Revista Espírita, outubro de 1863
(Bordeaux – Médium: Sra. Collignon)
Será, então o homem tão perfeito que julgue inútil medir suas forças? E é sua inteligência tão desenvolvida que possa suportar toda a luz?
Quando Moisés trouxe aos hebreus uma lei que os pudesse tirar do estado de escravidão em que viviam e reavivar neles a lembrança de seu Deus, que haviam esquecido, foi obrigado a graduar a luz por sua força de visão e a ciência pela força de sua inteligência.
Porque também não perguntais: Porque Jesus se permitiu refazer a lei? Porque disse: “Moisés vos disse: Dente por dente, olho por olho, eu vos digo: fazei o bem aos que vos querem mal; bendizei aos que vos amaldiçoam; perdoai aos que vos perseguem”.
Porque disse Jesus: “Moisés disse: Aquele que quiser deixar sua mulher lhe dê carta de divórcio”. Mas eu vos digo: “Não separeis o que Deus uniu.”
Porque? É que Jesus falava a Espíritos mais adiantados que na encarnação em que estavam ao tempo de Moisés. É que é preciso proporcionar a lição à inteligência do aluno. É que vós, que perguntais, que duvidais, ainda não chegastes ao ponto em que deveis estar e ainda não sabeis o que sereis um dia.
Porque? Mas, então, perguntai a Deus por que criou a erva do campo, da qual o homem civilizado chegou a fazer seu alimento? Porque fez árvores que só deveriam crescer em certos climas, em certas latitudes, e que o homem chegou a aclimatar por toda a parte?
Moisés disse aos Hebreus: “Não evoqueis os mortos!” Como se diz às crianças: “Não toqueis no fogo!”
Não foi pela evocação que, pouco a pouco, tinha degenerado em idolatria entre os Egípcios, os Caldeus, os Moabitas e todos os povos da antigüidade? Eles não tinham a força de suportar a ciência, tinham-se queimado, e o Senhor tinha querido preservar alguns homens, a fim de que pudessem servir e perpetuar seu nome e sua fé.
Os homens era pervertidos e dispostos às evocações perigosas. Moisés preveniu o mal. O progresso deveria ser feito entre os Espíritos, como entre os homens; mas a evocação ficou conhecida e praticada pelos príncipes da Igreja; a vaidade, o orgulho são tão velhos quanto a humanidade; assim, os chefes da sinagoga usavam a evocação e, muitas vezes, usavam-na mal. Assim, muitas vezes, sobre eles abateu-se a cólera do Senhor.
Eis porque disse Moisés: “Não evoqueis os mortos.” Mas a mesma proibição prova que a evocação era usual entre o povo e era o povo que ele a proibia.
Deixai, pois, falar os que perguntam porque? Abri-lhes a historia do globo, que cobrem com seus passos miúdos, e perguntai-lhes por que, desde tantos séculos acumulados, marcam passo e avançam pouco? Ë que sua inteligência não está bastante desenvolvida; é que a rotina os constringe; é que querem fechar os olhos mau grado os esforços feitos para lhos abrir.
Perguntai-lhes porque Deus é Deus? Porque o Sol os ilumina?
Que estudem, que busquem e na história da antigüidade verão por que Deus quis que tal conhecimento em parte desaparecesse, para reviver com mais brilho, quando os Espíritos encarregados de o trazer, tivessem mais força e não vergassem ao seu peso.
Não vos inquieteis, meu amigos, com perguntas ociosas, com objeções sem nexo, que vos fazem. Fazei sempre o que acabais de fazer: perguntai e nós vos responderemos com prazer. A ciência é de quem a busca; então ela vem se lhe mostrar. A luz ilumina os que abrem os olhos, mas as trevas se adensam para os que os querem fechar. Não é aos que perguntam que se há de recusar, mas aos que fazem objeções com o fito único de extinguir a luz ou que não ousam fitá-la. Coragem, meus amigos, estamos prontos para vos responder todas as vezes que forem necessárias.
