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	<title>DalheMongo &#187; doutrina</title>
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		<title>Anencefalia e Aborto</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 23:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No Brasil, atualmente, é &#8220;legal&#8221; o aborto:<br /> - para salvar a vida da mãe (que está em consonância com a questão 359 do Livro dos Espíritos)<br /> - cuja gravidez foi provocada por estupro</p> <p>Uma entre cada 15 mulheres, entre 15 e 49 anos, no Brasil, já realizou pelo menos um aborto, [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/pare-veja-pense-aborto' rel='bookmark' title='Pare. Veja. Pense: Aborto'>Pare. Veja. Pense: Aborto</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/espiritismo-e-aborto' rel='bookmark' title='Espiritismo e Aborto'>Espiritismo e Aborto</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Brasil, atualmente, é &#8220;legal&#8221; o aborto:<br />
- para salvar a vida da mãe (que está em consonância com a questão 359 do Livro dos Espíritos)<br />
- cuja gravidez foi provocada por estupro</p>
<p>Uma entre cada 15 mulheres, entre 15 e 49 anos, no Brasil, já realizou pelo menos um aborto, &#8220;legal&#8221; ou não.</p>
<p>A anencefalia é uma deficiência física, uma malformação do sistema nervoso central, particularmente no cérebro. A literatura médica dá casos de anencefalia como &#8220;perdidos&#8221; &#8230; mas omite, por exemplo, que esses bebês ao nascerem, via de regra, não recebem nenhum cuidado médico (como receber estímulos, ficar em encubadora, com auxílio de equipamentos &#8230;). Isso, por si só já é uma barbárie real.</p>
<p>O caso da menina Marcela de Jesus foi comovente pois ela, sem ter cérebro, viveu até 1 ano e 8 meses de idade. Interagia, reconhecia sua mãe, demonstrava sentimentos &#8230; a diferença é que ela foi cercada de todos os cuidados que se pode ter com uma criança especial.</p>
<p>Vejam mais em:<br />
<span style="text-decoration: underline;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anencefalia" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Anencefalia</a></span></p>
<p>Se legalizarmos o aborto de fetos com malformação no sistema nervoso central, qual seria o próximo passo hediondo? Abortar todo bebê com malformação? Selecionar fetos fisicamente &#8220;perfeitos&#8221;? Só Deus pode tirar a vida, ninguém tem esse direito. Respeitamos o sofrimento da mãe, que precisa ser cercada de todos os cuidados possíveis, mas isso não lhe dá o direito de assassinar um bebê indefeso.</p>
<p>Precisamos lutar pela vida e evitar a tragédia que seria uma eventual decisão do STF legalizando mais uma forma de aborto. E, por enquanto, está na pauta do dia 11 (4a feira).</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Sadock<br />
</span></p>
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<p>Já viu esses?</p><ol><li><a href='http://dalhemongo.com/pare-veja-pense-aborto' rel='bookmark' title='Pare. Veja. Pense: Aborto'>Pare. Veja. Pense: Aborto</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/espiritismo-e-aborto' rel='bookmark' title='Espiritismo e Aborto'>Espiritismo e Aborto</a></li>
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		<title>O regresso de Adolf</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 13:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um artigo do Journal of Medical Ethics está a agitar a opinião pública mundial. E não é para menos. O primeiro dos direitos humanos &#8211; o direito à vida &#8211; é considerado irrelevante para os autores, que defendem a possibilidade de <a href="http://www.publico.pt/Sociedade/artigo-cientifico-defende-como-moralmente-aceitavel-a-morte-de-um-recemnascido-1536079">matar um recém-nascido</a> nos primeiros dias de vida, caso os pais assim o [...]


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<div id="_mcePaste">Um artigo do<strong> Journal of Medical Ethics</strong> está a agitar a opinião pública mundial. E não é para menos. O primeiro dos direitos humanos &#8211; o direito à vida &#8211; é considerado irrelevante para os autores, que defendem a possibilidade de <a href="http://www.publico.pt/Sociedade/artigo-cientifico-defende-como-moralmente-aceitavel-a-morte-de-um-recemnascido-1536079">matar um recém-nascido</a> nos primeiros dias de vida, caso os pais assim o entendam.</div>
<div></div>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-7317" style="margin: 5px;" title="baby-hitler" src="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2012/03/baby-hitler1.jpg" alt="" width="336" height="218" /></p>
<div id="_mcePaste">Já era encarado com naturalidade pela mentalidade oficial (muito Nietzcshe, muito Marx, muito Schopenauher, muito Sartre) que se &#8220;interrompesse a gravidez&#8221;. Agora põe-se a possibilidade de se &#8220;interromper a vida&#8221; de bebés. Será que daqui a uns anos a lei será alargada até idades mais avançadas? Será que daqui a uns anos os pais podem decidir mandar &#8220;acabar com a vida&#8221; dos filhos adolescentes que sejam mal educados e pouco estudiosos, poupando a prole que seja mais &#8220;perfeita&#8221;? E os maçadores dos cidadãos seniores, que já não trabalham e são um peso para a Economia, com a sua mania de comer e de comprar medicamentos? Será possível eliminá-los para equilibrar a balança comercial e aumentar o PIB?</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Decerto que teríamos uma Sociedade economicamente mais próspera, e se usássemos robots em vez de pessoas ainda mais. Mas esta maneira de pensar, muito popular em Berlim nos anos 40, é capaz de estar um bocadinho desactualizada&#8230;</div>
<div></div>
<div>Ainda actual tem sido na reacção a este artigo (produzido e apoiado por pessoas doutoradas em Filosofia e especialistas em Bio Ética!!!). Os responsáveis pelo artigo e pela publicação estão ameaçados de morte por militantes pró-vida. Uma certa falta de coerência, bem vistas as coisas.</div>
<div></div>
<div>Quando alguém se prepara para nascer, ninguém sabe se lá vem um génio ou um traste, um ditador maníaco ou um santo, uma pessoa dotada de bom-senso ou um sábio eugenista, um Jesus ou um Adolfo.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Texto retirado do site <a href="http://blog-espiritismo.blogspot.com/2012/03/o-regresso-do-adolfo.html">Blog de Espiritismo</a>.</div>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
