Archive for November, 2008
E agora, o que fazer? (ou "Posso Frequentar esta Casa" – Parte II)
(Nota do DalheMongo): Hei, jovem de mocidade, você sabia que tem gente falando de você em O TREVO de dezembro? Quer saber o que?! Leia o texto abaixo.
Imagine que a resposta para a pergunta “Senhor, posso freqüentar esta casa espírita?” seja SIM. Sim, pode freqüentar esta casa. Imagine agora, que este mesmo jovem passe a freqüentar o grupo de Mocidade Espírita de sua casa. Quantas vezes você terá oportunidade de encontrá-lo na casa? Em quais momentos poderá cumprimentá-lo e ter a oportunidade de saber de sua vida? Será que somente em eventos da casa? Ou será que nem nestes momentos? Por quais sofrimentos e alegrias poderá passar nos anos da turma de Mocidade? Será capaz de reconhecê-lo após alguns meses?
Não só um programa de aulas dedicado à adolescência, ou um departamento da casa espírita, a Mocidade deve assumir sua função como parte de um processo de desenvolvimento e amadurecimento do espírito encarnado, que se inicia na infância e ocorre no decorrer de toda sua vida. Neste sentido, mais do que uma seqüência de aulas formando um programa padronizado, o que já nos caracteriza como uma Aliança, a Mocidade é um ideal de crescimento espiritual da adolescência.
Mas você deve estar se questionando, o que tenho a ver com isto?
Quando pensamos em Mocidade, a palavra integração logo nos vem à mente. Integrar o que? Para que? Por quem? Se reconhecermos que qualquer trabalho precisa se integrar a casa espírita, isto significa que já está separado. E precisamos fazer de tudo para que isto não ocorra. E fazer mais ainda para que tal situação não perdure. Compartilhar seria a melhor palavra. Compartilhar decisões da diretoria em conjunto com os dirigentes de Mocidade, compartilhar aulas em conjunto com as Escolas de Aprendizes, compartilharem exposições de aula nas turmas de Mocidade, compartilhar discussões sobre a juventude nos cursos de Oratória e de Entrevistadores, compartilhar o mesmo horário na casa espírita para que o jovem veja e seja visto, compartilhar risadas nos corredores da casa espírita, compartilhar músicas e vibrações para o bem da humanidade e compartilhar acima de tudo, a esperança na juventude e no homem.
Mas uma outra pergunta nos motiva a reflexão, como posso contribuir para este desenvolvimento do jovem? Sabendo das potencialidades do jovem, da Mocidade e como o programa de aulas da Mocidade pode contribuir para que caminhos em comum sejam construídos. Você conhece o programa de aulas da Mocidade? Sabe que ele mudou e foi ratificado na RGA deste ano? Se mudou, como podemos construir possibilidades de interação?
Um programa estruturado em quatro ciclos, em que palavras como Conhecer, Sentir, Pensar e Agir são norteadoras. Um programa em que busca estar em conformidade e atualizado com as transformações do espírito na fase da adolescência e da sociedade. Um programa na qual as visitas aos trabalhos da casa estão contextualizadas (como por exemplo a visita aos trabalhos de cunho espiritual da casa na parte em que se aborda o tema Mediunidade, a visita as Escolas da casa espírita quando o assunto da História do Espiritismo no Brasil é abordado), um programa que convida os pais dos jovens a conhecerem a Mocidade, a Casa Espírita e o Espiritismo, um programa que faz Evangelho no Lar na casa de um dos alunos, levando um pouco de paz e amor aos lares (não te faz lembrar nenhum trabalho das Escolas?), um programa enfim que pode muito, mas nada faz sem a real colaboração e vontade dos trabalhadores da casa espírita, dirigentes de Mocidade ou dos demais trabalhos.
Compartilhar amigos, pensamentos, reflexões, atitudes, erros e acertos na tentativa de fazer da casa espírita um ambiente sadio de convivência e confraternização espiritual, quiçá uma Casa do Caminho. E agora, o que fazer não seria a pergunta mais adequada e sim:
E agora, quando começar a fazer?
Daniel Boari – SP Centro
Pronta para o Trabalho
Mais um ano chega ao fim. Nostálgico?? Talvez. Mas é também uma grande oportunidade de reflexão. Esse ano, minha vida tomou um rumo não tão inesperado assim, mas nem por isso, pouco surpreendente. Em agosto, assumi uma turma de mocidade no Paulo de Tarso. Não que eu não estivesse acostumada a trampar, longe disso!!!! Sempre me meti onde fui (ou não) chamada. E, apesar de uma certa insegurança que chega, mais cedo ou mais tarde, um episódio me chamou a atenção. Estávamos indo, eu e os outros dois dirigentes, fazer propaganda da turma nos dias de trabalho da casa. Em uma quarta-feira à tarde, de muito calor, fui até o PT. Muito contrariada, por sinal. Não sabia se aquilo era mesmo necessário, mas fui.
Chegando lá, dei o meu recado (que mal durou 2 minutos), e sai da casa. No portão, encontrei com uma menina, e perguntei se ela estava querendo tomar passe. Para a minha surpresa, ela me respondeu que estava interessada em saber mais sobre a nova turma de mocidade que iria abrir. Lutei contra o impulso de começar a me bater ali memso, na frente dela. A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi dizer :”Meu Deus, obrigada!”
Mas meu trablho, na verdade, começou antes disso. Em fevereiro, no Folia de Luz, fui pela primeira vez como trabalhadora. No palco, tivemos experiências incríveis. Fora dele, também. Provavelmente, nunca chorei tanto na minha vida, e olha que eu choro muito… Foi o começo de tudo. A partir daí, não quis parar mais. Em Abril, fui ao encontro do PT também como trabalhadora,e, finalmente, em Setembro, participei do meu primeiro Encontro de Dirigentes.
Foi a oportunidade perfeita de perceber que não estamos sozinhos nessa jornada. A simples visão de pessoas completamente estranhas e diferentes cantando, juntas, as músicas de mocidade, me fez ver como sou pequena diante de tudo isso. No mesmo mês, porém, minha alegria triplicou ao aplicar atividades no Encontro Regional. Todas as coisas que ouvi e vi durante aqueles dois dias me marcaram para sempre. Nunca me senti tão acolhida e feliz por fazer parte de algo. Além disso, entendi o verdadeiro significado da palavra “amor”.
Sei que o nao ainda não acabou, e que muito trabalho ainda está por vir. Sei também que a luta por esse ideal se torna cada vez mais necessária. E é por isso que, todos os domingos, ao entrar no Paulo de Tarso, agradeço a Deus por essa oportunidade, e , acima de tudo, pelas pessoas ao meu redor.
Tenho certeza que estamos todos intimamente ligados à um destino muito maior do que imaginamos, e que nosso trabalho não acaba nesta encarnação.
Esta]remos juntos por longos e longos tempos, felizmente.
(Ou não, né?? ….Brincadeirinha!!!!)
Mariana- Paulo de Tarso (Vale)
O tão falado livre-arbítrio
Acredito que a tirinha resume tudo, não? Que tal prestarmos um pouco mais de atenção ao que andamos fazendo com o nosso corpo e, principalmente, com a nossa vida?
Como disse Paulo de Tarso: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Fiquem com Deus.
Bárbara – Regional ABC








