Em um certo domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade [...]
Em um certo domingo tive a oportunidade de conhecer um trabalho social, em São José dos Campos. Era uma visita de Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) e não de mocidade, mas acho que esse é apenas um detalhe. Saí de lá tão revigorado, que muito provavelmente retornaremos com as turmas da mocidade em ocasião próxima.
É engraçado como fazemos as coisas de forma despretenciosa e o impacto é tão maior do que imaginavamos. Bom, vou começar do início.
Nos encaminhamos a esta instituição e lá fomos recebidos pelo Sr. Peagno, um homem muito bondoso e incrivelmente humilde. Ele nos encaminhou até uma sala onde começou a contar a história daquele hospital que mais parecia uma colônia, com grande área verde mesclada a área construída, tudo em grande consonância, formando um ambiente tranquilo.
A instituição é conhecida como Francisca Júlia e hoje atende a quase 200 pessoas entre deficientes mentais e dependentes químicos. Mas este trabalho social, assim como qualquer outro no Brasil, não começou com tal magnitude. Teve início com uma turma de EAE, uma das primeiras a existir, que se viu, como muitos de nós nos vemos, naquele ponto em que vê como o mundo está um caos e que já temos condição de ajudar um pouquinho os que estão momentaneâmente em maior dificuldade.
Então, decidem tomar como campo de trabalho a área dos suicídas. Até então, as estatísticas de praticantes deste tipo de ato aumentava e não havia nenhum trabalho significativo específico para esse “perfil”. É assim que surge o Centro de Valorização da Vida. Conhecido como CVV, este grupo busca através do telefone ou mesmo contato direto, propiciar um alento às pessoas que tem pensamentos auto-destrutivos.
Porém, depois de um tempo, o grupo começa a perceber que uma porcentagem significativa das pessoas que ligavam para o CVV tinham uma semelhança: distúrbio mental. Se deparando com dificuldade em encontrar hospitais públicos especializados nessa área, eis que surge a ideia da criação do Hospital Francisca Júlia.
O nome é em homenagem a poetiza, mentora espiritual deste trabalho, que viveu no fim do século 19 e início do 20. Francisca Júlia da Silva escrevia – não por acaso – sobre temas como a caridade, fé, vida ápós a morte, reencarnação e ideologias orientais diversas, como o budismo, por exemplo. Francisca foi notável em seu trabalho, buscou popularizar a literatura para as crianças em um Brasil ainda muito machista. Porém, com a morte de seu marido, decide terminar com a própria vida, o que sugere a tamanha identificação com o trabalho, e por isso seja o vulto a frente do hospital.
Eis que depois desta viagem pela história da instituição, Sr. Pegano nos convida a visitar os estabelecimentos e internos. Cada ala, uma surpresa.
Ao passarmos pela ala feminina de deficientes mentais, encontramos moças e senhoras com sorriso nos lábios, prontas para dar um abraço de recepção. Algumas, é fato, mais tímidas. Mas esta timidez não levou mais que alguns minutos para se aproximarem e nos cumprimentarem, um a um. Nosso grupo – não vou mentir – parecia estar um pouco apreensivo, tenso até, acredito que por conta do ineditismo da situação. Alguns tomaram a frente e em instantes percebia-se vários focos de conversas animadas e troca de exclamações.
Uma moça, com a camisa do Corinthians, vem até mim com uma caixa de sapato e diversas bijuterias. Conta, orgulhosa, que é ela mesma quem faz. Converso um pouco sobre futebol e brinco sobre o clássico São Paulo e Corinthians que aconteceria naquele dia mais tarde. Após alguns minutos, Sr. Peagno nos avisa que temos que seguir. Contudo, outra moça se aproxima de mim, jovem, com belos olhos verdes, entre 20 e 25 anos, mas com um olhar inocente, de criança. Estava eu com meu violão, pois pretendia mostrar uma música a um amigo que passa uma temporada por lá, e ela me pergunta “Você vai tocar pra gente?”. Eu não estava preparado para isso, mas vendo a animação das outras internas, sem jeito, resolvi ceder.
