Archive for July, 2009

Quem sou eu?

Sabe, em um determinado momento da vida, a gente para e faz uma reflexão de tudo o que vivemos, o que deixamos de fazer, o que ainda faremos, as coisas que são importantes. Mais uma questão logo me vem a cabeça quando penso em cosias dessa natureza: Quem sou eu? É natural, principalmente quando somo jovens, querermos ser alguém totalmente diferente de nós, pelos mais diferentes motivos, creio que todo mundo se não passou, ainda vai passar por isso. É um percurso necessário para descobrir uma verdade que contarei no final do texto.

Eu já quis ser Zico (sonho de infância) o maior jogador do Flamengo de todos os tempos. Craque de bola, bom caráter, exemplo dentro e fora dos gramados. Quantas e quantas vezes fui ao Maracanã (muitas vezes escondido dos pais) vibrar com o Mengão e reverenciar as cobranças de falta do “Galinho de Quintino”. Meu coração transbordava de felicidade com os gritos da torcida em um estádio todo vestido de vermelho e preto. Mais aí o jogo acabava, a massa se silenciava e só restavam as lembranças das tardes maravilhosas (quando o Fla vencia) de Domingo. Eu percebi que era muito difícil ser Zico, era muito sacrifício para carregar sobre os ombros, era um trabalho árduo, de suor, de dor, de treinos, afinal, era uma responsabilidade monstruosa fazer a alegria de milhares de torcedores que muitas vezes deixavam de comer para comprar um ingresso e assistir os jogos ou transformar essa alegria em decepção a cada derrota. Acho que eu não poderia suportar. Então, não quis mais ser Zico.

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Eu já quis ser Renato Russo, líder da Legião Urbana, Na minha modesta opinião, uma das maiores bandas brasileiras que já existiram. Renato encantava pelo que escrevia, para ele, a letra vinha sempre antes da música. Gostava de sua voz também, mas definitivamente me encantava mais com as letras (ainda me encanto). Acho que a Legião fez, faz e ainda fará a trilha sonora da minha vida. Quando estou feliz, ouço “Eduardo e Mônica” que diz assim: “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração…” Quando estou triste ouço “A Via Láctea”: “Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho…” Quando estou apaixonado ouço uma música que eu acho linda que é “Mil Pedaços” que diz: “Se quiseres voltar, volta não, porque me quebraste em mil pedaços…” Gosto de tantas outras que me lembram tantos momentos. Mais um dia parei para pensar o quanto é difícil ser ídolo de alguém, quanta pressão existe para compor. Lendo sobre o Renato, vi o quanto ele era sozinho, percebi que quando os holofotes se apagavam, só restavam as lembranças e a melancolia e não quis ser mais Renato Russo.

Já quis ser tanta coisa, político, herói, vilão, simpático, mulher, alto, gordo, bonito, inteligente, amigo, fiel, pássaro, óculos (acredite), mar, Pato Donald (nunca Mickey Mouse), MC, jornalista, vagabundo, palhaço (isso até sou), etc, etc, etc…

Em todas essas possibilidades, todos esses sonhos e desejos que eu muitas vezes não entendia, eu descobri que eu não queria ser ninguém, ou melhor, eu só queria ser eu mesmo e pensando ser essas pessoas eu estava conseguindo isso. Todas essas fantasias eram exclusivamente personagens meus, faziam parte de mim e isso é muito bacana. Só que com o meu amadurecimento, percebi que o meu melhor personagem era ser eu mesmo. Com todos os problemas, todas as dificuldades e todos os defeitos. Ao mesmo tempo com todas as minhas soluções, todas as idéias e todas as minhas virtudes. Sei que estou longe de ser o mais perfeito, o mais inteligente, o mais bonito, o mais simpático, o mais forte, o mais especial, o mais. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Eu sou único! Sou único porque sou Pedro, e cada um de nós intimamente sabe o que realmente somos. Talvez essa identidade ainda não tenha sido descoberta por você, mas com o passar do tempo isso irá acontecer.

