Archive for September, 2009

Troco Acordes Por Sorriso

Neste domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade em ocasião próxima.Vista Aérea do Hospital

É engraçado como fazemos as coisas de forma despretenciosa e o impacto é tão maior do que imaginavamos. Bom, vou começar do início.

Nos encaminhamos a esta instituição e lá fomos recebidos pelo Sr. Peagno, um homem muito bondoso e incrivelmente humilde. Ele nos encaminhou até uma sala onde começou a contar a história daquele hospital que mais parecia uma colônia, com grande área verde mesclada a área construída, tudo em grande consonância, formando um ambiente tranquilo.

A instituição é conhecida como Francisca Júlia e hoje atende a quase 200 pessoas entre deficientes mentais e dependentes químicos. Mas este trabalho social, assim como qualquer outro no Brasil, não começou com tal magnitude. Teve início com uma turma de EAE, uma das primeiras a existir, que se viu, como muitos de nós nos vemos, naquele ponto em que vê como o mundo está um caos e que já temos condição de ajudar um pouquinho os que estão momentaneâmente em maior dificuldade.Logo Francisca Júlia

Então, decidem tomar como campo de trabalho a área dos suicídas. Até então, as estatísticas de praticantes deste tipo de ato aumentava e não havia nenhum trabalho significativo específico para esse “perfil”. É assim que surge o Centro de Valorização da Vida. Conhecido como CVV, este grupo busca através do telefone ou mesmo contato direto, propiciar um alento às pessoas que tem pensamentos auto-destrutivos.

Porém, depois de um tempo, o grupo começa a perceber que uma porcentagem significativa das pessoas que ligavam para o CVV tinham uma semelhança: distúrbio mental. Se deparando com dificuldade em encontrar hospitais públicos especializados nessa área, eis que surge a ideia da criação do Hospital Francisca Júlia.Francisca Júlia

O nome é em homenagem a poetiza, mentora espiritual deste trabalho, que viveu no fim do século 19 e início do 20. Francisca Júlia da Silva escrevia – não por acaso – sobre temas como a caridade, fé, vida ápós a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas, como o budismo, por exemplo. Francisca foi notável em seu trabalho, buscou popularizar a literatura para as crianças em um Brasil ainda muito machista. Porém, com a morte de seu marido, decide terminar com a própria vida, o que sugere a tamanha identificação com o trabalho, e por isso seja o vulto a frente do hospital.

Eis que depois desta viagem pela história da instituição, Sr. Pegano nos convida a visitar os estabelecimentos e internos. Cada ala, uma surpresa.

Ao passarmos pela ala feminina de deficientes mentais, encontramos moças e senhoras com sorriso nos lábios, prontas para dar um abraço de recepção. Algumas, é fato, mais tímidas. Mas esta timidez não levou mais que alguns minutos para se aproximarem e nos cumprimentarem, um a um. Nosso grupo – não vou mentir – parecia estar um pouco apreensivo,  tenso até, acredito que por conta do ineditismo da situação. Alguns tomaram a frente e em instantes percebia-se vários focos de conversas animadas e troca de exclamações.

Uma moça, com a camisa do Corinthians, vem até mim com uma caixa de sapato e diversas bijuterias. Conta, orgulhosa, que é ela mesma quem faz. Converso um pouco sobre futebol e brinco sobre o clássico São Paulo e Corinthians que aconteceria naquele dia mais tarde. Após alguns minutos, Sr. Peagno nos avisa que temos que seguir. Contudo, outra moça se aproxima de mim, jovem, com belos olhos verdes, entre 20 e 25 anos, mas com um olhar inocente, de criança. Estava eu com meu violão, pois pretendia mostrar uma música a um amigo que passa uma temporada por lá, e ela me pergunta “Você vai tocar pra gente?”. Eu não estava preparado para isso, mas vendo a animação das outras internas, sem jeito, resolvi ceder.

Ela me pergunta se sei cantar “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”. Surpreso por ela conhecer Legião Urbana, digo que não vim preparado e que precisaria de cifras. Ela tenta outras bandas, se esforçando para me incentivar: “Nirvana, então?” – eu disse “vixe, que nada”. Tento me safar, dizendo “Só sei cantar música de amigos meus”. Ela assentiu com a cabeça e puxo um “Simbora” – para os que não conhecem, tem no DalheDJ.

Em questão de segundos, uma dezena de moças estão em volta de mim, algumas dançando animadamente. Eu, desafinado, nervoso e sem muito jeito, percebo que para elas, nada daquilo interferia. Eu estava “tocando para elas”. Alguns segundos de atenção exclusiva, sem preconceitos, sem julgamento, as estava fazendo feliz. Então, sem aviso, a moça de olhos claros começa, seguida por todas, a cantar para mim aquela música evangélica “Como Zaqueu“. Era uma retribuição, na forma delas.