Semeão, por Mateus.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França [...]
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).
Rivail, o educador
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada.
Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831).
Kardec, o codificador
Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.
Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, que foi lançado em 1890.
FONTE: Federação Espírita Brasileira.
Yuri, VALE.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
…Que o operário faz a coisa. E a coisa faz o operário…
O Operário em Construção – Vinicius de Morais
…Somente o necessário, o extraordinário é demais… Necessário, somente o necessário Por isso que essa vida eu vivo em paz. …E o Necessário para viver você terá… Eu Só quero ter o que a vida me dá…
Balu – Somente o Necessário – do filme Mogli o Menino Lobo
” Uma coisa e uma coisa, outra coisa é outra coisa.”
Ditado Popular
São mesmo nestes caminhos que a nossa simples vida nos leva, que às vezes e muitas vezes nós nos permitimos a nos aventurar em coisas nem um tanto, ou totalmente necessárias.
Dizer o quê sobre as frases acima ou até mesmo sobre o parágrafo que começa nossa observação. Somos capazes de tudo. E como na coluna passada falamos de valores, desta vez vamos além, vendo assim suas importâncias e necessidades.
Quando uma coisa surge em nossas vidas e muda o rumo daquilo que planejamos ou simplesmente nos transformam em novas pessoas. Coisas que nos permitem sonhar, interagir, crescer, colocar cores em nossas vidas e ao mesmo tempo vivenciarmos uma simples diversão que dura apenas algumas horas. Ainda assim, conseguimos ou não, medir a importância que isso pode proporcionar, bagunçar e até mesmo mudar nossas vidas.
Digo isso, porque sempre tem algo que nos movimenta e faz com que partamos para algo totalmente diferente do que eramos até dado momento. Coisas que para alguns, são vistas nas aparências, sentidas no coração, transformadas em novas posturas e personalidades e refletidas pelo crescimento do nosso espírito.
Quantos de nós, ao ser perguntado quando criança: o que seriamos quando crescer, respondiamos coisas totalmente surreias, absurdas e até mesmo sonhadoras e fantasiosas. E temos casos de muitos se tornaram essas coisas que queriam ser.
Vemos aqui que com o passar do tempo, somos influenciados por uma série de coisas: nossa criação, nossa formação, nossos amigos, nosso espírito e caminhos cheios de coisas importantes para aqueles momentos ou para toda vida, que escolhemos ali. E ainda assim algum de nós permite se arrepender ou não vemos o quanto podemos ficar marcados por isso, vivenciando sem olhar para frente ou sem simplesmente saber o quanto esta coisa é parte total e integrante da nossa vida. O mais engraçado aqui é que muitas coisas e pessoas passam como vento em nossas vidas e deixam marcas profundas, ou é apenas mais uma coisa dentro da vida instável e estável que levamos.
A resposta para isso vem das coisas que realmente merecemos, necessitamos para nossa e efetiva melhora e crescimento. Mas sem sermos moralistas e entendendo que podemos ser totalmente formados, influenciados e marcados pelo meios que vivemos.
Nossos pais nos mostram o que devemos valorizar e como devemos nos guiar na disciplina, na vida e nas escolhas. Nossos amigos nos fazem sorrir, ver outros mundos, conhecer realidades e assim associar a aquilo que crescemos sendo. O mundo, o dia-a-dia que levamos e vivemos, nos permite observar e questionar o que faremos para não sermos mais um aqui.
