Archive for October, 2008

II Encontro Regional de Mocidades SP-Centro: Oportunidade de educar para a liderança

Com as cores laranja – da transformação – e verde – da esperança, passamos o nublado 19 de outubro no Centro Espírita Aprendizes do Evangelho Perdizes entre setenta pessoas no evento RAVE: Renovando Atitudes da Vida Eterna.

O tema? Uma festa sem drogas, organizada pelo Gabriel – o Careta – que convidou seus amigos, com diferentes histórias de vida e, em comum, todos usuários de substâncias psicoativas: lança-perfume, tabaco, álcool, cocaína, maconha, ecstasy, anfetaminas e anabolizantes. Todos eles apresentavam as situações que dispararam o uso de drogas: a curiosidade, a influência dos amigos, o vazio interior…

Os jovens contavam a ausência de afeto de familiares, a dificuldade em conviver com amigos com a opção de uso de drogas, a necessidade de conquistar uma namorada foram alguns dos motivos destacados para terem recorrido às drogas como fonte de prazer e resposta para algumas angústias. Prazer esse que dura pouco, por vezes minutos ou algumas horas e que é seguido por dias ou uma vida de conseqüências físicas e espirituais negativas.

Nas salas de atividades, depoimentos muito vivos e maravilhosos: “Eu era viciado e hoje substituí um vício por outro. Hoje sou viciado nos meus amigos”, contava um participante. E o outro emenda: “Eu também, hoje meu vício é tocar [violão]”, relata um dos violeiros da plenária.

E por falar nela, e a plenária? A Equipe de Música selecionou um repertório de músicas mais antigas de mocidade, que abordam o tema da drogas: Rosa de Lima, Driblando a dor I e II, Menino da Paz… Simplesmente linda!

Linda também foi a descrição da Câmara Mediúnica vista do plano espiritual: a Fraternidade dos Anciãos trabalhando na limpeza dos ambientes e em seguida um grande galpão sobreposto à casa destinado ao socorro de drogaditos do plano espiritual que eram socorridos com as vibrações, sorrisos, palavras e abraços de cada participante encarnado.

É isso mesmo, fomos responsáveis por um grande trabalho espiritual apenas pelo fato de ali estarmos. A nossa presença implicou num envolvimento de todas pessoas ligadas a nós, acalentados em seu vazio interior.

O papel de multiplicadores após o Encontro é o desafio: sair para o mundo, amar a Vida e deixar a Vida nos amar, nos construir enquanto pessoas necessitadas apenas da felicidade que vem de dentro de nós mesmos, que é a felicidade verdadeira.

E o tema da liderança? Como fica?
Bem, para que esse evento pudesse ter esse cenário, contamos com muitos atores: monitores de atividades, câmara mediúnica, equipes de cozinha, de estrutura, de sala interativa, de palco, de decoração e de música.

Cada equipe conta com um líder, mas apostamos que cada um seja líder de si mesmo. Assim, investimos e apostamos na “educação para o trabalho”, pois consideramos que o trabalho espiritual é fonte abençoada de ensinamento de convivência com o outro e consigo mesmo, e, como seres humanos, com potencialidades e limitações.

Tanto as cerca de dez reuniões para elaboração do Encontro quanto as discussões com cada núcleo de trabalho e individualmente com cada trabalhador são necessárias: saber como o outro funciona no trabalho, como concebe o trabalho que vai realizar contribui para que o líder potencialize as equipes para o trabalho: saber dos medos, das inseguranças e principalmente das idéias que teve, do que tem vontade de criar!

No Iniciação Espírita, Armond nos indica que não é o trabalho que precisa do trabalhador, mas o trabalhador que tem no trabalho a oportunidade preciosa de seu aperfeiçoamento. Que benção sermos nós aqueles que podem trabalhar, no entanto se não somos nós, outros poderão realizar as tarefas: a escolha é nossa, não somos missionários.

O trabalho não é nosso, mas está nosso, se o assumirmos como tal!
E há um trabalho invisível quando nos tornamos trabalhadores, que é o de trabalhar conosco mesmo no encontro com os outros seres – a alteridade, termo utilizado por Ermance Dufaux. Esse encontro com o outro que nos burila, nos desafia a tirar de dentro de nós o melhor, aquela habilidade mais preciosa, aquela capacidade rica de nos melhorar.