Ela me pergunta se sei cantar “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”. Surpreso por ela conhecer Legião Urbana, digo que não vim preparado e que precisaria de cifras. Ela tenta outras bandas, se esforçando para me incentivar: “Nirvana, então?” – eu disse “vixe, que nada”. Tento me safar, dizendo “Só sei cantar música de amigos meus”. Ela assentiu com a cabeça e puxo um “Simbora” – para os que não conhecem, tem no DalheDJ.
Em questão de segundos, uma dezena de moças estão em volta de mim, algumas dançando animadamente. Eu, desafinado, nervoso e sem muito jeito, percebo que para elas, nada daquilo interferia. Eu estava “tocando para elas”. Alguns segundos de atenção exclusiva, sem preconceitos, sem julgamento, as estava fazendo feliz. Então, sem aviso, a moça de olhos claros começa, seguida por todas, a cantar para mim aquela música evangélica “Como Zaqueu“. Era uma retribuição, na forma delas.
“Temos que trocar de ala”, ouço. Me despeço e sigo. Nossa visita continua e em dado momento fico para trás. Vejo nosso grupo entrando em uma porta, ao fundo. Para chegar até lá, uma grande fileira de homens, uns 30, jovens e senhores, alguns sentados, outros tomando sol, mas todos quietos. Era a ala dos dependentes químicos.
O ambiente me parecia meio tenso e tive um pouco de medo. Todos olhavam para mim. Sorri, sem jeito, dei “bom dia”. Uma ou outra resposta tímida, nada tão acolhedor quanto a ala feminina. Apressei o passo para me encontrar com o grupo quando um deles me vê com o violão nas costas e pergunta “Cantor, você vai tocar uma pra gente?”. Digo que não sei a cifra de nenhuma música famosa de cabeça e tento mudar de assunto. Impossível. Ele insiste e então, novamente, tiro a capa do violão e toco “Afonso Ribeiro“, que transcrevo abaixo:
Um dia… Vieram me chamar
Abriram minha cela e me tiraram da prisão:
_ “Pra onde eu vou?”
_ “Vai pra um lugar legal…
bem longe daqui de Portugal!”
_ “Será Paris? Quem sabe Amsterdã?
Onde será que eu vou parar amanhã?”
_ “Anda fica quieta entra logo no navio!
Demora algum tempo até chegar no sul…”
_ “Não quero ir! Quero ficar em Portugal!
Não vou viver no Atlântico Sul!”
Ilha de Vera Cruz,
Terra de Santa Cruz,
Pau Brasil, Pau Brasil,
Cruzeiro do Sul
Tem jararacuçu!
Tem sucuri até
Tem índio canibal!
Tem jacaré
Quando terminei, percebi que todos estavam ali, próximos, prestando atenção atentamente. Recebi calorosos aplausos. Conto que essa música fala do povo que colonizou nosso país, os “renegados de Portugal”. Aqueles sem futuro, às margens da sociedade, sofredores de todos os preconceitos, foram os grandes construtores desse país. E que às vezes, por estar à margem, “renegado”, acabamos esquecendo o poder que temos e nosso potencial. Eles entenderam a mensagem. Sai de lá emocionado.
Era a última ala e o grupo retornara para me “resgatar”, já que eu sempre acabava ficando para trás. Retornamos a sala inicial, e ao ser indagado, Sr. Peagno nos conta os trabalhos voluntários que existem dentro da clínica e como podemos ajudar. Gostei muito da marca que eles criaram para a venda de artesanato confeccionado pelos internos, o “Coisa de Loko”. Muito espirituoso e bem humorado!
Posso dizer que o que aprendi(z) nessa manhã equivalerá a algumas aulas de EAE e, muito provavelmente, alguns meses de caderneta pessoal. Não sentir pena daqueles que passam por dificuldades, contudo, se solidarizar pela causa, afinal, é uma condição. Se viemos em determinada situação nesta encarnação, que possamos ajudar a minimizar sofrimentos e completar a missão. Somos todos seres humanos, espíritos em evolução. Não podemos deixar ninguém para trás, não temos este direito.
Finalizo meu relato indicando o site da instituição (aqui) e caso você queira contribuir de alguma forma, veja as opções aqui. Visitas de escolas (não só espíritas, de todas religiões) e grupos são muitíssimo bem aceitas, basta entrar em contato.
