Sir William Crookes, OM , PRS (Londres, 17 de junho de 1832 — Londres, 4 de abril de 1919) foi um químico e físico inglês. Freqüentou o Royal College of Chemistry em Londres, trabalhando em espectroscopia.
Em 1861, descobriu um elemento que tinha uma linha de emissão verde brilhante no seu espectro, ao [...]
Sir William Crookes, OM , PRS (Londres, 17 de junho de 1832 — Londres, 4 de abril de 1919) foi um químico e físico inglês. Freqüentou o Royal College of Chemistry em Londres, trabalhando em espectroscopia.
Em 1861, descobriu um elemento que tinha uma linha de emissão verde brilhante no seu espectro, ao qual deu o nome de tálio, do grego thalos, um broto verde, que é o elemento químico de número atómico 81. Também identificou a primeira amostra conhecida de hélio, em 1895. Foi o inventor do radiômetro de Crookes, vendido ainda como uma novidade, e desenvolveu os tubos de Crookes, investigando os raios canal.
Em suas investigações sobre a condutividade da eletricidade em gases sob baixa pressão, descobriu que, à medida que se diminuía a pressão, o elétrodo negativo parece emitir raios (os chamados raios catódicos, que hoje se sabe tratarem-se de um feixe de elétrons livres, utilizado nos dispositivos de vídeo padrão CRT). Como esses exemplos mostram, Crookes foi um pioneiro na construção e no uso de tubos de vácuo para estudar fenômenos físicos. Foi, por conseguinte, um dos primeiros cientistas a investigar o que hoje é chamado de plasmas. Também criou um dos primeiros instrumentos para estudar a radioatividade nuclear, o assim-chamado espintariscópio.
Espiritualismo
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Imagem bastante retocada: O espírito materializado de Katie King e Sir William Crookes
“Esses experimentos parecem estabelecer conclusivamente a existência de uma nova força, conectada com o organismo humano de alguma maneira desconhecida.” (Researches Into the Phenomena of Modern Spiritualism, 1922).
Em 1870 Crookes decidiu que a ciência tinha a obrigação de estudar os fenômenos associados com o Espiritualismo (Crookes, 1870). A julgar por cartas de família, Crookes já tinha desenvolvido uma visão favorável ao Espiritualismo por volta de 1860 (Doyle, 1926: volume 1, 232-233). No entanto, ele estava determinado a conduzir sua investigação de forma imparcial e descreveu as condições que ele impunha aos médiuns da seguinte forma: “Deve ser na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos” (Doyle, 1926: volume 1, 177). Entre os médiuns que ele estudou estavam Kate Fox, Florence Cook, e Daniel Dunglas Home (Doyle, 1926: volume 1, 230-251). Os fenômenos que ele testemunhou incluíram movimento de corpos a distância, tiptologia, alteração de peso dos corpos, levitação, aparência de objetos luminosos, aparência de figuras fantasmagóricas, aparência de escrita sem intervenção humana e circunstâncias que “sugerem a atuação de uma inteligência externa” (Crookes, 1874).
Alguns dos fenômenos registrados, segundo Crookes:
“Em plena luz, vi uma nuvem luminosa pairar sobre um heliotrópio colocado em cima de uma mesa, ao nosso lado, quebrar-lhe um galho, e trazê-lo a uma senhora, e, em algumas ocasiões, percebi uma nuvem semelhante condensar-se sob nossos olhos, tomando uma forma de mão e transportar pequenos objectos”. (Opus cit. p. 40)
“Pequena mão de muito bela forma elevou-se de uma mesa da sala de jantar e deu-me uma flor; apareceu e depois desapareceu três vezes, o que me convenceu de que essa aparição era tão real quanto a minha própria mão”. (Opus cit. p. 41)
O relatório de Crookes sobre a sua pesquisa, em 1874, concluiu que esses fenômenos não podiam ser explicados como prestidigitação e que pesquisa adicional seria útil. Crookes não estava só nessa opinião. Companheiros cientistas que passaram a confirmar a veracidade da comunicação de espíritos incluiam Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, e William James (Doyle, 1926: volume 1, 62). No entanto, como a maioria dos cientistas tinha a opinião pré-concebida de que o Espiritualismo era fraudulento, o relatório final de Crookes ultrajou de tal modo o “establishement” científico de então que “falou-se de cancelar sua filiação à Royal Society (Sociedade Real)”. Crookes tornou-se mais cauteloso a partir de então e não mais discutiu seu ponto de vista em público até 1898, quando sentiu que sua posição estava segura (Doyle, 1926: volume 1, 169-170). Foi nesse ano, em seu dicurso de posse na presidência da British Association for the Advacement of Science (Associação Britânica pelo Avanço da Ciência), que afirmou:
“Já se passaram trinta anos desde que publiquei um relatório dos experimentos tendentes a mostrar que fora de nosso conhecimento científico existe uma Força utilizada por inteligências que diferem da comum inteligência dos mortais … Nada tenho a me retratar. Confirmo minhas declarações já publicadas. Na verdade, muito teria que acrescentar a isto”. (Crookes, 1898).
