Os seres humanos tem uma certa tendência a ser pessimistas. Acho que muito em função do meio em que estamos inseridos hoje, que acaba nos influenciando e nos fazendo pensar que a competição ou o alto número de pessoas fazendo as coisas – não sei – aumenta a probabilidade de você ser mais [...]
Os seres humanos tem uma certa tendência a ser pessimistas. Acho que muito em função do meio em que estamos inseridos hoje, que acaba nos influenciando e nos fazendo pensar que a competição ou o alto número de pessoas fazendo as coisas – não sei – aumenta a probabilidade de você ser mais um, das coisas darem errado e de que nada vale a pena.
Sempre gostei de ler biografias de pessoas que fizeram a diferença, de procurar saber um pouco mais sobre elas. Me parece que essa é uma forma de adentrar ao mundo daquela personagem e entender como era lido e entendido por ela cada situação. Quais eram as reações às pequenas coisas, as decisões nos pequenos detalhes.
O cinema mesmo nos propicia muitos filmes biográficos de pessoas que superaram suas gerações, enxergaram além de seus pares e fizeram a diferença – sem entrar no mérito se foi positiva ou negativa a sua passagem. Cito Cazuza, Ray Charles, John F. Nash (gênio matemático inventor de famosa teoria econômica – Uma Mente Brilhante), Howard Hughes (mega-empresário americano – O Aviador), Gandhi, Hitler, Mark Zuckerberg (co-fundador do Facebook – A Rede Social) e Chico Xavier. Cada um desses caras trouxe ao mundo uma visão diferente do comum, um olhar além do que estavamos acostumados, atitudes que não esperavamos para o cotidiano repetitivo.
Somos treinados para fazer o que estamos acostumados. Até sentimentalmente. Nossas reações já são esperadas, nossos sorrisos, calculados. Você já reparou que tendemos a rir mais quando assiste a uma comédia acompanhado? Por que será? Massificamos nossas reações? Padronizamos as respostas aos estímulos do mundo?
Depois de entender um pouco melhor esses caras que citei aí em cima, é que vejo o quanto a atitude e o exemplo nos menores atos, nas pequenas coisas, fazem toda a diferença e mostram quem você é. O quanto aplicar o seu ideal a tudo, sem criar exceções, sem ter preguiças, viver aquilo que você acredita, de coração, faz de você uma pessoa diferente.
Assim, acredito que é isso que quero para o planeta de regeneração. Tentar fazer do meu mundo um lugar condizente com o ideal que quero seguir. Colocar em prática o que escolhi, sem negar nem mesmo nas pequenas decisões,minha crença. E digo isso sem pensar em religião nenhuma, apesar dela fazer parte e nortear meus ideais.
Para finalizar, aqui vai um vídeo que fala um pouco disso.
A letra da música tocada no comercial é Whatever, do Oasis e você pode conferir letra e tradução aqui. Recomendo!
Filippo – @_Filippo
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Você já percebeu como é difícil dialogar? Não, não estou dizendo discutir, debater. Falo de diálogo. Quando duas pessoas falam. Mas não ao mesmo tempo, claro! Pense se você já foi capaz de expor suas idéias e em seguida ouvir as idéias dos outros, sem elaborar uma resposta, sem julgar. Apenas ouvir e [...]
Você já percebeu como é difícil dialogar? Não, não estou dizendo discutir, debater. Falo de diálogo. Quando duas pessoas falam. Mas não ao mesmo tempo, claro! Pense se você já foi capaz de expor suas idéias e em seguida ouvir as idéias dos outros, sem elaborar uma resposta, sem julgar. Apenas ouvir e ser ouvido. Pois então, eu diria que para alguns isso talvez nunca tenha acontecido e para outros ocorreu em raras oportunidades, com um amigo que pensa exatamente como você.
Incrível como sempre, em uma conversa, estamos defendendo nossas idéias e tentando impo-las ao outro. Se alguém diz “legal, mas eu penso diferente” ou “ não concordo!”, de alguma forma nos melindramos e nos sentimos como que atacados pelo outro, e logo elaboramos uma defesa ou ainda pior, não aceitamos o fato do outro poder discordar.
