Entrevista do diretor do filme Nosso Lar, Wagner de Assis, ao canal After Life TV.
Bob Olson Interviews Filmmaker Wagner de Assis
Brazilian medium Chico Xavier channeled the story of Dr. Andre Luiz who experienced an enlightening spiritual awakening after his death. Chico Xavier published this story in his bestselling book, Nosso [...]
Entrevista do diretor do filme Nosso Lar, Wagner de Assis, ao canal After Life TV.
Bob Olson Interviews Filmmaker Wagner de Assis
Brazilian medium Chico Xavier channeled the story of Dr. Andre Luiz who experienced an enlightening spiritual awakening after his death. Chico Xavier published this story in his bestselling book, Nosso Lar, which is Portuguese for “Our Home.”
Now this famous book has been made into a movie by filmmaker Wagner de Assis. Wagner wrote and directed the movie titled Astral City: A Spiritual Journey, and he was generous enough to talk with me about the movie, the book, and his extensive knowledge about life after death. This is not your typical interview to promote a movie, but rather an insightful conversation about our spiritual journey back home to the spirit world after our lives have ended. Wagner de Assis and I use the movie as the foundation for our discussion.
To be released December 6, 2011 in the United States, Astral City is one of the top selling movies in Brazilian history. It was seen by over 2 million people in the first week alone, and was the most expensive production ever made in Brazil. Among it’s many awards, Astral City won the Cinema Brazil Grande Prize for Best Special Effects.
Astral City (and Nosso Lar, the book) is the story of one man’s journey after death throughout the spiritual world. It’s a heartwarming story that teaches about love, peace and forgiveness, and it touches a lot of deep questions about the human condition. Writer and director Wagner de Assis says of the film, “It’s a story that moves you, that makes you think and reflect about our origins. It has provoked intense reactions in many people, presenting concepts such as ‘unconscious suicide,’ the application of the spiritual law of action and reaction, and the new paradigms of living with the knowledge that life goes on, that the grave is not the end.”
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07 DE OUTUBRO NOS CINEMAS
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No mês de dezembro, além de promover as concorridas e tumultuadas distribuições de Natal, Chico Xavier passou a visitar a Colônia Santa Marta, em Goiânia, especializada no tratamento de hansenianos. Ele era recebido com flores e com bebês para abençoar e saía com os bolsos repletos de pedidos de preces. [...]
No mês de dezembro, além de promover as concorridas e tumultuadas distribuições de Natal, Chico Xavier passou a visitar a Colônia Santa Marta, em Goiânia, especializada no tratamento de hansenianos. Ele era recebido com flores e com bebês para abençoar e saía com os bolsos repletos de pedidos de preces. Numa de suas visitas, uma das mães se aproximou da cama onde o filho dormia e agonizava, e chamou:
- Acorda, é Chico Xavier.
O rapaz, já em fase terminal, abriu os olhos com dificuldade e sorriu. A mulher, eufórica, comemorou:
- Não disse que um dia nos encontraríamos com ele?
Juntou as mãos como quem agradece a Deus e disse entre um soluço e outro:
- Louvado seja porque somos leprosos, meu filho.
Chico, também aos prantos, se debruçou sobre a cama, beijou as duas faces do jovem e seguiu adiante sem dizer uma palavra.
Numa de suas visitas à Colônia, ele interrompeu a caminhada diante do portão de entrada e começou a chorar. Preocupada, a anfitriã perguntou qual era o problema. E ouviu a resposta:
- Está tudo bem. É que o patrono da Colônia veio nos dar boas-vindas. Ele está dizendo que hoje abraçará e beijará todos os companheiros internados nesta casa.
O patrono espiritual da Colônia era São Francisco de Assis. Chico entrou com sua comitiva e, além de cumprimentar cada um dos leprosos, distribuiu presentes: dinheiro para os adultos e brinquedos para as crianças. Com o tempo, Chico ganhou admiradores devotados na Colônia. Anos mais tarde, quando já não conseguia andar sem ajuda, ele se sentou em uma cadeira para trocar beijos e abraços com os doentes. De repente, uma senhora bem-vestida, em visita a um parente internado, aproximou-se de Chico e, sem dizer uma palavra, se ajoelhou diante dele e beijou seus pés. Chico chorou. Se estivesse saudável, teria impedido aquele gesto. Ele não era santo, a idolatria o incomodava.