E numa entrevista na The International Psychic Gazette, em 1917, ele repetiu:
“Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas ideias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu disse nos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro”. (Fodor, N. – Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p.70).
Daquela data até à de sua morte, em 1919, cartas e entrevistas mostram que Crookes manteve suas considerações em relação à comunicação de espíritos.(Doyle, 1926: volume 1, 249-251).
Notas
1: Pode ser encontrado em português, em edição da Federação Espírita Brasileira, FEB, em tradução de Oscar D’Argonnel, um livro intitulado Fatos Espíritas, por William Crookes. Nesta edição traduzida, encontram-se alguns dos capítulos do livro “Researches in the phenomena of the spiritualism”, que se encontra, no site mencionado, reproduzido da sétima edição publicada. Como, no entanto, a edição da FEB não menciona o título original da obra e não há uma correspondência exata entre seus capítulos e os da sétima edição do original, conforme consta do site, não foi possível saber se o original em que se baseou a tradução é uma edição anterior do referido livro em inglês ou de outro livro de Crookes cujo título não foi possível identificar.
2: O livro de Conan Doyle, The History of Spiritualism foi traduzido para o português por Júlio Abreu Filho e é editado pela Editora Pensamento com o título de “História do Espiritismo”. O prefácio da versão em português é de José Herculano Pires.
FONTE: Wikipedia.
Um Comandante Determinado.
No dia 14 de junho de 1894 nasce em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Edgar Pereira Armond. De família Humilde, Armond, aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo, onde inicia a carreira que lhe daria o um título, pelo qual é [...]
Um Comandante Determinado.
No dia 14 de junho de 1894 nasce em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Edgar Pereira Armond. De família Humilde, Armond, aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo, onde inicia a carreira que lhe daria o um título, pelo qual é conhecido até hoje: “Comandante”.

Em 1919 casa-se com Nanci de Menezes, filha do Marechal do Exército Manuel Feliz de Menezes.
Participa de vários movimentos militares, atuando nas revoluções de 1922 e 1924 onde fez parte das tropas de ocupação nas nossas fronteiras com o Paraguai e Argentina.
Em 1923 matricula-se na Escola de Farmácia e Odontologia do Estado, diplomando-se em 1926.
Com uma vida profissional plena de atividades, trabalha na construção de uma estrada de rodagem unindo as cidades de Paraibuna e São Sebastião. Mesmo enfrentando muitas dificuldades financeiras, toma a direção pessoal do empreendimento e esta atitude antecipa o progresso desta região em 40 anos, beneficiando muitas cidades.
Paralelamente começa a estudar e trabalhar no Espiritismo, chegando a atuar ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná. Participa também de um grupo de estudos e práticas espíritas a convite de Canuto de Abreu, visitando vários Centros Espíritas particulares que se dedicavam exclusivamente à prática de trabalhos de efeitos físicos, isto nos arredores da capital.
Em 1938, o Comandante sofre um acidente de automóvel, no Parque Dom Pedro, em São Paulo, no qual quebra os dois joelhos, além de sofrer outros ferimentos, sendo inclusive hospitalizado. Após várias cirurgias e muitos tratamentos, fica quase sem poder andar durante seis meses, usando assim as muletas.
Em 1939 é convidado a ocupar o cargo de secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Em 1940 Armond é considerado inválido para o serviço militar, passando então a se dedicar por completo ao Espiritismo.
Dotado de um caráter reto e firme, de moral elevada, detestava a maledicência, e fugia das conversas fúteis e de perguntas vulgares, como expositor, tinha um discurso persuasivo, acompanhado de uma linguagem fácil, clara e objetiva, não deixando pairar dúvidas sobre o tema tratado.
Como escritor era um profundo estudioso dos fenômenos psíquicos e conhecedor de largos recursos sobre o tema Mediunidade. Escreveu uma série de 21 livros didáticos sendo que a maior parte destinada ao uso nas Escolas que criara e os outros para a Fraternidade dos Discípulos de Jesus.
Para suprir a carência de médiuns de confiança e bens preparados que encontrou na FEESP, criou-se o Grupo Razin, composto por sete membros que passaram a atuar dentro da Federação. Melhorando assim o intercâmbio com o mundo espiritual, durante uma das reuniões deste grupo, manifestou-se pela primeira vez a entidade feminina designada pelo nome de “Castelã”, que dispensou ao grupo valiosíssima cooperação e depois de algum tempo através de Divaldo Pereira Franco, identificou-se como protetora pessoal do Comandante.
