Fonte: Revista Planeta
Por Eduardo Araia
Aos 94 anos, Martha Gallego Thomaz continua em atividade na Federação Espírita do Estado de São Paulo e no Grupo Noel, instituição da qual é fundadora e cujo nome homenageia o compositor Noel Rosa, seu parceiro espiritual. Sua vasta experiência [...]
Fonte: Revista Planeta
Por Eduardo Araia
Aos 94 anos, Martha Gallego Thomaz continua em atividade na Federação Espírita do Estado de São Paulo e no Grupo Noel, instituição da qual é fundadora e cujo nome homenageia o compositor Noel Rosa, seu parceiro espiritual. Sua vasta experiência mediúnica é abordada nesta entrevista
Mediunidade é um tema caro a Martha Gallego Thomaz. Essa fluminense teve sua primeira experiência do gênero aos 3 anos, em 1918, e desenvolveu uma extensa carreira na área. Autora de dois livros ditados e três psicografados, ela ainda dirige trabalhos na Federação Espírita do Estado de São Paulo, na qual está desde 1956 (é sua médium mais antiga), e no Grupo Noel, casa que ajudou a fundar em 1977 e que oferece atendimento social e doutrinário a mais de 3 mil pessoas por mês. Ela fala a seguir sobre sua singular trajetória mediúnica.
A senhora via espíritos desde cedo. Como aprendeu a lidar com essa característica? Ela é mais comum do que se imagina?
Ela é muito comum hoje. Tratamos no Grupo, atualmente, três crianças nessa situação. Isso está no Evangelho de Mateus: os velhos sonharão sonhos, os jovens terão vidência… Em maio de 1918, os espíritos atacaram meu pai. Eu tinha 3 anos e brincava na sala de casa com minhas irmãs quando entrou um espírito muito feio, que se aproximou da minha mãe. Meu pai, que convalescia da gripe espanhola, levantou-se de onde estava feito uma fera – seu fraco era o ciúme que tinha da minha mãe. O espírito fez menção de abraçá-la e meu pai tirou os suspensórios para “bater” nele. De repente, o espírito percebeu que eu também via tudo. Aproximou-se, pôs a mão na minha garganta e disse: “Se contar que estou aqui, te esgano e você morre.” Meu pai fez vários tratamentos no hospital psiquiátrico até receber alta. Não contei a ninguém sobre esse espírito, que me perseguia até na igreja.
Minha mãe só soube dele quando eu tinha 12 anos. Fomos de Petrópolis para o Rio de Janeiro e uma tia, que frequentava uma casa espírita, chamou minha mãe para fazer um tratamento a distância para o meu pai, que estava internado no Hospital da Praia Vermelha. Minha mãe me levou, e fui morrendo de medo. Lá, uma senhora, vidente extraordinária, me disse: “Você está com medo desse bobalhão aí? Ele vem porque você tem medo. Se você pensar firmemente em Jesus, ele não vem mais.” Havia um Sagrado Coração de Jesus na parede e ela me instruiu: “Olhe nele até você o ver na sua cabeça.” Aprendi a me concentrar assim.
Libertei-me ali. Mas tinha muita vidência, e via coisas boas e más. Aos 30 anos, os espíritos começaram a tomar conta de mim quando eu não queria. Certa noite, um deles ficou olhando para mim, rindo, e caí doente. O médico que meu marido chamou lhe disse: “Vou dar a ela um remédio para dormir um pouco, mas os sintomas são de tétano. Passo aqui às 6 da manhã.” Eram 4 da madrugada. Quando o médico saiu, o espírito deu uma gargalhada e se foi – e eu me levantei, sem problema algum.
Meu marido, Íris, era paulista e já tinha um bom preparo espiritual. Um amigo de trabalho lhe disse que, no Rio de Janeiro, só encontraríamos espíritos daquele jeito na umbanda. Fomos, e ali a mediunidade explodiu. Três anos depois, o chefe do terreiro me disse: “Seu lugar não é aqui. Você está muito folgada…” Eu, que fui uma menina muito pobre, estava com carro e motorista. O chefe do terreiro afirmou: “Você vai sair desta cidade, seu marido vai vender tudo. Quando você vender a cama para ajudar seu marido a sustentar seus filhos, aí é que vai entender o que é espiritismo.”
Certa vez, uma médium do terreiro recebeu o espírito de José de Arimateia, que acompanhava espíritos israelitas e alemães em visita a trabalhos espirituais no Rio de Janeiro. Ela falou aramaico, alemão, tudo. O chefe do terreiro me disse: “Você tem de conhecer o espiritismo. Aqui é como o primário que você fez na escola. Depois, vá conhecer o espiritismo.”