Vivendo desejos de belezas perfeitas e coisas que não cabem em nossas realidades físicas e financeiras, sempre objetivamos mais e não vemos que a felicidade só existe enquanto queremos e buscando algo, e não quando a temos. Nossa felicidade acaba sendo medida pelo que? Não que não sejamos felizes, que não sorrimos com coisas absurdas. Mas é entre as casualidades de se apaixonar pela primeira vez, conquistar o emprego do seus sonhos, ir num show inesquecível, viajar ao lado dos amigos, sentir-se bem com as roupas que veste. E como é? Descobrir o que realmente gosta, ser e crescer na vida… E o que realmente descobrimos? Que somente vivenciando as coisas é que podemos dizer o quanto elas nos fazem bem ou que era somente um caso passageiro, uma vontade de alguém descobrindo o mundo. Sendo vencedores por termos tentado tudo e não simplesmente de desejar algo e se arrepender pelas não tentativas… A vitória vem da insistência que temos de querer estar e viver tudo.
A observação maior disto tudo é “o que realmente é necessário para vivermos”? Para estarmos felizes? E para nos fazer totalmente realizados e prontos para ver e enfrentar nossa vida? A mocidade mais uma vez nos dá este suporte, nos faz vermos que ela é a coisa pra muitos. E pra outros só mais uma coisa.
Como assim?
Simples. Muitos de nós, nos meios em que vivemos, transparecemos o que somos, às vezes tudo o que somos, uma parte, parte e meia e nada. Queremos ser aceitos, queremos ser inclusos, queremos fazer parte de algo e vivendo as necessidades que nosso espirito milenar em apreendizado pede, e tambem as curiosidades que temos nesta nova vida e ainda assim sofrendo as influencias do mundo, dos amigos, da familia, da vida que levamos. Isto forma realmente o que somos. E realmente somos apenas e tudo isto ao mesmo tempo. Quantas vezes desejamos coisas necessárias pra nós, descessárias pra vida que temos? Importante pra pessoas a nossa volta e totalmente desmerecidas pelos seus sentimentos? Fazemos às vezes de tudo para sermos aceitos,ou nos recluimos a ponto de preservarmos o que realmente somos.
A mocidade é a coisa mais importante em nossas vidas? Como consequimos medir isso?
Na verdade todos nós temos uma vida fora da mocidade, amigos, familia, trabalho, estudo, diversões, etc. Em cada uma desta dimensões e relações, atendemos e nos envolvemos de uma certa maneira. O que precisamos saber é qual destas coisas é a mais importante pra ti? E por que ela está tão presente na sua vida? Aceitação, revolta, acolhimento, suprir carências, alegrias, redescobrimentos, grandes momentos ou para cada uma dela se basta sua porção. O necessário óbvio para vivermos em paz e não deixarmos de lado nada do que vivemos e somos. Será que em nenhum momento reprimimos nosso espiritos? E o que realmente podemos ser e fazer?
Eu respondo isso! A mocidade responde isso pra mim! E faço da minha história na mocidade para dizer que essa Coisa é importante e foi dela e por ela que redescobri a mim!
Muitos vão dizer que não, outros tanto sim, não estou aqui pra julgar o que fazem, com quem se relacionam, ou porque são assim. Eu nunca deixei de fazer nada em minha vida devido a mocidade e consegui ser feliz em todos os momentos vividos, não me arrependo de nada do que fiz. A mocidade é a COISA em minha vida, porque eu pude perceber que além da minha familia, é lá, o unico lugar que demonstro por completo o que realmente sou. É lá, que em todas as semanas, encontros e reuniões, eu consigo transparecer a realidade do meu espirito e assim aprendi a ter e a fazer amigos (os meus verdadeiros estão lá), companheiros que quero ver, envelher e visitar sempre. É lá, é aqui que pude amar e não ter vergonha de dizer sobre o que sou, e de desmostrar meus defeitos e ainda sim, ver pessoas querendo o meu melhor.