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		<title>Fotos Kirlian</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 17:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"></p> <p></p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="wd6JxKEsZWw"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/wd6JxKEsZWw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Os Chakras Iluminados</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"></p> <p style="text-align: center;"></p> <p style="text-align: center;"></p> <p></p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="tBcJobGvS7o"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tBcJobGvS7o" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="-8a1HwvcPfw"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-8a1HwvcPfw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="tia9CT3ZjbA"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tia9CT3ZjbA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Intoxicados, parte 2</title>
		<link>http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-2</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 18:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)</p> <p><a href="http://3.bp.blogspot.com/-j-9A_Ck-Jtw/Ts_rf3D6UJI/AAAAAAAACBY/u4OhN4hr20c/s1600/narguile.jpg" target="_blank" title="Beleza pessoal, narguilé liberado!" rel="lightbox[7101]"></a></p> <p>&#171; <a href="http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-1">continuando da parte 1</a></p> <p>Parece coca&#237;na, mas &#233; s&#243; tristeza&#8230; Muitos temores nascem do cansa&#231;o e da solid&#227;o; Descompasso, desperd&#237;cio &#8211; herdeiros s&#227;o agora da virtude que perdemos&#8230; (<a href="http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22493/" target="_blank">Legi&#227;o Urbana</a>)</p> <p>A guerra dos 50 anos</p> [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-1' rel='bookmark' title='Intoxicados, parte 1'>Intoxicados, parte 1</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-3' rel='bookmark' title='Intoxicados, parte 3'>Intoxicados, parte 3</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="color:#000">
<p>Um artigo do blog <strong>Textos para Reflexão</strong> (*)</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/-j-9A_Ck-Jtw/Ts_rf3D6UJI/AAAAAAAACBY/u4OhN4hr20c/s1600/narguile.jpg" target="_blank" title="Beleza pessoal, narguilé liberado!" rel="lightbox[7101]"><img style="cursor:pointer;cursor:hand;width: 400px;height: 266px" src="http://3.bp.blogspot.com/-j-9A_Ck-Jtw/Ts_rf3D6UJI/AAAAAAAACBY/u4OhN4hr20c/s400/narguile.jpg" border="0" /></a></p>
<p>&laquo; <a href="http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-1">continuando da parte 1</a></p>
<p><em>Parece  coca&iacute;na, mas &eacute; s&oacute; tristeza&#8230; Muitos temores nascem do cansa&ccedil;o e da solid&atilde;o;  Descompasso, desperd&iacute;cio &ndash; herdeiros s&atilde;o agora da virtude que perdemos&#8230;  (<a href="http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22493/" target="_blank">Legi&atilde;o Urbana</a>)</em></p>
<p><strong>A guerra  dos 50 anos</strong></p>
<p>Se voc&ecirc; quer afastar seu filho, filha, ou algum  familiar querido, ou amigo, das drogas, far&aacute; bem em come&ccedil;ar por desiludi-los da  lenda de que as drogas fazem <em>sempre</em> mal&#8230; N&atilde;o &eacute; verdade, obviamente: se fosse assim, na primeira dose de cacha&ccedil;a  um adolescente iria cuspir aquele terr&iacute;vel gosto amargo no ch&atilde;o e nunca mais  pensaria em beber novamente. Por&eacute;m, se esta fosse &agrave; regra, n&atilde;o haveriam bebidas  alco&oacute;licas sendo vendidas quase como &aacute;gua pelo mundo afora. Pode ser amargo no in&iacute;cio,  mas depois fica doce, e depois, se exagerarmos na dose, fica amargo de novo; S&oacute;  que uma amargura muito mais triste &ndash; <em>a amargura  que anestesia a alma</em>.</p>
<p>Outras drogas podem ser doces desde a primeira  dose, gerando &ldquo;grandes viagens ps&iacute;quicas&rdquo; que j&aacute; chegaram at&eacute; a inspirar alguns  grandes artistas, contanto que sejam usadas com parcim&ocirc;nia &ndash; o que raramente &eacute;  o caso. Voc&ecirc; pode subir no pedestal da moralidade e avisar aos <em>desavisados</em>: &ldquo;Tomem muito cuidado, pois  o caminho das drogas &eacute; doce somente no in&iacute;cio, depois provoca grande tristeza!&rdquo;  &ndash; Mas, devemos considerar que h&aacute; alguns seres civilizados e cultos da  p&oacute;s-modernidade, assim como muitos miser&aacute;veis e oprimidos, que, de uma forma ou de outra, constataram que na vida <em>s&oacute;  existe tristeza</em> &ndash; Se pelo menos nas drogas conseguem um pouco de do&ccedil;ura  aqui e ali, ainda estar&atilde;o saindo no lucro&#8230; S&atilde;o essas tais m&aacute;quinas tristes,  com tend&ecirc;ncias suicidas, que n&atilde;o veem nenhum problema em se suicidar aos  poucos, uma <em>bala</em>, uma <em>cheirada</em>, uma <em>seringa</em> de cada vez.</p>
<p><span class="pull">O v&iacute;cio em drogas produz verdadeiros <em>zumbis ps&iacute;quicos</em></span>, incapazes de sentir  quase nada de realmente profundo (ou seja, capaz de lhes tocar a <em>alma</em>) no transcorrer de sua fase  viciada. Pode parecer terr&iacute;vel, mas ainda assim conseguem o que queriam desde o  princ&iacute;pio: n&atilde;o sentir mais aquela melancolia, aquela ang&uacute;stia de terem de  cuidar das pr&oacute;prias almas&#8230; Ainda que assim tamb&eacute;m se abstenham de sentir  felicidade, est&aacute; tudo bem: podem ent&atilde;o &ldquo;viajar&rdquo; nas drogas, at&eacute; que sua viagem  pela vida, uma viagem que n&atilde;o veem muito sentido de ser, em todo caso,  finalmente chegue ao fim. &nbsp;</p>
<p>Por&eacute;m, o mais incr&iacute;vel em toda essa hist&oacute;ria &eacute; o  fato de que alguns dos maiores governos do mundo, influenciados ou n&atilde;o pelas  grandes doutrinas religiosas, acreditem at&eacute; hoje que a <em>repress&atilde;o</em> &eacute; o melhor caminho para se resolver o problema, deixando  o <em>tratamento</em> dos zumbis em (d&eacute;cimo) segundo  plano, como que se eles fossem efetivamente zumbis, e n&atilde;o mais seres; N&atilde;o mais  pessoas em busca de alguma do&ccedil;ura real nessa vida; N&atilde;o mais almas atormentadas, mas que podem ainda ser curadas.</p>
<p>A  chamada <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_seca_nos_Estados_Unidos" target="_blank">lei seca total</a> entrou em vigor nos EUA em 1920, promulgada durante o  segundo mandato de Woodrow Wilson. Seu cumprimento foi amplamente burlado pelo  contrabando e fabrica&ccedil;&atilde;o clandestina de bebidas alco&oacute;licas. A lei seca foi  abolida em 1933, j&aacute; no primeiro mandato de Roosevelt. Permaneceu ativa por quase  14 anos&#8230; Enquanto esteve efetiva, veio contribuir para o aumento das fortunas  de v&aacute;rios mafiosos, dos quais o mais conhecido &eacute;, sem d&uacute;vida, Al Capone. A sua  revoga&ccedil;&atilde;o veio ajudar a d&eacute;bil recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica (devido ao &ldquo;crash&rdquo; da Bolsa  em 1929), mas essencialmente contribuiu para o final do per&iacute;odo de ouro da m&aacute;fia  norte-americana. Esta d&eacute;cada e meia de proibi&ccedil;&atilde;o do &aacute;lcool em uma sociedade  capitalista &ndash; e que preza a liberdade &ndash; nos ensinou muito acerca da natureza  humana, e de sua propens&atilde;o para a ilegalidade e viol&ecirc;ncia, se for o caso, para  conseguir chegar aos seus objetos de desejo ou, pelo menos, aos seus <em>anestesiadores de almas</em>&#8230;</p>
