Esta charge foi retirada do site Charges cristãs.
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No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano”, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças.
Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual.
Então, pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “agradecido” e “gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade.
Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido”, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
Em 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra
enterrado, no “Cemitério Saudades”.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticado e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto “Rio com Gentileza”, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
Uma das homenagens recebidas pelo Profeta foi a música Gentileza, de Marisa Monte.
Fonte: Wikipedia
Filippo – Vale
Você já deve ter percebido que os heróis de HQ estão de volta. O cinema tem ressuscitado nas telinhas muitos deles. Superman, Homem-Aranha, quarteto fantástico, os incríveis, o incrível Huck, homem de ferro, Capitão América, lanterna verde…..e por aí vai. Parece que não só as crianças, mas os adultos também têm necessitado de [...]
Você já deve ter percebido que os heróis de HQ estão de volta. O cinema tem ressuscitado nas telinhas muitos deles. Superman, Homem-Aranha, quarteto fantástico, os incríveis, o incrível Huck, homem de ferro, Capitão América, lanterna verde…..e por aí vai. Parece que não só as crianças, mas os adultos também têm necessitado de heróis. Pena que todos eles só salvam os EUA (desculpa, num resisti! rs). Até filme dedicado aos vilões nós temos (Meu malvado favorito, Megamente).
Na infância mais do que os heróis dos quadrinhos, nós também temos nossos heróis domésticos. O pai é imortal, protetor, forte. Mesmo vivendo de óculos e roupa social, a qualquer momento ele pode abrir a camisa mostrar o uniforme de Superman e concertar o carrinho quebrado, salvando o dia! A mãe faz todas as tarefas, sem borrar o batom, sem deixar de ser linda como qualquer mulher maravilha que se prese.
Mas a gente cresce e perdemos a ilusão, caímos na real e descobrimos que nossos heróis também podem falhar.
Amadurecer é descobrir que os heróis estão em você, assim como os vilões! Ou você nunca percebeu que estamos numa eterna luta interna entre o bem e o mal que existe em nós?! O seu lado inseguro, destrutivo talvez te leve ao mundo das drogas, mas seu lado bom, seu herói chega cheio de coragem e te salva. Aquele vilão, Língua de cobra (existe algum com esse nome?) te faz maledicente e escorre seu veneno por todos os lados, mas um herói surge mais uma vez e trás a compreensão e o silencia.
No final das aventuras, quando o herói ganha do vilão (e ele sempre ganha) fica com a mocinha. No meu e no seu caso eu diria que vencer o vilão que existe em você, te faz ganhar ao final, você mesmo. Você se tem por inteiro, e está pronto pra mais uma aventura, mais uma encarnação talvez. E se todos os nossos heróis vencessem nossos vilões, não apenas os EUA estariam salvos. Aí sim o Mundo estaria salvo, graças ao Super-(cole seu nome aqui).
Luana – Regional MT
Antes de tudo, quero pedir aqui um favor. Ao ler esse texto, encare as pessoas que criaram você como pais. Não se preocupe se não foram eles que te colocaram no mundo, porque se foi deles o papel mais importante na sua vida – o de te criar – é assim que você [...]
Antes de tudo, quero pedir aqui um favor. Ao ler esse texto, encare as pessoas que criaram você como pais. Não se preocupe se não foram eles que te colocaram no mundo, porque se foi deles o papel mais importante na sua vida – o de te criar – é assim que você deve chamá-los!
A família, para mim, é como a reencarnação. Chegamos a uma nova vida, como quem chega a uma família. Sem saber direito de onde viemos, para onde vamos… Apenas com a certeza de que as pessoas que estão cuidando da gente nos querem muito bem, não importa o que aconteça. Então, nos sentimos no lugar certo. Claro que enquanto vamos crescendo, vamos aprendendo como as coisas funcionam – ao menos deveríamos! Se sim é sim, não é não, aí é outra história. Afinal, com o tempo, vamos testando os limites de onde começa ou termina nossa liberdade.
