As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.
O “tempo” não existe, ou é
contado de maneira muito
diferente, porque não há,
praticamente, o problema do espaço.
Estamos em estudos no âmbito [...]
As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

O “tempo” não existe, ou é
contado de maneira muito
diferente, porque não há,
praticamente, o problema do espaço.
Estamos em estudos no âmbito escolar da Terra. Verificamos como são organizados os programas de trabalho e qual a diretriz espiritual a que obedecem. O aprendizado que fazemos é geral, como se estivéssemos preparando uma base para posteriores estudos. Pode ser isso comparado ao cursinho que nos prepara a entrada em uma Faculdade, se formos aprovados no vestibular.
Não é fácil conseguir adquirir esses conhecimentos elementares, pois nos habituamos aos métodos da nossa sociedade e aos valores que ela considera necessários para tornar o aluno apto a exercer a atividade a que se destina.
Notamos isso e falamos ao nosso professor. Ele, então, propôs que estudássemos a evolução dos métodos educativos desde a mais tenra infância.
Fizemos pesquisas em muitos ambientes e fomos fichando tudo o que encontramos de notável, como as diferenças de caráter, tendências espirituais e provas cármicas de cada elemento observado.
Agora estamos em um núcleo escolar infantil onde procuramos notar o comportamento das crianças e dos mestres. Achamos perfeitamente de acordo uns e outros. Tais Espíritos têm os mestres que merecem, com raras exceções . Isso porque já estava tudo preparado e cada pessoa ocupa o lugar que lhe cabe dentro da sociedade.
Assim, cada Espírito recebe os ensinamentos necessários ao seu aprendizado e cada mestre mantém o contato que deve com aqueles aos quais precisa levar uma semente boa, a fim de que esta mais tarde possa produzir bons frutos.
Os semeadores são sempre pessoas em luta pela sua melhoria, inclusive aqueles que trazem um grande acervo de conhecimento de métodos. Aliás, estes principalmente.
Minha vida aqui é a melhor possível. Ainda estou morando na mesma cidadezinha. Mas viajo muito em estudos. Nosso grupo todo se desloca. Percorremos o mundo e já fizemos grandes relações com irmãos de outras terras, mas ainda fomos à Índia nem à China. Esperam que tenhamos maiores conhecimentos para atender melhor o espírito desses povos.
Estamos terminando o estudo sobre a educação das crianças e vamos fazer o mesmo em outras sociedades terrenas, a fim de fazer confrontos e tirar conclusões.
Não há só trabalho aqui. Também nos divertimos, passeamos muito e fazemos viagens de recreio.
O tempo não existe, ou é contado de maneira muito diferente, porque não há, praticamente, o problema de espaço. Nosso pensamento, dependendo da nossa capacidade de emiti-lo, nos leva rapidamente aonde desejamos ir. Os entraves são ocasionados geralmente pela nossa incapacidade e, às vezes, pelo meio em que nos encontrarmos. Ë possível que ainda se consiga impedir que o ambiente provoque obstáculo ao nosso deslocamento. A prática pode ensinar-nos a vencer esse pequeno obstáculo. Sem o recurso da volição é mais difícil caminhar, porém nem sempre podemos usá-lo.
VOLIÇÃO é a capacidade de podermos nos deslocar como a luz se desloca, isto é, em pequenos impulsos. Eles são tão rápidos que não percebemos, mas nos projetam com maior ligeireza e sem o auxílio dos membros locomotores.
Esse deslocamento é tão mais rápido quanto maior capacidade tenha o Espírito de emitir esses impulsos.
Aprendi a me locomover assim e fui estudar como isso era possível. Sim, funcionamos como um motor, ou melhor, um reator que produzisse infinitas modulações capazes de, uniformemente, provocar uma descarga em tempo mínimo, no sentido de movimentar a área circunjacente, formando um vácuo, projetando o corpo para a frente. Esse vácuo seria formado no sentido exato da direção a seguir. A pressão oposta como que “empurraria” o corpo.
Como vê, não somos nós que caminhamos. Somos impelidos pelas forças da própria natureza. Basta, para isso, que saibamos criar as condições.
Creio que entendeu uma pequena lição. Procure pensar sobre ela, porque lhe será útil quando mudar de plano. Agora é impossível conseguir. Tempo virá em que o homem encarnado conseguirá caminhar com maior facilidade e sem desgaste. A própria gravidade será problema do passado, mas isto ainda não posso explicar. Ficará para uma lição posterior.
Agora vou voltar aos meus afazeres. Recomende-me ao meus pais. Diga-lhes que tenham calma em qualquer circunstância, porque tudo está certo.
Luiz Sérgio
Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem.
Esta charge foi retirado do blog Espiritirinhas, de Wilton Pontes.

Prece poderia ser definida como uma relação, uma conversa ou um ato de reconhecimento e louvor diante de um ser transcendente ou divino.
O Evangelho Segundo o Espiritismo contém um capítulo chamado Coletânea de Preces Espíritas. Kardec escreve explica, em seu início:
Os Espíritos sempre disseram: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. [...]