Viemos para São Paulo e, depois, fomos para Atibaia (a 65 km da capital). No centro kardecista de lá, de início eu era vista de forma diferente, por ter vindo da umbanda; depois, fiquei amiga de todos. Fundamos lá a Mocidade Espírita, que hoje está maravilhosa.
Após cinco anos em Atibaia, fui parar na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Um amigo do comandante Edgard Armond (um dos mais importantes dirigentes da história da Federação) conheceu nosso trabalho – em Atibaia, o Noel e nós fizemos várias sessões de efeitos físicos. Muita gente ia lá para vê-las – e acabei vindo para São Paulo a fim de me educar…
Quando Noel Rosa surgiu?

Enquanto eu estava no terreiro. Meu organismo não suporta álcool, mas o Noel me fez tomar cerveja das 8 horas da noite à 1 da manhã. Antes de ir embora, me disse: “Você não vai sentir nada.” De fato, não senti. Mas lhe disse: “Nunca mais me faça isso. Não se aproxime mais de mim.”
Quando ele se aproximou, em Atibaia, avisou: “Não é para beber nem fumar. Vim para aprender.” Ali, começamos a trabalhar juntos.
Voltando à Federação, fiz um teste com o comandante. Ele me disse: “Médiuns iguais à senhora, eu tenho 12. A senhora é ótima médium, mas para fazer sessões em sua casa.” Respondi: “Esses 12 são melhores que eu porque têm escola, e eu não.” Ele retrucou: “Então, vai para a de Aprendizes e a de Médiuns de uma vez.” Eu me inscrevi, e algum tempo depois ele me chamou para me educar a fim de fazer parte do Colégio de Médiuns, um grupo de 12 a 14 médiuns que dão orientações especiais – quando os médiuns comuns e os psicólogos que fazem o primeiro atendimento não acertam o diagnóstico, o caso vai para esse grupo. Foram três anos de preparação.
Envergonhei o comandante com minha ignorância. Certa vez, ele me chamou ao seu gabinete, indicou um dos dois homens ali presentes e me disse: “A filha desse senhor está com um problema. Ele vai lhe mostrar o retrato dela. Use sua vidência e veja o que ela tem.” Vi a foto e disse ao homem: “Sua filha fez uma operação na barriga. Dos rins saem uns caninhos que vão dar na bexiga. O caninho da direita está furado.” O comandante me deu aulas de anatomia por dois anos, porque achava uma vergonha um médium da Federação dizer que a filha de um médico tinha “caninhos”…
Trabalhei com o comandante de 1956 a 1967. Quando ele saiu, doente, me fez herdeira do Colégio. Mas, dos 12 médiuns de então, o único que ficou fui eu. O comandante me chamou à casa dele e disse: “Você vai ter de formar o Colégio outra vez.”
Coordenei o Colégio até uns quatro anos atrás, e deixei-o com 29 grupos e 120 médiuns. Atualmente, trabalho só um dia lá, dirigindo um dos grupos, e na área de Vibração.
Como foi seu contato com Chico Xavier?
Quando eu conseguia me desdobrar (fazer o corpo espiritual sair do físico), tinha curiosidade em conhecer o Chico – e ele, muito
caridoso, me atendia. Um dia, um diretor da Federação foi ao Chico porque um de seus netos estava com problema. O Chico lhe disse: “Procure a Martha, aquela que recebe o Noel, porque só ela pode dar um jeito no seu neto.” As indicações se repetiram e a diretoria da Federação me perguntou por que o Chico mandava me procurarem. “A senhora o conhece?” Respondi que só por foto. Fomos a Uberaba em 1960 e o dr. Luiz Monteiro de Barros, presidente da Federação na época, disse: “Não vamos entrar no centro agora. Vamos na hora do Evangelho, para ver se o Chico reconhece a Martha.” Pedi: “Vamos chegar à janela só para eu ver se ele é igual ao retrato?” Quando cheguei, o Chico me chamou: “Marthinha, há quanto tempo estou esperando por você! Vem cá!”
Fui a Uberaba umas seis vezes. Em cada uma delas, recebi o privilégio de uma onda de luz. Tenho em casa uma caixa com telegramas e recados do Chico me estimulando ao trabalho. Eles influenciaram minha vida.
Quando surgiu o Grupo Noel?