Ela é a coisa, pois sem ela não sei viver e nem dizer não… E nos caminhos (fáceis, difíceis e complicados) que passo, é nela que realmente me fortaleço. Para mim, ela é a coisa necessária e em doses bem equilibradas que necessito para viver. Não deixo de fazer nada do que quero e de ir a lugar algum, não deixo de conversar com pessoas diferentes e me divertir em lugares não comuns para participantes da mocidade. Porque antes de ser da mocidade, eu, você e todos nós somos do mundo e devemos provar dele. Mas devemos sempre perceber o que é necessário para viver e a importância que isso tem em nossas vidas. Afinal a mocidade (amigos, sentimentos, aprendizado e muitos momentos), hoje me sustentam e me ajudam a enfrentar as coisas da vida que não sei viver. A Mocidade é a coisa que se fez em mim. E eu, um reles operário construído pela mocidade, sabendo de cada coisa em seu lugar e vivendo o necessário do que a vida me dá. Quero apenas dizer… E pra você? A Mocidade é COISA?
Voce saberá quando se perguntar das últimas viagens que fez quem esteve com você? Onde esteve no último feriado? Que perdeu algumas das suas noites em pensamentos e reuniões! Que vai ao cinema com amigos da mocidade! Que seu relacionamento amoroso veio da mocidade! Que seus grandes amigos estão lá. E muitas outras coisas mais que ela pode nos proporcionar. Voce foi aceito, a mocidade é a coisa da sua vida e aqui é seu lugar…
Temos de medir e sentir tudo e observatório mocidade nos convida a apenas um brilho de sentimentos de coisas vividamente adequadas. Nossas vidas são criadas com coisas que vivemos pra ela, e hoje posso dizer que a minha em primeiro lugar é feito de mocidade.
Na próxima observação veremos se seremos o amanhã… Dias de um futuro imperfeito e cheio de confeitos para jovens espiritas.
De olhos e ouvidos bem abertos
- “Minha vida dois planos”… A terceira revelação… O Geral 2009 está chegando e em meio a cores rosa, lilás e roxas. A espiritualidade brota sua presença em nossos olhos e assim estamos começando a ver o barulho e contar os dias para este grande evento chegar… SP Oeste… Estamos todos juntos.
- A hora certa de partir… Aposentadoria da mocidade a muitos por vir, e o que faremos depois… Quem sabe seremos os adultos que com vida em mocidade possam desafiar os limites existentes entre as diferenças que nos separam dos demais. Vamos fazer das casas espiritas e de nosso pequeno movimento, um lugar para jovens vividos e fortalecidos pela mocidade e que acima de tudo que não negam seu passado.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
No ano de 2000 aqui no Vale do Paraíba no Encontro de Carnaval Folia de Luz o tema escolhido era “Nosso Lar Pátria Amada Brasil, não lembro mais do que tratávamos no Encontro. Mas lembro bem de uma atividade em que a abordagem era Acendendo Luzes no Brasil representado com um mapa colado em um pedaço papelão com alfinetes de cabeça amarela espetados em diversos pontos do nosso País representando as preces e orações sinceras que eram realizadas pelas diversas pessoas em diversas situações.
Nesta atividade fazia-se uma dinâmica com as pessoas para representar o envolvimento do plano espiritual diante deste trabalho o Evangelho no Lar. Então fizemos a seguinte simulação:
Uma família de quatro pessoas fazendo um Evangelho no Lar.
Todos os participantes tinham que ficar de olhos abertos para observar o que iria acontecer.
A sala foi dividida em vários grupos e combinado o momento de entrar na encenação conforme a orientação de como fazer o Evangelho no Lar, ao final da simulação a sala estava na seguinte configuração.
Foi um momento único que vivemos, pois as vibrações de amor pareciam que saltavam de nossos corações. Depois desta atividade todos tinham um compromisso no coração de não desperdiçar o tempo com preces elaboradas e cheias de palavras bonitas, a prece realizada na atividade era simples e arrebanhadora para que todos pudessem aproveitá-la.
Fica a sugestão de dinâmica para vocês trabalharem nas turmas de Mocidades ou na Casa Espírita de vocês.
Abraços fraternos a todos!
