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“O inteligente se previne de tudo; o idiota faz observações sobre tudo.”
Heinrich Heine

“As coisas não têm explicação; têm existência.”
Fernando Pessoa

Se fossemos traduzir as frases acima para nossa linguagem brasileiríssima, diríamos que ficaria mais ou menos assim…

“… Não sei, só sei que foi assim…”
Chicó em Auto da Compadecida

Ops… Começar a coluna, indagando sua função de observar, com as frases acima, é até um pouco dizer que não servimos realmente para nada. Alem de ilustrar coisas que você simplesmente necessita vivenciá-las, mais do que observá-las.

Vou usar as frases acima, para ilustrar um pouco das coisas que observarmos na vida, afinal o grande problema aqui não é observar e sim o que se observa, o que se valoriza.

Durante a nossa vida procuramos às vezes olhar para coisas perdidas ou simplesmente prestar atenção em coisas que não nos levarão a lugar algum. E aquelas coisas que deveríamos valorizar passam em branco em nossas vidas.

Quando digo olhar as coisas erradas, é que a maioria das vezes nós adoramos valorizar e lembrar de sofrimentos, de sentimentos perdidos e até mesmo de coisas não realizadas. Tentamos encontrar explicação, os porquês disso e daquilo, sem simplesmente nos permitirmos a aceitar o que aconteceu conosco, e com isso aprender e viver. Parece que queremos respostas pra tudo. Mas, existem coisas, que muito mais do que entender as respostas, precisamos antes de mais nada nos questionar se fizemos a pergunta certa, se observamos o que deveria ser visto realmente. Ou até melhor, deveríamos como as frases que iniciam estes textos, nos prevenirmos com perguntas mais concretas, ou com a compressão da existência das coisas e não a explicação delas, e no fim de tudo saber muito mais do se foi, do que realmente se é.

Infelizmente vivemos num mundo material de provas e expiações, todos nós seres humanos, somos medidos por nossas palavras e ações, é até bonito termos pensamentos e sentimentos puros e cheio de boas intenções, mas estamos em um mundo material e onde tudo se é medido por aquilo que você faz ( palavras e ações) e não por aquilo que você é. E é justamente nestas pequenas diferenças, daquilo que foi e faz, para aquilo que é e representa realmente você. Fazer a perguntar certa, valorizar aquilo que será para sempre, se prevenir mediante ao que podes sentir, observar sabendo que muito mais do que respostas, procuramos compreender, aquilo que a maioria do que o seres humanos não fazem, saber realmente o que as pessoas são e porque fazem certas coisas, descobrir suas motivações.Sabendo que não devemos nos preocupar somente com fatos, mas irmos sempre alem.E neste alem perdido entre existências, explicações, prevenções e observações, ainda nos permitimos a sermos inteligentes e idiotas, tolos e objetivos, simples e totalmente incompreendidos.Onde isto, apenas retrata que realmente somos espíritos imperfeitos vivendo em um lugar que esta a evoluir, devemos sempre nos permitir a observar, a errar e a dizer que … não sei sobre certos sentimentos e pensamentos, que são reflexos das nossas ações e palavras. Basta sabermos valorizar realmente nossas motivações, basta valorizarmos as ironias de observamos o nada, e ao mesmo tempo tudo, mas não tendo evidentemente a vergonha por aquilo que se fez.

Com isso, chegamos ao porque de tudo, para nossa observação final. Compostas de existências, explicações, razões e que nos levam a ver e a valorizar efetivamente o que somos (sentimentos, pensamentos, palavras e ações) para tudo aquilo que vivemos, que faz, com que sejamos pessoas totalmente diferente dos demais.

Às vezes estamos na mocidade, a 1, 2, 3,4 ou até 10 anos e nunca paramos para nos pergunta, do por que continuo vindo, o que me motiva a estar ali todos os dias. Não paramos pra pensar, e devemos parar para pensar agora, o que seria da nossa vida sem a mocidade. Que tipo de pessoa seriamos sem ela. E é exatamente neste momento, que vemos o quanto diferente somos dos demais. É neste momento que vemos que os amigos da mocidade, estão totalmente preocupado com o que realmente somos, com nossos sentimentos e pensamentos. E todos nos que estamos aqui até hoje é porque realmente nos sentimos completos por estarmos juntos. Não viram somente nossas palavras e ações a mocidade vai alem, e nos vamos alem para vermos isso em nossos amigos. E é neste ideal de se fortalecer para as demais coisas da vida, que a mocidade nos deixar pensar, o que seriamos sem ela? Onde estaríamos? O que faríamos? E quem mais alem da nossa família ( com suas devidas proporções) estaria disposto a compreender tudo aquilo que realmente somos ? A mocidade responde isso!

