Currently viewing the category: "ciência"

    Tagged with:
     

      Tagged with:
       

      Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)

      O filósofo francês René Descartes é considerado o fundador do dualismo moderno. Para ele, o mundo material estaria separado do campo da mente, que abrange os pensamentos, as emoções, o prazer e a dor. Se as coisas da “mente” não têm tamanho, forma nem movimento, elas podem interagir com o mundo material, de forma que os pensamentos são capazes de causar ações, e os estímulos materiais, pensamentos. Segundo Descartes, essa interação ocorreria na glândula pineal, um pequeno núcleo cerebral que, à época, não se acreditava ter outra função.

      Os monistas aparentemente representam o extremo oposto do dualismo cartesiano. Segundo o monismo, a consciência é parte do universo material, sendo idêntica à atividade cerebral relacionada a ela. Desenvolveu-se quando se aperfeiçoaram os mecanismos cognitivos, mas apenas como resultado destes, e não por qualquer outro propósito… Enquanto os dualistas creem que o cérebro nada mais é do que um rádio capaz de sintonizar a mente através da glândula pineal (ou através do cérebro como um todo), os monistas confiam em outra aposta: a de que é o rádio que gera as suas próprias ondas.

      Segundo o filósofo americano John Searle, a consciência poderia ser imaginada como um “quarto chinês”: neste quarto estariam armazenados todos os dicionários e regras de gramática associados ao idioma chinês. Dentro dele haveria um homem capaz de traduzir e responder às questões escritas em chinês manipulando esses recursos, apesar de não saber falar uma única palavra nessa língua. Então, alguém que enviasse a frase “Como está o dia hoje para você?” poderia receber a resposta “Horrível!”, no mesmo idioma. Visto de fora, poderia parecer que o homem no interior “entendeu” a questão, mas Searle argumenta que esse comportamento não é suficiente para a compreensão. Da mesma forma, um computador nunca poderia ser descrito como “tendo uma mente” ou “compreendendo”. Outros filósofos argumentam que a compreensão consciente seja tão somente o processo de “se comportar como se entendesse”.

      Se o homem do “quarto chinês” fosse tão somente um autômato cerebral capaz de levar e trazer mensagens, talvez o dualismo de Descartes faça todo o sentido afinal: o que quer que interprete as informações enviadas por nossos sentidos, e as envie de volta através de respostas complexas e emocionais, este sim seria o pianista da consciência. A consciência não geraria a si mesma, mas antes seria o som das teclas de quem dedilha o piano cerebral com maior ou menor desenvoltura… De fato, apesar da ciência moderna estar se intrometendo cada vez mais em nosso cérebro, o “gerador dos pensamentos” ainda não foi localizado em parte alguma. Vemos, sem dúvida, um baile frenético de eletricidade dentre bilhões de neurônios, e às vezes conseguimos associar um fluxo elétrico a uma resposta consciente, mas não quer dizer que saibamos de onde se originou efetivamente a resposta – principalmente quando ela tange questões morais e complexas.

      Por isso esta questão é chamada de “o problema difícil da consciência”. Compreender as respostas reflexivas, ou comandos motores, etc., isso é até mesmo trivial quando comparado às respostas que envolvem uma interpretação da personalidade, uma resposta moral… Ainda assim, os críticos do dualismo cartesiano encontraram um caso estranho, ocorrido há muito tempo atrás, mas que possuí boa base de relatos de testemunhas, e com ele (e praticamente apenas ele) criaram uma teoria que postula que nossa moral, afinal, é apenas fruto do agitar de partículas em nosso lóbulo frontal.

