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Já falamos sobre esse assunto antes aqui, quer ver?
Filippo – Vale do Paraíba
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Com tantos governos pipocando campanhas anti-tabagistas pelo mundo afora, vale a pena relembrar a evolução da publicidade neste campo e como ela tentou influenciar a todos nós. Há nem tanto tempo, as TVs eram patrocinadas em larga escala pela indústria do cigarro. Seja por desconhecimento da época ou por excesso [...]
Com tantos governos pipocando campanhas anti-tabagistas pelo mundo afora, vale a pena relembrar a evolução da publicidade neste campo e como ela tentou influenciar a todos nós. Há nem tanto tempo, as TVs eram patrocinadas em larga escala pela indústria do cigarro. Seja por desconhecimento da época ou por excesso de conhecimento dos industriais e publicitários, cheguei a encontrar propagandas antigas – ao melhor estilo “Oral-B, recomendado por 09 em cada 10 dentistas” – versão cigarro. Veja o quão absurdo isto soa, abaixo:
Depois, o cigarro precisou se modernizar. Era comum jovens atores do cinema, novela nacional e internacional colocarem em seus personagens este charme a mais, por módicos preços. E como não é diferente hoje – Hare Babah – muitos acabam se influenciando pelo fascinante mundo da televisão, o que por consequência, acaba por imitar os vícios também.
Outra vertente explorada pelo cigarro na década de 70, 80 e 90 foi o esporte. A fórumula 01 era um dos grandes motes e não escapava dos bolsos dos patrocinadores tabagistas. Assim, a conhecida Marlboro não perdia a chance de colocar sua logomarca cada vez maior nos carros e macacões de equipes e outdoors espalhados pela pista. Aliás, a marca criou o “piloto Marlboro” para associar seu produto a jovens pilotos bem sucedidos, aventureiros, machos e viris. Assim, a lógica era: quer ser como ele? Fume minha marca!
Repare que as propagandas da época remetiam a esses mesmos conceitos, com um ar de “se vem da natureza, é natural”:
Outra forma bastante conhecida eram os festivais de música. O mais conhecido, Hollywood Rock – o que hoje poderia se comparar ao Skol Beats – tinha forte apelo. O público alvo? Jovens!
Mas, com o tempo, leis regulamentadoras apareceram e hoje em dia, não se pode mais fumar em locais fechados, em empresas, anunciar em mídias de massa (TV, rádio, jornal, internet). O cigarro perdeu bastante espaço na mídia, mas continua sendo utilizado em larga escala por gente cada vez mais jovens.
O cigarro é apenas o primeiro passo no caminho do vício. Você acha que não, mas se não vê nada demais em fumar um cigarro, também não verá problema no baseado, pedra, bala. Hoje, é um cigarrinho, nada demais. É legalizado, ninguém vai te questionar. A evolução nas drogas acontece aos poucos, você nem vai perceber. Não confie tanto assim na sua força de vontade, não vale a pena arriscar.
Para finalizar, termino com essas duas propagandas que falam exatamente sobre isso, acho-as muito feras.
MAIS SOBRE O ASSUNTO?
Livro: Consciência – Luiz Sérgio
Filme: Obrigado por Fumar
Música: Rosa de Lima (no DalheDJ)
Filippo – Vale
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Preconceito. Pré conceito. Conceito formado antes mesmo de ter qualquer conhecimento da causa. É complicado trabalhar um assunto em que as pessoas já têm seus pontos de vista formados, consolidados, engessados e muito bem aterrados. Parece que não importa o que diga, nunca vão mudar de ideia. Acho até [...]
Preconceito. Pré conceito. Conceito formado antes mesmo de ter qualquer conhecimento da causa. É complicado trabalhar um assunto em que as pessoas já têm seus pontos de vista formados, consolidados, engessados e muito bem aterrados. Parece que não importa o que diga, nunca vão mudar de ideia. Acho até que vira quase um assunto de fé.
Um exemplo clássico? Times de futebol! Não importa o que você diga a pessoa, não importa o argumento, seu interlocutor sempre achará que está com a razão. E vice-e-versa. Por isso o ditado “futebol, religião e família não se discute”.
Nas propagandas selecionadas para hoje, o ponto fraco utilizado é justamente esta certeza, a opinião pré concebida da sociedade em relação ao preconceito trabalhado. Os filmes se aproveitam da sua certeza e, quando você menos espera, te derrubam. Veja!
Filme 01 – Homofobia
(Associação Ilga Portugal)
Filme 02 – Preconceitos
(Bjornborg – loja de roupas)
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Filippo
Vale do Paraíba
Em uma propaganda em que a mensagem é “não faça” algo que você já está acostumado ou até mesmo convencido a fazer, a justificativa tem que ser impactante e forte. Nas duas propagandas de hoje, achei o apelo de ambas excelentes, por fugir do “lugar comum” quando falamos de camisinha e cigarros.
Se você ainda usa cigarros e não usa camisinha, sugiro que inverta. E espero que estes comerciais me ajudem a te convencer.
Human Ball – Não deixe a AIDS crescer
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=byF4-UTC-N0]
(Esta campanha tem como foco também o tratamento da doença, mas não podemos esquecer que evitar é a melhor solução.)
Campanha Anti Tabagismo
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Filippo – Vale do Paraíba
Fazendo a diferença na vida das pessoas. Estas propagandas, ao meu ver, servem e muito como fonte, start criativo ou do que mais vocês quiserem chamar para que pensemos de forma moderna em como divulgar a Mocidade. Um cartaz no cantinho do centro está fazendo a diferença? Está funcionando? Está tocando [...]
Fazendo a diferença na vida das pessoas. Estas propagandas, ao meu ver, servem e muito como fonte, start criativo ou do que mais vocês quiserem chamar para que pensemos de forma moderna em como divulgar a Mocidade. Um cartaz no cantinho do centro está fazendo a diferença? Está funcionando? Está tocando as pessoas?
É claro que não é possível fazer uma propaganda, com o Divaldo Franco e a SandyJunior (não são uma pessoa só?) no horário nobre da globo, falando como a mocidade pode ser legal! Mas, na propaganda de hoje, nenhuma dessas coisas foi utilizadas.
Um grupo de 350 dançarinos foram contratados por uma operadora londrina de celulares para fazer uma ação de marketing de guerrilha – explicando rapidamente: uma ação publicitária que gere comentários e espaço na mídia sem utilizar nenhum veículo como jornais, TV e etc – em uma das principais estações de Metrô de Londres.
A ação, que pode ser vista no vídeo abaixo, foi filmada e se tornou propaganda de TV.
O interessante é que esta ação fez tanto sucesso que centenas de pessoas se reunir no mesmo local, alguns dias depois, em horário pré determinado e fizeram o que foi batizado de “The Silent Dance”. A proposta era de que as pessoas fossem com seus mp3s e afins repetir o ato cultural feito anteriormente.
Abaixo, o vídeo da reprise:
Filippo – Vale do Paraíba.
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