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Cinema: Stay
Stay (A Passagem) é um daqueles filmes que acabam e agente pergunta: O quê? Nos faz tentar ligar suas pontas para que possamos criar uma interpretação. Ou várias. Não é um filme fácil, mas mesmo assim é genial. Genial tanto pela interpretação dos conhecidos Naomi Watts e Ewan McGregor e do surpreendente Ryan Gosling, quanto pela qualidade visual que ele imprime na tela.
Um estudante universitário com tendências suicidas e o seu médico entram num mundo misterioso. Henry Lethem (Ryan Gosling) planeia a sua própria morte para os três próximos dias, a menos que o psicólogo Sam Foster (Ewan McGregor) o consiga impedir. Henry ouve vozes perturbantes e tem visões assustadoras. Onde, no entanto, acaba a imaginação e onde começa a realidade? Sam começa subitamente a perder a noção da realidade quando também ele é atirado para um lugar surreal. Com a ajuda da sua namorada (Naomi Watts), Sam corre contra o tempo para desvendar o terrível segredo por detrás de tudo, antes que seja tarde demais.

Será que ele conseguirá? Só vendo para descobrir.
Este é o tipo do filme que gera teorias e mais teorias. Se você quiser saber um pouco mais sobre elas ou criar a sua, acesse a comunidade do filme no Orkut.
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Yuri, VALE.
Entusiastas do espiritismo preparam filmes para 2010
FONTE: Folha de S.Paulo
FERNANDA EZABELLA
“Gosto tanto do Chico quanto do Bergman e do Truffaut”, diz Oceano Vieira, dono da Versátil, respeitada distribuidora de DVD de filmes de arte, que tem um selo dedicado a produções espíritas –a Vídeo Spirite (eu vejo espíritos, em latim).
Vieira é historiador da área e produtor de um dos diversos filmes que estão sendo realizados na esteira do centenário de Chico Xavier, “E a Vida Continua” (confira outros no quadro), baseado em livro psicografado pelo médium mineiro.
Viera ainda negocia o lançamento do filme em cinema, mas garante em DVD. No elenco, Lima Duarte faz uma ponta. “Ele é espírita desde o berço, começou no teatro espírita”, diz Vieira, diretor do documentário “A Grande Síntese de Pietro Ubaldi”, exibido na Mostra de São Paulo de 2009.
“E a Vida Continua”, assim como os principais livros de Chico, pertence a Federação Espírita Brasileira (FEB), que tem na venda dos títulos a maior parte da renda anual.
A instituição investe e colabora com esse filme e com outro, chamado “Nosso Lar”, que será o grande lançamento espírita do segundo semestre.
“A diretoria aprovou a proposta [de "Nosso Lar']. Foi feito um contrato, tivemos acesso ao script [roteiro], acompanhamos várias tomadas”, disse Antonio Cesar Perri, diretor da FEB. “A preocupação não é essa [aumentar rebanho], e sim divulgar valores como paz, respeito a ética e ao bem.”
Outro entusiasta do tema, que investe em três filmes de temática espírita, é Luis Eduardo Girão, empresário de turismo em Fortaleza e diretor da Estação Luz Filmes, responsável por “Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito” (2008).
Girão é produtor de “As Mães de Chico Xavier”, filme de ficção baseado em livro do jornalista Marcel Souto Maior, autor da biografia adaptada por Daniel Filho. A direção é tripla, incluindo Glauber Filho, de “Bezerra de Menezes”. Girão também investiu na cinebiografia de Filho e em “Área Q”, rodado em setembro no Brasil, com o americano Isaiah Washington.
“O filme com o Isaiah fala de ufologia e espiritualidade, fala em reencarnação de uma forma muito inteligente”, diz o produtor, um dos organizadores da primeira edição do Festival Cinema Transcendental, em novembro, em Brasília. O evento é baseado numa mostra de teatro do gênero que acontece há oito anos em Fortaleza e reuniu 35 mil pessoas em 2009.
Zíbia Gasparetto, escritora best-seller de livros espíritas, também deve chegar às telas, em 2011. O produtor Tomislav Blazic prepara o filme “Ninguém é de Ninguém”, a ser rodado no segundo semestre no Rio e SP, com uma versão falada em inglês. É baseado em livro psicografado por Gasparetto do espírito Lucius, cujo nome inspirou a produtora de Blazic, Lucius Motion, criada para adaptar obras da autora.