Como disse lá em cima muito mais do que respostas precisamos ter boas perguntas, e isso é se prevenir, isso é entender a existências das coisas através da compreensão do que quero efetivamente saber. Isto é poder dizer que as coisas foram assim. E termos a oportunidade de observar agora, o que a mocidade nos proporciona, para que assim possamos compartilhar com aqueles, que querem nos ver por inteiro.

Valorizar ironias que fazem muitos se perderem e observar o todo o completo que representar nosso ser, sem sermos “indiotas”, e se formos ainda temos muito para aprender onde queremos chegar. O observatório mocidade, desta vez nos pede para olhar pra as coisas todos os dias como se fosse a primeira vez que a vimos, quem sabe ai enxergaremos as melhores perguntas a fazer e compreendamos do porque insistimos a estarmos na mocidade. Afinal no fim, só posso dizer que, não sei … só sei que foi assim… e é por isso que estou aqui…acho que apreendi a valorizar a ironia de observar o que realmente sou.

Na próxima coluna vamos ver onde a mocidade deixar de ser algo para ser a coisa. Se é que é a coisa pra alguns, somente o necessário …rsrsrs.


De olhos e ouvidos bem abertos

- Observando por ai, vi que muitos som de vozes estão preocupados com o futuro da mocidade. E vejo que esta preocupação vem dos velhos de mocidade e seu medo em abandonar o trabalho. O Futuro se constrói hoje, e confiar em nossos alunos ( futuros dirigentes) significa que eles irão viver o que será efetivamente importante para cada um de nós.

- Na próxima coluna muitas novidades sobre nossos grandes eventos, apenas peço agora que façam as perguntas certas aos seus dirigentes e estejam atentos, as coisas irão aparecer e pintar, literalmente de onde e como vocês menos imaginam.

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    Gostou? Então dá uma olhada nesses:

    1. Amanhã pode ser ….
    2. Pequenas belezas


    Vou começar dizendo que não sei o que escrever! Não vou contar coisas engraçadas que vivi?! Também não… Vou escrever como cheguei nesta foto.

    Carnaval de 1998 21, 22, 23 e 24 de Fevereiro

    Estava com 19 anos cursando o 3° ano do Técnico em Administração. Tinha um amigo inseparável de baladas, o Beto, que me convidara para participar (convenceu) a participar da Escola de Aprendizes do Evangelho que iniciava no mês de Março de 1996 no GEFA (sendo que acabava de terminar uma EAE no Peregrino do Caminho). Não preciso dizer que estava a fim de pular fora na primeira oportunidade que aparecesse, mas fui levando. A turma era formada por jovens e adultos e acontecia aos Sábados às 18 horas. Com a convivência fomos conhecendo outros jovens que faziam parte dessa turma.

    Estavam sempre juntos, chegavam e saiam, eram dirigentes de Mocidade, que acontecia antes da EAE , mas como era de se esperar, nós não demonstramos muito interesse pela Mocidade, estávamos mais preocupados com Festas, Bares e Danceterias que iríamos após a EAE. Os meses passaram e com eles um interesse morno pelas propostas que a EAE me oferecia e assim chegamos ao fim do ano.

    O ano de 1997 começou a EAE voltou das férias e vimos os dirigentes de Mocidade falar do Encontro de Carnaval, o famoso Folia de Luz. A nossa turma de EAE era bastante animada e em um almoço na casa de um de nossos dirigentes, me aproximei dos dirigentes de mocidade, quer dizer, das dirigentes! Perguntei como eu podia participar do Encontro que era em algumas semanas e foi então que eu levei um toco! Uma das Dirigentes disse que tinha que ter feito a minha inscrição em Dezembro. Bom, não foi o fim do mundo, passei o Carnaval com o Beto na balada e nem me lembrei do Encontro, as atrações do meu Carnaval eram mais chamativas (mulheres e cervejas) para eu lembrar de Folia de Luz