“Temos que trocar de ala”, ouço. Me despeço e sigo. Nossa visita continua e em dado momento fico para trás. Vejo nosso grupo entrando em uma porta, ao fundo. Para chegar até lá, uma grande fileira de homens, uns 30, jovens e senhores, alguns sentados, outros tomando sol, mas todos quietos. Era a ala dos dependentes químicos.

O ambiente me parecia meio tenso e tive um pouco de medo. Todos olhavam para mim. Sorri, sem jeito, dei “bom dia”. Uma ou outra resposta tímida, nada tão acolhedor quanto a ala feminina. Apressei o passo para me encontrar com o grupo quando um deles me vê com o violão nas costas e pergunta “Cantor, você vai tocar uma pra gente?”. Digo que não sei a cifra de nenhuma música famosa de cabeça e tento mudar de assunto. Impossível. Ele insiste e então, novamente, tiro a capa do violão e toco “Afonso Ribeiro“, que transcrevo abaixo:

Um dia… Vieram me chamar
Abriram minha cela e me tiraram da prisão:
_ “Pra onde eu vou?”

_ “Vai pra um lugar legal…
bem longe daqui de Portugal!”

_ “Será Paris? Quem sabe Amsterdã?
Onde será que eu vou parar amanhã?”

_ “Anda fica quieta entra logo no navio!
Demora algum tempo até chegar no sul…”

_ “Não quero ir! Quero ficar em Portugal!
Não vou viver no Atlântico Sul!”

Ilha de Vera Cruz,
Terra de Santa Cruz,
Pau Brasil, Pau Brasil,
Cruzeiro do Sul

Tem jararacuçu!
Tem sucuri até
Tem índio canibal!
Tem jacaré

Quando terminei, percebi que todos estavam ali, próximos, prestando atenção atentamente. Recebi calorosos aplausos. Conto que essa música fala do povo que colonizou nosso país, os “renegados de Portugal”. Aqueles sem futuro, às margens da sociedade, sofredores de todos os preconceitos, foram os grandes construtores desse país. E que às vezes, por estar à margem, “renegado”, acabamos esquecendo o poder que temos e nosso potencial. Eles entenderam a mensagem. Sai de lá emocionado.

Era a última ala e o grupo retornara para me “resgatar”, já que eu sempre acabava ficando para trás. Retornamos a sala inicial, e ao ser indagado,  Sr. Peagno nos conta os trabalhos voluntários que existem dentro da clínica e como podemos ajudar. Gostei muito da marca que eles criaram para a venda de artesanato confeccionado pelos internos, o “Coisa de Loko”. Muito espirituoso e bem humorado!

Posso dizer que o que aprendi(z) nessa manhã equivalerá a algumas aulas de EAE e, muito provavelmente, alguns meses de caderneta pessoal. Não sentir pena daqueles que passam por dificuldades, contudo, se solidarizar pela causa, afinal, é uma condição. Se viemos em determinada situação nesta encarnação, que possamos ajudar a minimizar sofrimentos e completar a missão. Somos todos seres humanos, espíritos em evolução. Não podemos deixar ninguém para trás, não temos este direito.

Finalizo meu relato indicando o site da instituição (aqui) e caso você queira contribuir de alguma forma, veja as opções aqui. Visitas de escolas (não só espíritas, de todas religiões) e grupos são muitíssimo bem aceitas, basta entrar em contato.

Por fim, termino com um poema de uma nova amiga:

OS ARGONAUTAS

Mar fora, ei-los que vão, cheios de ardor insano;
Os astros e o luar — amigas sentinelas —
Lançam bênçãos de cima às largas caravelas
Que rasgam fortemente a vastidão do oceano.

Ei-los que vão buscar noutras paragens belas
Infindos cabedais de algum tesouro arcano…
E o vento austral que passa, em cóleras, ufano,
Faz palpitar o bojo às retesadas velas.

Novos céus querem ver, miríficas belezas,
Querem também possuir tesouros e riquezas
Como essas naus, que têm galhardetes e mastros…

Ateiam-lhes a febre essas minas supostas…
E, olhos fitos no vácuo, imploram, de mãos postas,
A áurea bênção dos céus e a proteção dos astros…

Francisca Júlia.

Filippo – Vale do Paraíba

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O que VOCÊ pensa disso?