      Em “O erro de Descartes”, por exemplo, o cientistas português António Damásio vale-se especificamente deste caso para sustentar sua crítica ao dualismo… No ano de 1848, Phineas Cage, respeitado trabalhador de uma companhia ferroviária americana, teve a parte frontal do cérebro perfurada por uma barra de ferro, que usava para comprimir pó explosivo. Ele sobreviveu, com poucos danos à maioria de suas faculdades. Entretanto, houve drástica mudança de comportamento. De homem educado, responsável e respeitador, tornou-se perigoso, rude e socialmente irresponsável. Os mais próximos (testemunhas do caso) notaram que ele “não era mais o Cage”. A mudança devia-se, segundo os médicos, aos danos cerebrais. Reconstruções modernas (toda a gama de gráficos 3D que possam imaginar) demonstram que o ferimento afetou o lóbulo frontal – associado à sensibilidade moral.

      Você deve estar imaginando que, ainda que o lóbulo frontal seja o responsável por nossas respostas morais, se a consciência for um “quarto chinês”, é bem possível que apenas o tradutor interno tenha sido prejudicado, e que isso nada teria a ver com a mente. Ou seja, o rádio estaria avariado, captando as ondas de forma errônea… Claro que essa discussão seria infindável. Não seria o “quarto chinês” argumento suficiente para encarar os defensores do monismo que se baseiam nesse acidente de 1848 como principal evidência. Seria preciso uma evidência tão forte quanto a favor do dualismo…

      Em 1974, o bioquímico e psiquiatra canadense Ian Stevenson nos trouxe 20 evidências. Todas consideradas as evidências mais fortes dos milhares de casos estudados em diversos continentes nas décadas anteriores. Ian estudava crianças, mais precisamente as que afirmavam se lembrar de vidas passadas. Seu livro lançado naquele ano se chamava “20 casos sugestivos de reencarnação”.

      Ora, não eram casos de evidência baixa: desde crianças que se lembravam de nomes de parentes e até do endereço de suas casas em vidas passadas, até crianças que relatavam terem tido mortes violentas na última encarnação, e traziam marcas de nascença exatamente onde os ferimentos letais os levaram a morte na última vida. Tudo registrado e, principalmente, estudado, de forma genuinamente científica… Se uma criança se lembra de uma vida passada, é necessário considerar que a informação registrada no cérebro de sua última vida foi transmitida, de alguma forma estranha, para um outro cérebro, um novo cérebro. Quando falamos nisso, estamos aparentemente dando um xeque-mate no monismo.

      Na continuação, o que Carl Sagan tinha a dizer sobre o assunto, e os possíveis pontos de encontro entre o monismo e o dualismo.

      ***

      Crédito da foto: Ryan Southen (um quarto chinês)

       

      (*) O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais

      ***

      » Veja mais posts do Textos para Reflexão no DalheMongo

      » Veja também nossa página no Facebook

       

        Tagged with:
         

        Gostou? Então dá uma olhada nesses:

        1. Vinte contra um, parte 2
        2. Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1
        3. Reflexões sobre a reencarnação, parte 2

        Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)

        Seguindo o artigo anterior de onde parei…

        Como vinha dizendo, uma coisa é crer na possibilidade de um Criador, outra muito distinta é compreendê-lo. Em todo caso, poderemos começar por uma lei da Natureza para a qual tanto céticos quanto espiritualistas não criam objeção a primeira vista: a lei da evolução. Evolução não significa que os organismos na Terra evoluem aleatóriamente com o passar do tempo, peixes que “decidem” ir viver na terra firme, simios que “decidem” ir viver em cima das árvores, ou girafas que “de alguma forma” esticam seu pescoço até que consigam comer as folhas das copas das árvores… Evolução significa que genes já existentes na espécie são privilegiados ou descartados, de acordo com sua função, até que certas características físicas (determinadas por esses genes) possibilitem uma melhora na capacidade da espécie sobreviver: peixes que tinham mais chances de sobreviver em terra firme se transformam lentamente (ao longo de várias espécies e milhões de anos) em criaturas desse tipo, simios que sobrevivem mais nos galhos das árvores evitando predadores no solo se transformam em mestres das árvores, girafas que vislumbram a possibilidade de encontrar pasto acima das árvores (onde não há muita concorrência com outros herbívoros) se transformam em criaturas pitorescas de pescoço alongado.