O importante é que nessa busca pelo seu melhor personagem, você melhore interiormente e principalmente acredite que não há nada melhor do que se descobrir a cada dia e estar em paz consigo mesmo, por mais difícil que isso possa parecer. Quem é você?…


Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou
Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)

Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso
E o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Perguntar
Da onde veio a vida
por onde entrei.
Deve haver uma saída
e tudo fica sustentado
Pela fé
Na verdade ninguém
Sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão…
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Mas eu não sei na verdade quem eu sou…

Pedro – Vale

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Mocidade: Encontros Regionais

O Trevo, Outubro de 1984.

Esta foi a primeira iniciativa no sentido de regionalizar o Encontro de Mocidades. E fica mais evidente que a confraternização entre as turmas de Mocidade vai possibilitando também descobrir o grande potencial existente para ser mobilizado em benefício da juventude de hoje, com a participação esclarecida e consciente nas principais questões da sociedade da atualidade.

Em 1983 a Comissão de Apoio às Mocidades da Aliança, então em formação, havia sugerido que, dois encontros semestrais entre Mocidades, o de setembro passasse a ter âmbito regional, permanecendo apenas o de março com caráter geral.

Em decorrência, neste ano, o mês de setembro foi marcado pela realização de encontros nas diversas regionais, unindo as Mocidades dos Grupos Integrados para confraternização, permuta de experiências e consolidação das turmas mais novas.

Os grupos da cidade de São Paulo realizaram o seu 1º Encontro Regional no dia 16 de setembro, contando com a presença de 85 jovens, representando 12 Centros Espíritas (…).

O tema central do encontro foi bastante atraente: “Amor e Sexo”. Nosso companheiro Flávio Focássio, numa abordagem de 30 minutos, introduziu o assunto, num “aquecimento”, para que a seguir, durante 1 hora, os participantes, divididos em grupos, pudessem debater o tema, anotando suas principais dúvidas. Após um “intervalo musical”, em que ampliamos nosso “repertório musical de encontros”, aprendendo novas canções, o expositor iniciou o atendimento das dúvidas apresentadas, estendendo o assunto em direção às necessidades de esclarecimento dos jovens participantes.

Acreditamos que todos sairam imensamente beneficiados. O assunto é amplo, sem dúvida exige uma discussão mais frequente. Por isto mesmo, as conclusõesprincipais advindas deste Encontro, com relação ao assunto do Sexo na atualidade, poderão ser expostas posteriormente aqui em nosso “Trevo”.

Em nossa próxima edição daremos detalhes dos demais Encontros Regionais: na Baixada Santista, dia 23/09; no Vale do Paraíba e região do ABC, dia 30/09.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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Charge da Semana

Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem.
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Esta charge foi retirado do blog Espiritirinhas, de Wilton Pontes.

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Cinema: Quando os Anjos Falam

Quando os Anjos Falam (A Rumor of Angels) é um filme estadunidense de 2002. É um filme que não possui muitos recursos visuais, como a maioria dos filmes de temática espiritualista. Seu grande instrumento para prender o público é exatamente o roteiro muito bem desenvolvido e um elenco competente.

O cerne principal do filme é o encontro entre Maddy, uma senhora que mora só e cujo filho morreu na guerra, e James, um garoto que não consegue superar a morte da mãe e que tem problemas de relacionamento com sua madrasta. A partir deste encontro os dois constroem uma sólida amizade que trará para ambos grandes lições.

Através da mediunidade de Maddy, que recebe mensagens de seu filho, James vai adquirindo a certeza que a morte não existe, que é apenas uma passagem e que a vida espiritual é plena, que sua mãe está viva. Essa certeza vai sendo construida ao longo do filme até que no emocionante final a comprovação definitiva vem.

Para mais, Navegue por assunto em cinema.

Yuri, VALE.

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INTEGRAÇÃO DO JOVEM

O Trevo, Setembro de 1984.

