As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.
Nunca estamos sós.
Ainda não sei muito bem se devia continuar dizendo as coisas que digo, porque desconfio que elas são banais. Porém, como sempre encontramos pessoas para as quais essas [...]
As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

Nunca estamos sós.
Ainda não sei muito bem se devia continuar dizendo as coisas que digo, porque desconfio que elas são banais. Porém, como sempre encontramos pessoas para as quais essas coisas são novas, é de utilidade que se ensine, recomeçando sempre. Por isso, aqui estou novamente com muita satisfação.
Muita coisa me tem acontecido desde a última notícia que dei. Estou sendo procurado por muitos irmãos que querem colaborar também e me incentivam bastante. Hoje estão muito deles aqui, porque quiseram conhecer minha família terrena. Estão animados, esperando poder participar de algum trabalho que projete suas inteligências no bem e no amor aos encarnados. Acho que ainda não estamos preparados para enfrentar um trabalho de tamanha envergadura e só daqui a alguns anos teremos possibilidades de executá-lo
É melhor para todos nós, principalmente para os encarnados, que nos mantenhamos em discreta distância, pois nenhum de nós saberia resolver os problemas que os afligem. Já tive provas dessa dificuldade, enfrentando casos estudados pelo meu grupo, sempre orientado pelo mentor (eu já expliquei que mentor é igual a professor).
O caso estudado não era dos mais complexos, mas, mesmo assim, deixou–nos embaraçados . Imagine que havia dois irmãos brigando por causa de uma moça. Perguntou-nos o mentor se saberíamos opinar sobre a questão. Os outros nada disseram e ficaram indecisos. Eu, então, resolvi expor meus pensamentos, porque achei muito natural fazê-lo. Disse que eles brigavam por uma tolice, pois a moça gostaria de um só. E se fosse o caso dos moços gostarem da mesma moça, ambos deveriam desistir e continuar sendo amigos. Então, disse-me o mentor:
- “Como você faria para normalizar a situação?”
Fui rápido na resposta, usando o conhecimento que já havia adquirido:
- “Chegaria perto de cada um deles e daria a intuição; ou esperaria que ambos dormissem para conversar com eles e convencê-los a continuar se estimando, desistindo da moça”.
O mentor, muito sério, levou-nos a um canto e depois de apaziguar os contendores, fazendo um deles se afastar e o outro descansar, ficou observando o que ficava. Após alguns minutos, pôs atenção no que me pareceu ser a mente espiritual do moço, voltou sorrindo e disse que o caso estava quase resolvido.
Levou-nos dali para o lugar onde moramos. É verdade. Nunca falei dele para você. Ë uma cidadezinha onde nós, desencarnados, temos tudo aquilo de que precisamos e somos abrigados de toda maldade. Outro dia eu explico. Nessa cidadezinha há um prédio grande onde eu nunca entrei. Nosso mentor deixou-nos à porta e entrou sozinho. Passado algum tempo voltou e, interrompendo nossa conversa, convidou-nos a retornarmos à casa dos contendores.
Lá estavam os dois irmãos amuados. Nosso mentor explicou:
- “O moço (que aqui vamos chamar José) sente atração pela moça, mas não vai desposá-la, porque na encarnação anterior contraiu débitos, isto é, tem por obrigação moral casar-me com outra moça da qual abusou e depois a relegou ao desamparo social. Embora ele tenha o desejo de voltar a ter Maria (demos-lhe esse nome) por companheira, não vai ser permitido.
João, ao contrário, é muito amigo (afim) de Maria e veio para ser-lhe companheiro, já que na encarnação anterior não o pôde, porque o irmão José, ao desviar-se do compromisso que contraíra com a outra, tomara-lhe a namorada Maria.”
A conseqüência de tudo isso foi que nós tivemos de lavrar a sentença: vamos ajudar João a casar com Maria. Foi o que começamos a fazer. Tudo sob rigorosa supervisão do mentor, que nos guia passo a passo, só nos entregando serviços menores como recados acompanhamentos para proteção, vigia e outros mais.
Como vê, muita coisa se passa na Terra e ninguém percebe que mãos desconhecidas a orientam para tudo correr certo.
Nós costumamos dizer: “Deus nos ajude” e nem sequer temos a idéia de que realmente Deus nos ajuda, fazendo com que muitos de nós estejamos perto da hora da necessidade.