As vezes saímos para o Mundo, quando passamos no vestibular por exemplo, e temos contato com pessoas muito diferentes, com culturas e pensamentos distintos. Aprendemos, descobrimos coisas, sobre nós e sobre o Mundo. Quando voltamos aos antigos amigos, à família, achamos que eles não sabem de nada, estão fechados com as mesmas idéias e que precisam sair e ver o Mundo como nós. “Você não fez intercâmbio? Como assim? Não conhece ninguém de outro país? Você sempre morou nesta cidade? Como assim, você não vai fazer faculdade e prefere se casar e ter filhos simplesmente? Não acredito que você não conhece a religião x, o lugar y…..e por aí vai.
Fato é que, o que serve para você nem sempre serve ao outro. Aquela palestra do centro em que você tinha certeza que sua mãe deveria estar lá ouvindo, por que claro, as palavras do expositor caiam como uma luva para ela; na realidade ela servia pra você mesmo. Talvez para entende-la melhor, para saber como lidar com ela. Ninguém mais que você deveria ouvir o que você ouviu. Os fatos, pessoas, acontecimentos, livros, conselhos de amigos, tudo que vamos colecionando pelo caminho são como uma preparação para o que está por vir em sua vida, portanto só servem à você. Cada um está no lugar certo, na hora certa para ouvir a coisa certa que lhe fará ser um pouco menos torto.
Não é fácil o exercício de dialogar ou compartilhar experiências para quem, assim como eu, perdeu boa parte da vida discutindo e se defendendo. Não há nada errado com as pessoas que não concordam com você, talvez tenha algo errado com você (e comigo com certeza) para não entender que ele tem esse direito.
Meu direito vai até onde começa o do outro!
Tente, e veja como o julgo fica realmente mais leve.
Luana dos Anjos – Mato Grosso
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O Grito
“O destino cruzou o caminho de D. Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância. Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A causa [...]

O Grito
“O destino cruzou o caminho de D. Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância. Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A causa dos distúrbios intestinais é desconhecida. Acredita-se que tenha sido algum alimento malconservado ingerido no dia anterior em Santos, no litoral paulista, ou a água contaminada das bicas e chafarizes que abasteciam as tropas de mula na serra do Mar. Testemunha dos acontecimentos, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, subcomandante da guarda de honra e futuro barão de Pindamonhangaba, usou em suas memórias um eufemismo para descrever a situação do príncipe. Segundo ele, a intervalos regulares D. Pedro se via obrigado a apear do animal que o transportava para “prover-se” no denso matagal que cobria as margens da estrada.”
A montaria usada por D. Pedro nem de longe lembrava o fogoso alazão que, meio século mais tarde, o pintor Pedro Américo colocaria no quadro “Independência ou Morte”, também chamado de “O Grito do Ipiranga”, a mais conhecida cena do acontecimento. O coronel Marcondes se refere ao animal como uma “baia gateada”. Outra testemunha, o padre mineiro Belchior Pinheiro de Oliveira, cita uma “bela besta baia”.
Em outras palavras, uma mula sem nenhum charme, porém forte e confiável. Era esta a forma correta e segura de subir a serra do Mar naquela época de caminhos íngremes, enlameados e esburacados. Foi, portanto, como um simples tropeiro, coberto pela lama e a poeira do caminho, às voltas com as dificuldades naturais do corpo e de seu tempo, que D. Pedro proclamou a Independência do Brasil. A cena real é bucólica e prosaica, mais brasileira e menos épica do que a retratada no quadro de Pedro Américo. E, ainda assim, importantíssima. Ela marca o início da história do Brasil como nação independente…”
Trecho retirado do livro 1822 – Laurentino Gomes.
A Independência Brasileira talvez não tenha sido tão romantizada como gostaríamos, já que o quadro utilizado nos livros de história do colégio pouco retratam a realidade dura dos fatos. Porém, nesse momento, me lembro também do nascimento de tantas figuras históricas importantes para o mundo, como o próprio Jesus, que veio a Terra sem luxo algum e proporcionou tanto. Cenário que se repete com Lula, Chico Xavier, Machado de Assis e tantos outros, cada um a sua maneira, que não estiveram em meio ao luxo em seu nascimento e fizeram a diferença.