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Revista Espírita, julho de 1862
(Bordeaux, 15 de fevereiro de 1862. – Médium, senhora H…)
P. – Já me dissestes várias vezes que nos reuniríamos para não mais nos separar. Como isto poderia se dar? É que as reencarnações, mesmo as que sucedem às da Terra, não separam sempre por um tempo mais ou menos longo?
R. – Digo-te: Deus permite àqueles que se amam sinceramente, e souberam sofrer com resignação para expiarem suas faltas, se reunirem primeiro no mundo dos Espíritos, onde progridem juntos, para obter estarem encarnados nos mundos superiores. Podem, pois, se o pedem com fervor, deixar os mundos espíritas na mesma época, se reencarnar nos mesmos lugares, e, por um encadeamento de circunstâncias previstas anteriormente, se reunir pelos laços que melhor convierem ao seu coração.
Uns pedirão para ser pai ou mãe de um Espírito que lhes era simpático, e que ficarão felizes em dirigir no bom caminho, cercando-o de ternos cuidados da família e da amizade. Os outros pedirão a graça de estarem unidos pelo matrimônio e de ver transcorrerem numerosos anos de felicidade e de amor. Falo do casamento entendido no sentido da reunião íntima de dois seres que não querem mais se separar; mas o casamento, tal como é compreendido sobre vossa Terra, não é conhecido nos mundos superiores. Nestes lugares de felicidade, de liberdade e de alegria, os laços são de flores e de amor; e não vás crer que sejam menos duráveis por isso. Só os corações falam e guiam nessas uniões tão doces.
Uniões livres e felizes, casamentos de alma à alma diante de Deus, eis a lei de amor dos mundos superiores! e os seres privilegiados dessas regiões benditas, crendo-se mais fortemente ligados por semelhantes sentimentos do que não o são os homens da Terra, que pisam tão freqüentemente sob os pés os mais sagrados compromissos, não oferecem o doloroso espetáculo de uniões perturbadas, sem cessar, pela influência dos vícios, das más paixões, da inconstância, do ciúme, da injustiça, da aversão, de todos esses horríveis pendores que conduzem ao mal, ao perjúrio e à violação dos juramentos mais solenes. Pois bem! esses casamentos benditos por Deus, essas uniões tão doces, são a recompensa daqueles que, tendo se amado profundamente no sofrimento, pedem ao Senhor justo e bom continuar nos mundos superiores a se amarem ainda, mas sem temerem uma próxima e terrível separação.
E o que há aí que não seja fácil de compreender e de admitir? Deus, que ama todos os seus filhos, não teve que criar, para os que disso se fizeram dignos, uma felicidade tão perfeita quanto as provas haviam sido cruéis? Que poderia conceder que fosse mais conforme ao desejo sincero de todo coração amante? De todas as recompensas prometidas aos homens, há alguma coisa de semelhante a este pensamento, a esta esperança, eu poderia dizer a esta certeza: estar reunido pela eternidade aos seres adorados?
Crê-me, filha querida, nossas secretas aspirações, essa necessidade misteriosa mas irresistível de amar, amar por muito tempo, amar sempre, não foram colocadas por Deus em nossos corações senão porque a promessa do futuro nos permitia essas doces esperanças. Deus não nos fará experimentar as dorés da decepção. Nossos corações querem a felicidade, não batem senão para as afeições puras; a recompensa não poderia ser senão o cumprimento perfeito de nossos sonhos de amor. Do mesmo modo que, pobres Espíritos sofredores destinados à prova, nos foi necessário pedir e escolher mesmo, algumas vezes, a expiação mais cruel, do mesmo modo Espíritos felizes, regenerados, escolhemos ainda, com a nova vida destinada a nos depurar mais, a soma destinada ao Espírito avançado. Eis, filha bem amada, um resumo bem sucinto das felicidades futuras. Freqüentemente, teremos ocasião de retornar a este agradável assunto. Deves compreender quanto a perspectiva desse futuro me torna feliz, e quanto me é doce te confiar minhas esperanças!