Bem, esta primeira parte foi toda preparadinha para ser escrita. Cuidei de usar bem as palavras para não terem sentido dúbio. Agora vou relatar outras coisas.
Sabe que tenho feito rápidas viagens pelo Brasil? Não sei por que razão não nos deixam sair do País em nosso trabalho. É provável que nos embaraçássemos por causa da língua diferente que os povos falam. Ainda não estamos práticos em entender os pensamentos. Somos todos aprendizes. Sobre isso ouvi uma palestra em que o orador explicava que a pessoa que treinasse, quando encarnado, a transmissão e recepção de pensamentos encontraria grande facilidade, ao desencarnar, em entender os outros Espíritos, de qualquer nacionalidade que eles fossem.
Já visitei outros sítios que não estão em contato com os encarnados. São lugares onde os desencarnados se encontram agrupados e isolados. Também tomei conhecimento das “encarnações”. Falaram-nos longamente sobre isso. Eu continuo não me lembrando de nenhuma a não ser da última, porém dizem que tivemos muitas como gente. Aí eu não me contive e perguntei.
- “Então tivemos outras sem ser gente, ou nascemos de Adão e Eva?”
Fiz mal e fui advertido, pois inquiri com ironia, mas a resposta veio, um tanto vaga, precisando de maiores detalhes, contudo havia lógica. Disseram que estamos evoluindo espiritualmente e também na forma, e que um depende do outro (espírito e forma); que já pertencemos a outras espécies de animais antes de sermos homens. Isso me fez pensar, mas não mais me atrevi a brincar.
Essas foram as lições mais importantes que recebemos. Elas terão continuidade, porque se formam lacunas no nosso pensamento que nós não sabemos como preencher. É preciso que venham as explicações para que possamos fazer comentários.
Quero que perceba que estou falando muito no plural. Foi-nos recomendado que usássemos o “eu” o menor número possível de vezes. O mentor sugeriu que verificássemos os encarnados e contássemos quantos caminhavam inteiramente sós. Nós contamos apenas um em uma multidão. Então, fez-nos notar que nunca uma pessoa está só. Há sempre alguém acompanhando e auxiliando, quando não, prejudicando. Por isso, devemos ir-nos acostumando a nunca usar o pronome na primeira pessoa do singular, mas sempre no plural.
Ainda quero falar de outras coisas. No Natal, por exemplo, que também festejamos. Já na véspera, ouvimos, uma belíssima explanação com a recomendação de que não fizéssemos o nosso Natal egoisticamente. De acordo com a sugestão, o grupo, sempre seguido pelo mentor, buscou uma família necessitada de conforto; e, então, foi uma correria, intuindo um a outro para levar – lhes o necessário a fim de que o estômago insatisfeito não os impedisse de pensar em Jesus.
Jesus é louvado em todos os trabalhos e reuniões que temos. Ensinam-nos que ele foi admirável em sua abnegação. E seu mérito é tão grande que não sabem de ninguém que conseguisse alcançá-lo.
Assim, como expliquei acima, passei o meu primeiro Natal no espaço. Já com a missão cumprida, recolhi-me a orar e, pela primeira vez aqui, orei com devoção mesmo. Não orei pedindo nada para mim, mas rogando um pouco de alegria para meus pais, que agora só ficaram com meu irmão.
Hoje recebi licença para vir fazer uma visita e deixar minha mensagem. Agradeço a oportunidade e desculpe-me se não me sinto com espírito jocoso, próprio para divertir. Outro dia voltarei, quando puder e tiver algo interessante para contar. Quero descrever a cidadezinha onde moro. Vai achar muito curiosa.
LUIZ SÉRGIO.
Além da eternidade (Always) é um filme estadunidense de 1989, do gênero romance, dirigido por Steven Spielberg e com roteiro baseado em A Guy Named Joe, de Chandler Sprague.
Assim como em outras religiões cristãs, o espiritismo também acredita na eternidade. A doutrina ressalta, entretanto, a vida após a morte e o alcance de níveis [...]
Além da eternidade (Always) é um filme estadunidense de 1989, do gênero romance, dirigido por Steven Spielberg e com roteiro baseado em A Guy Named Joe, de Chandler Sprague.