O jovem, sentindo-se deslocado, incompreendido ou rejeitado pela família, procura apoio fora do lar. Formam-se os grupos, que podem ser de dois tipos:

a) grupo de apoio para a estagnação – onde os jovens, a pretexto de contestar, aderem a modismos que são manifestações superficiais, que chamam a atenção da sociedade; agridem a sociedade. Mostram que são auto-suficientes porque criaram seu próprio padrão de comportamento;

b) grupo de apoio para crescimento – revisão de si mesmos – onde os jovens procuram seriamente descobrir a razão de certas manifestações, promovendo uma reflexão em conjunto, a fim de expandir-se espiritualmente. O aspecto exterior (modismo) fica em plano secundário, uma vez que o jovem que adere a este grupo é do tipo progressista, ou, muitas vezes, é aquele que se cansou de pertencer ao grupo anterior e está em busca de novos horizontes. A Mocidade Espírita é um exemplo deste tipo de grupo de jovens.

O jovem do grupo “a” está em sofrimento permanente, um sofrimento nada gratificante, porque, estacionado como está, com a centelha encoberta pelos modismos, luta contra a lei natural, isto lhe causa revolta e ansiedade.

O jovem do grupo “b” pode até ter algum tipo de sofrimento, mas é o sofrimento gratificante do crescimento (tal qual as quedas do bebê que começa a manter-se de pé para os primeiros passos). Está de acordo com a lei natural, em sintonia com o Criador, libertando a centelha para o crescimento.

ISOLAMENTO E INTEGRAÇÃO

O jovem, como qualquer ser vivo, nunca está isolado. Está ligado a algum grupo que lhe dá apoio, onde ele se sente apoiado. Esse grupo pode ser a família ou os amigos. Tanto a família quanto os amigos podem ser grupos do tipo “a” ou “b”. A Mocidade Espírita tem obrigação de ser do tipo “b”, isto é, de apoio ao jovem para o crescimento espiritual, para libertação da centelha divina que existe em cada um de nós.

O que o jovem, que se sente isolado e rejeitado, precisa? Duas coisas: a) aceitação; b) compreensão.

O dirigente da Mocidade não deve fazer julgamento. Desde que o jovem busca a Mocidade, não importa seu passado; ele está à procura de novos caminhos. Devem ser oferecidos a ele os novos caminhos. O grupo de crescimento/amadurecimento espiritual deve ser um grupo aberto, não reacionário. Claro que deve ter suas normas disciplinares, mas essas normas existem exatamente para que haja liberdade de crescimento e para que o grupo não se deixe envolver por atitudes estagnadoras, que poderão até levá-lo a atitudes do grupo “a” de que falamos.

O dirigente deve mostrar-se aberto ao jovem que chega. E deve, também, compreender que muitas vezes é preciso – ao lado do apoio e da aceitação – indicar ao jovem o caminho da assistência espiritual (através dos passes), pois não podemos ignorar que há no plano espiritual muitos desencarnados retrógrados que não querem o progresso dos encarnados. Neste caso, o passe ajuda tanto o encarnado quanto o desencarnado a refletir melhor sobre renovação para o progresso.

Valentim Lorenzetti

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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EGM 2010: Você pode escolher o título do próximo encontro!

Uai, sô, que tal você ajudar a escolher o título do Encontro Geral 2010?
Se animou com a ideia, né?

A Equipe de Estudos do próximo encontro já está a todo vapor pensando nas atividades e em todo o embasamento do evento.

O tema já foi escolhido, vamos tentar explicá-lo para que você possa ajudar a elaborar um título bem bacana:

1) As coisas do mundo nos influenciam, certo? Porém todos nós também influenciamos o mundo à nossa volta através das nossas atitudes
2) Se o mundo está como está, há uma razão, que tal pensar no que podemos fazer para transformá-lo para melhor?
3) Você, jovem, no ponto em que o planeta Terra está é um indivíduo em transformação e um agente do bem com grande potencial para transformá-lo

E para fazer você refletir ainda mais, leia estes trechos do Evangelho:

“Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra. Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus. (O Espírito de Verdade. Paris, 1862.)

Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora. Bem orgulhoso seria aquele que dissesse: comecei o trabalho ao alvorecer do dia e só o terminarei ao anoitecer. Todos viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde, para a encarnação cujos grilhões arrastais; mas há quantos séculos e séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que quisésseis penetrar nela! Eis-vos no momento de embolsar o salário; empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade. (Constantino, Espírito Protetor. Bordéus, 1863.)

A hora de fazer algo para mudar é agora! Lembra da “Parábola dos Trabalhadores da Última Hora“? Pense nela!

A primeira sugestão de título para o encontro vem da próprio Equipe de Estudos:

“Jovens da Última Hora”.

O desafio está lançado! Coloque a sua imaginação e criatividade para funcionar.

Mande sua sugestão pela Comunidade do Encontro Geral no Orkut, no tópico correspondente, até o dia 31 de julho.

A Equipe de Estudos vai selecionar as melhores e lançar uma enquete.

Espalhe a ideia de um encontro colaborativo na sua turma. Afinal, o encontro é para todos nós!

Um abraço,

Equipe de Comunicação
EGM 2010 – Regional Minas Gerais
http://alianca.org.br/

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Correntes de Espíritos | LS parte 12

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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Não se faz uma corrente sem
que ela se vá prolongando
por infinitas etapas de
evolução.

A vida aqui neste Plano não é um mar de rosas. Temos sérios embates, nos quais muitas vezes necessitamos usar uma relativa energia para podermos ajudar. Nossos mentores são enérgicos e cônscios de seus deveres. Aqui não há lugar para desmandos. Quem ainda não consegue ter força suficiente ou compreensão para manter-se dentro das normas estabelecidas, imediatamente é convidado a procurar outro grupo onde o aprendizado é mais suave. Como exigem disciplina! Não há, de forma alguma, recalcitrantes. Estes vão para outras colônias onde têm, de vez em quando, oportunidade de desobrigar-se das funções por vontade própria, porque o trabalho que exercem não exige atenção constante e pode ser abandonado sem prejuízo para outrem. Quanto mais aprendemos e executamos trabalho de maior alcance, mais conscientes temos de ser em nossa responsabilidade e de modo algum podemos ausentar-nos sem licença prévia. Seria bom que todos se fossem habituando disciplinando, se desejam progredir espiritualmente.

Veja que, para vir até aqui dar uma mensagem, deve-mos, em primeiro lugar, tomar conhecimento do trabalho programado. Caso ele seja de tal importância que requeira a atenção de todos nós, ninguém tomaria a iniciativa de pedir um afastamento de algumas horas sequer.

Se verificamos não haver tanta necessidade da presença de todo os encarregados da missão e se já conhecemos bem o serviço, então podemos pedir ao nosso mentor licença para nos ausentarmos, explicando-lhe motivo.

Aí começa uma série de praxes que todo estudante como eu deve seguir. Indagam-nos sobre o assunto do qual vamos tratar e conversam demoradamente sobre ele, a fim de verificarem se o conhecemos bem. Alertam-nos sobre tópicos que devemos evitar; enfim, dão-nos uma orientação. Até aí não sabemos se vamos obter a devida permissão para sair. Após esse preparo, se não tiver havido motivo que o impeça, recebemos a licença e os acompanhantes indicados. Somos agrupados em caravanas, pois ainda não devemos andar sozinhos.

Quando venho e não sou atendido, fico desapontado. Nosso mentor, com paciência, explica que faz parte de nosso aprendizado essa frustração que sentimos. Aos poucos, percebemos essa ansiedade ao ensejo de um contato com encarnados.

Faz uma semana que estou por aqui em estudos e tudo corre muito bem, de acordo com a missão de cada um. Percorri as casas de todos os meus parentes terrenos. Cada um procura seu caminho com maior ou menor facilidade, mas todos terminam fazendo o que devem. Aqui o aspecto não é diferente. É preciso deixar as preocupações inúteis e seguir de acordo com o trabalho que se tem a realizar.