<p>No Cor&atilde;o  (5:91) &eacute; dito que &ldquo;Sat&atilde; apenas deseja  suscitar a inimizade e o &oacute;dio entre v&oacute;s com intoxicantes e jogo, e impedir-vos  de lembrardes de Al&aacute; e da prece. Sendo assim, n&atilde;o ireis vos abster?&rdquo;; N&atilde;o  chega a ser uma proibi&ccedil;&atilde;o cabal, mas uma esp&eacute;cie de <em>aconselhamento</em>&#8230;  Mesmo assim, ainda que as bebidas alco&oacute;licas tenham sido largamente consumidas  no mundo isl&acirc;mico (e principalmente no per&iacute;odo de ouro do Isl&atilde;, em Al-Andalus),  ainda hoje h&aacute; in&uacute;meros pa&iacute;ses isl&acirc;micos que punem o tr&aacute;fico de entorpecentes  mais pesados, como coca&iacute;na e hero&iacute;na, com a pena de morte. Aparentemente  funciona: com a pena de morte em estados totalit&aacute;rios, o tr&aacute;fico de drogas  ilegais &eacute; quase nulo nos pa&iacute;ses do Isl&atilde;. A quest&atilde;o &eacute; que n&atilde;o apenas os  traficantes s&atilde;o punidos e perseguidos, mas tamb&eacute;m os usu&aacute;rios. Aqui est&aacute; a  solu&ccedil;&atilde;o: <em>matar todos os zumbis</em> (que, em todo caso, j&aacute; buscam a morte)&#8230;  E ent&atilde;o estaremos supostamente seguindo o desejo de <em>algum deus estranho</em>.  Para os isl&acirc;micos, parece ter resolvido, ou pelo menos enquanto mant&eacute;m sua  popula&ccedil;&atilde;o sob o jugo totalit&aacute;rio de seus estados teocr&aacute;ticos. <em>At&eacute; que venham  as primaveras &aacute;rabes</em>.</p>
<p>Mas, estranho de se pensar, <span class="pull">a grande divers&atilde;o dos bares isl&acirc;micos &eacute; fumar <em>narguil&eacute;</em></span> enquanto conversamos com os amigos&#8230;  L&aacute;, na terra onde quase todos os entorpecentes s&atilde;o proibidos, fuma-se tabaco (e outras especiarias) com essa <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Narguil%C3%A9" target="_blank">esp&eacute;cie de cachimbo d&rsquo;&aacute;gua</a>, &agrave; vontade&#8230; Ent&atilde;o,  talvez nem l&aacute;, nem l&aacute; a quest&atilde;o esteja totalmente resolvida. Hoje a ci&ecirc;ncia  sabe que o tabaco &eacute; bem mais prejudicial &agrave; sa&uacute;de do que, por exemplo, a <em>cannabis</em>,  entretanto a <em>cannabis</em> &eacute; ilegal em quase todo mundo, e a grande fonte de  renda dos traficantes de drogas ilegais, enquanto que o tabaco &eacute; perfeitamente  aceito (com algumas ressalvas) em todo o mundo, inclusive no isl&acirc;mico&#8230;</p>
<p>Segundo a <a href="http://www.avaaz.org/po/about.php" target="_blank">AVAAZ</a>, nos  &uacute;ltimos 50 anos as pol&iacute;ticas atuais de combate &agrave;s drogas falharam em toda a  Am&eacute;rica Latina, mas o debate p&uacute;blico est&aacute; estagnado no lodo do medo, da corrup&ccedil;&atilde;o  e da falta de informa&ccedil;&atilde;o. Todos, at&eacute; o Escrit&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre  Drogas e Crime, que &eacute; respons&aacute;vel por refor&ccedil;ar essa abordagem, concordam &ndash; organizar  militares e pol&iacute;cia para queimar planta&ccedil;&otilde;es de drogas em fazendas, ca&ccedil;ar  traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usu&aacute;rios &ndash; <em>tem sido completamente improdutivo</em>. E ao  custo de muitas vidas humanas &ndash; do Brasil ao M&eacute;xico, e aos Estados Unidos, o  neg&oacute;cio ilegal de drogas est&aacute; destruindo nossos pa&iacute;ses, enquanto as mortes por  overdose continuam a subir.</p>
<p>Enquanto isso, pa&iacute;ses com  uma pol&iacute;tica menos severa &ndash; como Su&iacute;&ccedil;a, Portugal, Holanda e Austr&aacute;lia &ndash; n&atilde;o  assistiram &agrave; explos&atilde;o no uso de drogas que os proponentes da guerra &agrave;s drogas  predisseram. Ao inv&eacute;s disso, eles assistiram &agrave; redu&ccedil;&atilde;o significativa em crimes  relacionados a drogas, e s&atilde;o capazes de focar de modo direto na destrui&ccedil;&atilde;o de  imp&eacute;rios criminosos.</p>
<p><span class="pull">Lobbies poderosos impedem o caminho da mudan&ccedil;a</span>,  inclusive militares, pol&iacute;cias e departamentos prisionais cujos or&ccedil;amentos est&atilde;o  em jogo. E pol&iacute;ticos de toda nossa regi&atilde;o temem ser abandonados por seus  eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opini&atilde;o mostram  que cidad&atilde;os de todo o mundo sabem que a abordagem atual &eacute; uma cat&aacute;strofe.</p>
<p>Parece complexo, mas pode ser simples como uma  partida de futebol: em time que esta ganhando n&atilde;o se mexe, mas em time que est&aacute;  perdendo ou, no m&aacute;ximo, amargando um empate em 0 a 0 ou 1 a 1, devemos pensar  em mudan&ccedil;as, nem que sejam provis&oacute;rias, nem que sejam apenas para que ganhemos  o primeiro jogo deste longo campeonato&#8230; Se pararmos de dar murro em prego nos  pr&oacute;ximos anos, a guerra de 50 anos do combate &agrave;s drogas no mundo ocidental  poder&aacute; ficar conhecida por nossa hist&oacute;ria como a primeira tentativa, mas que  n&atilde;o deu certo, e nos levou as pr&oacute;ximas. Mas, se n&atilde;o pararmos para reavaliar a  situa&ccedil;&atilde;o, poderemos chegar a um s&eacute;culo de guerra in&uacute;til, com m&aacute;quinas tristes  cada vez mais tristes, grandes cidades cada vez mais violentas, <em>playboys</em> cada vez mais alienados, e  zumbis cada vez mais aterrorizantes&#8230; Para um filme de horror, n&atilde;o est&aacute; nada  mal. </p>
<p><em>N&oacute;s pedimos que voc&ecirc;s acabem com a  guerra &agrave;s drogas e o regime de proibi&ccedil;&atilde;o, e movam-se em dire&ccedil;&atilde;o a um sistema  baseado em descriminaliza&ccedil;&atilde;o, regulamenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de p&uacute;blica e educa&ccedil;&atilde;o. Essa  pol&iacute;tica de 50 anos falhou, abastece o crime organizado violento, devasta vidas  e est&aacute; custando bilh&otilde;es. &Eacute; hora de uma abordagem humana e efetiva (AVAAZ; <a href="http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/" target="_blank">Manifesto  endere&ccedil;ado a ONU</a>, que neste momento conta com quase 650mil assinaturas online).</em></p>
<p>&raquo; <a href="http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-3"><em>Na  continua&ccedil;&atilde;o &ndash; um passeio pelo Inferno.</em></a></p>
<p>***</p>
<p>&raquo; Veja também o post em meu blog, <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/12/intoxicados-o-fim-da-guerra.html" target="_blank">Intoxicados: o fim da guerra</a>, que complementa esta parte da série.</p>