Não há dúvidas que houve insegurança, dificuldades e muitos momentos de questionamento se ir adianta com a independência de nosso país era o melhor caminho. D. Pedro (até então o príncipe regente), ainda muito jovem, tinha que tomar decisões difíceis em um país sem dinheiro (seu pai, D. João havia esvaziado os caixas brasileiros) e que estava pronto para se sub-dividir em pequenas nações, como aconteceu com a américa espanhola.
A luta pela independência mostra a realidade de nosso povo, que não tem sobra de comida no prato e nem grandes mordomias. Um povo formado por escravos que trabalhavam até a fadiga. Pessoas que não tinham estudo ou conhecimentos avançados em ciências modernas, que lutavam para sobreviver, plantar o que comiam ou atrás de uma grande oportunidade. Fato é que esse mesmo povo, vindo de Portugal, Suécia posteriormente (em uma campanha portuguesa para o embranquecimento do Brasil), Japão, Itália, Espanha, Holanda e tantos outros lugares do mundo, se apaixonaram por essa terra e se tornaram, automaticamente, brasileiros. Porque ser brasileiro é como escolher time de futebol ou, para quem acompanhou Harry Potter, ser escolhido pelo chapéu seletor. A coisa simplesmente acontece.
E o que temos que levar de um dia como esse é maior do que simplesmente uma passagem. É o respeito a nossos antepassados e a reflexão para como vamos lidar com o futuro. Porque medo, insegurança e dificuldades nós já passamos em outros tempos e vencemos. Saiba bem que você não é brasileiro por acaso, e que essa Pátria Mãe Gentil que te proporciona tanto, foi construída sob o choro dos bons.
Filippo – Vale do Paraíba
@_Filippo
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Antes de tudo, quero pedir aqui um favor. Ao ler esse texto, encare as pessoas que criaram você como pais. Não se preocupe se não foram eles que te colocaram no mundo, porque se foi deles o papel mais importante na sua vida – o de te criar – é assim que você [...]
Antes de tudo, quero pedir aqui um favor. Ao ler esse texto, encare as pessoas que criaram você como pais. Não se preocupe se não foram eles que te colocaram no mundo, porque se foi deles o papel mais importante na sua vida – o de te criar – é assim que você deve chamá-los!
A família, para mim, é como a reencarnação. Chegamos a uma nova vida, como quem chega a uma família. Sem saber direito de onde viemos, para onde vamos… Apenas com a certeza de que as pessoas que estão cuidando da gente nos querem muito bem, não importa o que aconteça. Então, nos sentimos no lugar certo. Claro que enquanto vamos crescendo, vamos aprendendo como as coisas funcionam – ao menos deveríamos! Se sim é sim, não é não, aí é outra história. Afinal, com o tempo, vamos testando os limites de onde começa ou termina nossa liberdade.
Outro preceito espírita que aprendemos nessa fase é a tal da ação e reação. Saiu da linha – cometeu a ação. E a reação, não se engane, também é imediata: chinelada, castigo, ficar sem sobremesa ou perder a pré-estreia de “Crepúsculo VIII – Agora em Marte”, nada passará impune na justiça dos pais.
Fato é que quando crianças aprendemos na prática, sem muita teoria, na tentativa e erro, entre um choque com o dedo dentro da tomada e uma catapora. Além, claro, do método mais eficiente: o grito de NÃO dos nossos pais. Já quando adolescentes, percebemos que o limite de casa não é, efetivamente, o limite do mundo. E é aí que a brilhante ideia de explorar o que tem por esse novo mundo de possibilidades vem a nossa mente. Meu pai mentiu! Aqui não é o fim! Tem mais coisa pra lá!
Então, quando saímos da bolha protetora do “Nosso Lar”, vemos que a vida lá fora pode ser um pouco de umbral para quem já esteve em um ambiente aconchegante, em que apesar das brigas e discussões, nos amamos. Surgem apelidos, enfrentamos o tal do bullying, nossos defeitos ficam a mostra por mais que tentemos esconder! Pode até existir pomadinha do Luan Santana para esconder espinha, mas para cabelo embaraçado, nariz grande e gordurinhas extras, ainda não! Força e coragem são essenciais e pensamos: “Se meus pais passaram por essas e outras e não surtaram, também vou conseguir”. E olha, nessas horas, bater um papo com os pais pode ser de boa ajuda, como quem conversa com seu mentor espiritual. Ele pode te ajudar, mas só se você quiser ouvir. E no fundo, seja seus pais ou seu mentor, é só uma segunda opinião de alguém que torce por você, porque quem cuida da nossa vida – como estamos cansados de gritar aos 04 ventos – somos nós mesmos.