Fonte: Trecho retirado do livro “As Vidas de Chico Xavier” escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior – 270 páginas, Editora PLANETA.
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As suspeitas davam lugar a surpresa diante de cartas vindas do além e escritas, ainda em velocidade, por um Chico com mãos trêmulas. Numa delas, no mínimo pitoresca, o filho morto se referia à própria mãe como “minha Cica”. Ninguém entendeu o apelido. Nem o pai dele. A mãe demorou um pouco a decifrar a mensagem e, só com algum custo, se lembrou da mania irritante do filho de tratá-la como “minha elefantinha”.
Numa de suas últimas conversas, ela pediu para ser poupada do apelido. Depois de morto, ele atendeu ao pedido e encontrou um substituto para o nome: Cica, a marca do elefantinho.
Fonte: Trecho retirado do livro “As Vidas de Chico Xavier” escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior – 270 páginas, Editora PLANETA.
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Para combater a doença, Chico Xavier seguia a receita de Emmanuel: caridade. Em 1978, fiel à máxima “aliviai e sereis aliviado”, ele foi buscar forças na Penitenciária de São Paulo. A diretoria do presídio pediu aos presos interessados em ouvir a prece do espírita que se inscrevessem. Resultado: 542 detentos [...]
Para combater a doença, Chico Xavier seguia a receita de Emmanuel: caridade. Em 1978, fiel à máxima “aliviai e sereis aliviado”, ele foi buscar forças na Penitenciária de São Paulo. A diretoria do presídio pediu aos presos interessados em ouvir a prece do espírita que se inscrevessem. Resultado: 542 detentos se apresentaram.
Na época, muitos deles liam o livro 165 de Chico, Falou e Disse. Durante a palestra, um dos presidiários reclamou de ser tratado como um número. Chico tratou de buscar um consolo:
- Meu filho, quem de nós não é tratado por número? É número de telefone, de carro, de casa, de CEO, de cic. Nós estamos com mais números que você. Só que agora estamos na cela ambulante e vocês estão na fixa.
Após a palestra, Chico surpreendeu o diretor do presídio com uma notícia:
- Quero sair daqui, mas, antes, desejo abraçar e beijar a todos.
O diretor arregalou os olhos e quase se benzeu:
- Deus me livre. Não, senhor. Você não vai abraçar nem beijar ninguém.
Chico insistiu:
- Não senhor, doutor. Eu não viria aqui fazer prece para depois me distanciar dos nossos irmãos. Não está certo.
O diretor foi dramático:
- Neste salão, outro dia, mataram um guarda de 23 anos. Afiaram a colher até ela virar punhal. Aqui há criminosos com sentenças de duzentos a trezentos anos. Eles podem te matar.
- Pouco importa, vim aqui para o encontro e o senhor não me permite abraçar?
O diretor se conformou com a idéia, mas tratou de organizar uma estratégia de guerra. Não podia correr o risco de virar notícia de jornal como um dos responsáveis pela morte de um dos líderes religiosos mais requisitados do país. Chico ouviu as instruções: teria de ficar atrás da mesa, cada encontro deveria ser rápido, dezoito baionetas estariam apontadas para o grupo. Para desespero do diretor, o espírita ficou na frente da mesa. Ele abraçava e beijava cada preso. Muitos contavam segredos ou diziam algumas palavras.
Tudo ia muito bem até a chegada de um senhor de quase cinqüenta anos. Ele se aproximou e ficou estático diante do médium. Não estendeu a mão, não aproximou o rosto para o beijo, não abriu a boca.
Chico perguntou:
- O senhor permite que eu o abrace?
- Perfeitamente.
Após abraçar o corpo rígido, ele arriscou:
- O senhor deixa que eu o beije?
- Pode beijar.
Chico o beijou de um lado, do outro, duas vezes cada face. Lágrimas escorreram dos olhos do preso. Antes de virar as costas, o detento agradeceu:
- Muito obrigado.
Fonte: Trecho retirado do livro “As Vidas de Chico Xavier” escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior – 270 páginas, Editora PLANETA.
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