P. – Reconhecemo-nos nessas novas e felizes existências?
R. – Se não nos reconhecêssemos, a felicidade seria bem completa? Isso poderia ser a felicidade, sem dúvida, porque nesses mundos privilegiados todos os seres estão destinados a ser felizes; mas seria bem a perfeição da felicidade para aqueles que, separados bruscamente na mais bela época da vida, pedem a Deus para estarem reunidos em seu seio? Seria a realização de nossos sonhos e de nossas esperanças? Não, pensas como eu. Se um véu fosse lançado sobre o passado, não estaria aí a suprema felicidade, a inefável
alegria de se rever depois das tristezas da ausência e da separação; não estaria aí, ou pelo menos se ignoraria, essa antiga afeição que aperta mais os laços. Do mesmo modo que sobre a vossa Terra dois amigos de infância gostam de se reencontrar no mundo, na sociedade, e se procuram muito mais do que se suas relações não datassem senão de alguns dias, assim também os Espíritos que mereceram o favor inapreciável de se juntarem nos mundos superiores são duplamente felizes, e reconhecem a Deus este novo reencontro, que responde aos seus desejos mais caros. Os mundos colocados acima da Terra, nos graus da perfeição, são cumulados de todos os favores que podem contribuir para a felicidade perfeita dos seres que os habitam; o passado não lhes é oculto, porque a lembrança de seus antigos sofrimentos, de seus erros
resgatados ao preço de muitos males, e aquele mais vivo ainda de suas sinceras afeições, lhe fazem encontrar mil vezes mais doçura nessa nova vida, e os garante das faltas que poderiam, talvez, por um resto de fraqueza, se deixarem ir algumas vezes. Esses mundos são para o homem o paraíso terrestre destinado a conduzi-lo ao paraíso divino.
Nota. – Equivocar-se-á estranhamente sobre, o sentido desta comunicação vendo-se nela a crítica às leis que regem o casamento e a sanção das uniões efêmeras extra-oficiais. Ante as leis, as únicas que são imutáveis são as leis divinas; mas as leis humanas, devendo ser apropriadas aos costumes, aos usos, aos climas, ao grau de civilização, são essencialmente móveis, e seria muito triste que fosse de outro modo, e que os povos do século dezenove fossem acorrentados à mesma regra que regia nossos pais; portanto, se as leis mudaram de nossos pais a nós, como não chegamos à perfeição, elas deverão mudar de nós aos nossos descendentes. Toda lei, no momento em que é feita, tem sua razão de ser e sua utilidade, mas pode que, boa hoje, não o seja mais amanhã. No estado de nossos costumes, de nossas exigências sociais, o casamento tem necessidade de ser regulado pela lei, e a prova de que essa lei não é absoluta, é que ela não é a mesma em todos os países civilizados. É, pois, permitido pensar que, nos mundos superiores, onde não há mais os mesmos interesses materiais a salvaguardar, onde o mal não existe, quer dizer, de onde os maus Espíritos encarnados estão excluídos, onde, conseqüentemente, as uniões são o resultado da simpatia e não de um cálculo, as condições devem ser diferentes; mas o que é bom neles poderia ser mau em nós. De outro lado, é preciso considerar que os Espíritos se desmaterializam à medida que se elevam e se depuram; que não é senão nas classes inferiores que a encarnação é material; para os Espíritos superiores, não há mais encarnação material, e, conseqüentemente, mais procriação, porque a procriação é para o corpo e não para o Espírito. Portanto, uma afeição pura é o único objetivo de sua união e, para isto, não mais que pela amizade sobre a Terra, não tem necessidade da sanção dos ofícios ministeriais.
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Tenho a maior alegria de falar dos valorosos amigos que fiz no trabalho de Mocidade, pessoas que carrego no meu coração independente da distancia ou do tempo que não as vejo, são referências em muitas coisas em minha vida.