Em 1957, muita gente vinha à nossa casa, na Vila Mariana, em São Paulo, pedir ajuda e orientação. Pessoas que nos conheciam de Atibaia queriam que fundássemos um grupo. As famílias Prestes Rosa, Ferrari e Paroni eram as mais entusiasmadas com a ideia. Os benfeitores disseram: “Se vocês estudarem juntos durante 20 anos, funda-se o grupo.” Todos foram para a Federação fazer Escola de Aprendizes, de Médiuns. Em agosto de 1977, fundamos o Grupo Noel, na Vila Mariana.
O espiritismo brasileiro consolidou-se com ícones como Bezerra de Menezes e Chico Xavier. Ele ainda depende do carisma de figuras como essas?
Os espíritas precisam abolir o fanatismo por esses ícones. Temos ótimos médiuns. A senhora disse que um bom convívio familiar significa a resolução de mais de 90% dos problemas que trouxemos… A família é uma reunião de espíritos que fazem parte de um mesmo grupo evolutivo. Por exemplo, tenho reencarnado com aqueles que foram meus ir mãos, cunhados, filhos, etc. até nos harmonizarmos totalmente. Quando isso ocorrer, poderemos harmonizar outros grupos. Quando dei conta da minha família (já tenho tataranetos), pude me dedicar ao Grupo. Rodeada de amigos, porque sem amigos não fazemos nada. Nosso Grupo não tem o nome de “Centro Espírita” – é um grupo de pessoas com o mesmo ideal.
A condição mundial depende das famílias. Podemos fazer a sociedade melhorar dando exemplo dentro da nossa família. A atual situação planetária, aliás, está muito ligada ao lado espiritual. O Evangelho profético de Mateus mostra que estamos em pleno Apocalipse. Perguntado pelos discípulos sobre quando a Terra iria melhorar, Jesus disse que chegará um tempo em que nada ficará oculto – e hoje, com a internet e os “grampos”, praticamente se sabe de tudo… Jesus também disse que o começo do fim é quando os filhos começarem a matar os pais e os pais a matar os filhos. Desde os anos 1990 ouvimos falar de casos assim. É um momento muito difícil.
Certa vez, alguém pediu ao Chico para perguntar ao seu mentor, Emmanuel, quando a Terra melhoraria. Emmanuel respondeu que, se os espíritas fossem unidos, em 2015 teríamos um mundo melhor. Mas, como eles ainda têm muitas divergências, só teremos paz lá por 2040… Depende de nós.
Como seguir na ativa aos 94 anos?
Os médiuns derramam sobre os pacientes tratados jarros de fluidos. Os pacientes não absorvem tudo; o que sobra fica na sala. Quando os passes terminam, todos os que estão lá se beneficiam. É por isso que continuo trabalhando: aprendi a respirar esses fluidos. Na matéria, minha respiração está péssima, mas com esse reforço dá para manter a saúde.
Qual é a importância do pensamento?
Nosso pensamento é matéria fluídica. Ao concentrá-lo em um desejo por uma pessoa, por exemplo, essa matéria vai ao encontro dela. Com o pensamento, pode-se mudar a vida de alguém. Por isso, o desenvolvimento do pensamento não pode ser ensinado a qualquer um. Os que têm amor no coração, os honestos não usam a força do pensamento a favor deles mesmos.
Como a senhora avalia sua carreira mediúnica?
Conquistei com ela um enorme conhecimento. Só cursei o primário. Hoje, estou a par, por exemplo, de física quântica, trago informações sobre doenças que não se conheciam. Certa vez, atendemos um senhor cujos astrócitos estavam fracos – algo que não sai em tomografia. Procurei meus amigos médicos e eles me elucidaram. Os astrócitos alimentam os neurônios; com eles enfraquecidos, enfraqueceu-se a cabeça. Foi o trabalho mediúnico que me deu esse conhecimento.
Conheça o Grupo da Sra. Martha
Grupo Noel – Rua Domingos de Moraes, 1.895/1.905, São Paulo, SP.
Fone: (11) 5571-1014
E-mail: fale@gruponoel.org.br
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Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)
No programa espírita Transição (Domingos, as 15:15h na RedeTV), o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra com mestrado na USP) fala novamente sobre suas pesquisas da glândula pineal (ele associa os cristais de apatita a receptores de ondas eletromagnéticas, que “recebem” [...]
Um artigo do blog Textos para Reflexão (*)
No programa espírita Transição (Domingos, as 15:15h na RedeTV), o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (psiquiatra com mestrado na USP) fala novamente sobre suas pesquisas da glândula pineal (ele associa os cristais de apatita a receptores de ondas eletromagnéticas, que “recebem” as informações através da mediunidade) e outros assuntos referentes a junção da ciência com a espiritualidade.