<p>Cr&eacute;dito da foto: Mauricio Abreu/JAI/Corbis</p>
<p>&#160;</p>
<p>(*) O <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Textos para Reflexão</strong></a> é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor <a href="http://www.raph.com.br" target="_blank"><strong>Rafael Arrais</strong></a></p>
<p>***</p>
<p>&#187; <a href="http://dalhemongo.com/categoria/blog-parceiro/textos-para-reflexao">Veja mais posts do Textos para Reflexão no DalheMongo</a></p>
<p>&#187; <a href="http://www.facebook.com/textosparareflexao" target="_blank">Veja também nossa página no Facebook</a></p>
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		<title>Pesquisa revela poder da energia liberada pelas mãos</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/pesquisa-academica-sobre-o-espiritismo-no-brasil' rel='bookmark' title='PESQUISA ACADÊMICA SOBRE O ESPIRITISMO NO BRASIL'>PESQUISA ACADÊMICA SOBRE O ESPIRITISMO NO BRASIL</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São  Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),  comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer  tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais  já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja  Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o  espiritismo, que pratica o chamado “passe”.</span></p>
<p>Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como  tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina  da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis  efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma  vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na  adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que  hoje é pesquisador da Unifesp.</p>
<p>Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da  imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável  ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os  tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp,  estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os  psicológicos”, completou.</p>
<p>A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz  de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não  possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas  energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas  estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo  nível”, explicou.</p>
<p>As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi  foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas  relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de  imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de  garantir mais energia e disposição.”</p>
<p>Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.  <span style="color: #000000;"><br />
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi  finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a  iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas  semelhantes a partir de abril do ano que vem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Retirado de <a href="http://www.rac.com.br/projetos-rac/correio-escola/107097/2011/11/25/pesquisa-revela-poder-da-energia-liberada-pelas-maos.html">RAC</a><br />
</span></p>
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		<title>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 8</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 10:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"></p> <p>Esse vídeo é apresentado por André Luiz Ruiz e faz parte do programa <a href="http://www.mensajefraternal.org.br/portuguese/open_page_port.htm">Alimento para a alma</a>.</p> <p>Acesse as outras partes na categoria <a href="http://dalhemongo.com/categoria/doutrina">Doutrina</a>.</p> <p>Já viu esses?</p><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5</a> <a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-6' rel='bookmark' [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="3wdczAecGh4"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3wdczAecGh4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esse vídeo é apresentado por <strong>André Luiz Ruiz</strong> e faz parte do programa <strong><a href="http://www.mensajefraternal.org.br/portuguese/open_page_port.htm">Alimento para a alma</a></strong>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Acesse as outras partes na categoria <a href="http://dalhemongo.com/categoria/doutrina">Doutrina</a>.</span></p>
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<p>Já viu esses?</p><ol><li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5</a></li>
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		<title>Intoxicados, parte 1</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 19:24:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Arrais</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[textos para reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)</p> <p><a href="http://4.bp.blogspot.com/-96SRPggdACk/Tsv9qgUgfPI/AAAAAAAACAY/OG4FK7BoRzY/s1600/Deus_Tarja_Preta.jpg" target="_blank" title="Ó Senhor da Felicidade Comprimida, anestesia-me! Anestesia-me!" rel="lightbox[7030]"></a></p> <p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Drogas" target="_blank">Droga</a> &#233; toda e qualquer subst&#226;ncia, natural ou sint&#233;tica, que quando introduzida no organismo, modifica suas fun&#231;&#245;es de forma consider&#225;vel; Particularmente altera&#231;&#245;es nos sentidos, no caso dos entorpecentes.</p> <p>Um drama persistente</p> <p>Os Sofrimentos do [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-2' rel='bookmark' title='Intoxicados, parte 2'>Intoxicados, parte 2</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-3' rel='bookmark' title='Intoxicados, parte 3'>Intoxicados, parte 3</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/porque-simpatizo-com-o-espiritismo-parte-1' rel='bookmark' title='Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1'>Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="color:#000">
<p>Um artigo do blog <strong>Textos para Reflexão</strong> (*)</p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/-96SRPggdACk/Tsv9qgUgfPI/AAAAAAAACAY/OG4FK7BoRzY/s1600/Deus_Tarja_Preta.jpg" target="_blank" title="Ó Senhor da Felicidade Comprimida, anestesia-me! Anestesia-me!" rel="lightbox[7030]"><img style="float:right;margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer;cursor:hand;width: 242px;height: 320px" src="http://4.bp.blogspot.com/-96SRPggdACk/Tsv9qgUgfPI/AAAAAAAACAY/OG4FK7BoRzY/s320/Deus_Tarja_Preta.jpg" border="0" /></a></p>
<p><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Drogas" target="_blank">Droga</a> &eacute;  toda e qualquer subst&acirc;ncia, natural ou sint&eacute;tica, que quando introduzida no  organismo, modifica suas fun&ccedil;&otilde;es de forma consider&aacute;vel; Particularmente  altera&ccedil;&otilde;es nos sentidos, no caso dos entorpecentes.</em></p>