Cinema: Um Olhar do Paraíso
Quanto tempo demoramos para nos livrar de algo que perdemos? Acabei de ver este filme pensando sobre isso.
Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones), é o novo filme de Peter Jackson, adaptação do romance Uma VidaInterrompida – Memórias de um Anjo Assassinado, de Alice Sebold.
Em 1973, Susie Salmon é assassinada por seu vizinho, George Harvey, um assassino em série de jovens garotas e mulheres. Um ano após a morte de Susie, seu pai, depois de muito procurar e “associar” provas a diversos suspeitos, começa a desconfiar do vizinho e a procurar por provas para incriminá-lo. Com o tempo a irmã de Susie também começa a desconfiar do Sr. Harvey.
Susie não vai para o Céu. Ela fica numa espécie de limbo, um lugar entre o Céu e a Terra, como ela mesmo define, e observa seu assassino. O motivo para a estadia dela neste lugar é o fato de não ter se conformado com a morte e por desejar vingança contra o seu assassino, que se prepara para atacar novamente. Susie luta contra o desejo de vingança mas também para ver sua família se recuperar de sua perda.

Confesso que fiquei surpreso com alguns dos acontecimentos do filme. Saiu do lugar comum em vários aspectos. A vida aqui é muito curta para que nos preocupemos demais com algumas coisas que não estão mais nas nossas mãos. Susie se segura bastante para não dar o passo seguinte. Acho que muitas das pessoas que desencarnam também passam por isso, e felizmente, em algum momento, mesmo que este demore, percebem que precisam seguir em frente. Precisam também fazer com que aqueles que ficaram continuem com suas vidas. Enquanto via o filme eu me lembrei , de certa forma, de “Ghost”. A premissa é bem parecida. Visualmente o filme também é muito belo. O “Céu”, afinal, não poderia deixar de ser belo. O trailer:
O filme está nos cinemas.
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Yuri, VALE.
Nosso Lar, o filme: Experiência espiritual traduzida em imagens
Cinéfilo que se preze deve se lembrar da obra-prima do autor japonês Hirokazu Kore-Eda, Depois da Vida. Após a morte, as pessoas são levadas a uma estação intermediária, na qual escolhem o momento de suas vidas que será recuperado para que elas o levem para a eternidade. Kore-Eda talvez não tenha lido Chico Xavier, e muito menos o primeiro dos 16 livros que lhe foram ditados pelo espírito de André Luiz, mas a essência é parecida. Nosso Lar mostra a primeira etapa da vida após a morte. Neste ano do centenário de nascimento de Chico, não é só a vida dele que ganha filme dirigido por Daniel Filho, com estreia prevista para a Semana Santa, quando se estará comemorando a data. Nosso Lar também vai chegar ao cinema, mas só em setembro.
No mês que vem, Lon Molnar conclui os efeitos de Nosso Lar e a previsão da produtora Iafa Britz, que assina o filme pela Cinética, empresa do diretor Wagner de Assis, é ter a primeira cópia pronta em maio, para trabalhar o lançamento, que deve ser um dos mais importantes do ano. Iafa inicia nova etapa profissional abandonando a Total Entertainment, que lança na sexta, no País, High School Musical – O Desafio. Não houve briga entre as partes que compunham a Total. “É o momento de eu seguir carreira-solo”, diz Iafa, mas Nosso Lar ainda não tem a marca de sua produtora.
São pelo menos cinco anos de trabalho. Iafa ouviu do diretor que queria fazer este filme pela primeira vez em 2004 ou 2005. Não foi fácil adquirir os direitos do livro, mas as coisas começaram a se tornar viáveis quando a Fox embarcou no projeto. Para os padrões do cinema brasileiro, é um filme caro e os efeitos contabilizam cerca de 30% do custo – os mais caros da cinematografia nacional. Iafa explica que valeu a pena esperar. “Há cinco anos não tínhamos dinheiro nem a tecnologia necessária para fazer o filme com acabamento.”