Por falar em trabalho, estive observando o que o seu grupo está fazendo. Achei muito interessante e quase pedi para fazer parte das expedições noturnas, porém, como tinha outra atividade, achei que não iria cumprir bem nenhuma das duas e desisti. Como você sabe, à noite, enquanto seu corpo descansa, você sai com seu grupo para trabalhar. A vocês se juntam os irmãos da corrente de espíritos que os vêm buscar.

CORRENTE DE ESPÍRITOS – é assim chamada porque o grupo de irmãos em trabalho liga-se a vários outros grupos em diversos estágios da espiritualidade, para assegurarem a devida proteção e terem garantida a retaguarda, como dizemos. Não se faz uma corrente sem que ela se vá prolongando por infinitas etapas de evolução. Cada etapa, ou cada grupo de irmãos do mesmo nível de evolução, forma um ELO. Então, sim, depois de conseguida essa ligação, pode-se iniciar o trabalho.

A ligação pode ser feita de cima para baixo ou vice-versa. Falo com esses termos para que me compreende bem.

Quando os encarnados iniciam esses trabalhos aqui na Terra, fazem suas preces na tentativa de conseguir formar a corrente. Um elo dessa corrente compõe-se de elementos encarnados que procuram “subir”, no seu modo de dizer, e manter contato com outros grupos de espíritos, o mais alto que puderem alcançar. Está certo fazer assim. Em cada plano que conseguirem chegar entrarão em contato com irmãos preparados para isso, que, espiritualmente, darão cobertura aos trabalhos. Permanecerão em sintonia até que os mesmos sejam encerrados, quando, então, a corrente será desfeita. Nesse caso, a corrente foi formada de baixo para cima.

Entretanto, pode acontecer que um grupo de irmãos superiores necessite seja feito um trabalho no plano terreno e envie o projeto sucessivamente a várias entidades de outras camadas, assinalando precisar do Espírito encarnado para a sua realização final. São convocados os trabalhadores e, na hora predeterminada, forma-se, de cima para baixo, uma corrente que vai alcançar a criatura encarnada. Essa é a corrente formada de cima para baixo. Dependendo da importância do trabalho, ela pode ter início muito em cima ou no plano adequado encarregado da missão.

Os trabalhadores encarnados são convidados a deixar o corpo repousando e vão, conscientes, fazer o que devem. Recebem instruções como nós recebemos e seguem o grupo que está encarregado de agir. Cada qual é acompanhado nessa missão por um desencarnado experiente. Ao iniciarem o trabalho, se encontram dificuldades que não conseguem superar, recebem logo auxílio do grupo que forma elo imediatamente superior. Isso poderá acontecer novamente e, então, outro ele entrará em ação, até que tudo seja realizado.

O mecanismo desse intercâmbio ainda não sou capaz de explicar, mas posso relatar os fatos que já observei. Sempre que há necessidade de grandes e importantes trabalhos, é formada a corrente que – pode ter certeza – não falha nunca. Essa é a missão que seu grupo está cumprindo atualmente.

Gostaria de falar sobre outro assunto. Nem sempre consigo dizer exatamente o que quero, mas me esforço para chegar perto. Por exemplo, quando dizemos que aqui é tudo rarefeito em relação à matéria que conhecemos quando encarnados, fazem idéia de que a densidade relativa é rarefeita. Não, não é. As moléculas guardam entre si os mesmo espaços como na matéria. A matéria é que é diferente. Somos corpos iguais, de matéria diferente. Tudo se opera como se fôssemos gente mesmo. As diferenças estão nas propriedades dessa matéria, que não condiz exatamente com a que forma o mundo dos encarnados. Ela é mais “maleável” do que a da Terra. Fazemos coisas diferentes por métodos também diversos daqueles que usávamos aí. Isso é muito interessante.

Expliquei em minhas primeiras mensagens que conseguia atravessar as paredes das casas feitas por encarnados. Mas havia paredes que me repeliam. Lembra-se! Agora conheço a razão e vou fazer o possível para explicá-la de modo a que entenda.

Já ouviram dizer que tal qual construção parece ter alma?