Este filme tem 10 minutos. Espero que isso não faça você desistir dele, porque tenho certeza que trará grandes reflexões. Uma dica? Deixe ele carregando e vá fazer outra coisa, daqui a pouco ele vai estar completo e você vai entender do que eu estou falando…

Filippo – Vale

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Charge da Semana

Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem.
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Esta charge foi retirada do site Um Sábado Qualquer, de Carlos Ruas.

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Série: Psych

A série é centrada em Shawn Spencer, que possui misteriosos poderes de observação que foram aprimorados graças ao seu pai, o policial Henry, que desde cedo treinou Shawn para observar até os mínimos detalhes ao seu redor.

Quando Shawn é acusado de cometer um crime que na verdade ele ajudou a polícia a solucionar (ao fazer uma ligação anônima), ele convence os policiais de que ele é um médium, e com a relutante ajuda de seu melhor amigo Gus, Shawn começa a solucionar casos para a sempre cética — porém relutantemente impressionada — polícia de Santa Bárbara.

No Brasil a série é exibida na Universal.

Para mais, Navegue por assunto em cinema.

Yuri, VALE.

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Resposta 03: Qual é a Música?

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O que VOCÊ pensa disso?

ESPÍRITAS E ESPIROLAS
por Joana Abranches

Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a uma conversa acabou “soltando” que eu era “muito carola!” Levando a coisa na farra, tentei argumentar: – “Mas eu sou espírita e não católica…” Ela aí não titubeou: – “Então é espirola.”

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?

Temos visto Grupos tão obsecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, 2260860861_4dbe1e999a_bcritérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridad e dos sacerdotes e a submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr., uma vez questionei: – Por que será que os espíritas se digladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?… Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: – “A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia.”

Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: “Disciplina, disciplina, disciplina.” Foi o bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria que campeia em nosso meio e que vêm transformando nossas instituições – destinadas a ser escolas do amor – em verdadeiros quartéis de controle e enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina.. .

Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos deixá-la à vontade, repetia sem parar que “a espiritualidade tem horário a cumprir.” Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos melhores, porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira. Ocorre que se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns, insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo, punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades.. .. Haja penitência!

Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: “Se bem que os espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril.”

É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas têm se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalizaçã o e um formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria existir entre irmãos. Não raro, rir e brincar interreuniões parece ser, implícita ou explicitamente, proibido: – “Quebra a vibração.” Cada vez mais, os cumprimentos espontâneos e afetivos têm dado lugar a frases feitas, piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma linguagem impessoal, “santificada” e obsoleta, incompatível com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas… Os gestos contidos… Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos…

Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele companheiro ou a ausência daquele outro? Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: – “Em Casa que muito cresce o amor desaparece.”

Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento para obter “alta” ou “absolvição.” Assim, desorientados orientadores, em tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido desencarnado? Que vá “baixar” noutro Centro, porque nos mais ortodoxos ouvirá rispidamente que o telefone só toca “de lá pra cá” e fim. A alegação é que a mediunidade não está a serviço de problemas “domésticos” e sim de coisas mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a serviço do amor, do con solo aos desesperados de toda a sorte…

Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: – Os próximos! E aquele que está indo pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora, ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência?

Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; Se falta muito é cortada, mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe, senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos filhos não tem direito à cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão que é necessário usar estratégias para evangelizar “os nossos irmãos que mais precisam”. Talvez tenham razão… Parece que só os espíritas já não precisam mais do Evangelho…

Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de Verdade: -”Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento” – E indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos lembrar que “a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita.”Até quando continuaremos atraídos pelo canto da sereia?

Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus. Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

Espíritas ou “espirolas”. .. O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda.

Ainda há tempo.

*Joana Abranches é Assistente Social, escritora e Presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno Vitória/ES

enviado por email por Milena Sanchez – Vale

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DalheDJ: Qual é a Música?

E aí, qual é a música que o cartaz faz referência! A resposta será postada amanhã, meio dia.

Lembrando que a regra é: só vale títulos de músicas que tenham no DalheDJ!

Clique aqui para ver a imagem ampliada.

Quer ver outros desafios? Aqui tem.

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Jornal Espiritual (REMO ABC)

Tudo surgiu quando alguns jovens pensavam diferente dos demais. Enquanto a maioria das pessoas só consegue ver as coisas ruins e desastres quando olha pras notícias da mídia, esses sonhadores de plantão tiveram a idéia de brincar com as notícias. Eis que em 2008 surge o Jornal Espiritual!

Com o intuito de levar boas notícias e bom humor, eles vão para o seu segundo ano de animação.

Ficou curioso? Então ai vai um pouquinho do trabalho deles:

Gostou??