Outro preceito espírita que aprendemos nessa fase é a tal da ação e reação. Saiu da linha – cometeu a ação. E a reação, não se engane, também é imediata: chinelada, castigo, ficar sem sobremesa ou perder a pré-estreia de “Crepúsculo VIII – Agora em Marte”, nada passará impune na justiça dos pais.
Fato é que quando crianças aprendemos na prática, sem muita teoria, na tentativa e erro, entre um choque com o dedo dentro da tomada e uma catapora. Além, claro, do método mais eficiente: o grito de NÃO dos nossos pais. Já quando adolescentes, percebemos que o limite de casa não é, efetivamente, o limite do mundo. E é aí que a brilhante ideia de explorar o que tem por esse novo mundo de possibilidades vem a nossa mente. Meu pai mentiu! Aqui não é o fim! Tem mais coisa pra lá!
Então, quando saímos da bolha protetora do “Nosso Lar”, vemos que a vida lá fora pode ser um pouco de umbral para quem já esteve em um ambiente aconchegante, em que apesar das brigas e discussões, nos amamos. Surgem apelidos, enfrentamos o tal do bullying, nossos defeitos ficam a mostra por mais que tentemos esconder! Pode até existir pomadinha do Luan Santana para esconder espinha, mas para cabelo embaraçado, nariz grande e gordurinhas extras, ainda não! Força e coragem são essenciais e pensamos: “Se meus pais passaram por essas e outras e não surtaram, também vou conseguir”. E olha, nessas horas, bater um papo com os pais pode ser de boa ajuda, como quem conversa com seu mentor espiritual. Ele pode te ajudar, mas só se você quiser ouvir. E no fundo, seja seus pais ou seu mentor, é só uma segunda opinião de alguém que torce por você, porque quem cuida da nossa vida – como estamos cansados de gritar aos 04 ventos – somos nós mesmos.
Vida que segue e água que passa por debaixo da ponte.
Chega um dia em que conhecemos outra pessoa. Ficamos bobos e esquecemos como é viver se não estamos com ela. Enquanto isso, a adolescência passa em um sopro, o trabalho está corrido e o salário na conta. Outra liberdade nos é apresentada, a financeira! Pela primeira vez temos efetivo direito de ir e vir; se tivermos dinheiro para pagar o ingresso e o combustível, claro! Só que o tempo e energia já não são tão grandes, maior parte consumida pelo tal do trabalho. Dá uma saudade de quando não tínhamos dinheiro (ou ele não saía de nosso bolso), mas o tempo era de sobra…
Com um dimdim em caixa e um “cobertor de orelhas” a tiracolo, outra brilhante ideia nos acomete: a de casar, juntar, ter um espaço em que o pronome utilizado é possessivo, mas pela primeira vez, em nosso favor: Está casa é “NOSSA”. Fatalmente nos lembramos da antiga e inesquecível fala de nossos ancestrais quando reclamávamos de alguma inovação vetada como, por exemplo, colar adesivos de uma boyband no teto do quarto: “Aqui as regras são minhas, quando você tiver o seu lugar, você cria as suas”. Frases como essa ressoaram anos e anos pelo nosso espírito, perispírito e duplo etérico. A decisão é tomada: “Vou ter um apartamento, fazer o que quiser e estar sob minhas próprias regras”.
Problemas hidráulicos, elétricos, eletrônicos, financeiros, eletro-eletrônico-financeiros, aprender a usar os correios, aprender que nem tudo se faz por e-mail, fazer imposto de renda, tentar entender descontos na sua folha de pagamento e o porquê não recebemos nosso salário inteiro, se sentir igualmente impotente com políticos corruptos e empresas que não entregam o serviço que prometeram. A cada dia, um novo Trabalho de Hércules se desdobra e, caso não resolvido no horário de almoço, acumula em uma eterna lista de PENDENTES. Coisas que você nunca deu lá muita importância – porque não estavam sob sua responsabilidade – e que agora só dependem de você. E, se você quiser, pode até bater um papo com algumas pessoas que tem experiência no assunto – o tal dos “pais” – mas, de novo, só quem vai poder resolver é você.