Mas quero escrever sobre um em especial. Um que conheci antes do trabalho de Mocidade o Carlos Roberto Guimarães vulgo Beto.
Começamos nossa amizade por influência dos nossos pais, tinha tudo para dar errado essa amizade, mas deu certo até agora, eu tinha 16 anos ele 15, freqüentávamos o mesmo Centro (o Peregrinos do Caminho) e estávamos na idade das baladas e começamos a sair.
O pai do Beto e a minha mãe achavam que se nós dois estivéssemos juntos um controlaria o outro. Grande ilusão a deles. Não éramos de procurar drogas ou cigarros, mas a cervejinha descia redondo sem falar o olho comprido em cima de qualquer garota que passasse na nossa frente.
Detalhe: eu estava fazendo Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) no Peregrinos do Caminho, e o Beto também. O Beto saiu da EAE e eu alguns meses depois também saí, havíamos feito mais de um ano e meio de curso.
O ano de 1996 começou e em Março iniciamos uma nova turma como eu relatei na Coluna do mês de Junho. Vamos para o ano de 1997 que vai ficar mais interessante. Comecei a freqüentar a Mocidade e ele (o Beto) se recusava a participar dizendo que era coisa de pirralho e que não dava para ficar ali assistindo aulinha. Eu que já estava envolvido queria que ele também participasse, que seria uma boa experiência para nós dois, afinal quem viveu todo esse tempo junto na gandaia sabia o amigo que tinha, e para piorar a situação para o lado dele o pai dele só liberava o carro se eu estivesse junto o que estava sendo coisa rara naquele momento. Os dias foram passando e ele fazendo pressão para que eu fosse aos Bares e Danceterias para o pai emprestar o carro. Eu claro que não ia estava respirando Mocidade e não queria saber de gandaia naquele momento.
Um dia ele chega na minha casa e começa a falar que eu não era mais o amigo que ele tinha, que não me encontrava mais, não conseguia falar comigo. “Onde é que eu estava?!”
Foi então que ele chegou onde eu queria. Falei que se ele queria que eu saísse com ele tinha que pelo menos conhecer a Mocidade, afinal de contas a maior reclamação dele era ficar sem carro para curtir a balada, então fizemos uma troca, ele foi na semana seguinte na Mocidade e depois saímos para a balada.
Com o passar do tempo a balada foi mudando de figura e a Mocidade também. No ano de 1998 o Beto assumiu uma turma de Mocidade com a Fernanda e o Fabio em um centro espírita chamado GEFA (Grupo Espírita Francisco de Assis), a Turma 04.
Depois disso tudo ele trabalhou ativamente no movimento de Mocidade por uns seis anos ajudando na tesouraria e organização dos Encontros de Carnaval.
Como tudo na vida a amizade se constrói com tijolos chamados amor e dedicação, dê de presente tijolos como estes para os seus amigos.
Um forte abraço para todos vocês,
Angelo Dybal
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
Serviços
Posts Desencarnados
Escolha o Assunto
AEE aliança aliança espírita evangélica charges charges espíritas Chico Chico Xavier cinema DalheDJ dalhemongo desenhos deus doutrina egm11 Encontro encontro geral encontro geral de mocidades encontros espiritirinhas espiritismo espírita filme filme espírita globo Jesus jovem jovens juventude KARDEC mediunidade mocidade música nosso lar Obras Básicas O Evangelho Segundo o Espiritismo O Livro dos Espíritos O TREVO parábolas rede globo reencarnação religião sagrado Tirinhas TV vídeoVisitas
- 254.691 visits
- 3.672 hits per visit
- Last 24h: 529 visits & 1701 hits
- One visit each 3'30''
- One hit each 49''
- Your IP: 38.107.179.236
- Your browser: Bot
- Your OS: Unknown
Área Restrita