Se o outro não faz, aceitação.
Se o outro faz demais, compreensão.
Se não faz de nosso jeito, tolerância.
Se faz apenas de nosso jeito, revisão de conceitos.
Se faz junto: FRATERNIDADE.

Trabalhar com o outro significa humildade, auto-confiança, fé: burilar tantos valores… Dividir tarefas, multiplicar potenciais, somar qualidades e virtudes: conjugar tantos verbos!

Temos trabalhado em equipes absolutamente abençoadas e, como metodologia, o fortalecimento do outro. Quando os companheiros chegam para pedir uma opinião, obtém como resposta: O que você acha? O que você programou? O que você acha de discutir com seu parceiro de trabalho para decidirem juntos? Você conseguiu realizar sua tarefa? Você precisa de ajuda em alguma parte da sua tarefa?

Ou seja, não há um líder absoluto que centraliza as tarefas para decidir, mas para delegar. Delegar apontando as potencialidades divinas de cada um. Se um tem facilidade para a música – vamos tocar na plenária! Se um para teatro – a peça de abertura e encerramento das atividades! Se um para lavar as panelas – socorro, tem um montão lá na pia! Se um alegrar as pessoas – recepção!

Não reunimos dentro de nós todos esses potenciais (graças a Deus), mas se nos reunimos em grupo, cada peça completa o quebra-cabeça!

Para isso tudo, muita conversa de lado, escuta do outro. Assumo que cheguei antes, há alguns anos atrás no trabalho de mocidade, mas apesar disso, não detenho comigo toda a verdade. Posso contribuir com minha experiência e flexibilizá-la como mais uma referência.

Vejo que isso tem trazido um “porto seguro” para os trabalhadores de mocidade da regional. Pessoas essas que vão e realizam, vão lá na frente e falam, passam o recado. Falam muito bem. Algumas vezinhas só precisam que eu assopre o roteiro. Tenho, então, de saber que a hora é de me diminuir para que eles apareçam – como fez João Batista com Jesus.

E como somos todos humanos, claro que nem tudo é só paz. Meu autoritarismo se expressa com meu dedo indicador apontando o que foi delegado, minha marca registrada: “Fulano, faz isso”; “Ciclano, aquilo”. Mas já entendi que por enquanto esse papel ainda é necessário na condução do grupo. Amanhã não será mais: líderes estão em formação!

Responsabilizar-se e responsabilizar com os outros. Não delegar apenas, nem supervisionar, mas responsabilizar-se pelo sucesso do outro no trabalho espiritual: Está tudo bem na sua tarefa? Precisa de ajuda? Quer dividir alguma coisa? Vamos ver quem pode te ajudar? Eu acho que você consegue!

E a partir daí os resultados: lembrancinhas, crachás, atividades, músicas… Cada um no seu trabalho, pelo mesmo trabalho! Destacar os feitos de cada um e a espontaneidade no fazer e na criação do que faz. Investir no desejo do outro, no que quer fazer e o no que acredita que pode.

Entendo que o trabalho do líder não é se eternizar… Fazer nossa parte, aquele trabalho que é nossa cara, permitir e buscar por onde que o outro aprenda com o trabalho, como a gente aprendeu um dia e continua aprendiz. Formar novos líderes, compor equipes, relativizar nosso ponto de vista sem abrir mão de nossa convicção. Delimitar espaços de participação e responsabilidade, respeitando a condição do outro de tão aprendiz quanto a gente.

Na Regional SP-Centro, aprendi a evitar as lideranças:
- “só o cargo e nada mais”, o líder que fica com o cargo sem encargo;
- “tudo eu”, o líder que assume para si alegrias e desgraças do trabalho;
- “nada eu”, o líder que só manda os outros e nada faz;
- “líder do ano que vem”, o líder que espera ano que vem para fazer;
- “líder-timer” que já faz muito em uma hora e meia na reunião.

Como humanos, somos um pouco de cada tipo desses líderes e, no papel de líderes, nos desafiamos em sermos como Jesus: objetivo e amoroso com os seus. Não hesitar em falar “sim, sim” e “não, não” para as situações que nos pedem posicionamentos.