        Se existe um plano para tudo isso, pela lógica devemos considerar que todas as criaturas vivas tem igual oportunidade na Terra, e que a Natureza, muito antes do homo sapiens chegar, proporcionou um vasto campo de experiências para essas espécies, onde simples bactérias evoluiram lentamente para todo tipo de animal sobre a Terra: uns bem sucedidos na sobrevivência, outros mal sucedidos ou extintos. A Natureza não faz um drama disso tudo: ela apenas propicia que espécies evoluam fisicamente, até estarem de acordo com a capacidade de abrigarem consiciência. Se considerarmos toda a história da Natureza na Terra, como um todo, teremos um maravilhoso exemplo de luta feroz pela sobrevivência, mas também do lento afloramento daquilo que nos é mais precioso: a capacidade de sermos conscientes de nós mesmos, e então passarmos a decidir nosso próprio futuro; Sermos morais ou imorais, sábios ou ignorantes, amorosos ou indiferentes… Agora, não dependemos apenas dos instintos animais, não precisamos mais ser governados por eles.

        O Criador justo

        Por mais que nos seja complexo definir conceitos como a Justiça, me parece que toda a história descrita acima pelo menos nos leva a uma idéia de “igual oportunidade”. Pois, se Deus criasse os espíritos no ato da concepção, e os “enviasse” as mães, como poderíamos ver Justiça quando uns nascem em terras áridas africanas, enquanto outros nascem em celeiros de riqueza europeus? Quando uns nascem numa era de tecnologia, anestesia e direitos civis, e outros nascem no passado tribal ou na época negra medieval? Quando uns nascem perfeitamente saudáveis, e outros nascem com doenças terminais ou disfunções desastrosas?

        Na minha modesta opinião, um Criador só poderia ser realmente Justo se nos houvesse criado todos iguais, princípios de consciência ancestrais, que vieram evoluindo ao longo de diversas espécies, e diversas encarnações, até que a consciência enflorasse, e pudéssemos então guiar a nós mesmos, obedecendo a uma simples Lei de Causa e Efeito: tudo o que sua consciência inflige de mal, estará para sempre gravado nela própria. A única forma de evoluir moralmente, portanto, é nos expurgarmos desse mal, lapidando nossa alma lentamente, também ao longo de milhares de anos… Não existe punição nessa Lei, a “punição” está de acordo com a ignorância de cada espírito para com os segredos de sua própria consciência. Melhor aquele que matou pessoas na fogueira vir como enfermeiro de queimados, do que ele mesmo morrer queimado… No entanto, existem espíritos ignorantes que ainda seguem a lei do Talião, e mesmo aqueles que se recusam de antemão a qualquer prática de caridade. Mas, aqueles que tem algum conhecimento de si mesmos, e do Amor que nos liga a todos em uma teia divina, trata de trabalhar sempre para que sua consciência se veja livre de toda culpa, o quanto antes melhor!

        Seguindo a mesma lógica, teremos uma elegante explicação para a evolução da cognição humana. Genes, como já disse, determinam apenas características físicas. Não se sabe que espécie de genes determinam características cognitivas (como em gênios precoces da música ou matemática), morais (como nos grandes sábios e seres amorosos) ou mesmo culturais (embora os cientistas tenham chegado a vaga teoria dos Memes). Ora, é que esses tais “genes da cognição” nada mais são do que a capacidade cogntiva desenvolvida pelos espíritos ao longo de inúmeras encarnações. São como “potencialidades da alma” que se encontram adormecidas, e podem ser afloradas ou não, dependendo da “sorte” de cada um na vida atual, ou seja: do que se propuseram a vir realizar de construtivo para si mesmos (e todo restante do planeta).

        Dessa forma, o médico que precisa desenvolver sua moral, poderá ter uma potencialidade para a prática da medicina nunca desenvolvida, e quem sabe ser um mero faxineiro do hospital: para este, o aprendizado não vem mais de cirurgias, e seu jaleco de faxineiro o trará todo o tipo de provas que o fará “forçosamente” encarar os problemas morais em seu espírito; Poderá, no mínimo, aprender a respeitar a todos como iguais, cirugiões ou faxineiros. E nos livros de Kardec, exemplos como este não faltarão.