    O Carnaval passou e o meu morno interesse pelas propostas da EAE continuava na mesma, mas começou acontecer algo diferente, estava fazendo tratamento de passe no GEFA quando o Dirigente da Assistência Espiritual começou a puxar assunto comigo enquanto eu esperava na fila para tomar o passe. Ele perguntava o que eu fazia no meu horário livre, do tipo se eu jogava bola , namorava, estudava e se eu não me interessava pela Mocidade. Eu respondi que estava um pouco velho para fazer Mocidade. Mas não era só o Dirigente da Assistência Espiritual que começou a falar disso comigo, o Dirigente da EAE e os outros Dirigentes de Trabalho também. Bem, depois de algumas abordagens sobre o assunto, estávamos novamente num almoço na casa dos Dirigentes da EAE e veio o convite da Dirigente que havia me dado o toco para conhecer a Mocidade. Eu fui, era ela a dirigente da turma, a turma 1 da Mocidade Luz Sérgio. Fui na semana seguinte e na outra também, depois da quarta semana de visita veio o convite para ser o Secretario da turma 3 junto da outra Dirigente que fazia EAE comigo.

    A partir daí eu me envolvi mais com a EAE e com a Mocidade e suas atividades extras curriculares até chegar nesta foto. Eu queria concluir essa historia ressaltando a importância do envolvimento de todos os Dirigentes até o momento em que aceitei o convite, não porque eu era importante para o trabalho mas porque o trabalho foi muito importante para mim.

    Abraços para todos e aproveite as oportunidades que a vida oferece para fazer o bem.
    Até a próxima!

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      Nada melhor do que iniciar esse longo relacionamento me explicando em relação a este nome, não é mesmo cidadãos Dalhamonguenses? “Artis Strictus” – Minha arte sobre palavras. E nesse momento as mentes se perguntam: qual o problema dessa garota? Onde ela quer chegar falando qualquer coisa em latim???

      É caras mentes brilhantes… Em latim se chega ao longe (meu Deus, que pretensão!!!).

      Tá bem, tá bem, vou começar de novo. E vou tentar que fique sério o papo agora ok? Vamos lá: “Artis Strictus” – Minha arte sobre palavras.
      Artis em latim significa “artista”, e Strictus quer dizer “exato”. Ok, é nesse momento que vocês retornam à questão anterior: “Qual era o problema dela mesmo? Artista exato? Exatidão do artista? Onde fica a liberdade? E a criatividade?” Sem crise pessoal, vamos responder a todas estas perguntas. Não hoje, é claro. Mas vocês estão começando a entender o espírito do negócio. Agora quem pergunta sou eu: quem é o artista exato? O que seria esse tal de “artista exato”?

      Mentes brilhantes, é hora de trabalhar! Mão na massa! Leu essa mensagem? Desculpe, vai ter que trabalhar. Trabalhar com arte, com criatividade. A ordem inicial é CRIAR. E antes de fazer aquela velha pergunta: “Mas criar o quê??” Não pense, crie. O artista exato sente, não pensa. O artista exato leva suas idéias todas bagunçadas para uma folha de papel, para uma página de Word no computador, para a última página da apostila do curso, para a parede da sua casa, seja pra onde for, pense no que for, e crie.

      Para alguns, abstrato demais ainda? Para outros, mentes borbulhando já? Que tal algumas dicas? Precisamos entender como pensamos (parece estranho, eu sei) para deixar nosso pensamentos e idéias acontecerem de uma forma legal. Falando de criação, vamos a alguns passos.
      Primeiramente identificamos algo que podemos chamar de problema, se assim quiserem. Então nosso problema de hoje será: fazer algo diferente na turma, e surpreender seus dirigentes (conte com sua turma para isso). Ótimo, já sabemos qual é o problema que precisamos solucionar.

      Segundamente (sem comentários…), buscaremos dados para resolver nosso problema, é hora das alternativas. Para o nosso caso podemos pensar em algumas coisas como chegar mais cedo que eles e decorar a sala de vocês com fotos da turma, ou quem sabe no final da aula fazer uma serenata! Podemos também criar um momento à parte na turma, por exemplo depois dela, apenas para falarmos sobre “O impacto do efeito estufa no telhado da Casa Espírita” (seria fantástico hein?)
      Enfim, após muito conversar com os amigos da turma, vocês finalmente decidem o que vão fazer. E por favor, devemos pensar com criatividade, ou seja, que tal olharmos para aquilo que já existe, e enxergarmos de outra forma? Isso sim é criatividade pessoal.

      Então ficaremos combinados com o seguinte. Vocês façam este teste com as turmas (que os dirigentes não escutem isso), e depois postam aqui essas experiências, afinal de contas, criatividade também é transformar idéias já formadas!!!