Por fim, termino com um poema de uma nova amiga:
OS ARGONAUTAS
Mar fora, ei-los que vão, cheios de ardor insano;
Os astros e o luar — amigas sentinelas —
Lançam bênçãos de cima às largas caravelas
Que rasgam fortemente a vastidão do oceano.
Ei-los que vão buscar noutras paragens belas
Infindos cabedais de algum tesouro arcano…
E o vento austral que passa, em cóleras, ufano,
Faz palpitar o bojo às retesadas velas.
Novos céus querem ver, miríficas belezas,
Querem também possuir tesouros e riquezas
Como essas naus, que têm galhardetes e mastros…
Ateiam-lhes a febre essas minas supostas…
E, olhos fitos no vácuo, imploram, de mãos postas,
A áurea bênção dos céus e a proteção dos astros…
Francisca Júlia.
Filippo – Vale do Paraíba
Há algum tempo atrás assisti um programa na TV Futura chamado “Ao Ponto“, com Jairo Bouer. O tema falado era muito interessante: honestidade. Jairo levantou pontos extremamente pertinentes junto a um grupo de jovens. Você se considera uma pessoa honesta? De cara, todos acabam por [...]
Há algum tempo atrás assisti um programa na TV Futura chamado “Ao Ponto“, com Jairo Bouer. O tema falado era muito interessante: honestidade. Jairo levantou pontos extremamente pertinentes junto a um grupo de jovens. Você se considera uma pessoa honesta? De cara, todos acabam por responder que sim, são. Porém, quando casos específicos vêm a tona, pode-se perceber que o conceito de honestidade é bem maleável e que para muitos, relativo.
Vamos fazer um rápido teste!
Responda a essas perguntas abaixo, anonimamente:
Quer ver o que a galera respondeu? Clique aqui!
Pois bem, não é tão fácil como parece, não é? O grupo que o Jairo trabalha fez uma pesquisa com 6.500 jovens no Brasil fazendo exatamente esta mesma pergunta: “Você se considera honesto?”. Em suas respostas, 90% dos jovens disseram que sim! Porém, ao se aprofundarem no tema, percebemos algumas respostas bem controversas por parte dos adolescentes respondentes.
42% disseram que passariam por cima de qualquer princípio para chegar a um objetivo. Ou seja, se necessário fosse, roubaria dinheiro da carteira da mãe para ir ao show da banda que mais gosta no mundo.
Já 35% alegaram que não devolveriam troco que recebessem a mais, não importando a quantidade. Nessa mesma linha, 29% dos entrevistados disseram que não devolveriam uma carteira que encontrassem na rua.
O que pega é que essas são respostas dadas por pessoas que não percebem as consequências dos atos que elas mesmas tomam. Afinal, e se fosse sua carteira a encontrada por alguém desonesto? Ou se fosse você que perdesse parte do salário, por errar o troco em um dia que estivesse com muito sono, depois de horas de trabalho a fio?
Existem muitos motivos dentro da doutrina que poderíamos usar como argumento para não cometer qualquer um dos atos citados: seja compaixão pelo próximo, amor, honestidade… Porém, podemos nos apegar ao mais básico de todos e que não exige tanta reforma íntima assim, a tal da Ação e Reação.
Tudo o que você fizer para o outro poderá – e acabará – se virando contra você. Portanto, amigos, seja pelo amor ou pela dor, ser honesto não pode ser uma opção e sim uma certeza.
Para finalizar as estatísticas, um dado impressionante! Você sabia que 75% dos brasileiros afirmam que cometeria algum deslize se estivesse no poder? Ora, então, como cobrar um governo honesto em uma sociedade com pensamento como esse?
Nunca se esqueça que o Governo é formado por “representantes” do povo. E representantes nada mais são do que uma pequena parcela de pessoas que representam a forma de pensar de um conjunto maior. Logo, se 3/4 da população afirma que seria desonesto em situações como essa, como exigir um governo diferente? Como exigir governantes honestos?
Para finalizar, uma brilhante matéria do Danilo Gentili, repórter do CQC. Inclusive – acreditem ou não – por acaso do destino, o encontrei exatamente no dia em que ele fazia essa gravação pelas ruas de São Paulo. Mais precisamente quando ele aguardava escondido que alguém pegasse o óculos dele, no caso do rapaz que encontra em cima da mesa do bar, aos 3:51 da matéria abaixo.