Importa destacar a alegria de sermos líderes em prol de algo bonito a ser realizado, que é a evangelização de jovens corações, como o meu e o dos trabalhadores. Considerar a educação como “tirar algo de dentro pra fora, deixar aparecer”.

Agradeço a passagem na liderança como um emprego espiritual abençoado. E que venha a nova equipe!

Rejane – Regional SP Centro

Ouça aqui a música “Menino da Paz” regravada pelo grupo de música da Regional SP Centro:
[audio http://sq.txdnl.com/mwt/d/a/l/h/dalhemongo/playlists/206179/1888749.mp3]

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Tendo Moisés proibido evocar os mortos é permitido fazê-lo?

Revista Espírita, outubro de 1863

(Bordeaux – Médium: Sra. Collignon)

Será, então o homem tão perfeito que julgue inútil medir suas forças? E é sua inteligência tão desenvolvida que possa suportar toda a luz?

Quando Moisés trouxe aos hebreus uma lei que os pudesse tirar do estado de escravidão em que viviam e reavivar neles a lembrança de seu Deus, que haviam esquecido, foi obrigado a graduar a luz por sua força de visão e a ciência pela força de sua inteligência.

Porque também não perguntais: Porque Jesus se permitiu refazer a lei? Porque disse: “Moisés vos disse: Dente por dente, olho por olho, eu vos digo: fazei o bem aos que vos querem mal; bendizei aos que vos amaldiçoam; perdoai aos que vos perseguem”.

Porque disse Jesus: “Moisés disse: Aquele que quiser deixar sua mulher lhe dê carta de divórcio”. Mas eu vos digo: “Não separeis o que Deus uniu.”

Porque? É que Jesus falava a Espíritos mais adiantados que na encarnação em que estavam ao tempo de Moisés. É que é preciso proporcionar a lição à inteligência do aluno. É que vós, que perguntais, que duvidais, ainda não chegastes ao ponto em que deveis estar e ainda não sabeis o que sereis um dia.

Porque? Mas, então, perguntai a Deus por que criou a erva do campo, da qual o homem civilizado chegou a fazer seu alimento? Porque fez árvores que só deveriam crescer em certos climas, em certas latitudes, e que o homem chegou a aclimatar por toda a parte?

Moisés disse aos Hebreus: “Não evoqueis os mortos!” Como se diz às crianças: “Não toqueis no fogo!”

Não foi pela evocação que, pouco a pouco, tinha degenerado em idolatria entre os Egípcios, os Caldeus, os Moabitas e todos os povos da antigüidade? Eles não tinham a força de suportar a ciência, tinham-se queimado, e o Senhor tinha querido preservar alguns homens, a fim de que pudessem servir e perpetuar seu nome e sua fé.

Os homens era pervertidos e dispostos às evocações perigosas. Moisés preveniu o mal. O progresso deveria ser feito entre os Espíritos, como entre os homens; mas a evocação ficou conhecida e praticada pelos príncipes da Igreja; a vaidade, o orgulho são tão velhos quanto a humanidade; assim, os chefes da sinagoga usavam a evocação e, muitas vezes, usavam-na mal. Assim, muitas vezes, sobre eles abateu-se a cólera do Senhor.

Eis porque disse Moisés: “Não evoqueis os mortos.” Mas a mesma proibição prova que a evocação era usual entre o povo e era o povo que ele a proibia.

Deixai, pois, falar os que perguntam porque? Abri-lhes a historia do globo, que cobrem com seus passos miúdos, e perguntai-lhes por que, desde tantos séculos acumulados, marcam passo e avançam pouco? Ë que sua inteligência não está bastante desenvolvida; é que a rotina os constringe; é que querem fechar os olhos mau grado os esforços feitos para lhos abrir.

Perguntai-lhes porque Deus é Deus? Porque o Sol os ilumina?

Que estudem, que busquem e na história da antigüidade verão por que Deus quis que tal conhecimento em parte desaparecesse, para reviver com mais brilho, quando os Espíritos encarregados de o trazer, tivessem mais força e não vergassem ao seu peso.