<p><strong>Um drama  persistente</strong></p>
<p><em>Os  Sofrimentos do Jovem Werther</em> (1774) &eacute; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sofrimentos_do_Jovem_Werther" target="_blank">um romance de Johann Wolfgang von Goethe</a>.  Marco inicial do romantismo, considerado por muitos como uma obra-prima da  literatura mundial, &eacute; uma das primeiras obras do autor, de tom autobiogr&aacute;fico. Werther  &ndash; o protagonista &ndash; &eacute; marcado por uma paix&atilde;o profunda e tempestuosa, marcada  pelo fim tr&aacute;gico. Com seu suic&iacute;dio, devido ao amor aparentemente n&atilde;o  correspondido, Goethe p&otilde;e um pouco de sua vida na obra, pois ele tamb&eacute;m vivera  um amor n&atilde;o correspondido, apesar de, evidentemente, n&atilde;o ter cometido o ato de  se matar. Em todo caso, t&atilde;o profundamente descrito foi o drama e o suic&iacute;dio do  jovem Werther, que nos anos seguintes a publica&ccedil;&atilde;o, diversas pessoas se mataram  de forma semelhante na Alemanha e, em v&aacute;rios casos, um exemplar do livro era  encontrado ao lado do corpo.</p>
<p>&Eacute; sempre complexo lidar com os momentos em que a  vida simplesmente parece n&atilde;o se desenrolar da maneira que esper&aacute;vamos, que  gostar&iacute;amos, particularmente nos casos de sentimentos n&atilde;o correspondidos. Sem  d&uacute;vida que, quando &eacute;ramos ca&ccedil;adores n&ocirc;mades, tais ang&uacute;stias provavelmente sequer  tinham espa&ccedil;o em nossa mente: era preciso <em>sobreviver</em>,  n&atilde;o havia muito tempo para refletir sobre a vida&#8230; Estranho de se pensar: foi  exatamente quanto nos assentamos em grandes e luxuosas cidades, quando t&iacute;nhamos  comida fresca na geladeira e acesso f&aacute;cil ao conhecimento elaborado da  natureza, que passamos a nos angustiar com a vida. Ser&aacute; que a vida foi feita  para vivermos sem exatamente pensarmos sobre ela?</p>
<p>Paradoxalmente, ao termos tempo de sobra para  refletir sobre nossa pr&oacute;pria vida, por vezes acabamos por, ao inv&eacute;s de  celebr&aacute;-la e aproveitar o tempo livre para viver, criar uma enorme <em>dramaturgia</em> que insiste em tornar tudo  cinza e melanc&oacute;lico, ao nos reafirmar que, ao contr&aacute;rio do que pens&aacute;vamos, a  vida n&atilde;o transcorre <em>sempre</em> da maneira  que gostar&iacute;amos&#8230; Se &eacute; assim, vale a pena viver? A grande ironia &eacute; que o &ldquo;mal  do s&eacute;culo&rdquo;, a depress&atilde;o, quase que sempre se caracteriza por um medo  persistente da morte. Ent&atilde;o, por nos angustiarmos com a vida, principalmente  por temer a morte, acabamos por deixar de aproveitar este precioso momento do  existir. Ent&atilde;o, parafraseando o Dalai Lama, <em>vivemos  como se n&atilde;o f&ocirc;ssemos morrer, mas com grande medo da morte, e por fim morremos  como se n&atilde;o houv&eacute;ssemos sequer vivido, pois que foi uma vida de medo</em>.</p>
<p>A primeira causa de morte por atos de viol&ecirc;ncia no  mundo n&atilde;o s&atilde;o os acidentes de tr&acirc;nsito, os homic&iacute;dios nem os conflitos armados,  mas o suic&iacute;dio. Esse dado desconcertante foi revelado em 2002, numa reuni&atilde;o da  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) em Bruxelas. Ao l&ecirc;-las (aparentemente pela  primeira vez) para os convidados da cerim&ocirc;nia, o ent&atilde;o primeiro-ministro da  B&eacute;lgica, Guy Verhofstadt, n&atilde;o conteve o susto e, quebrando o protocolo, indagou  incr&eacute;dulo: &ldquo;&Eacute; isso mesmo?&rdquo;. Sim, &eacute; isso mesmo, a p&oacute;s-modernidade tem nos  relegado esta heran&ccedil;a macabra, em que uns optam por findar sua dramaturgia  encerrando a pr&oacute;pria vida, enquanto outros optam por viverem como se nem mesmo  estivessem por aqui&#8230;</p>
<p>Ao longo do tempo, <span class="pull">muitos encontraram ref&uacute;gio<span class="drop"> dessa  ang&uacute;stia</span> na anestesia da pr&oacute;pria alma</span>&#8230; A lista das subst&acirc;ncias que deveriam  vencer as depress&otilde;es, mas que sempre ajudaram apenas alguns afetados, &eacute; muito  longa. No decorrer dos s&eacute;culos, os m&eacute;dicos testaram quase tudo o que  influenciava o c&eacute;rebro de alguma forma. O &oacute;pio j&aacute; era considerado na antiga  China um meio eficaz contra as doen&ccedil;as do &acirc;nimo. O &ldquo;tratamento com &oacute;pio&rdquo; devia  curar a melancolia, mas devido ao seu enorme risco de v&iacute;cio, ao longo dos  s&eacute;culos as pessoas desistiram da droga (mas nem todas), sendo que ela h&aacute; muito  deixou de ser compreendida como um rem&eacute;dio para a ang&uacute;stia.</p>
<p>Em 1802, um m&eacute;dico londrino recomendava um pesado  Borgonha contra a melancolia. A <em>cannabis</em> e a coca&iacute;na tamb&eacute;m eram comumente utilizadas no s&eacute;culo 19 como medicamento. Nos  anos 50, entraram em voga as anfetaminas estimulantes. Em 1953, causou sensa&ccedil;&atilde;o  uma not&iacute;cia que dizia que o medicamento utilizado para tuberculose, a <em>iproniazida</em>, tamb&eacute;m tinha efeito  antidepressivo. Alguns anos mais tarde, por&eacute;m, ele foi tirado do mercado, pois  pode causar graves efeitos colaterais no organismo. De l&aacute; para c&aacute;, entretanto,  temos observado uma grande corrida da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica mundial em busca  de antidepressivos cada vez mais eficazes e com menos efeitos colaterais&#8230; Ou,  pelo menos, &eacute; o que o grande mercado da melancolia gostaria que voc&ecirc;s  acreditassem. </p>
<p>Em 2008, o psic&oacute;logo Irving Kirsch, da universidade  brit&acirc;nica de Hull, examinou os documentos americanos da autoriza&ccedil;&atilde;o de quatro  novos depressivos. Os produtos, aparentemente ajudavam apenas pacientes com  depress&atilde;o grave. &Agrave; primeira vista, parecia que as subst&acirc;ncias mitigavam os  sintomas da patologia independentemente de sua gravidade. Ora, formas mais  amenas de melancolia costumam regredir naturalmente ap&oacute;s certo tempo. Essas &ldquo;curas  espont&acirc;neas&rdquo; s&atilde;o tanto mais comuns quanto mais leves forem os estados  depressivos. Nos estudos de Kirsch comprovou-se que nos est&aacute;gios de depress&atilde;o  leve, faz pouqu&iacute;ssima diferen&ccedil;a se os pacientes usaram antidepressivos ou  placebo (por exemplo, p&iacute;lulas de farinha). Somente em depress&otilde;es mais s&eacute;rias a  diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre o preparado e o placebo se torna realmente relevante.</p>