Mas eu não sou mentiroso, hein!!
Filippo – Vale do Paraíba
Gostou? Então dá uma olhada nesses:
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano”, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças.
Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual.
Então, pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “agradecido” e “gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade.
Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido”, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
Em 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra
enterrado, no “Cemitério Saudades”.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticado e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto “Rio com Gentileza”, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
Uma das homenagens recebidas pelo Profeta foi a música Gentileza, de Marisa Monte.
Fonte: Wikipedia
Filippo – Vale
Engraçado como as coisas mudam!
Até outro dia, para se ter um celular era preciso entrar em uma fila (calma, fica pior) para se comprar “a linha”. Sendo que esta fila não era algo físico, literal, mas uma lista de pessoas interessadas em ter um número de telefone. Uma linha de [...]
Engraçado como as coisas mudam!
Até outro dia, para se ter um celular era preciso entrar em uma fila (calma, fi
ca pior) para se comprar “a linha”. Sendo que esta fila não era algo físico, literal, mas uma lista de pessoas interessadas em ter um número de telefone. Uma linha de telefone podia custar R$1.200 reais, sem o valor do aparelho! O celular deveria ser comprado a parte, custando um pouco mais caro do que isso. Época esta em que falavamos em um tijolo carinhosamente apelidado de celular, sem joguinhos, analógico, sem agenda. O pior de tudo é que as pessoas compravam linhas de celular como se fossem investimentos, como quem compra um apartamento na planta ou dólar, pensando em revender depois. Hoje compramos uma “linha” na banca de jornal, com o nome de “chip”. Mundo estranho.
Antes usavamos a internet para entrar em salas de bate-papo. Era moda poder falar com os amigos do colégio pela internet. Combinava-se a sala de chat, nickname e horário, e… quase nunca dava certo. Eram 30 minutos acertando os detalhes, 20 para conectar à internet e mais um tanto para efetivamente entrar na sala de bate-papo virtual. Isso porque estavamos juntos, no colégio, 1 hora antes. Pessoas estranhas.
É assim mesmo. Quando uma coisa nova surge e nós ainda não temos muita noção de seu alcance, poder e principalmente do que aquilo é capaz, nos perdemos e acabamos por ter uma visão minimalista. Mal comparando, é como o Frodo em O Senhor dos Anéis (desculpe, foi a única referência que me ocorreu agora): ele achava que o anel fazia as pessoas desaparecerem. Eis que ele poderia destruir o mundo com aquele objeto.
A internet é a mesma coisa. Criou-se o Mirc, ICQ, MSN, Gtalk e Skype, muita gente disse “Para que vou usar a internet para falar com as pessoas? Se eu quiser falar com alguém, eu ligo”. Eis que o mundo muda. Hoje, se você não tem um endereço de email, não existe para a sociedade – ele é seu RG. Se a sua empresa não tem um site, não faz parte do mercado. Se você não conhece alguns sites, não sabe o que acontece no mundo. E ainda vejo algumas pessoas que falam: “Twitter? Que negócio inútil”! Cuidado, será que você sabe para que serve e qual seu alcance?
Contudo, ultimamente venho me questionando: quanto a internet está nos ajudando efetivamente na evolução dos homens? Até onde ela converge com nosso objetivo de melhoria do mundo?
Analisando profundamente, em gênero, número e grau… nenhuma conclusão.
Porém, faço alguns comentários:
A Wikipédia, a enciclopédia – mais ou menos – livre, tem como filosofia a possibilidade de todos poderem depositar conhecimento e compartilhar informações. Desta forma, se possibilita de maneira muito mais ágil a definição de verbetes, locais e pessoas. Hoje, não mais dependemos que senhorzinhos como Aurélio e Michaelis façam uma nova versão de seus respectivos dicionários, para que possamos conhecer coisas novas.
Vocês se lembram da Barça? Pois é. Quem lembra..