Não vos inquieteis, meu amigos, com perguntas ociosas, com objeções sem nexo, que vos fazem. Fazei sempre o que acabais de fazer: perguntai e nós vos responderemos com prazer. A ciência é de quem a busca; então ela vem se lhe mostrar. A luz ilumina os que abrem os olhos, mas as trevas se adensam para os que os querem fechar. Não é aos que perguntam que se há de recusar, mas aos que fazem objeções com o fito único de extinguir a luz ou que não ousam fitá-la. Coragem, meus amigos, estamos prontos para vos responder todas as vezes que forem necessárias.

Semeão, por Mateus.

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Encontro Regional de Sorocaba – Eu te busco

5h30 da manhã foi o horário aproximado que os participantes e trabalhadores do 4° Encontro de Mocidade da Regional Sorocaba acordaram. Cerca de 80 pessoas participaram do evento, realizado no dia 12 de outubro na cidade de Tatuí. Além da participação das cinco casas da regional, tivemos reforços de Indaiatuba, Cerquilho, São Paulo e da mocidade de um outro centro de Tatuí que não faz parte da Aliança.

Baseado no livro de Luiz Sérgio “Eu Te Busco”, o encontro, que levou o mesmo nome, teve as atividades voltadas para o auto-conhecimento e questões relacionadas a porque buscar a Deus e como Ele nos busca. Com muitas dinâmicas, debates e o grande envolvimento dos alunos e monitores, pudemos refletir sobre a necessidade de utilizar nossos talentos para ajudar o próximo e, dessa maneira, sermos um instrumento de Deus.

Os participantes foram divididos em quatro equipes, norte, sul, leste e oeste, e seu objetivo maior dentro do encontro era recuperar a grande bússola e protegê-la vibratoriamente ao aumentar o nível do reservatório de energia. Além disso, tivemos também um coração tabuleiro, no qual todos tiveram que se unir e jogar como uma única peça para tentar chegar até o fim. Infelizmente, não foi possível avançar até o final porque esse “jogo”, no qual nós devemos utilizar nossos conhecimentos e virtudes para trabalhar para o bem, deve ser levado para fora do encontro.

Sem dúvida, esse foi o melhor Regional já realizado. Primeiro porquê, como foi lembrado, nosso primeiro Encontro teve a participação de oito pessoas; esse ano, tivemos um número dez vezes maior. Além disso, fomos muito mais organizados e unidos; mesmo com as falhas, que sempre ocorrem, conseguimos alcançar o nosso objetivo. Até mesmo os improvisos, que já deram muito errado em outros eventos, foram perfeitos. Por termos trabalhado muito antes e durante, a espiritualidade se encarregou de aparar as arestas.

Ainda não temos total noção dos resultados e impacto que o encontro causará na vida dos alunos e na regional; esse feedback teremos com o tempo. Porém, já temos a certeza que ele foi importantíssimo para a nossa união. E mais do que isso, esse encontro nos permitiu sonhar. Buscando ainda mais o nosso Pai, esperamos um futuro muito próspero enquanto regional e sonhamos em realizar, no ano que vem, um Encontro “Biregional” ou “Inter-regional”, enfim, em conjunto com a Regional Campinas.

Bárbara Blas
N.E.E. Francisco de Assis, Regional Sorocaba

Texto retirado da edição que será distribuída em novembro de 2008 de O Trevo.

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Encontro Regional Litoral Sul – A Grande Família

Uma Grande Família. Esta foi a imagem que os participantes do XXII Encontro Regional de Mocidades do Litoral Sul passaram a todos os trabalhadores e para a espiritualidade nos dias 11 e 12 de outubro de 2008. Um grande círculo com todos abraçados arrematou os dois dias de mais pura alegria e vivência dos ensinamentos de Jesus.

Por volta de 90 jovens aprenderam e vivenciaram conceitos de família, tema dividido da seguinte forma: A reencarnação, seu planejamento, seus efeitos na formação da família; a vida em família, a convivência com nossos pais, irmãos, os motivos que nos unem; a futura família, ou seja, nós jovens formando novas células de convivência. Por fim, a família universal, nós como filhos de Deus e o desenvolvimento do amor por nossos semelhantes e, além disso, formas de se praticar o bem e auxiliar muitos.