      Nas próximas edições da nossa coluna continuaremos falando desse assunto, e trarei mais algumas pequenas dicas para tornarmos nossos momentos um pouco mais interessantes, alegres, e por que não engraçados!?!?

      “Ars gratia artis” – A arte engrandece o artista

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        Hippolyte Léon Denizard Rivail foi um professor, pedagogo e escritor francês. Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, tornando-se ativo propagador de seu método e publicando diversas obras sobre Educação.

        O pseudônimo Allan Kardec foi adotado pelo Prof. Rivail para diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.

        Em 1854 o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das mesas girantes.

        No livro Óbras Póstumas temos o seguinte relato:

        Foi em 1854 que ouvi falar, pela primeira vez, das mesas girantes. Um dia, encontrei o Sr. Fortier, o magnetizador, que conhecia há muito tempo; ele me disse: Sabeis a singular propriedade que se acaba de descobrir no magnetismo? Parece que não são somente os indivíduos que se magnetizam, mas as mesas que se fazem girar e caminhar à vontade. – “É muito singular, com efeito, respondi; mas, a rigor, isso não me parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode muito bem agir sobre os corpos inertes e fazê-los mover.” Os relatos, que os jornais publicaram, de experiências feitas em Nantes e Marselha, e em algumas outras cidades, não podiam deixar dúvida sobre a realidade do fenômeno.

        Algum tempo depois revi o Sr. Fortier, e ele me disse: “Eis que é muito mais extraordinário; não só se faz a mesa girar magnetizando-a, mas a faz falar; interrogada ela responde. – Isto, repliquei, é uma outra questão; crerei nisso quando o vir, e quando se me tiver provado que uma mesa tem um cérebro para pensar, nervos para sentir, e que possa se tornar sonâmbula; até lá, permiti-me nisso não ver senão uma história de fazer dormir.”

        Disso estava, pois, no período de um fato inexplicado, em aparência contrário às leis da Natureza, e que a minha razão repelia. Ainda nada tinha visto, nem nada observado; as experiências, feitas na presença de pessoas honradas e dignas de fé, me confirmaram na possibilidade do efeito puramente material, mas a idéia de uma mesa falante não entrava ainda no meu cérebro.

        Foi ali que começou a nascer a Codificação. A semente da dúvida foi plantada em seu coração, e ela se juntou ao espírito de seriedade dos trabalhos realizados pelo já respeitado prof. Rivail. Ainda no livro Óbras Póstumas temos a comprovação disso:

        Foi lá que fiz os meus primeiros estudos sérios em Espiritismo, menos ainda pela revelação do que pela observação. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método da experimentação; jamais ocasionei teorias preconcebidas: observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, pela dedução e o encadeamento lógico dos fatos, não admitindo uma explicação como válida senão quando podia resolver todas as dificuldades da questão. Foi assim que sempre procedi em meus trabalhos anteriores, desde a idade de 15 a 16 anos. Compreendi, desde logo, a seriedade da exploração que iria empreender; entrevi, nesses fenômenos, a chave do problema, tão obscuro e tão controverso, do passado e do futuro da Humanidade, a solução do que havia procurado em toda a minha vida; era, em uma palavra, toda uma revelação nas idéias e nas crenças; seria preciso, pois, agir com circunspeção, e não levianamente; ser positivo e não idealista, para não se deixar iludir.

        O pseudônimo Allan Kardec foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que naquela época o Codificador tinha esse nome.

        A fé raciocinada, sobre a qual nos apoiamos hoje, surgiu do trabalho sério de um homem. Pensemos nisso em relação aos trabalhos que realizamos agora.

        Yuri, Vale.

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          Gostou? Então dá uma olhada nesses:

          1. Como era o Mundo na época da Codificação?
          2. O EMPURRÃO QUE O JOVEM PRECISA

          Olá pessoal.

          Em vários momentos desta minha humilde existência me pego fazendo comparações. As vezes me vejo traçando paralelos de como seriam as coisas no plano espiritual, coisas aqui da nossa vidinha pesada e material, ou até como algumas facilidades do outro plano viriam bem a calhar neste plano daqui.

          E a grande idéia desta coluna é falar de tudo isso. Todos estes comparativos… . Tenho outros materiais aqui para falar com vocês e até tive dificuldade de escrever o texto de hoje. Mas acho que ele é mais do que importante para o momento em que estamos vivendo. Espero que esta coluna seja uma via de duas mãos e que vocês possam ir adquirindo confiança e postando comentários e até sugestões de temas que possam ser aqui tratados.


