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MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina.

Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos, essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial DA Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico,psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID- O Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 – define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença ou mal físico. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões
mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura – bem como na interferência de um ser desencarnado , a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos, que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura….

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira,médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Segue abaixo a parte 1 de 7 da palestra do Dr. Sérgio sobre o assunto. As outras partes estão no mesmo canal do Youtube.

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina.

“Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos, essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial DA Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico,psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID- O Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 – define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença ou mal físico. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões
mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura – bem como na interferência de um ser desencarnado , a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos, que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura….”

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira,médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

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Os espíritos vão ao boteco

Era sua primeira vez em um centro espírita. A curiosidade fez com que enfrentasse aquele medo infantil das “coisas do outro mundo”. Bastava relaxar, fechar os olhos e se concentrar. Teria funcionado – principalmente se o chão não tivesse começado a tremer de forma assustadora.

A história aconteceu na esquina da rua Arthur Azevedo com a Mourato Coelho, em Pinheiros, zona oeste. Lá, existe um sobrado onde esse tipo de manifestação sobrenatural ocorre com uma certa frequência. Bom, pelo menos naquelas noites quentes em que o Salim Rabay precisa ligar os seus potentes ventiladores.

O Centro Espírita Mensageiros da Paz e Esperança está localizado exatamente em cima do movimentado bar do Salim. “A pessoa toma um passe lá em cima e se purifica inteirinho. Depois, vem tomar uma cervejinha gelada aqui embaixo,” brinca Rabay, proprietário do bar.

Embora de naturezas tão distintas, bar e centro espírita convivem em harmonia. O acordo é simples: em dias de consulta espiritual (normalmente às terças e quartas-feiras), os ventiladores sobrenaturais só podem ser ligados após as 20h, quando as sessões terminam.

Salim não se incomoda com a regra e até se sente privilegiado. Para ele, a presença do centro espírita em cima do bar criou uma aura de proteção no lugar. Na dúvida, o proprietário ainda mantém em seu estabelecimento uma imagem de Nossa Senhora e outra, bem escondidinha, do Zé Pilintra, entidade da umbanda, ao lado de um copo cheio de pinga. “Quanto mais proteção, melhor”, diz Salim. Tantas almas circulando em um ambiente etílico nunca trouxeram problemas. Salim garante que nunca se sentiu “assombrado.”

O Centro Espírita Mensageiros da Esperança e Paz também não tem do que reclamar. Muitos clientes do Bar do Salim acabaram se tornando adeptos do espiritismo. “A entrada para o centro é colada à lateral do bar. Tem gente que se confunde e vem procurar mesa aqui em cima. Às vezes, as pessoas se interessam e voltam para tomar um passe”, diz um dos orientadores do centro, Gustavo Rocha. A turma dos espíritas também faz confraternizações nas mesas do Salim, sem preconceito. Uma adepta do Mensageiros da Paz se empolga. “Estamos torcendo para ele abrir no almoço. Vamos frequentar mais.”

FONTE: Estadão.

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Turma da Mônica fala de Reencarnação

A Turminha da Monica hoje é remédio recomendado sem restrições. Afinal, em um mesmo gibi é possível se alegrar de avó a netinha, de fissurados em ficção científica a garotas delicadas, de admiradores da arte à amantes da história da evolução humana.

As aventuras de seus personagens hoje são inscontestáveis unanimidade – principalmente pelo fato de, para muitos, ser o primeiro contato com a escrita. No meu caso, foi antes mesmo disso, quando era possível acompanhar somente as figulinhas. Digo, figurinhas. Trabalhando em estereótipos interessantes, considero esses os nossos super heróis, até porque, nunca fui lá muito fã de comic books como Homem Aranha, Batman e Superhomão, como diria Cascão.

Nascida e criada em berço jornalístico, no periódico chamado “Folha da Manhã”, o ‘valdisnei’ brasileiro Maurício de Souza inicia a concepção de sua turma ainda no ano de 1959 com Bidu e Franjinha. Desde então, seu crescimento foi constante, com novos horizontes e mídias exploradas: cds, dvds, filmes, parques temáticos, presença em países como Espanha, Estados Unidos e Itália, e percussor em quesito de site de HQ, não necessariamente nesta ordem.

Além de se expandir na mídia, aqueles dois personagens deram origem a muitos outros que posteriormente acabaram por se tornar núcleos diferentes – quase como em um novela. Se você pegar um gibi hoje vai se deparar com histórias diversas da  Turma da Mônica, Chico Bento, Horácio, Piteco, Tina, Papa-capim, Mata, Astrounauta, Ronaldinho Gaúcho, Pelezinho, Bidu, Monica jovem, Monica Baby e Penadinho.