Muitas casas, ou monumentos, ou seja lá o que for que se construa na Terra, algumas vezes constituem obra de tal importância (particular ou social) que muitos espíritos se empenham em ajudar a construir e dão até o seu auxílio manual, trabalhando ombro a ombro com os operários encarnados. Enquanto estes últimos manejam a cal e o cimento, os obreiros espirituais usam material próprio do plano em que vivem os desencarnados. A obra tornar-se uma dupla construção. Resultado, temos dificuldades em atravessá-la. Entendeu?

Prometo trazer sempre noções novas para os amigos. Sei que papai, mamãe, meu irmão e todos os outros vão ler isto que escrevi. Sei que mamãe vai corrigir as vírgulas e colocar em evidências algumas coisas. É assim mesmo. As mães são corujas com os filhos em qualquer plano em que estejam.

Um grande abraço amigo, deste amigo de todos os amigos.

Luiz Sérgio.

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O que VOCÊ pensa disso?

Mediunidade ou sobrenatural?

Filippo – Vale

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Minissérie: Som & Fúria

Primeiro ato. Dentro do banheiro, o diretor da peça (Felipe Camargo) tenta desobstruir a privada, enquanto equilibra o (não) pagamento das contas. Brandindo seu desentupidor, ele ensaia “A Tempestade” em um teatro caindo aos pedaços.

Segundo ato. Um acomodado veterano da encenação (Pedro Paulo Rangel) estreia seu quarto “Sonho de uma Noite de Verão”, sem ter nada de seu para transmitir aos atores. Ele mesmo não acredita no que faz ali.

Terceiro ato. Uma conversa telefônica vai unir esses dois mundos. Pela última vez. Atropelado por um caminhão de presunto, o personagem de Rangel vira o fantasma que vai perseguir Camargo numa montagem de “Hamlet”.

Assim é “Som & Fúria”.

A ideia surgiu de Fernando Meirelles, que encabeça o time de diretores, após ver a canadense “Slings and Arrows”. “Eu me interessei pela possibilidade de falar sobre as peças de Shakespeare e pude matar a vontade de filmar com vários atores de quem sou fã”, diz ele.

No elenco, ainda estão Andréa Beltrão, Dan Stulbach e Daniel de Oliveira, entre outros. Mesmo com carta branca para mudar o que quisesse, fez uma adaptação fiel ao original. “Encurtei só uns 20% e enfiei algumas piadas que me ocorreram no processo e só funcionam aqui no Brasil.”

Com isso, o ator que vai viver Hamlet muda de um protagonista de filmes de ação para um galã-surfista da novela das sete. Ou, enquanto lá fora a companhia busca apoio financeiro de mecenas, no Brasil o administrador do grupo vai passar o chapéu no Ministério da Cultura. “Botei também um publicitário [Rodrigo Santoro] que é um tremendo 171 e, para impressionar seu cliente, vive citando o Sarney. Fui profético.”

Mas Meirelles diz ter segurado o tom, “porque o humor no Brasil tende a ser um pouco mais exagerado”. A série é ambientada quase 85% em estúdio ou no Teatro Municipal de São Paulo, onde foi filmada em julho passado.

A produção ficou a cargo da O2 Filmes e conta com outros quatro diretores: Gisele Barroco, Toniko Melo, Rodrigo Meirelles e Fabrizia Pinto. Ao final, a trama não é conclusiva. Seria uma segunda temporada a vir?

“A porta ficou aberta. Acho que, se tivermos uma audiência razoável, ali pelos 20 ou 21 pontos, há chances de a Globo nos pedir uma segunda rodada para o ano que vem. Se isso acontecer, adaptaria o “Rei Lear”, também já feito pelos canadenses, e depois escreveria do zero com a atriz Cecília Homem de Mello uma trama sobre uma montagem de “Ricardo 3º ou quem sabe “Otelo”, como me sugeriram Felipe Camargo e Rangel. Tomara que dê certo, porque eu adoraria brincar de teatro novamente.”

Quando: às 22h30, na Globo; de ter. a sex.; até 24/7.

FONTE: Folha Online

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Yuri, VALE.

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