        Porisso também é que a grande maioria se esquece de suas vidas passadas, é que elas não desempenham papel tão preponderante assim: não precisamos “saber” o quanto fomos imorais para praticar a moral. Não precisamos “fazer regressão” para despertar nossa capacidade de amar… Ela já está aqui, dentro de nós, e o espiritismo nos passa sempre essa mesma recomendação de trabalho na melhora gradual de nós mesmos. É tão somente isso que os espíritos de luz desejam para nós, pois que ninguém evolui sozinho, e a evolução não anda para traz. Certamente que antes, quando iámos ao Coliseu ver feras devorando homens, quando achávamos normal a escravidão e a idéia de que mulheres e animais não tinham alma, eramos decerto menos evoluídos moralmente… Daí a lógica de que procurar saber de nosso próprio passado espiritual quase nunca é passo necessário para que evoluamos aqui e agora, no único presente ao qual nos foi dado decidir o que fazer.

        Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre. Tal é a lei (essa frase se encontra na lápide de Kardec, na França).

         

        (*) O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais

        ***

        » Veja mais posts do Textos para Reflexão no DalheMongo

         

          Tagged with:
           

          Gostou? Então dá uma olhada nesses:

          1. Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1
          2. Porque simpatizo com o espiritismo, parte 2
          3. OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 1

          Esse vídeo é apresentado por André Luiz Ruiz e faz parte do programa Alimento para a alma.

          Acesse as outras partes na categoria Doutrina.

            Gostou? Então dá uma olhada nesses:

            1. Tríplice Aspecto Espírita – Parte 2
            2. Tríplice Aspecto Espírita – Parte 3
            3. Tríplice Aspecto Espírita – Parte 1

            Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)

            Seguindo o artigo anterior de onde parei…

            Muitos podem estar se perguntando – "tudo bem, você acredita que espíritos podem ser consciência extra-corpo formados por partículas que não interagem com a luz, mas dado o fato que essas nunca foram detectadas pela ciência, não é meio ilógico e arriscado crer em algo assim?" – Ao que respondo – "Arriscado sem dúvida, a vida é arriscada. Ilógico, não."

            A lógica é o ramo da filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar correto, sendo, portanto, um instrumento do pensar. Entendo particularmente a lógica como um conjunto de idéias ou conceitos que interagem uns com os outros, e que mesmo considerados em conjunto continuam fazendo sentido. Para mim é lógico que um pensamento nada mais seja que um estímulo elétrico navegando pelos neurônios do nosso cérebro, mas é ilógico afirmar que esse estímulo é "aleatório", ou convenientemente ignorarmos que todo estímulo se deve a uma "origem". Será que algum neurologista descobriu de onde exatamente no cérebro isso vem (não estou falando de estímulos de origem não consciente)?

            A lógica de um Criador

            Seguindo uma lógica parecida, podemos afirmar que todo efeito consciente tem uma causa na consciência, ainda que não saibamos ainda exatamente o que é a consciência, sabemos que ela é obviamente a origem de um efeito consciente, ou uma ação qualquer originada de um ser que tem a consciência de si mesmo, de sua individualidade (certos religiosos atribuem suas ações ao "determinismo divino" ou a "sedução do Diabo", mas isso é uma outra história). Se "voltamos no tempo", chegamos aos fatos: um homo sapiens é fruto da evolução das espécies na Terra, a vida na Terra orginou-se de um "evento fortuito" que provavelmente se deveu a combinação de elementos químicos (como o Carbono) presentes na atmosfera do planeta (muitos chegaram por asteróides, nem estavam aqui originalmente) que "de algum forma" deram origem a vida orgânica; Esses mesmos elementos (principalmente o Hidrogênio) são fruto do Big Bang – a "explosão" que deu origem ao Universo. A ciência não tem uma idéia suficientemente elaborada sobre o que ocorreu nos milesegundos iniciais do Big Bang, e muito menos sobre o que havia antes dele.