Assim como em outras religiões cristãs, o espiritismo também acredita na eternidade. A doutrina ressalta, entretanto, a vida após a morte e o alcance de níveis espirituais superiores quando se vencem sentimentos “menores”. Nesse longa-metragem, o bombeiro aéreo Pete Sandich (Richard Dreyfuss) morre, em seu último vôo, após salvar a vida de seu melhor amigo, Al (John Goodman). Com a ajuda do espírito Hap (Audrey Hepburn), Pete conhece sua nova realidade e assume uma nova tarefa: servir como “anjo da guarda” de um jovem piloto que deseja ser bombeiro aéreo. O “anjo” cumpre plenamente sua missão até que o protegido Ted se apaixona pela antiga namorada de Pete. O espírito do bombeiro aéreo enfrenta a mais difícil prova: vencer o ciúme e o egoísmo para ajudar na união do novo casal.
Espírito e Matéria, Progressão dos Espíritos, A Alma após a Morte, Separação da Alma e do Corpo, Escolha das Provas, Relações de Além-Túmulo, Lembrança da Existência Corpórea, Anjos da Guarda, Espíritos Protetores, Familiares ou Simpáticos, Livre-Arbítrio, Felicidade e Infelicidade Relativas.
Para mais, Navegue por assunto em cinema.
Yuri, VALE.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Felipe
ABC
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
São Paulo, Agosto de 1982.
A AEE promoveu, em julho, seu I Curso para Dirigentes de Mocidade Espírita, durante 4 semanas, no CEAE-Genebra. A iniciativa, que teve como finalidade promover o crescimento da Mocidade Espírita dentro da Aliança, contou com a presença média de 40 jovens em todas as aulas, entre companheiros dos grupos da [...]
São Paulo, Agosto de 1982.
A AEE promoveu, em julho, seu I Curso para Dirigentes de Mocidade Espírita, durante 4 semanas, no CEAE-Genebra. A iniciativa, que teve como finalidade promover o crescimento da Mocidade Espírita dentro da Aliança, contou com a presença média de 40 jovens em todas as aulas, entre companheiros dos grupos da Grande São Paulo e Baixada Santista.
O curso foi apostilado e teve todas as aulas gravadas, de forma a possibilitar que companheiros de outras regiões também possam beneficiar-se com seu conteúdo, promovendo implantação de novas mocidades.

Dado o clima em que foi realizado esse I Curso, acreditamos que os frutos não tardarão a surgir, sob a forma de novas turmas de Mocidade em outros Grupos Integrados, bem como maior rendimento para aquelas que já se encontram em funcionamento.
FONTE: O Trevo.
O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.
O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/
Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!
DalheMongo
Administrator Mor
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Eu fui
Tu foste
Ele foi
Nós fomos
Vós fostes
Eles foram
Esta é a conjugação do verbo “ser” no Pretérito Perfeito do modo Indicativo, mas se engana aquele que ao ler esse parágrafo tire conclusões precipitadas por entender que esse texto trata de mais uma dessas aulas de [...]
Eu fui
Tu foste
Ele foi
Nós fomos
Vós fostes
Eles foram
Esta é a conjugação do verbo “ser” no Pretérito Perfeito do modo Indicativo, mas se engana aquele que ao ler esse parágrafo tire conclusões precipitadas por entender que esse texto trata de mais uma dessas aulas de português. Ledo engano! Na verdade essa pequena introdução dos verbos foi para chamar a atenção para um tempo que “foi” bom, mas não volta nunca mais.
Estamos na era da tecnologia, no tempo da globalização onde as pessoas cada vez mais têm acesso à informação, facilidades fundamentais que tornam a vida cada vez mais prática, mas que pode provocar uma geração de seres humanos tímidos e com idéias pré-moldadas. É um tema bastante complexo e que geraria um leque de possibilidades para discussão imensurável, por hora, vou tecer algumas comparações que vão facilitar esse julgamento de qual tempo seria o melhor, o mais divertido, o mais interessante, o mais…
A internet é um exemplo muito rico, para avivarmos nossa memória, essa grande rede nos traz inúmeras possibilidades de comunicação virtual, como o tão popular “Orkut”, um site para relacionamento. Pois é, dia desses por ocasião de meu aniversário recebi vários cumprimentos pelo transcurso dessa data tão importante para todos nós, porém fiquei bastante chateado por não ter sido parabenizado por uma amiga bastante querida. Alguns dias depois nos encontramos e contei que havia ficado triste por ela não ter podido falar comigo naquela data tão especial. Ela me disse em alto e bom tom que havia deixado um recado no tal do Orkut. Pronto, o Orkut substituiu aquelas velhas mas necessárias palavras de felicidade, aqueles singelos telefonemas com aquele vocabulário clichê, mas importante de parabéns pra você, mas tive que reconhecer, ela lembrou de mim.