Para entrar em contato:
feeumesmo@hotmail.comFelipe
robertorochadeoliveira@hotmail.comRoberto

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A Matemática de Jesus…

Nunca fui bom em matemática. É como se fosse uma linguagem que mesmo que me esforce não consigo entender. A coisa para mim é tão estranha, que mesmo na matemática, só consigo enxergar Língua Portuguesa. Vai saber! Mas existem contas, que são muito fáceis de fazer, tão fáceis que até uma criança de cinco anos sabe resolver. Antes de ingressarmos em nossa jornada de cálculos, gostaria de tecer algumas considerações sobre o tempo. Vivemos em um mundo cheio de novidades, as atribulações diárias, nos fazem cair em uma rotina frenética e deixamos muitas coisas por fazer. Eu trabalho! Eu estudo! Hoje eu tenho curso! Quinta é dia de inglês! Vou sair com a namorada! Todas essas afirmações vêm sempre antecedidas por alguma pergunta, e servem de subterfúgio para dizer: Não! Não posso! Não vou! Não vai dar! Não! É verdade e até natural, temos diversos compromissos e necessariamente temos que priorizar alguns deles.

Agora, se o convite fosse feito por Jesus, você diria não? Tem certeza? Absoluta? Pense!
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Estou certo, que muita gente disse que não recusaria um convite feito por Jesus e tenho que dizer que vocês estão absolutamente equivocados. Arrisco-me a afirmar, que todos, eu disse todos, já recusaram convites feitos por Jesus. É muito simples, quantos de vocês ao serem convidados para ir à aula de mocidade, já disseram não? Quantos de vocês já recusaram convites para ir dar uma aula em alguma casa perto ou distante? Quantos de vocês, já preferiram realizar alguma outra tarefa ao invés de realizar um trabalho voluntário? Quantos de vocês, já deixaram de ajudar de alguma forma alguém que precisava por motivo nenhum? E são tantos outros questionamentos. Ué! Não esperavam que Jesus se materializasse e entregasse o convite em mãos né? Agora aqueles “nãos” do parágrafo anterior vão pesar. Mas alguém irá dizer: Mas eu sou dirigente de mocidade! Eu sou aluno de mocidade! Eu dou algumas aulas! Procuro ajudar ás pessoas! É louvável! Como já disse, temos muitas atividades, muitos compromissos, mas o tempo que trabalhamos verdadeiramente para Jesus é pouco, muito pouco. E dessa forma a matemática de Jesus entra em ação…

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Notas de um observador:

-  Devemos considerar que S = semanas, M= meses, A= anos, H= horas.

-  Pedro trabalha na Seara do Mestre 416h por ano e lhe sobram 8350h (8766 H/A – 416 H/A = 8350 H/A)

-  Nessa conta, foram colocados gastos com deslocamentos, contratempos, horas extras. Devemos considerar também que temos os períodos de recesso e trabalhos computados a mais que não são realizados toda semana.

-  Pedro trabalha muito pouco para Jesus

Notas de um observador:

-  Realmente, Sr Dedicado é um exemplo, trabalha a metade do seu tempo para Jesus, mesmo assim, em números absolutos, se formos reparar, ainda lhe sobra muito tempo.

-  Dificilmente alguém dedica tanto tempo assim para Jesus, nós que estamos envolvidos com a mocidade, certamente não.

-  Sr Dedicado trabalha pouco para Jesus.

Primeiramente, como já mencionei, sou péssimo com a matemática, então perdoem e relevem qualquer pequeno e eventual erro de cálculo, independente disso, o entendimento é o mesmo. É óbvio que somos seres humanos, imperfeitos e ninguém quer que fiquemos diuturnamente nos dedicando somente aos outros. Seria bom, mas não é assim que acontece. Ao mesmo tempo, temos que ter a consciência, que trabalhamos pouquíssimo tempo para o nosso mestre. Será que não conseguimos ajeitar nossas agendas, para ajudar um colega, para socorrer uma pessoa, para trabalhar realmente naquilo que nos propomos a fazer? Será que não é possível deixar um pouquinho de lado nossa diversão, algum trabalho na escola que eu ainda tenho tempo de entregar ou alguma coisa que eu considero muito importante para fazer algo para o próximo? Sempre existe um tempo, basta querer. E agora, considerando a matemática de Jesus, será que conseguiremos recusar o próximo convite que recebermos?…

Pedro – Vale

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Charge da Semana

Para ver a tirinha em alta definição, clique na imagem.
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Esta charge foi retirada do site Um Sábado Qualquer, de Carlos Ruas.

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