Prece poderia ser definida como uma relação, uma conversa ou um ato de reconhecimento e louvor diante de um ser transcendente ou divino.
O Evangelho Segundo o Espiritismo contém um capítulo chamado Coletânea de Preces Espíritas. Kardec escreve explica, em seu início:
Os Espíritos sempre disseram: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. Cada um deve orar conforme suas convicções e do modo que mais lhe agrade, e que mais vale um bom pensamento do que muitas palavras que não tocam o coração”. Os Espíritos nunca determinaram uma fórmula-padrão de preces; quando a dá, é apenas para fixar as idéias e para chamar a atenção sobre alguns princípios da Doutrina Espírita. Tem também como objetivo ajudar as pessoas que sentem dificuldade em expressar suas idéias, pois há quem pense não ter orado se seus pensamentos não foram bem formulados.(…)
O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos quando ditas de coração, e não da boca para fora. Não impõe e nem censura nenhuma. Deus é infinitamente grande, conforme a Doutrina Espírita nos ensina, para não ouvir a voz que implora ou Lhe canta louvores, quer o faça de um ou de outro modo.
Prece é sentimento. É coração. É a maneira que temos de conversar com Deus. É a maneira que temos de conversar com nossos Anjos Guardiões e Espíritos Protetores. Essa é a prece que eu vos trago daquele capítulo: Aos anjos guardiães e aos espíritos protetores. É engraçado como o sentimento colocado na realização de uma prece muda a forma como a sentimos. Esse vídeo é um exemplo disso. Eu transcrevo abaixo o texto do livro, caso você queira acompanhar. Sugiro que, da primeira vez, pelo menos, você não use o texto.
Algumas palavras mudam, devido a diferenças nas versões das traduções, mas o sentido é o mesmo.
Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir os homens e conduzi-los ao bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força para suportá-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos e fazei com que eu não me afine com nenhum dos maus Espíritos que tentarem me induzir ao mal. Iluminai minha consciência sobre meus defeitos e tirai de sobre meus olhos o véu do orgulho que poderia me impedir de os distinguir para os combater em mim mesmo. Vós, …, meu anjo guardião, que velais mais particularmente por mim, e todos vós, Espíritos protetores que vos interessais por mim, fazei com que eu me torne digno de vossa benevolência. Conheceis minhas necessidades, que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.
Meu Deus, permiti aos bons Espíritos que me assistem virem em minha ajuda quando estiver em sofrimento e amparar se eu vacilar. Fazei, Senhor, com que me inspirem a fé, a esperança e a caridade; que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova de vossa misericórdia; fazei enfim com que encontre junto a eles a força que me falta nas provas da vida, para resistir às sugestões do mal, a fé que salva, o amor que consola. Espíritos bem-amados, anjos guardiães, vós a quem Deus, em sua infinita misericórdia, permite velar pelos homens, sede nossos protetores nas provas de nossa vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, livrai-nos da inclinação para o mal; que vossa doce influência penetre em nossa alma; fazei com que sintamos que um amigo devotado está conosco, perto de nós, que vê nossos sofrimentos e partilha de nossas alegrias. E vós, meu bom anjo, não me abandoneis. Tenho necessidade de toda a vossa proteção para suportar com fé e amor as provas que a vontade de Deus me enviar.
Yuri, VALE.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem. Esta charge foi retirado do blog Espiritirinhas, de Wilton Pontes.
Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem. Esta charge foi retirado do blog Espiritirinhas, de Wilton Pontes.
“Minha Janela…”
(Texto adaptado de Sentar-se a Janela de Alexandre Garcia)
Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada [...]
“Minha Janela…”
(Texto adaptado de Sentar-se a Janela de Alexandre Garcia)
Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Fiz uma série de viagens de carro, de ônibus, de barco, etc. Cresci, amadureci e comecei a trabalhar. Continuei a viajar, ora por necessidade ora por vontade e lazer. Sempre que precisava partir, era a mesma história. No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava a paisagem, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião ou do ônibus, pegar a bagagem, coisa e tal.
O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fácil para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo. Por um desses maravilhosos ‘acasos’ do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar a Curitiba o mais rápido possível. O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque. Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.
Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. Céu de brigadeiro mesmo. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista. Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, dos meus amigos, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida. A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.
Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e ‘ganhar tempo’, pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A transporte da nossa existência voa ou anda célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe. Afinal, a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos. Só voará nos céus, percorrerá estradas fantásticas ou deslizará no mar imenso quem aos céus pertencer, quem da estrada cuidar, quem pros mares contemplar: anjos, pássaros, bichos, flores e nós, sonhadores…
Paisagem da Janela
Flávio Venturini
Composição: Lô Borges e Fernando Brant
Da janela lateral
Do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal
Mensageiro natural
De coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu apenas era
Cavaleiro marginal
Lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvore
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava na janela lateral
Do quarto de dormir
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar
Pedro – Vale
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