Cantamos, dançamos, pulamos, abraçamos, choramos e aprendemos ainda mais.
O grande momento foi a entrega aos alunos de cartas escritas por seus pais. Minutos de muita emoção e felicidade pela demonstração de carinho, sem falar no fortalecimento dos laços familiares, grande objetivo de nosso encontro.

Alessandro Augusto Arruda Basso
Regional Litoral Sul

Texto retirado da edição que será distribuída em novembro de 2008 de O Trevo.

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UEMESP 2008 – O Jovem a Caminho da Regeneração

Três anos se passaram e aqui estamos: 2º UEMESP. Voltando alguns anos no tempo, jovens se propuseram a realizar um encontro de união entre os diferentes seguimentos espíritas de São Paulo, fazendo com que pessoas que acreditam e trabalham num mesmo ideal, se conheçam. E assim aconteceu em 2005 o 1º UEMESP, União dos Encontros de Mocidades Espíritas de São Paulo. Aprendemos muito com os nossos acertos e erros e decidimos então que este encontro aconteceria a cada 3 anos e 2008 chegou. Em menor número é verdade, mas com o mesmo sentimento: o Espiritismo sem fronteiras, o Cristianismo sem barreiras!

Devo admitir que este 2º UEMESP foi extremamente especial para mim. De início, a ausência de amigos do primeiro evento me causava certa insegurança, o que me forçou a me dedicar de corpo e alma neste ideal. E como valeu a pena! Rever amigos, fazer novos amigos, trabalhar novas idéias em conjunto, onde o ato de ouvir e de compartilhar foi um grande aprendizado.

Um dia depois deste evento, agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de participar das duas edições, pois creio que pude acompanhar uma evolução interessante, onde o título de um livro resume meu sentimento: Diferenças não Separam! E hoje acrescento: completam. Houve dificuldades, é verdade, mas concluo que foram parecidas ou iguais as que sempre vivencio nos outros eventos, provando que somos seres a caminho da regeneração e para que isso se concretize, precisamos colocar em prática todos os ensinamentos deixados pelo Mestre.

Que em 2011, as pessoas que levantaram a mão quando o companheiro Rodrigo fez a pergunta de quem irá ajudar na elaboração do próximo encontro possam realmente levar à frente este compromisso, para que possam entender o quanto é bom o que senti ao final desta etapa. Até lá, poderei levar comigo, novos amigos de ideal. Só sei que foi muito bom conhecê-los!

Kauê Lima
Regional São Paulo Leste

Texto retirado da edição que será distribuída em novembro de 2008 de O Trevo.

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Eu e você podemos mudar o mundo juntos, é só querermos…

Entre quase uma centena de sorrisos e lágrimas aconteceu, em São Bernardo, o 16º Encontro Regional das Mocidades Espíritas do ABC nos dias 11 e 12 de outubro de 2008. O título do encontro? “Nós podemos mudar o mundo com nossas próprias mãos”. A proposta de estudo era o capítulo 17 do “Evangelho Segundo o Espiritismo”: Sede Perfeitos, focando em três aspectos principais: o dever, a virtude e o homem no mundo.

As atividades foram direcionadas para o que podemos fazer e o quanto podemos contribuir para deixar o mundo a nossa volta melhor, lembrando que todos temos deveres, todos (sem exceção) temos virtudes e todos temos com o que cooperar.

Os dois personagens principais do encontro foram o mentor Izaquias e o aluno Johnny. Ambos levantaram questionamentos, propuseram discussões e ajudaram na preparação dos participantes no regresso ao plano material, o grande mote do encontro.


Ao final, quando o mentor Izaquias liberou os jovens para a “reencarnação”, todos aptos e preparados, os trabalhadores do encontro entraram de mãos dadas fazendo um círculo em volta dos participantes mostrando que eles não estariam sozinhos nesta jornada. Neste momento, a comoção foi geral, enquanto cantavam uma música, a vibração daquele grande abraço coletivo invadiu o coração de todos.

Foram dois dias de muito trabalho, troca de idéias, conhecimento e aprendizado. Também foi tempo de fazer amigos, se divertir, cantar, dançar, amar e ser amado. Tenho certeza que a quase metade dos corações que estavam em um encontro de mocidades pela primeira vez vai ficar marcado para sempre. E aqueles que já foram a outros encontros, também estou certa que sempre se lembrarão do 16º Encontro Regional do ABC com muito carinho.