          CASO NARDONI

          Acredito que todos tenham acompanhado o caso da pequena Isabella e o penoso desenrolar desta história que vem incessantemente sendo revirada na mídia. Já foram escancaradas fotos da menina, da família da menina, a professora da menina já deu depoimento, o avô da menina se pronunciou oficialmente, já sabemos a cor do sapato dos advogados da madrasta da menina.

          Este excesso de foco no caso faz com que a população se mobilize em função disso, o que gera maior cobertura da mídia, se tornando assim um processo de bola de neve onde uma coisa alimenta a outra, se transformando, inclusive, dependentes entre si: o programa de TV que não fala do caso não tem audiência. Quem não sabe sobre o caso não entende do que está sendo falado.

          Uma característica interessante de nossa população, especificamente de brasileiros, é a de que o povo costuma tomar questões que julgam injustas para sua tutela. Querem fazer justiça, exigir justiça, ver o sofrimento dente-por-dente alheio, mesmo que tenhamos deixado esta lei animalesca e estejamos em plenos 2000.

          Cartazes foram pregados na frente do prédio onde estava o casal. Gritos de justiça e baixo calão. Vigília e até tentativa de invasão, Xingamentos. As detentas se mostram avessas ao caso e escrevem mensagens que deixam a sociedade um pouco mais saciada por essa sede de vingança nacional. “Ah, na prisão ela vai ver o que é sofrer!” – ouço por aí.

          O que é tudo isso? No que efetivamente ajuda tudo isso?

          Temos aqui um caso claro de desencarne pesaroso, difícil e que com esta repercussão acaba por ter muita energia envolvida. As reações para as ações tomadas pelo casal não são de meu interesse. Essa dívida eles vão ter que buscar nesta ou em tantas outras encarnações que todos temos pela frente. Mas.. e a menina? Será que estamos ajudando em alguma coisa ao emitirmos vibrações tão desequilibradas toda vez que vemos o caso?

          Ao invés desta sede de vingança, de se preocupar se a cela em que está dormindo a madrasta está confortável ou não, deveríamos apenas vibrar. Vibrar para que a pequenina tenha uma passagem um pouco menos atribulada, que o casal que se não está arrependido, em algum momento de sua existência estará, tenha calma e consiga se aproximar de seus mentores, que consigam resgatar esta dívida da melhor maneira possível.

          E que no fim, que todos tenham paz.
          Afinal a consciência é a arma mais eficiente que o homem pode ter.

          Livro dos Espíritos, pergunta 761:
          A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar a sua própria vida; não aplica ele esse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso?

          Resposta dos Espíritos: “Há outros meios de se preservar do perigo, sem matar. É necessário, aliás, abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento.”

          Filippo – Vale do Paraíba

            Gostou? Então dá uma olhada nesses:

            1. Um Caso de Desmaterialização
            2. “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” Mt 26,41

            aconteceu_yuri.png

            1858-2008, 150 anos

            No dia 1º de abril de 1858, praticamente um ano após o lançamento do Livro dos Espíritos, ao lado de diversos estudiosos, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, a primeira entidade espírita oficialmente constituída.

            Conforme consta na página final da Revista Espírita de maio de 1858, Kardec deu ciência da criação da Sociedade, nos seguintes termos: “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Fundada em Paris a 1o de abril de 1858 e autorizada por portaria do sr. Prefeito de Polícia, conforme o aviso de S. Ex. o sr. Ministro do Interior e da segurança geral, em data de 13 de abril de 1858″.

            A Sociedade ficou definitivamente instalada em um imóvel alugado em Paris, para onde mais tarde também foi transferida a redação da Revista Espírita. Em dois anos de funcionamento contou com 87 sócios efetivos pagantes, pessoas das mais diversas áreas da sociedade. O número de visitantes chegava a quase 1500 pessoas por ano.

            As atividades realizadas na época podem ser conhecidas pela leitura do Boletim, usualmente inserido na Revista Espírita.

            Kardec criou um Regulamento que tratava dos fins, administração, sessões, entre outras disposições da sociedade, e exigia extrema seriedade dos participantes, o que deu credibilidade à instituição. A sociedade passou por diversas dificuldades, mas tornou-se certamente exemplo para tantas outras que surgiriam posteriormente.

            Fonte: Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998.



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              Gostou? Então dá uma olhada nesses:

              1. Valorização do jovem e sua participação no Centro Espírita
              2. Documentário: Encontros (de) Espíritas
              3. Como era o Mundo na época da Codificação?
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