Outro caso bem emblemático é o do famoso “MSN”, um comunicador instantâneo utilizado por dez entre dez pessoas nos dias de hoje, só para se ter uma idéia. Um amigo me relatou um fato bem curioso que aconteceu com ele e sua namorada. Depois de algum tempo de relacionamento e depois de afirmar várias vezes que amava a namorada, esse meu amigo bem decepcionado perguntou para ela porque sempre que ele dizia a frase “eu te amo”, ela nunca respondia. A menina surpresa e revoltada não entendeu tal afirmação já que ela havia dito isso para ele infinitas vezes através do MSN. Taí, o olho no olho, o “eu te amo”, as frases apaixonadas, o carinho, foi trocado pelo “frio” MSN. Existem casos onde relacionamentos foram terminados por esse comunicador.
O professor na escola propõe uma discussão para a próxima aula sobre teoria evolucionista, e percebe que grande parte de seus alunos fez aquela cara de “não sei o que”, presságio de que a próxima aula será uma avalanche de dúvidas, um trabalho gigantesco para o professor. Quando chegou o dia da discussão para espanto do mestre, todo mundo era catedrático em teoria evolucionista, bom, ou aquelas caras de espanto do dia anterior quando a atividade foi proposta eram para iludir o professor, ou havia entrado em ação uma ferramenta de pesquisa utilizada nos tempos modernos, o tal do “Google”. Acertou quem apostou na segunda alternativa, todos pesquisaram no Google. Os sites estão lá para serem pesquisados, o que não pode acontecer, é que as pessoas sejam influenciadas somente por aquilo que é lido, sem pensar, sem debater, só no simples “copiar e colar”.
Não existe como frear a evolução, mas no “pretérito perfeito” se recebia abraço no aniversário, se pesquisava e aprendia nos livros e nas enciclopédias, se fazia e se dizia milhares de coisas que hoje em dia todo mundo acharia ridículo dizer, se dizia eu te amo! Era mas trabalhoso, porém mais divertido e mais espontâneo. Não sou contra a evolução, muito pelo contrário, só tenho medo que com ela a juventude seja pouco capaz de sentir, pensar e agir. Seja bem vindo ao “futuro do presente”
E tenho dito!
PENSAMENTO NOVO
(Ivan Parente)
Composição: Daniel Salve
[audio http://anjoismael.org/dalhemongo/Ivan%20Parente%20-%20Pensamento%20Novo.mp3]
Todo pensamento me revela nova forma, um outro som,
Uma outra cor, um outro tom, uma outra dor, outra loucura.
Limpa o pensamento que folheia a linda fábula
Grandiosa, irreverente, em verso e prosa que alucina e que tortura.
Por onde andarão os outros lunáticos
Os mesmos patéticos, e seus ridículos discursos
Quando chamavam-se idolatria, poesia, sobrenome,
Despudor, por alcunha, arte.
Todo pensamento me revela nova forma, um outro som,
Uma outra cor, um outro tom, uma outra dor, outra loucura.
Limpa o pensamento que folheia a linda fábula
Grandiosa, irreverente, em verso e prosa que alucina e que tortura.
Por onde andarão os outros lunáticos
Os mesmos patéticos, e seus ridículos discursos
Quando chamavam-se idolatria, poesia, sobrenome,
Despudor, por alcunha, arte.
Por onde foi o pensamento meu que me fez lembrar, me fez viver
A criação e a gestação de um filho que não veio ao mundo ainda.
Fez me crer no amor, na direção da contramão.
Um pensamento novo é o velho caminhar ao amanhecer
Bem aventurado todo pensamento que me leva até você [5x]
Pedro – Vale
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver as cartas anteriores, clique aqui.
“Precisamos aprender a
conduzir uma notícia ou
uma pessoa de um lugar
para outro, sem agir
diretamente.“
Volto hoje já bem mais refeito dos [...]
As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver as cartas anteriores, clique aqui.