Depois de alguns contratempos com a escola, outro probleminha com os chuveiros (facilmente contornado), algum imprevisto na cozinha, o saldo do encontro foi altamente positivo e tenho certeza que cada jovem, dirigente, monitor e trabalhador sai do encontro com as energias revigoradas e com total consciência de que não está sozinho.

Estar um fim de semana com amigos de mocidade que têm os mesmos ideais e que também acreditam em um mundo melhor é maravilhoso. A afinidade e a empatia já surgem logo de cara entre duas pessoas que estão se encontrando pela primeira vez. O amor brota em todos os cantos e faz nascer a felicidade, a alegria e a amizade.

Mais fotos? Aqui!

Vídeo de encerramento:

Bárbara – Regional ABC

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A primeira vez nunca se esquece!

Encontro Regional do Vale 2008. Emocionante para alguns, perfeito para outros, para mim, o melhor encontro que já fui em toda a minha vida. Não apenas pelos sentimentos totalmente novos que senti, ou pelas novas amizades que fiz. E sim por ter sido meu primeiro encontro como trabalhadora.

Quando me convidaram para ser monitora de atividade fiquei surpresa, feliz e assustada, tudo ao mesmo tempo. A primeira pergunta que passou pela minha cabeça foi: Será que eu dou conta? E em seguida: Será que eu estou preparada? Sem saber as respostas, fui procurar ajuda de uma pessoa, e ela me disse uma frase que me marcou muito: “Sempre temos algo para passar para os outros. Às vezes pensamos que sabemos muito pouco, mas comparado com outros sabemos muito”. Essa frase me fez aceitar o convite. A partir dai me dediquei ao máximo, tanto na elaboração das atividades, quanto nas atividades que iriam ser aplicadas no encontro.

No início do encontro ainda não havia “caído minha ficha” de que eu não era mais uma aluna, e sim uma trabalhadora. Ao decorrer do encontro e das atividades passei por experiências, emoções, amizades, e sentimentos novos, completamente diferentes das que eu já havia sentido.

Como trabalhadora vi que para que um encontro aconteça é preciso de muita colaboração, de pessoas para fazer comida, limpar os banheiros, vigiar o colégio à noite (enquanto dormimos), monitorar as atividades, aplicar as atividades, monitorar os quartos, tocar músicas, realizar teatros, organizar os banhos, e etc. O trabalho que dá não é fácil, porém depois de ver todo o resultado compensa qualquer esforço.

Aprendi muito mais como trabalhadora, do que como aluna, não apenas por ter lido mais e estudado antes do encontro, mas por ver o encontro de outro ângulo e com outros olhos, e enxergar que todos nós podemos fazer a diferença, e que não devemos nos espelhar nas pessoas que não fazem o bem (que são a maioria), e sim nos espelhar nas para as pessoas que fazem a diferença e segui-las, e se preciso for levaremos o dobro de amor!

Para finalizar, vou mostrar um vídeo que eu fiz para o encerramento do encontro:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=uim_OrjilQU]

Carla, regional VALE.

E o encontro da SUA REGIONAL, como foi? Conte também para a gente, enviando um email para sac.dalhemongo@gmail.com.

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Transição – O Espiritismo na TV

Divaldo Pereira Franco responde a algumas perguntas e fala sobre a estréia do programa espírita.

O programa chama-se Transição – A Visão Espírita para um novo Tempo, e é exibido aos Domingo, as 15h, na REDE TV.

Yuri, regional VALE.

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Quem tem medo de morrer?

Chico, com sua incrível humildade e excelente bom humor (quem disse que para se ser um bom espírita, temos que ser “sérios”?) conta um causo bem interessante de uma viagem de avião em que teme passar desta para a colonia.

Isto até que lhe aparece Emmanuel…

Se ele que era Chico Xavier tinha medo de desencarnar, quem dirá nós, não?!

Este vídeo foi retirado do programa Pinga Fogo da TV Tupi em que, nesta edição, o convidado é Chico Xavier e responde a questões do grande público sobre o espiritismo.

Filippo – Vale

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