Vida que segue e água que passa por debaixo da ponte.
Chega um dia em que conhecemos outra pessoa. Ficamos bobos e esquecemos como é viver se não estamos com ela. Enquanto isso, a adolescência passa em um sopro, o trabalho está corrido e o salário na conta. Outra liberdade nos é apresentada, a financeira! Pela primeira vez temos efetivo direito de ir e vir; se tivermos dinheiro para pagar o ingresso e o combustível, claro! Só que o tempo e energia já não são tão grandes, maior parte consumida pelo tal do trabalho. Dá uma saudade de quando não tínhamos dinheiro (ou ele não saía de nosso bolso), mas o tempo era de sobra…
Com um dimdim em caixa e um “cobertor de orelhas” a tiracolo, outra brilhante ideia nos acomete: a de casar, juntar, ter um espaço em que o pronome utilizado é possessivo, mas pela primeira vez, em nosso favor: Está casa é “NOSSA”. Fatalmente nos lembramos da antiga e inesquecível fala de nossos ancestrais quando reclamávamos de alguma inovação vetada como, por exemplo, colar adesivos de uma boyband no teto do quarto: “Aqui as regras são minhas, quando você tiver o seu lugar, você cria as suas”. Frases como essa ressoaram anos e anos pelo nosso espírito, perispírito e duplo etérico. A decisão é tomada: “Vou ter um apartamento, fazer o que quiser e estar sob minhas próprias regras”.
Problemas hidráulicos, elétricos, eletrônicos, financeiros, eletro-eletrônico-financeiros, aprender a usar os correios, aprender que nem tudo se faz por e-mail, fazer imposto de renda, tentar entender descontos na sua folha de pagamento e o porquê não recebemos nosso salário inteiro, se sentir igualmente impotente com políticos corruptos e empresas que não entregam o serviço que prometeram. A cada dia, um novo Trabalho de Hércules se desdobra e, caso não resolvido no horário de almoço, acumula em uma eterna lista de PENDENTES. Coisas que você nunca deu lá muita importância – porque não estavam sob sua responsabilidade – e que agora só dependem de você. E, se você quiser, pode até bater um papo com algumas pessoas que tem experiência no assunto – o tal dos “pais” – mas, de novo, só quem vai poder resolver é você.
Dia chega e você descobre que “vocês estão grávidos”, que tem gente nova a caminho por aí. E vai ser uma alegria e um desespero, uma felicidade e uma correria. Nessa maratona para deixar tudo asseado para o novo filhote, muito se assemelha a primeira vez que os pais vêm nos visitar na casa nova: tudo tem que estar ajeitadinho, arrumadinho, impecável porque teremos visita!
Ficamos bobos e superprotetores, fazemos coisas que nunca imaginavamos sermos capazes de fazer. Como escolher o carrinho de bebê baseado em uma matéria do Fantástico, levando em consideração se o produto tem ou não o selo de aprovação do INMETRO. Deixamos de ser práticos para sermos cautelosos, deixamos de ter pressa, para propiciar conforto. O futebol, a novela, a saída com os amigos, o cinema e, pasmem, até mesmo a internet, tudo passa a fazer parte de um segundo plano em um sacrifício que nem dói, porque você está fazendo essa troca por amor.
Fato é que dentro de casa vamos pulando de papel em papel, como na reencarnação. E então, vivemos a reencarnação na mesma encarnação, quando magicamente mudamos de time e passamos a viver o outro lado da moeda. Será a nossa vez de falar frases que são célebres há eternas gerações como “Vou contar até 03: uuuuum…. dooooooooooooois…. eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee” (aliás, já notaram como todo pai dá uma alongadinha no E?) ou “Você é MEU filho e não dos outros, não me importa se todo mundo vai!”, entre outras. E vai entender o porquê de cada frase e de quão doido é se ver repetindo o que ouviu de seus pais e o quanto essas palavrinhas mágicas fizeram a diferença na sua criação, fizeram a diferença em quem você é hoje.