<p><span class="pull">N&atilde;o quero<span class="drop"> aqui, obviamente,</span> dizer que depressivos devem deixar de se medicar</span>. Muito pelo contr&aacute;rio, estou, como Kirsch,  enaltecendo que os rem&eacute;dios s&atilde;o de grande aux&iacute;lio, contanto que o paciente <em>esteja  efetivamente depressivo</em>&#8230; A ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica &eacute;, ironicamente, junto  com a ind&uacute;stria do com&eacute;rcio ilegal de drogas, um dos grandes mercados mundiais,  provavelmente com as taxas de lucro mais elevadas &ndash; ao lado da ind&uacute;stria de  armamentos. Estamos, pois, vivendo na era do culto ao lucro, <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/06/onde-esta-o-seu-deus.html" target="_blank">capitaneada pelo <em>deus  do consumo</em></a>. N&atilde;o &eacute; nenhuma surpresa, portanto, que o seu grande profeta, o <em>deus  da tarja-preta</em>, surja como o grande agente de barganhas por todas as partes  do mundo capitalista.</p>
<p>&Eacute; f&aacute;cil compreender: se as ind&uacute;strias deixam de  visar apenas o aux&iacute;lio &agrave; cura efetiva, e passam a dar prioridade &agrave;s margens de  lucro, me parece &oacute;bvio que seja cada vez mais comum &agrave;s pessoas serem  diagnosticadas <em>apressadamente</em> como depressivas. E, igualmente compreens&iacute;vel,  que cada vez mais rem&eacute;dios antidepressivos sejam facilmente recomendados, mesmo  nos casos em que n&atilde;o t&ecirc;m efic&aacute;cia muito distante de uma p&iacute;lula de farinha&#8230;  Cada vez mais, o tratamento psicoter&aacute;pico, t&atilde;o essencial, &eacute; relegado a uma mera  medi&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica onde supostamente se mede um estado de tristeza e se receita  antidepressivos X ou Y como tratamento. Cada vez mais, somos que tratados como  m&aacute;quinas complexas que, por alguma estranha raz&atilde;o, est&atilde;o preferindo se  anestesiar a encarar a pr&oacute;pria melancolia, e viverem como se n&atilde;o estivessem  mais aqui&#8230; Para o <em>deus tarja-preta</em>, no entanto, tudo est&aacute;  perfeitamente bem, contanto que n&atilde;o se matem, contanto que n&atilde;o parem de comprar  suas maravilhosas &ldquo;p&iacute;lulas de felicidade comprimida&rdquo;.</p>
<p>Mas, as estat&iacute;sticas da OMS n&atilde;o mentem: <em>n&atilde;o tem  dado certo</em>. <span class="pull">As m&aacute;quinas tristes continuam se matando</span>, continuam preferindo  se desligar a enfrentar o drama persistente da vida&#8230; Talvez fosse a hora de  voltarmos a uma medicina de vida, e n&atilde;o de <em>anestesia da vida</em>. A um  entendimento de que somos, afinal, seres, e n&atilde;o m&aacute;quinas, por mais que isso  contrarie o materialismo em voga. No fim, o que parece nos salvar da ang&uacute;stia  do mundo &eacute; algo que sempre esteve dentro de n&oacute;s mesmos, mas que <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/2007/08/trupe-dos-fantasmas-dramticos.html" target="_blank">em nossa  dramaturgia</a> encenada cuidadosamente para que continu&aacute;ssemos a buscar algo l&aacute;  fora, e n&atilde;o aqui dentro, acabamos por ignorar, e a viver como se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos  uma alma para tomar conta. </p>
<p>Tomar conta de uma alma &eacute; uma grande  responsabilidade. Requer a compreens&atilde;o dos eventos da vida que podemos mudar e,  sobretudo, daqueles que n&atilde;o podemos. Requer o olhar para si mesmo, e encarar de  frente os momentos de tristeza&#8230; N&atilde;o como o jovem Werther, que apostou toda a  sua felicidade, toda a sua vida, no sentimento de outro algu&eacute;m, mas como todo  ser que est&aacute; em via de desenvolvimento, e de lenta aquisi&ccedil;&atilde;o de sabedoria, e  que aposta toda a sua vida na pr&oacute;pria vida, na exist&ecirc;ncia em si, neste divino  momento, <em>e apenas nele</em>.</p>
<p>H&aacute; outros, por&eacute;m, que foram ainda mais iludidos:  que aprenderam a se entorpecer, e se tornarem insens&iacute;veis para a melancolia,  ainda antes que ela viesse&#8230;</p>
<p>&raquo; <a href="http://dalhemongo.com/intoxicados-parte-2"><em>Na  continua&ccedil;&atilde;o &ndash; o grande dilema do combate &agrave;s drogas: reprimir ou tratar?</em></a></p>
<p>***</p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
  As informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e estat&iacute;sticas do artigo foram retiradas dos artigos <em>Antidepressivos s&atilde;o mesmo eficazes?,</em> pelo psic&oacute;logo e jornalista Jochen  Paulus, que foi mat&eacute;ria de capa da revista <em>Scientific American &ndash; Mente &amp;  C&eacute;rebro </em>#226 (Duetto); e <em><a href="http://scienceblogs.com.br/efeitoadverso/2010/10/suicidio/" target="_blank">Escalada do suic&iacute;dio</a></em>, pela jornalista  cient&iacute;fica Luciana Christante, autora do blog Efeito Adverso.</p>
<p>***</p>
<p>Cr&eacute;dito da imagem: Corbis </p>
<p>&#160;</p>
<p>(*) O <a href="http://textosparareflexao.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Textos para Reflexão</strong></a> é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor <a href="http://www.raph.com.br" target="_blank"><strong>Rafael Arrais</strong></a></p>
<p>***</p>
<p>&#187; <a href="http://dalhemongo.com/categoria/blog-parceiro/textos-para-reflexao">Veja mais posts do Textos para Reflexão no DalheMongo</a></p>
<p>&#187; <a href="http://www.facebook.com/textosparareflexao" target="_blank">Veja também nossa página no Facebook</a></p>
<p>&#160;</p>
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<li><a href='http://dalhemongo.com/porque-simpatizo-com-o-espiritismo-parte-1' rel='bookmark' title='Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1'>Porque simpatizo com o espiritismo, parte 1</a></li>
</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Troco Acordes Por Sorriso</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filippo - GEFA</dc:creator>
				<category><![CDATA[doutrina]]></category>