É sempre um alento, para espíritas e espiritualistas, perceber que ainda existem cientistas que levam a sério suas pesquisas nessa área – sem apelar para explicações pseudo-científicas nem para uma mistura exagerada entre ciência e religião. Creiam no que ele estuda ou não, ninguém pode dizer que o Dr. Sérgio não está utilizando uma abordagem puramente científica:
» Ver o programa na íntegra (abrirá outra janela)
Lá por 17:40 ele cita sua participação no programa “Comando da Madrugada” do apresentador Goulart de Andrade. Ele cita o caso de um médium que é examinado enquanto incorporado, e os aparelhos medem seus padrões cerebrais (eletroencefalograma). Então o apresentador pede para que o suposto espírito incorporado cause uma reação não-natural nos padrões cerebrais do médium – algo que não pode ser feito nem de forma conciente nem inconsciente, segundo os neurologistas -, e para a surpresa dele na análise dos padrões cerebrais realmente se nota essa reação, atualmente algo absolutamente inexplicável pela ciência. Apesar da péssima qualidade do vídeo (céticos dirão que é proposital, mas quando passou na TV certamente a qualidade era melhor), encontrei o trecho exato deste programa no YouTube:
Entretanto isso ainda não é uma prova da existência dos espíritos. Porque? Simplesmente porque não é replicável, ou seja, não é possível que algum outro médium noutro laboratório de pesquisa possa garantir que algum espírito virá, e que tal espírito poderá causar também esse tipo de reação. Poranto, não é prova, mas é algo muito estranho mesmo assim… Algo que a ciência “oficial” não explica.
Ver também:
» Uniespírito (projeto idealizado pelo Dr. Sérgio)
(*) O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Autoria do escritor Rafael Arrais
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Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007. Recebido através do email sac.dalhemongo@gmail.com
Espiritismo Responde – Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e [...]
Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007. Recebido através do email sac.dalhemongo@gmail.com
Espiritismo Responde - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?
Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape). O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis. Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira. A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.

ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças… Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.
A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.
Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.
A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição. Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.
Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro. As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.
ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.
Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento… Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.

ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
Divaldo - Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.
Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro. Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos. É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.
O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”. Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão. 
Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante… Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.
ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?
Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade. Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura. São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
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E foi dada a largada, o Dalhemongo, portal sempre à frente de seu tempo, estreia mais uma coluna que chega a todo vapor, é a “Dalhe Entrevista”. A ideia é entrevistar algumas figuras carimbadas do movimento espírita e também de mocidade, mas não pense você que só iremos perguntar sobre a vida espírita do entrevistado, [...]
E foi dada a largada, o Dalhemongo, portal sempre à frente de seu tempo, estreia mais uma coluna que chega a todo vapor, é a “Dalhe Entrevista”. A ideia é entrevistar algumas figuras carimbadas do movimento espírita e também de mocidade, mas não pense você que só iremos perguntar sobre a vida espírita do entrevistado, na na ni na não, a vida pessoal também está inclusa nessa proposta. Porque é mais legal sabermos que atrás de um cara sério, sempre compenetrado no trabalho em prol do próximo, há um ser humano sensível que chora até em inauguração de posto de gasolina ou que foi um capetinha quando criança, não é?
E para abrirmos com chave de ouro, não poderíamos ter escolhido nome melhor que Eduardo Miyashiro. Não sabe de quem estamos falando? Do diretor-geral da Aliança Espírita Evangélica, poxa!
Miyashiro é diretor da AEE pela segunda vez e topou responder às perguntas do Dalhe Entrevista. Você sabia que ele foi um dos pioneiros do movimento da mocidade da Aliança. Pois é, começou a frequentar uma turma no Genebra em 1978. Tempos depois, já era dirigente e ajudou a formar a primeira CAM (Comissão de Apoio às Mocidades).
Você sabe que nos encontros gerais e regionais de mocidade – aliás, nosso entrevistado participou de vários encontros de jovens, até lá na distante Londrina, no Paraná – por aí está cheio de casais apaixonados que se encontraram no movimento e se casaram, certo? Enfim, como a afinidade de ideal e construção de valores contam muito na hora de encontrar um parceiro para a vida, isso acontece com uma frequência inimaginável. O que eu duvido que você saiba é que o atual diretor-geral da AEE conheceu sua esposa, a Beth, com quem é casado há 25 anos, por causa da mocidade. “Ela era assistente de turma no CEAE Manchester”, contou ao Dalhe Entrevista.
Além disso, olha que curioso, Miyashiro adora torta de maçã e pratica natação. E sabe o que o deixa de cabelo em pé? Trânsito congestionado! Mas isso tira qualquer um do sério mesmo, meu querido…
Bom, chega de enrolação e vamos à entrevista:
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