Aconteceram também nas reuniões do Grupo Razin, as primeiras manifestações de Ismael, o preposto de Jesus para a condução do Espiritual do Brasil, apresentaram-se também valorosos espíritos componentes da Fraternidade do Santo Sepulcro e da Fraternidade dos Cruzados, em seguida apresentou-se ao Comandante o Venerável Razin, com a finalidade de auxiliá-lo na criação da Escola de Aprendizes do Evangelho, para que pudessem ser preparados através do estudo, do trabalho e da disciplina, os novos “Discípulos de Jesus”.
Consciente da tarefa que lhe cabia, o Comandante começa heroicamente uma batalha que dura 10 anos, tempo que permanece à frente da Federação, para implantar os Cursos de Espiritismo citados por Allan Kardec no livro “Obras Póstumas”.
Em 1944, funda o Jornal “O Semeador”, e também o Programa de Rádio “Hora Espírita”, que passa a ser veiculado na Rádio Tupi.
Em 1947, Edgar Armond funda a USE – União Social Espírita.
Em 1950, dando cumprimento ao programa estabelecido com o plano espiritual, o Comandante cria a Escola de Aprendizes do Evangelho, para que através de estudos orientados as criaturas possam aprender o Evangelho e não apenas decorá-lo. Edgar cria também o Curso de Médiuns, visando à melhoria do intercâmbio com o mundo espiritual e a Fraternidade dos Discípulos de Jesus que deve funcionar como órgão de agrupamento dos trabalhadores do campo religioso.
Em 1967, por motivo de doença, o Comandante pede o seu afastamento da Federação, mas continua a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.
Em 1973, funda a Aliança Espírita Evangélica, a partir de 1980 assessora a fundação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, continuando a Expansão do Espiritismo Religioso.
Em 29 de novembro de 1982, às 04h30min, o Comandante Edgar Armond desencarna no Hospital Osvaldo Cruz, na cidade de São Paulo, com oitenta e oito anos de uma ativa vida em prol da Doutrina Consoladora dos Espíritos. Seu jeito dinâmico de ser e seu ideal nobre nos dão a certeza de que o Comandante permanece em plena atividade no Trabalho Redentor.
FONTE: Grupo Caibar Schutel
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Filho de Luiz Antônio Gonçalves Ribeiro e de Olímpia Guillon Gonçalves Ribeiro, família humilde, ingressou, gratuitamente, no Seminário de São Luís, onde realizou os primeiros estudos. Tendo ficado órfão de pai aos sete anos de idade, a mãe transferiu-se com os filhos para o Rio de Janeiro, vindo Guillon Ribeiro a estudar na [...]
Filho de Luiz Antônio Gonçalves Ribeiro e de Olímpia Guillon Gonçalves Ribeiro, família humilde, ingressou, gratuitamente, no Seminário de São Luís, onde realizou os primeiros estudos. Tendo ficado órfão de pai aos sete anos de idade, a mãe transferiu-se com os filhos para o Rio de Janeiro, vindo Guillon Ribeiro a estudar na Escola Militar da Praia Vermelha. Permaneceu apenas três meses na carreira militar, matriculando-se diretamente no segundo ano da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de Engenharia Civil. À noite trabalhava como redator no Jornal do Commercio para complementar os recursos da família.

Já formado, aceitou o cargo de 2º oficial da Secretaria do Senado Federal, onde chegou a exercer o cargo de Diretor-Geral, cargo em que se aposentou, em 1921. Ruy Barbosa, em discurso pronunciado na sessão de 14 de Outubro de 1903, referindo o seu trabalho de revisão do projeto do Código Civil, referiu:
“Devo, entretanto, Sr. Presidente, desempenhar-me de um dever de consciência – registrar e agradecer da tribuna do Senado a colaboração preciosa do Sr. Doutor Guillon Ribeiro, que me acompanhou nesse trabalho com a maior inteligência, não limitando os seus serviços à parte material do comum dos revisores, mas, muitas vezes suprindo até a desatenções e negligências minhas” (in: Anais do Senado Federal, v. II, p. 717)
Desposou a Sra. Raimunda Portela em 11 de Abril de 1910, com quem teve cinco filhos.
Após o falecimento da mãe, tomou contato com a Doutrina Espírita, da qual se tornou adepto em 1911. Destacou-se como orador e como responsável pela tradução de quase todas as obras de Allan Kardec e ainda pela de Jean-Baptiste Roustaing.