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		<description><![CDATA[<p></p><p style="text-align: justify;">Em um certo domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em um certo domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade em ocasião próxima.<a href="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2011/10/vistaAerea_index.png" target="_blank" rel="lightbox[2566]" title="Vista Aérea do Hospital"><img class="alignleft size-full wp-image-2576" style="margin: 5px;" title="Vista Aérea do Hospital" src="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2011/10/vistaAerea_index.png" alt="Vista Aérea do Hospital" width="230" height="140" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">É engraçado como fazemos as coisas de forma despretenciosa e o impacto é tão maior do que imaginavamos. Bom, vou começar do início.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos encaminhamos a esta instituição e lá fomos recebidos pelo Sr. Peagno, um homem muito bondoso e incrivelmente humilde. Ele nos encaminhou até uma sala onde começou a contar a história daquele hospital que mais parecia uma colônia, com grande área verde mesclada a área construída, tudo em grande consonância, formando um ambiente tranquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">A instituição é conhecida como Francisca Júlia e hoje atende a quase 200 pessoas entre deficientes mentais e dependentes químicos. Mas este trabalho social, assim como qualquer outro no Brasil, não começou com tal magnitude. Teve início com uma turma de EAE, uma das primeiras a existir, que se viu, como muitos de nós nos vemos, naquele ponto em que vê como o mundo está um caos e que já temos condição de ajudar um pouquinho os que estão momentaneâmente em maior dificuldade.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, decidem tomar como campo de trabalho a área dos suicídas. Até então, as estatísticas de praticantes deste tipo de ato aumentava e não havia nenhum trabalho significativo específico para esse &#8220;perfil&#8221;. É assim que surge o Centro de Valorização da Vida. Conhecido como CVV, este grupo busca através do telefone ou mesmo contato direto, propiciar um alento às pessoas que tem pensamentos auto-destrutivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, depois de um tempo, o grupo começa a perceber que uma porcentagem significativa das pessoas que ligavam para o<a href="http://www.cvv.org.br/" target="_blank"><strong> CVV</strong></a> tinham uma semelhança: distúrbio mental. Se deparando com dificuldade em encontrar hospitais públicos especializados nessa área, eis que surge a ideia da criação do Hospital Francisca Júlia.<a href="../wp-content/uploads/2009/09/Francisca-J%C3%BAlia.jpg" target="_blank" rel="lightbox[2566]" title="Francisca Júlia"><img class="alignright" style="margin: 5px;" title="Francisca Júlia" src="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2011/10/Francisca_Julia_1.jpg" alt="Francisca Júlia" width="210" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O nome é em homenagem a poetiza, mentora espiritual deste trabalho, que viveu no fim do século 19 e início do 20. Francisca Júlia da Silva escrevia &#8211; não por acaso &#8211; sobre temas como a caridade, fé, vida ápós a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas, como o budismo, por exemplo. Francisca foi notável em seu trabalho, buscou popularizar a literatura para as crianças em um Brasil ainda muito machista. Porém, com a morte de seu marido, decide terminar com a própria vida, o que sugere a tamanha identificação com o trabalho, e por isso seja o vulto a frente do hospital.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis que depois desta viagem pela história da instituição, Sr. Pegano nos convida a visitar os estabelecimentos e internos. Cada ala, uma surpresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao passarmos pela ala feminina de deficientes mentais, encontramos moças e senhoras com sorriso nos lábios, prontas para dar um abraço de recepção. Algumas, é fato, mais tímidas. Mas esta timidez não levou mais que alguns minutos para se aproximarem e nos cumprimentarem, um a um. Nosso grupo &#8211; não vou mentir &#8211; parecia estar um pouco apreensivo,  tenso até, acredito que por conta do ineditismo da situação. Alguns tomaram a frente e em instantes percebia-se vários focos de conversas animadas e troca de exclamações.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma moça, com a camisa do Corinthians, vem até mim com uma caixa de sapato e diversas bijuterias. Conta, orgulhosa, que é ela mesma quem faz. Converso um pouco sobre futebol e brinco sobre o clássico São Paulo e Corinthians que aconteceria naquele dia mais tarde. Após alguns minutos, Sr. Peagno nos avisa que temos que seguir. Contudo, outra moça se aproxima de mim, jovem, com belos olhos verdes, entre 20 e 25 anos, mas com um olhar inocente, de criança. Estava eu com meu violão, pois pretendia mostrar uma música a um amigo que passa uma temporada por lá, e ela me pergunta &#8220;Você vai tocar pra gente?&#8221;. Eu não estava preparado para isso, mas vendo a animação das outras internas, sem jeito, resolvi ceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela me pergunta se sei cantar &#8220;É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã&#8221;. Surpreso por ela conhecer Legião Urbana, digo que não vim preparado e que precisaria de cifras. Ela tenta outras bandas, se esforçando para me incentivar: &#8220;Nirvana, então?&#8221; &#8211; eu disse &#8220;vixe, que nada&#8221;. Tento me safar, dizendo &#8220;Só sei cantar música de amigos meus&#8221;. Ela assentiu com a cabeça e puxo um &#8220;Simbora&#8221; &#8211; para os que não conhecem, tem no <a title="Ouça aqui!" href="www.DalheMongo.com/DalheDJ" target="_blank"><strong>DalheDJ</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2011/10/sb10064677m-001.jpg" rel="lightbox[2566]" title="sb10064677m-001"><img class="alignleft size-full wp-image-6711" style="margin: 5px;" title="sb10064677m-001" src="http://dalhemongo.com/wp-content/uploads/2011/10/sb10064677m-001.jpg" alt="" width="203" height="302" /></a>Em questão de segundos, uma dezena de moças estão em volta de mim, algumas dançando animadamente. Eu, desafinado, nervoso e sem muito jeito, percebo que para elas, nada daquilo interferia. Eu estava &#8220;tocando para elas&#8221;. Alguns segundos de atenção exclusiva, sem preconceitos, sem julgamento, as estava fazendo feliz. Então, sem aviso, a moça de olhos claros começa, seguida por todas, a cantar para mim aquela música evangélica &#8220;<a title="Ouça aqui!" href="http://www.youtube.com/watch?v=vkKhF1YxqEg" target="_blank"><strong>Como Zaqueu</strong></a>&#8220;. Era uma retribuição, na forma delas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Temos que trocar de ala&#8221;, ouço. Me despeço e sigo. Nossa visita continua e em dado momento fico para trás. Vejo nosso grupo entrando em uma porta, ao fundo. Para chegar até lá, uma grande fileira de homens, uns 30, jovens e senhores, alguns sentados, outros tomando sol, mas todos quietos. Era a ala dos dependentes químicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente me parecia meio tenso e tive um pouco de medo. Todos olhavam para mim. Sorri, sem jeito, dei &#8220;bom dia&#8221;. Uma ou outra resposta tímida, nada tão acolhedor quanto a ala feminina. Apressei o passo para me encontrar com o grupo quando um deles me vê com o violão nas costas e pergunta &#8220;Cantor, você vai tocar uma pra gente?&#8221;. Digo que não sei a cifra de nenhuma música famosa de cabeça e tento mudar de assunto. Impossível. Ele insiste e então, novamente, tiro a capa do violão e toco &#8220;<a title="Ouça aqui!" href="http://www.Dalhemongo.com/DalheDJ" target="_blank"><strong>Afonso Ribeiro</strong></a>&#8220;, que transcrevo abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><em><strong>Um dia&#8230;   Vieram me chamar<br />