E este último, a Turma do Penadinho, ao meu ver, de enorme importância na educação de crianças. Afinal, de uma maneira leve e divertida, mantém os pequenos familiarizados com o tema “morte” desde a infância, utilizando uma conceituação muito saudável. Tanto, que parece ter rendido uma nova ideia: uma historinha explicando a reencarnação.

Revistinha
Para ler a historinha, clique na imagem acima.

Através da linguagem jovem e dinâmica que lhes é peculiar, os estúdios Maurício de Souza dão um passo corajoso na divulgação da doutrina espírita a nível nacional. Com a história entitulada Reencarnação, pode-se perceber alguns conceitos como vida após a morte, evolução espiritual e até mesmo missão do espírito na Terra são mostradas durante a história.

A brasileiros como esse tal de Maurício de Souza, só resta admirar. E que outros tantos tenham esta mesma coragem.

Filippo – Vale

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O Poeta Gentileza

No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano”, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças.

Profeta GentilezaNa antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual.

Então, pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “agradecido” e “gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade.

Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido”, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
Profeta Gentileza
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

Em 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.

Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticado e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto “Rio com Gentileza”, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.

Uma das homenagens recebidas pelo Profeta foi a música Gentileza, de Marisa Monte.


Fonte: Wikipedia

Filippo – Vale

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Troco Acordes Por Sorriso

Neste domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade em ocasião próxima.Vista Aérea do Hospital

É engraçado como fazemos as coisas de forma despretenciosa e o impacto é tão maior do que imaginavamos. Bom, vou começar do início.

Nos encaminhamos a esta instituição e lá fomos recebidos pelo Sr. Peagno, um homem muito bondoso e incrivelmente humilde. Ele nos encaminhou até uma sala onde começou a contar a história daquele hospital que mais parecia uma colônia, com grande área verde mesclada a área construída, tudo em grande consonância, formando um ambiente tranquilo.

A instituição é conhecida como Francisca Júlia e hoje atende a quase 200 pessoas entre deficientes mentais e dependentes químicos. Mas este trabalho social, assim como qualquer outro no Brasil, não começou com tal magnitude. Teve início com uma turma de EAE, uma das primeiras a existir, que se viu, como muitos de nós nos vemos, naquele ponto em que vê como o mundo está um caos e que já temos condição de ajudar um pouquinho os que estão momentaneâmente em maior dificuldade.Logo Francisca Júlia

Então, decidem tomar como campo de trabalho a área dos suicídas. Até então, as estatísticas de praticantes deste tipo de ato aumentava e não havia nenhum trabalho significativo específico para esse “perfil”. É assim que surge o Centro de Valorização da Vida. Conhecido como CVV, este grupo busca através do telefone ou mesmo contato direto, propiciar um alento às pessoas que tem pensamentos auto-destrutivos.

Porém, depois de um tempo, o grupo começa a perceber que uma porcentagem significativa das pessoas que ligavam para o CVV tinham uma semelhança: distúrbio mental. Se deparando com dificuldade em encontrar hospitais públicos especializados nessa área, eis que surge a ideia da criação do Hospital Francisca Júlia.Francisca Júlia

O nome é em homenagem a poetiza, mentora espiritual deste trabalho, que viveu no fim do século 19 e início do 20. Francisca Júlia da Silva escrevia – não por acaso – sobre temas como a caridade, fé, vida ápós a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas, como o budismo, por exemplo. Francisca foi notável em seu trabalho, buscou popularizar a literatura para as crianças em um Brasil ainda muito machista. Porém, com a morte de seu marido, decide terminar com a própria vida, o que sugere a tamanha identificação com o trabalho, e por isso seja o vulto a frente do hospital.

Eis que depois desta viagem pela história da instituição, Sr. Pegano nos convida a visitar os estabelecimentos e internos. Cada ala, uma surpresa.

Ao passarmos pela ala feminina de deficientes mentais, encontramos moças e senhoras com sorriso nos lábios, prontas para dar um abraço de recepção. Algumas, é fato, mais tímidas. Mas esta timidez não levou mais que alguns minutos para se aproximarem e nos cumprimentarem, um a um. Nosso grupo – não vou mentir – parecia estar um pouco apreensivo,  tenso até, acredito que por conta do ineditismo da situação. Alguns tomaram a frente e em instantes percebia-se vários focos de conversas animadas e troca de exclamações.