            Mas o fato é que do Big Bang surgiu o Universo. E nesse mesmo Universo, partículas que formaram certos elementos químicos ainda relativamente "logo após" ao Big Bang, possibilitaram posteriormente não só o surgimento da vida na Terra, como o advento da consciência no homo sapiens (e provavelmente em outros animais). Daí retiramos a lógica de que todo efeito tem uma causa, e todo efeito consciente, ou que gera a consciência, tem uma causa consicente. Aqui está, pura e simples, toda a lógica que divide aqueles que acreditam em um Criador daqueles que acreditam na aparente aleatoriedade do Universo (tudo bem, existem as Leis da Natureza que estão muito distantes de serem aleatórias, mas o evento que criou tais leis foi aleatório para os ateus, visto que não o vêem como algo "orquestrado", nem com "algum propósito específico").

            Bem, eu pessoalmente não sou ateu, mas nada tenho contra eles (inclusive além de ter diversos amigos ateus, aprecio sua capacidade lógica, embora não concorde com sua defesa da aleatoriedade do Universo).

            Seguindo com meu encadeamento lógico: se existe um Criador, é porque ele é a soma de toda a sua criação, e algo a mais. Não estamos falando de um cientista que cria vida artificial manipulando organismos que já existiam, ou do poeta que escreve sobre uma Natureza que já estava aqui muito antes dele, estamos falando sobre um Criador que criou tudo – cada partícula, cada bit de informação de um RNA, cada código simples e elegante da Natureza, cada sutileza assombrosa da Gravidade e outras leis naturais. Então, esse Criador é pela lógica – Onisciente (sabe de cada canto e cada segundo do Universo, em todos os tempos, em todos os pensamentos), Onipotente (a soma de tudo o que é possível na Natureza, do buraco negro ao amor de mãe e filho) e Onipresente (uma condição óbvia da Onisciência, visto que não estamos nos atendo a um "corpo físico divino" [nem muito menos a um "velho barbudo nos céus"]).

            Até aqui, não temos muitas discordâncias entre as religiões: que existe um Criador. O problema, porém, se mostra muito mais complexo quando nos perguntamos "mas como será exatamente esse Criador? Qual o seu plano para o Universo? Ele intercede em suas próprias leis naturais? Ele criou o mal? Ele nos julga, ou julgará?" – Não pretendo aqui me ater a essas perguntas, prefiro focar na pergunta principal: "Poderemos um dia compreendê-Lo?".

            Ao contrário de muitos religiosos que já se julgam incapazes de antemão a compreender "qualquer detalhe que seja" de um Criador, ou daqueles outros que seguem fielmente um Livro Infalível e atribuem todas as contradições aos "mistérios de Deus", penso que é nosso dever, e possibilidade real, compreender todas as nuances do Criador. De fato, a união de ciência e religião, como falei anteriormente, trata extamente disso: do conhecimento, passo a passo, do Universo, do Cosmos, e análogamente, de seu Criador. Não tenho a ingenuidade de pensar que seremos capazes tão cedo de desvendar sequer metade de Seus mistérios, mas assim como na ciência os sonhos e ficções se tornam rapidamente realidade, ao vislumbrar a longa trilha que temos pela frente eu não vejo razão para acreditar que somos incapazes de "passar de certo ponto", mesmo que esse ponto esteja ainda a milhões de anos da compreensão de nossas consciências.

            Ninguém chega a lugar algum sem dar os primeiros passos…

            À seguir, continuarei com o caminho lógico apresentado, porém unindo a teoria da evolução das espécies com a idéia do princípio consciente que origina os espíritos.

             

            (*) O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais

            ***

            » Veja mais posts do Textos para Reflexão no DalheMongo

             

              Tagged with:
               

              Gostou? Então dá uma olhada nesses:

              1. Porque simpatizo com o espiritismo, parte 3
              2. Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1
              3. Vinte contra um, parte 2
              • Twitter
              • Facebook
              • Picasa
              • YouTube