Dia chega e você descobre que “vocês estão grávidos”, que tem gente nova a caminho por aí. E vai ser uma alegria e um desespero, uma felicidade e uma correria. Nessa maratona para deixar tudo asseado para o novo filhote, muito se assemelha a primeira vez que os pais vêm nos visitar na casa nova: tudo tem que estar ajeitadinho, arrumadinho, impecável porque teremos visita!
Ficamos bobos e superprotetores, fazemos coisas que nunca imaginavamos sermos capazes de fazer. Como escolher o carrinho de bebê baseado em uma matéria do Fantástico, levando em consideração se o produto tem ou não o selo de aprovação do INMETRO. Deixamos de ser práticos para sermos cautelosos, deixamos de ter pressa, para propiciar conforto. O futebol, a novela, a saída com os amigos, o cinema e, pasmem, até mesmo a internet, tudo passa a fazer parte de um segundo plano em um sacrifício que nem dói, porque você está fazendo essa troca por amor.
Fato é que dentro de casa vamos pulando de papel em papel, como na reencarnação. E então, vivemos a reencarnação na mesma encarnação, quando magicamente mudamos de time e passamos a viver o outro lado da moeda. Será a nossa vez de falar frases que são célebres há eternas gerações como “Vou contar até 03: uuuuum…. dooooooooooooois…. eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee” (aliás, já notaram como todo pai dá uma alongadinha no E?) ou “Você é MEU filho e não dos outros, não me importa se todo mundo vai!”, entre outras. E vai entender o porquê de cada frase e de quão doido é se ver repetindo o que ouviu de seus pais e o quanto essas palavrinhas mágicas fizeram a diferença na sua criação, fizeram a diferença em quem você é hoje.
Você vai perceber que ser pai não é ser infalível e que às vezes vai tomar decisões erradas, um pouco duras, e vai ficar com dó e tentar compensar essa “dureza” de alguma maneira. Mas também vai ponderar que determinadas coisas não dão certo, que determinados amigos não são boas companhias, que alguns programas não vão acrescentar em nada, e que deixar seu filho em casa naquele dia é sim a melhor opção. Você vai saber mais do que ninguém que seu filho precisa ter limites e educação para ser um adulto consciente, que não vai achar normal cometer delitos, roubar, bater em outros por ter opinião diferente ou até matar. Vai saber que amor é algo que nunca se deve negar a um filho, não importando a situação, mas que isso nada tem a ver com dizer alguns “nãos” que parecem ser injustificáveis na visão de um adolescente.
Nada vai ser mais divertido, não haverá maior aprendizado, do que ver seus filhos crescendo, cada um com sua personalidade, perfil, virtudes, defeitos e dificuldades. Mas com a criação que você deu, que recebeu de seus pais, que por sua vez tiveram de seus avós, ajudou a esse jovem ser alguém que tem boa educação, que conquista as pessoas, que tem amigos que o amam, e que é querido por todos. E um dia, vai chegar aquele momento que tanto tememos, a hora dos nossos filhos saírem de casa. Dá medo, porque filhos são pessoas com quem queremos estar junto sempre, e parece que não conseguiremos viver se não estiverem conosco, como falei há pouco dos namoradas no começo de relacionamento, mas multiplicado por mil. Parece que eles sempre estiveram em nossas vidas e que sem eles, nada mais fará sentido.
E eles vão embora, e vão ligar desesperados querendo saber sobre IPVA, multa, problemas hidráulicos, elétricos, eletrônicos, financeiros, eletro-eletrônico-financeiros, e tudo o mais. E você vai ouvir tudo com um grande sorriso nos lábios e tentar dar o melhor dos conselhos, porque você já passou por tudo isso e sabe como é. Mas você também sabe que eles só vão seguir seus conselhos se eles quiserem, porque a vida é deles… E só deles.
Filippo – Regional Vale
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