Uma moça, com a camisa do Corinthians, vem até mim com uma caixa de sapato e diversas bijuterias. Conta, orgulhosa, que é ela mesma quem faz. Converso um pouco sobre futebol e brinco sobre o clássico São Paulo e Corinthians que aconteceria naquele dia mais tarde. Após alguns minutos, Sr. Peagno nos avisa que temos que seguir. Contudo, outra moça se aproxima de mim, jovem, com belos olhos verdes, entre 20 e 25 anos, mas com um olhar inocente, de criança. Estava eu com meu violão, pois pretendia mostrar uma música a um amigo que passa uma temporada por lá, e ela me pergunta “Você vai tocar pra gente?”. Eu não estava preparado para isso, mas vendo a animação das outras internas, sem jeito, resolvi ceder.

Ela me pergunta se sei cantar “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”. Surpreso por ela conhecer Legião Urbana, digo que não vim preparado e que precisaria de cifras. Ela tenta outras bandas, se esforçando para me incentivar: “Nirvana, então?” – eu disse “vixe, que nada”. Tento me safar, dizendo “Só sei cantar música de amigos meus”. Ela assentiu com a cabeça e puxo um “Simbora” – para os que não conhecem, tem no DalheDJ.

Em questão de segundos, uma dezena de moças estão em volta de mim, algumas dançando animadamente. Eu, desafinado, nervoso e sem muito jeito, percebo que para elas, nada daquilo interferia. Eu estava “tocando para elas”. Alguns segundos de atenção exclusiva, sem preconceitos, sem julgamento, as estava fazendo feliz. Então, sem aviso, a moça de olhos claros começa, seguida por todas, a cantar para mim aquela música evangélica “Como Zaqueu“. Era uma retribuição, na forma delas.

“Temos que trocar de ala”, ouço. Me despeço e sigo. Nossa visita continua e em dado momento fico para trás. Vejo nosso grupo entrando em uma porta, ao fundo. Para chegar até lá, uma grande fileira de homens, uns 30, jovens e senhores, alguns sentados, outros tomando sol, mas todos quietos. Era a ala dos dependentes químicos.

O ambiente me parecia meio tenso e tive um pouco de medo. Todos olhavam para mim. Sorri, sem jeito, dei “bom dia”. Uma ou outra resposta tímida, nada tão acolhedor quanto a ala feminina. Apressei o passo para me encontrar com o grupo quando um deles me vê com o violão nas costas e pergunta “Cantor, você vai tocar uma pra gente?”. Digo que não sei a cifra de nenhuma música famosa de cabeça e tento mudar de assunto. Impossível. Ele insiste e então, novamente, tiro a capa do violão e toco “Afonso Ribeiro“, que transcrevo abaixo:

Um dia… Vieram me chamar
Abriram minha cela e me tiraram da prisão:
_ “Pra onde eu vou?”

_ “Vai pra um lugar legal…
bem longe daqui de Portugal!”

_ “Será Paris? Quem sabe Amsterdã?
Onde será que eu vou parar amanhã?”

_ “Anda fica quieta entra logo no navio!
Demora algum tempo até chegar no sul…”

_ “Não quero ir! Quero ficar em Portugal!
Não vou viver no Atlântico Sul!”

Ilha de Vera Cruz,
Terra de Santa Cruz,
Pau Brasil, Pau Brasil,
Cruzeiro do Sul

Tem jararacuçu!
Tem sucuri até
Tem índio canibal!
Tem jacaré

Quando terminei, percebi que todos estavam ali, próximos, prestando atenção atentamente. Recebi calorosos aplausos. Conto que essa música fala do povo que colonizou nosso país, os “renegados de Portugal”. Aqueles sem futuro, às margens da sociedade, sofredores de todos os preconceitos, foram os grandes construtores desse país. E que às vezes, por estar à margem, “renegado”, acabamos esquecendo o poder que temos e nosso potencial. Eles entenderam a mensagem. Sai de lá emocionado.

Era a última ala e o grupo retornara para me “resgatar”, já que eu sempre acabava ficando para trás. Retornamos a sala inicial, e ao ser indagado,  Sr. Peagno nos conta os trabalhos voluntários que existem dentro da clínica e como podemos ajudar. Gostei muito da marca que eles criaram para a venda de artesanato confeccionado pelos internos, o “Coisa de Loko”. Muito espirituoso e bem humorado!