Abriram minha cela e me tiraram da prisão:<br />
_ &#8220;Pra onde eu vou?&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>_ &#8220;Vai pra um lugar legal&#8230;<br />
bem longe daqui de Portugal!&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>_ &#8220;Será Paris? Quem sabe Amsterdã?<br />
Onde será que eu vou parar amanhã?&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>_ &#8220;Anda fica quieta entra logo no navio!<br />
Demora algum tempo até chegar no sul&#8230;&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>_ &#8220;Não quero ir! Quero ficar em Portugal!<br />
Não vou viver no Atlântico Sul!&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Ilha de Vera Cruz,<br />
Terra de Santa Cruz,<br />
Pau Brasil, Pau Brasil,<br />
Cruzeiro do Sul</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Tem jararacuçu!<br />
Tem sucuri até<br />
Tem índio canibal!<br />
Tem jacaré</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando terminei, percebi que todos estavam ali, próximos, prestando atenção atentamente. Recebi calorosos aplausos. Conto que essa música fala do povo que colonizou nosso país, os &#8220;renegados de Portugal&#8221;. Aqueles sem futuro, às margens da sociedade, sofredores de todos os preconceitos, foram os grandes construtores desse país. E que às vezes, por estar à margem, &#8220;renegado&#8221;, acabamos esquecendo o poder que temos e nosso potencial. Eles entenderam a mensagem. Sai de lá emocionado.</p>
<p style="text-align: justify;">Era a última ala e o grupo retornara para me &#8220;resgatar&#8221;, já que eu sempre acabava ficando para trás. Retornamos a sala inicial, e ao ser indagado,  Sr. Peagno nos conta os trabalhos voluntários que existem dentro da clínica e como podemos ajudar. Gostei muito da marca que eles criaram para a venda de artesanato confeccionado pelos internos, o &#8220;Coisa de Loko&#8221;. Muito espirituoso e bem humorado!</p>
<p style="text-align: justify;">Posso dizer que o que aprendi(z) nessa manhã equivalerá a algumas aulas de EAE e, muito provavelmente, alguns meses de caderneta pessoal. Não sentir pena daqueles que passam por dificuldades, contudo, se solidarizar pela causa, afinal, é uma condição. Se viemos em determinada situação nesta encarnação, que possamos ajudar a minimizar sofrimentos e completar a missão. Somos todos seres humanos, espíritos em evolução. Não podemos deixar ninguém para trás, não temos este direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizo meu relato indicando o site da instituição (<a title="Francisca Júlia" href="http://www.franciscajulia.org.br/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>) e caso você queira contribuir de alguma forma, veja as opções <a title="Doações" href="http://www.franciscajulia.org.br/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=10&amp;Itemid=21" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>. Visitas de escolas (não só espíritas, de todas religiões) e grupos são muitíssimo bem aceitas, basta entrar em contato.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, termino com um poema de uma nova amiga:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>OS ARGONAUTAS</strong></p>
<p style="text-align: center;">Mar fora, ei-los que vão, cheios de ardor insano;<br />
Os astros e o luar — amigas sentinelas —<br />
Lançam bênçãos de cima às largas caravelas<br />
Que rasgam fortemente a vastidão do oceano.</p>
<p style="text-align: center;">Ei-los que vão buscar noutras paragens belas<br />
Infindos cabedais de algum tesouro arcano&#8230;<br />
E o vento austral que passa, em cóleras, ufano,<br />
Faz palpitar o bojo às retesadas velas.</p>
<p style="text-align: center;">Novos céus querem ver, miríficas belezas,<br />
Querem também possuir tesouros e riquezas<br />
Como essas naus, que têm galhardetes e mastros&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Ateiam-lhes a febre essas minas supostas&#8230;<br />
E, olhos fitos no vácuo, imploram, de mãos postas,<br />
A áurea bênção dos céus e a proteção dos astros&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Francisca Júlia.</strong></p>
<p><strong>Filippo &#8211; Vale do Paraíba</strong></p>
<p style="text-align: center;"></p>
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<p></p>]]></content:encoded>
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		<title>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 7</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DalheMongo</dc:creator>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[O Evangelho Segundo o Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[doutrina]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[espírita]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Obras Básicas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"></p> <p>Esse vídeo é apresentado por André Luiz Ruiz e faz parte do programa <a href="http://www.mensajefraternal.org.br/portuguese/open_page_port.htm">Alimento para a alma</a>.</p> <p>Acesse as outras partes na categoria <a href="http://dalhemongo.com/categoria/doutrina">Doutrina</a>.</p> <p>Já viu esses?</p><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-4' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4</a> <a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' [...]


Já viu esses?<ol><li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-4' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-6' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 6'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 6</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="kWOGXGQajas"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kWOGXGQajas" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Esse vídeo é apresentado por <strong>André Luiz Ruiz</strong> e faz parte do programa <strong><a href="http://www.mensajefraternal.org.br/portuguese/open_page_port.htm">Alimento para a alma</a></strong>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Acesse as outras partes na categoria <a href="http://dalhemongo.com/categoria/doutrina">Doutrina</a>.</span></p>
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<p>Já viu esses?</p><ol><li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-4' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 4</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-5' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 5</a></li>
<li><a href='http://dalhemongo.com/obra-basica-%e2%80%93-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-%e2%80%93-parte-6' rel='bookmark' title='OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 6'>OBRA BÁSICA – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Parte 6</a></li>
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