“Precisamos aprender a
conduzir uma notícia ou
uma pessoa de um lugar
para outro, sem agir
diretamente.“
Volto hoje já bem mais refeito dos impactos da mudança de ambiente que sofri. Muitas explicações já tive e creio que entendi muita coisa, embora ainda me falte compreender muitíssimo mais. É coisa para “fundir a cuca” de qualquer criatura que se veja, de repente, numa situação assim, sem poder obter explicações rápidas. Todos demoram a mostrar-nos a real situação em que nos encontramos quando entrarmos nesta fase da vida, porque temem crises que dizem ser perigosas. Por isso, vão dando notícias bem devagar. Como sempre apressado, consegui mais do que, geralmente, conseguem os outros. Como resultado da minha curiosidade3, puseram-me logo a trabalhar com um grupo de moços que são como os do “Projeto Rondon“.
O estudo aqui é feito de forma bem objetiva. Os mestres, que nada têm de convencidos nem ares de superioridade, acompanham os alunos e dão lições de acordo com os problemas que aparecem. São, às vezes, lições longas que levam horas e horas e são dadas com a observação do fenômeno que se quer aprender.
Como desejei conhecer a “geografia” do mundo em que vivo, não sei por quê, me disseram que precisava primeiro aprender a “biologia” do Espírito. Eles dão outro nome: “psico-bio-fisiologia”. Isto porque acham que precisamos aprender primeiro o agente, para depois estudar o meio. Não sei se entendeu. Eu fiquei bem quieto, pois já percebi que é difícil fazer comparações entre o que aprendemos antes e o que vemos aqui. Muita coisa temos de “traduzir” para a linguagem que conhecemos e com freqüência não conseguimos fazer associações.
Na primeira mensagem que lhe dei falei de água e do ar. Verdade é que eu tinha a impressão de que respirava mesmo, mas me disseram que é tão fluídico o ambiente em que vivo que a respiração é um simples costume que trazemos. É certo que quando entramos em um lugar onde há muita gente ruim, com maus pensamentos, falando coisas torpes ou praticando imoralidade psíquicas, ficamos ofegantes, parecendo que nos falta o ar. A água nós bebemos sim, mas a composição dela, segundo me ensinaram, é outra.
Aqui temos um conceito diferente das coisas. Nosso mentor (é assim que se chama o professor) ensinou-nos a não nos admirarmos com nenhum fato que presenciemos. Disse-nos que encarássemos tudo com naturalidade. Cada coisa a gente vê! Você nem imagina!
Que pena não ser possível voltar com consciência e explicar diretamente às pessoas os problemas tais quais são. Bem, é provável que quando nos vissem saíssem correndo de medo… Como gostaria de encontrar mamãe e papai, aí na Terra, e contar tudo, com a nossa linguagem corriqueira, explicando com gíria e tudo! Entretanto, faz parte de nosso aprendizado a maneira de expressar nossas idéias. Ë preciso que nós, ao escrevermos ou falarmos com os vivos, procuremos não causar qualquer confusão. Hoje, por exemplo, tomei assentamentos, resumindo o que devo dizer e como dizer. Só os apartes pessoais são espontâneos. Entretanto, as observações ingênuas, comparando o mundo de cá com o de lá, podem ser feitas, pois dão imagens conhecidas.
Ainda não visitei nenhum lugar que não tivesse relação com os vivos. Percorri muitas cidades junto com o mentor (professor) e outros colegas (irmãos). Estamos aprendendo a prestar os primeiros socorros e entrarmos na parte que diríamos social, isto e’, mantendo contato com várias pessoas para que possam ser atendidas em suas necessidades.
