Aprendi uma coisa nova…
E quero dividir com vocês.
Aprendi que a mocidade é passageira, como todo o resto em nossa vida. A família, já que logo constituimos a nossa e seguimos em frente. A vida, já que quando menos percebemos, ela passou por nossos olhos e nos pegamos saudosistas, olhando pra trás. A própria carne, que logo vira espírito e depois, carne de novo. E assim vamos aprendendo.
Hoje aprendi a não ficar mais triste quando vejo amigos partindo do trabalho de Mocidade. É claro que é duro deixar de ter o convívio “obrigatório” em que temos dia e hora para nos encontrar. Mas percebi que isso não deixa de ser trabalho, muito embora a amizade, o amor por estar ali e o compartilhar de um mesmo ideal falem alto. Tão alto, que falar de mocidade FORA da mocidade é praxe. Onde tiver dois ou mais, há uma reunião, costumo brincar.
Amigos também são passageiros. Mas não nesse sentido. Passageiros da vida, andarilhos como nós! Vamos lado a lado, não importando se não nos encontraremos mais no horário da mocidade. A amizade é para superar tudo isso.
Mocidade é renovação constante. É um trabalho em que jovens lideram jovens. Jovens que tiveram a sorte de estar um pouco antes e estão ensinando aos que chegaram um pouco depois. Logo mais, aqueles jovens que eram ensinados, agora estão ensinando, e o ciclo segue. É isso que o torna tão dinâmico e leve.
Espero fazer novos amigos com a saída dos antigos. E assim, aumentar, cada vez mais, o número de passageiros trilhando o mesmo caminho que eu.
Dedico a uma grande amiga que fiz.
Boa sorte em sua nova empreitada.
Filippo – Vale
Aos que procuram sonhos, darei a cor
Ao frio do Everest darei calor
Ao brilho dos teus olhos tristes insisto que resista
Então darei de mim…
Aos que procuram ombros, darei amor
A sul do teu sorriso me abrirei em tom
As dunas do nordeste me farei em brisa e areia lisa
Para os pés tocar
Ao andante das ruas dos cantos meus
Colo e água pura, juro que farei toda parte sua
Sua dor também minha, serei mais feliz se tu também
Aos raios que sorriem me inspirarei,
A noite que me fala eu me partirei
Uma parte sua, outra parte lua,
Ouço as estrelas, Sol também serei…
As bombas de outros dias me farei em flor,
A reis de papel eu me curvarei, estendendo as mãos
Deixando mostrar, Cristo à soldados que não querem mais…