Ela conta que o precedente de Bezerra de Menezes, mesmo que ambos os filmes sejam diferentes, foi importante porque mostrou que há um público interessado nesse tipo de produção. Mesmo assim, evita o entusiasmo antecipado. Se o filme fizer milhões de espectadores, ótimo, mas será consequência da qualidade ou do apelo popular, até mesmo daquilo que Daniel Filho tiver conseguido emplacar com sua cinebiografia de Chico Xavier. “Essa história é muito rica e bonita. O filme fala de espiritualidade, de esperança. Não é um projeto comum e, por isso, conseguiu tantas parcerias. Lon (Molnar) se associou à gente, o compositor Philip Glass, também. Estamos muito gratos pela participação deles, mas estamos pagando aquilo que um filme caro brasileiro pode pagar.”
Lon Molnar já havia conversado com o repórter pelo telefone, em dezembro, da sede de sua empresa no Canadá. Você pode saber mais sobre a Intelligent Creatures no site, http://www.intelligentcreatures.com/#People. Molnar admitiu que estaria cobrando, e gastando, muito mais se a produção fosse hollywoodiana, mas disse que o filme, em termos de invenção e acabamento, não ficará devendo nada aos demais que integram seu currículo, e um caso recente é o de Watchmen, de Zack Snyder. Ele adorou trabalhar com o universo de super-heróis de Snyder e acrescentou que o diretor não é apenas aberto a sugestões, mas também sabe o que quer e consegue motivar a equipe a fazer o que deseja. O caso de Nosso Lar é diferente. Ele chega a citar outro trabalho recente, Babel, de Alejandro González Iñárritu. “A base aqui também é real e a diferença é que estamos tratando de uma experiência espiritual visceral. Como traduzir isso em imagem?” Ele conta que um dos principais técnicos da companhia foi enviado ao Brasil para preparar, e acompanhar, a filmagem. “A escolha das locações foi muito importante. Muitas vezes a colocação da câmera ou o uso de azul como fundo já previa o efeito a ser aplicado posteriormente. Não se filma de qualquer jeito e depois aplica o efeito. Não é assim que funciona.”
A produtora cita exemplos. “Quem leu o livro sabe a importância que assume a muralha no isolamento do mundo espiritual. A ideia inicial era construir uma muralha de três metros e depois trabalhá-la na pós-produção. Terminamos construindo uma muralha de 70 metros em Sagatiba e, mesmo assim, ela foi ampliada para cerca de 8.700 metros, criando um efeito impressionante.” Quem conhece a Praça Paris, no centro do Rio, perto da Cinelândia, vai ter dificuldade para identificá-la como a base da entrada do “nosso lar”, constituído pela governança e pelos ministérios. “Em toda parte, o conceito consistiu sempre em combinar áreas construídas com efeitos. Não posso ceder nenhuma foto da Praça Paris modificada porque os efeitos não estão concluídos e está com cara de 2-D. Mas depois me cobrem se esse material não estiver muito impressionante.”
No telefone, Molnar admitiu que nunca havia visto, nem ouvido falar, de Depois da Vida, mas ficou curioso pelo trabalho do cineasta japonês e adorou os detalhes o fato de, no limite, o pedaço de vida que as pessoas escolhem após a morte virar uma metáfora do próprio cinema. Nosso Lar trata justamente do choque das pessoas na passagem para outras esferas. “Temos um elenco muito forte e eu seria irresponsável se começasse a destacar algumas participações, mas não resisto a enumerar duas. Renato Prieto faz o protagonista e é através dele que entramos nesse universo. Rosana Mulholland vai deixar todo mundo chapado. Ela é a personagem que se revolta com a morte e quer voltar. Acredito que seja a personagem mais passível de identificação e ela, além de belíssima, põe intensidade de arrepiar nas cenas.”
Iafa Britz ainda está muito envolvida no processo de Nosso Lar, mas gostaria muito de acreditar que, se o filme estourar, como espera, as pessoas não reconheçam somente a importância e emoção do tema. “Essa equipe toda está ralando muito para fazer o grande filme que Nosso Lar merece. Chico Xavier foi um iluminado, todo mundo sabe. Daniel (Filho) filma o homem, Wagner (de Assis) resgata a obra. Essa obra merece ser vista pelo que carrega de compaixão, de possibilidade de entendimento. Os efeitos estarão lá, mas não para chamar a atenção. O que importa é a história.” Foi o que também disse Molnar. “Quando o efeito se torna mais importante que o contexto, qualquer profissional sério vai achar que falhou. Queremos o melhor, mas não por exibicionismo. O que importa é a história, essa história.”
FONTE: Estadão.