Você vai perceber que ser pai não é ser infalível e que às vezes vai tomar decisões erradas, um pouco duras, e vai ficar com dó e tentar compensar essa “dureza” de alguma maneira. Mas também vai ponderar que determinadas coisas não dão certo, que determinados amigos não são boas companhias, que alguns programas não vão acrescentar em nada, e que deixar seu filho em casa naquele dia é sim a melhor opção. Você vai saber mais do que ninguém que seu filho precisa ter limites e educação para ser um adulto consciente, que não vai achar normal cometer delitos, roubar, bater em outros por ter opinião diferente ou até matar. Vai saber que amor é algo que nunca se deve negar a um filho, não importando a situação, mas que isso nada tem a ver com dizer alguns “nãos” que parecem ser injustificáveis na visão de um adolescente.
Nada vai ser mais divertido, não haverá maior aprendizado, do que ver seus filhos crescendo, cada um com sua personalidade, perfil, virtudes, defeitos e dificuldades. Mas com a criação que você deu, que recebeu de seus pais, que por sua vez tiveram de seus avós, ajudou a esse jovem ser alguém que tem boa educação, que conquista as pessoas, que tem amigos que o amam, e que é querido por todos. E um dia, vai chegar aquele momento que tanto tememos, a hora dos nossos filhos saírem de casa. Dá medo, porque filhos são pessoas com quem queremos estar junto sempre, e parece que não conseguiremos viver se não estiverem conosco, como falei há pouco dos namoradas no começo de relacionamento, mas multiplicado por mil. Parece que eles sempre estiveram em nossas vidas e que sem eles, nada mais fará sentido.
E eles vão embora, e vão ligar desesperados querendo saber sobre IPVA, multa, problemas hidráulicos, elétricos, eletrônicos, financeiros, eletro-eletrônico-financeiros, e tudo o mais. E você vai ouvir tudo com um grande sorriso nos lábios e tentar dar o melhor dos conselhos, porque você já passou por tudo isso e sabe como é. Mas você também sabe que eles só vão seguir seus conselhos se eles quiserem, porque a vida é deles… E só deles.
Filippo – Regional Vale
@_Filippo
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Para realizarmos tudo na vida é preciso ter força de vontade, mas tudo tem que ser em pequenas doses, de pouquinho em pouquinho, já que para tudo há um limite, e tudo em exagero há de fazer mal.
A mudança ocorre todos os dias, se quisermos alguma coisa mudar, há de ser para já, o [...]
Para realizarmos tudo na vida é preciso ter força de vontade, mas tudo tem que ser em pequenas doses, de pouquinho em pouquinho, já que para tudo há um limite, e tudo em exagero há de fazer mal.
A mudança ocorre todos os dias, se quisermos alguma coisa mudar, há de ser para já, o tempo não espera as decisões serem tomadas, e, não digo isso apenas para as pequenas atitudes diárias que devemos mudar, para elas também, mas digo mais para as grandes mudanças, das quais sempre nos esquecemos de tomar, sempre admiramos quem as toma mas raramente as executamos.
O mundo muda, e com ele temos que ir, ajudar a tornar deste mundo um lugar melhor, realizar as mudanças, como Stéphane Hessel fez no tempo dele, e ainda faz, com 93 anos, escrevendo para nos elucidar das mudanças que estão ocorrendo e que não estamos ajudando a executá-las.
Na França, por exemplo, eles lutaram na Resistência, lá em 1945, após lutarem contra o nazi-fascismo , por uma boa educação para todos, o que hoje eles tem para a maioria, a saúde…No entanto, toda conquista da geração do Hessel está indo por água abaixo, já que estão vigorando leis para retirar essas conquistas.
Eu tenho vergonha de não estar fazendo nada enquanto um idoso, com certeza com uma saúde debilitada, com menos juventude, está fazendo muito, sem comparação, do que eu estou fazendo para a sociedade.Ele nós pede para ajudá-lo, e eu questiono: é necessário alguém pedir para cuidarmos de algo que já deveríamos cuidar?
Lays Vitória, 15 anos.
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