Posso dizer que o que aprendi(z) nessa manhã equivalerá a algumas aulas de EAE e, muito provavelmente, alguns meses de caderneta pessoal. Não sentir pena daqueles que passam por dificuldades, contudo, se solidarizar pela causa, afinal, é uma condição. Se viemos em determinada situação nesta encarnação, que possamos ajudar a minimizar sofrimentos e completar a missão. Somos todos seres humanos, espíritos em evolução. Não podemos deixar ninguém para trás, não temos este direito.

Finalizo meu relato indicando o site da instituição (aqui) e caso você queira contribuir de alguma forma, veja as opções aqui. Visitas de escolas (não só espíritas, de todas religiões) e grupos são muitíssimo bem aceitas, basta entrar em contato.

Por fim, termino com um poema de uma nova amiga:

OS ARGONAUTAS

Mar fora, ei-los que vão, cheios de ardor insano;
Os astros e o luar — amigas sentinelas —
Lançam bênçãos de cima às largas caravelas
Que rasgam fortemente a vastidão do oceano.

Ei-los que vão buscar noutras paragens belas
Infindos cabedais de algum tesouro arcano…
E o vento austral que passa, em cóleras, ufano,
Faz palpitar o bojo às retesadas velas.

Novos céus querem ver, miríficas belezas,
Querem também possuir tesouros e riquezas
Como essas naus, que têm galhardetes e mastros…

Ateiam-lhes a febre essas minas supostas…
E, olhos fitos no vácuo, imploram, de mãos postas,
A áurea bênção dos céus e a proteção dos astros…

Francisca Júlia.

Filippo – Vale do Paraíba

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Nós e os PETS!

Você deve estar achando que mais uma vez vai ouvir falar sobre monadas e todo esse papo de espíritos coletivos dos animais.

Eu mesma já ouvi muitas palestras e li vários livros sobre o assunto.

Mas não é bem disso que quero fala. Os mais próximos já sabem que a pouco adquiri um animal de estimação. Após muito pensar e pesquisar sobre o assunto, optei pelo que melhor se adequaria a minha rotina sem horário, viajando a todo momento e um pouco independente. Escolhi uma calopsita. Sim! Um passarinho que mais parece um belo ornamento para sua casa. Nós sempre esperamos uma interação com cães e as vezes com gatos, mas acredito que poucos podem imaginar como estas coisinhas lindas podem interagir conosco e nos ensinar muito. É por isso que escrevo e não apenas para contar minhas peripécias com a Calu (é o nome dela, ou dele!)Calopsita

Todos nós sabemos que pelo espiritismo, fora da caridade não há salvação, e que estamos aqui encarnados para aprender a amar o próximo. As vezes um familiar, com quem temos pendências milenares, um convívio difícil no meio social ou profissional; amar aqueles que são diferentes de nós. Pois bem! Eu não sou diferente de ninguém, temos minhas dificuldades em me doar ao próximo.

Foi essa necessidade que me fez comprar um pet. Morando sozinhos, nos tornamos mais egoístas e egocêntricos. Achei que precisava trabalha meu desprendimento, começando assim.
E como foi difícil! As calopsitas não são como cães que nem bem te conhecem e já saem abanando o rabo, te seguido. É necessário uma estratégia de aproximação! Nos primeiros dias a minha inabilidade em cuidar dos outros se destacou, derrubei a gaiola e ela passou a me ignorar e me agredir quando me aproximava. Imagine você evitando certas partes do seu apê (minúsculo) pra não ter que estressar a criatura de 25 cm!?

Foi preciso um bom trabalho, amando e me dedicando a alguém (limpando, alimentando..) que me odiava a principio, pra conseguir um aproximação.

Hoje, um mês depois, estamos nos entendendo, ela sente minha falta e eu a dela! Aliás, ainda não sei se é ele ou ela!

Assim, faço um comparativo, pois muitas vezes temos paciência com animais de estimação, mas infelizmente não temos com nossos companheiros de jornada. O cachorro faz xixi no tapete, ficamos bravos mas relevamos; o marido deixou a tampa do vaso aberto, motivo de separação na milésima vez que isso acontece!(rs) Quando nos deparamos com alguém que antipatizamos de cara, evitamos o convívio, falamos mal, e até coisas piores; não temos paciência para construir uma relação a partir de uma aversão a primeira vista ou a segunda!(rs)

Aprendemos muito com a natureza, observando-a tiramos muitas lições! Aprendamos no convívio cotidiano, seja com seres humano quase racionais como nós, ou com os animais!

Ps: pra quem ainda não acredita nisso, é só assistir ou ler “marley e eu”!

Luana – Vale

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O que VOCÊ pensa disso?

Mediunidade ou sobrenatural?

Filippo – Vale

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