado. Ela é a ação de um grupo querendo mudar o dia das pessoas ou a reação ao cansaço e desanimo de todos?
Essa fica pra pensar!
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