Interessante é que precisamos aprender a conduzir uma notícia ou uma pessoa de um lugar para outro sem agir diretamente. Eu não posso segurar um homem e levá-lo para o lugar onde deve ir. Tenho de pensar perto dele, fazendo com que tenha, por si só, a lembrança de fazer o que precisa. Por exemplo (e isso aconteceu mesmo):
Um menino estava desmaiado e ferido no meio do mato. A mãe e o pai procuravam, mas não imaginavam onde ele estivesse. Por acaso, estávamos passando pelo local e notamos o problema. O mentor olhou para todos nós e me escolheu para fazer a experiência. Ele já havia explicado e feito isso diante de nós todos. Achei-me com grande responsabilidade, mas queria acertar. Então, dirige-me para junto do pai do menino, que estava mais calmo, e fui pensando: “vá por aquele caminho”. O homem hesitava , porque supunha que o filho tivesse ido brincar onde costumava. Insisti com bastante força no mesmo pensamento de o homem, sem saber por que, tomou o rumo que eu desejava. Assim o fui guiando. Houve um momento em que ele quase desistiu. Fiquei seriamente apreensivo, porque, aí, eu teria de admitir a minha inexperiência. Redobrei minha força mental e ordenei: “vá por aqui, que seu filho está diante”. Mais tarde, depois de ter sido encontrado o menino, eu ouvi o pai contar que ia voltar do caminho, quando teve uma forte “intuição”. A intuição era eu.
Não vou negar que acho muita coisa engraçada e me divirto, porém o mentor avisa que não podemos caçoar de nada nem de ninguém.
Estou sabendo que meus pais publicaram a outra mensagem que enviei. Agradeço, porque muito que todos os amigos tomassem conhecimento da realidade em que me encontro agora. Pelo menos alguma coisa está sendo feita nesse sentido. Consta que muitos Espíritos escrevem para seus amigos e para a sua família, mas, em geral, ninguém acredita neles. Deve ser bem aborrecido a gente fazer um brutal esforço para se comunicar com os vivos e eles nos tacharem de mortos, dizendo que isso não é possível ou que é ilusão. Ao menos eu não tive essa decepção.
Conto com sua capacidade de me entender para continuar escrevendo. Sei que não trouxe grandes novidades, mas o aprendizado é muito lento, dada a forma pela qual é feito. Além disso, muita coisa, deve ser omitida.
Creio que notou que estou sério. O que tenho visto me fez pensar muito. As lições que recebemos não permitem brincadeiras, pois os assuntos, além de interessantes, são de grande responsabilidade mesmo. Como são diferentes mossas aulas das que tínhamos vivos!
Ah! sim, você sabe que emprego mal a palavra “vivo”. Devemos dizer “encarnados” (com carne). Porém eu sinto uma espécie de alegria e digo ironicamente “quando estava vivo”, porque continuo vivo, contrariando muito materialista por aí. Aliás, o materialista poderia continuar a sê-lo mesmo depois de morto, já que ainda assim não se encontra nenhum Deus. Continuamos a encontrar as “manifestações” de Deus. É assim que aprendemos. O Universo todo é manifestação de Deus, que, para mim, continua sendo uma incógnita.
Suponho que já tenha escrito muito. Diga a mamãe (Zildinha)* que não repare o filho dela estar criando juízo. Logo ela vai receber a carta séria, cheia de palavras difíceis e termos incompreensíveis, para fazer com que haja discussões e consultas, exames e análises, a fim de comprovar-se a veracidade das informações e ter-se a certeza da origem delas. Estou brincando. Mas ;e “batata”. O meio em que se vive age sobre o nosso ânimo e acabamos sofrendo-lhe a influência.
Quero que papai saiba que sou tido como aluno com bom aproveitamento. Nunca imaginei que fosse ter tendência para “ciências ocultas”.
Creio que terminei. Deixo aqui, para ser lido, o meu abraço a todos, embora quisesse mandar um chute para o Cezinha* e coisas assim. Dizem-me que é incorreto; então, eu não mando. Retiro-me e continuo observando.
LUIZ SÉRGIO.
*Cezinha – Júlio Cezar, irmão de Luiz Sérgio
Serviços
Posts Desencarnados
Escolha o Assunto
AEE aliança aliança espírita evangélica carnaval charges charges espíritas Chico Chico Xavier cinema DalheDJ dalhemongo desenhos deus doutrina egm egm11 Encontro encontro geral encontro geral de mocidades encontros espiritirinhas espiritismo espírita filme filme espírita globo Jesus jovem jovens juventude KARDEC mediunidade mocidade mocidade espírita música nosso lar Obras Básicas O TREVO rede globo reencarnação religião sagrado Tirinhas TV vídeoVisitas
- 294.473 visits
- 3.871 hits per visit
- Last 24h: 254 visits & 1179 hits
- One visit each 6'18''
- One hit each 1'09''
- Your IP: 38.107.179.236
- Your browser: Bot
- Your OS: Unknown
Área Restrita