O Skype é uma ferramenta muito interessante. Vem aproximando as pessoas cada vez mais, de maneira menos impessoal. Tudo bem, temos o orkut e msn, mas o Skype permite que você seja visto e ouvido. Já é utilizado em reuniões entre casas espíritas fora do Brasil, para auxilio e acompanhamento. A própria mocidade vem estudando maneiras de se reunir através dele, por conta da distância de muitas Regionais.
O próprio email é uma ferramenta de poder absurdo. A partir dele são criados grupos de discussão e trocas de informação espírita, é a base da Escola de Aprendizes a Distância, que possibilita a pessoas de locais longínquos trabalharem sua reforma íntima mesmo sem um centro espírita por perto.
Até mesmo o Twitter foi uma ferramenta utilizada para a organização de um movimento único contra o presidente do Senado, acusado de diversas falcatruas. Através do microblog, foram organizadas passeatas em diversas capitais, com apoio e participação ativa de jovens. E tudo começou com um simples #ForaSarney no Twitter.
Enfim, penso que a internet é apenas mais um teste para o livre arbítrio. Cabe a você saber utilizá-la da melhor maneira possível. E com certeza é uma ferramenta incrível! Hoje, através dela, podemos ver como site como esse tem um alcance muito maior do que imaginavamos… pessoas de todos os lugares se reunem aqui, para ler um pouquinho mais de espiritismo.
É isso aí!
Filippo – Vale
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Os seres humanos tem uma certa tendência a ser pessimistas. Acho que muito em função do meio em que estamos inseridos hoje, que acaba nos influenciando e nos fazendo pensar que a competição ou o alto número de pessoas fazendo as coisas – não sei – aumenta a probabilidade de você ser mais [...]
Os seres humanos tem uma certa tendência a ser pessimistas. Acho que muito em função do meio em que estamos inseridos hoje, que acaba nos influenciando e nos fazendo pensar que a competição ou o alto número de pessoas fazendo as coisas – não sei – aumenta a probabilidade de você ser mais um, das coisas darem errado e de que nada vale a pena.
Sempre gostei de ler biografias de pessoas que fizeram a diferença, de procurar saber um pouco mais sobre elas. Me parece que essa é uma forma de adentrar ao mundo daquela personagem e entender como era lido e entendido por ela cada situação. Quais eram as reações às pequenas coisas, as decisões nos pequenos detalhes.
O cinema mesmo nos propicia muitos filmes biográficos de pessoas que superaram suas gerações, enxergaram além de seus pares e fizeram a diferença – sem entrar no mérito se foi positiva ou negativa a sua passagem. Cito Cazuza, Ray Charles, John F. Nash (gênio matemático inventor de famosa teoria econômica – Uma Mente Brilhante), Howard Hughes (mega-empresário americano – O Aviador), Gandhi, Hitler, Mark Zuckerberg (co-fundador do Facebook – A Rede Social) e Chico Xavier. Cada um desses caras trouxe ao mundo uma visão diferente do comum, um olhar além do que estavamos acostumados, atitudes que não esperavamos para o cotidiano repetitivo.
Somos treinados para fazer o que estamos acostumados. Até sentimentalmente. Nossas reações já são esperadas, nossos sorrisos, calculados. Você já reparou que tendemos a rir mais quando assiste a uma comédia acompanhado? Por que será? Massificamos nossas reações? Padronizamos as respostas aos estímulos do mundo?
Depois de entender um pouco melhor esses caras que citei aí em cima, é que vejo o quanto a atitude e o exemplo nos menores atos, nas pequenas coisas, fazem toda a diferença e mostram quem você é. O quanto aplicar o seu ideal a tudo, sem criar exceções, sem ter preguiças, viver aquilo que você acredita, de coração, faz de você uma pessoa diferente.
Assim, acredito que é isso que quero para o planeta de regeneração. Tentar fazer do meu mundo um lugar condizente com o ideal que quero seguir. Colocar em prática o que escolhi, sem negar nem mesmo nas pequenas decisões,minha crença. E digo isso sem pensar em religião nenhuma, apesar dela fazer parte e nortear meus ideais.
Para finalizar, aqui vai um vídeo que fala um pouco disso.
A letra da música tocada no comercial é Whatever, do Oasis e você pode conferir letra e tradução aqui. Recomendo!
Filippo – @_Filippo
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