Exerceu o cargo de presidente da Federação Espírita Brasileira de 1920 a 1921 e novamente a partir de 1930 até falecer, em Outubro de 1943.
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A humanidade acaba de perder mais uma grande mulher.
O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na, 13-jan, matou Zilda Arns, 75 anos, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, que integrava missão no país caribenho. No UOL.
A Terra parece fazer um chamado. A cada [...]
A humanidade acaba de perder mais uma grande mulher.
O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na, 13-jan, matou Zilda Arns, 75 anos, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, que integrava missão no país caribenho. No UOL.

A Terra parece fazer um chamado. A cada dia mais lugares e mais pessoas sofrem com as tragédias naturais. Assunto tão atual que falamos sobre ele no dia 12-jan: Sagrado: a busca pela razão das tragédias naturais. Vibremos sempre para cada uma das pessoas que passam por essas tragédias.
Gostaria, no entanto, de falar sobre Zilda Arns, nesse momento, por alguns motivos.
Acontece algo engraçado comigo, e acho que com a maioria dos seres humanos. A banalização faz com que agente pare de prestar atenção a certos acontecimentos. As notícias ruins são um exemplo claro disso. Os desastres naturais estão se tornando tão corriqueiros, tão assustadoramente diários e próximos, que nós nem prestamos atenção naquilo que eles representam. Parece que precisamos identificar alguma coisa diferente, única, para que paremos e prestemos atenção.
Hoje isso aconteceu. A morte de Zilda Arns fez com que eu parasse para prestar a devida atenção ao que aconteceu no Haiti. Internamente, quando eu li a notícia, eu pensei comigo: “Deus, uma pessoa que fazia tanto pela humanidade foi embora. E agora?”. E agora?
Acho que agora é hora, novamente, de saber que cada um precisa fazer a sua parte para que a humanidade possa melhorar. Estou fazendo algo para melhorar a sociedade? Fica a reflexão para cada um de nós. É claro que, antes de querer salvar o mundo, preciso construir para mim mesmo uma base sólida, para que meus passos sejam firmes. Nada de querer abraçar o mundo se não dou conta nem do meu. Mas posso fazer os dois, e aprender e crescer com cada um deles.
Zilda Arns,
Formada em Medicina, aprofundou-se em Saúde Pública visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15).
Sua experiência, fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.
Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majella Cardeal Agnelo, Arcebispo Primaz de Salvador da Bahia e Presidente da CNBB, que à época era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a Pastoral acompanhou 1.816.261 crianças menores de seis anos e 1.407.743 milhão de famílias pobres em 4.060 municípios brasileiros. Nesse período, mais de 261.962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando com isso condições para que elas sejam protagonistas de sua própria transformação social.
Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa de diversas universidades.
Exemplo de vida. Que ela faça uma boa passagem, porque acho de descansar não está em seu vocabulário.
Yuri, VALE.
José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. [...]
José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, “Sonhos Azues” (contos), e aos 18 anos o segundo livro, “Coração” (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no Malho.
Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba. Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos. Transformou (1928) o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal “Diário Paulista” e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou “Estradas e Ruas” (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente. Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, “O Caminho do Meio”, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados. Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta anos. Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia, Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita… Lançou a série de ensaios Pensamento da Era Cósmica e a série de romances e novelas de Ficção Científica Paranormal. Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite.

Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: “O Ser e a Serenidade”. De 1959 a 1962, docente titular da cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.
Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de Sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.
José Herculano Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de Parapsicologia para os Centros Acadêmicos: da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior.
Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos. Herculano foi membro da Academia Paulista de Jornalismo onde ocupou a Cadeira “Cornélio Pires” em 1964.
Herculano pertenceu também a União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de Diretor e Membro do Conselho no ano de 1964.
José Herculano Pires foi Chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do Sr. Jânio Quadros no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo.
Espírita desde a idade de 22 anos não poupou esforço na divulgação falada e escrita da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida. Durante 20 anos manteve uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados com o pseudônimo de Irmão Saulo.
Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título “Chico Xavier pede Licença”. Foi Diretor fundador da revista “Educação Espírita” publicada pela Edicel.
Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da Trilogia A Conversão do Mundo.
Publicou em 1975, Lázaro e com o romance Madalena concluiu a Trilogia.
Traduziu cuidadosamente as obras da Codificação Kardecista enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha.
Colaborou com o Dr. Júlio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita.
Ao desencarnar deixou vários originais os quais vêm sendo publicados pela Editora Paidéia
FONTE: Editora Paideia
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Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França [...]
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).
Rivail, o educador
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada.
Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831).
Kardec, o codificador
Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.
Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, que foi lançado em 1890.
FONTE: Federação Espírita Brasileira.
Yuri, VALE.
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