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Grupo de Rock Espírita, Chaves da Luz ganha espaço no DalheDJ

O DalheMongo entrevistou o grupo de Rock Espírita Chaves da Luz.

A partir de hoje você pode curtir duas músicas do grupo no DalheDJ: “Viagem Astral” e “Chaves da Luz”.

Se você tem uma banda espírita e também gostaria de participar ou conhece uma que acha que pode fazer parte do DalheDJ, entre em contato conosco pelo e-mail: SAC.DALHEMONGO@GMAIL.COM


Como e quando surgiu a ideia da banda?
A banda surgiu em 2009, em virtude da divisão da minha banda anterior Keys of the Light. Agora as duas existem pois trato o Chaves da Luz como se fosse um trabalho solo apesar da presença do Felipe que é integrante do Keys of the Light, e mantive está última como banda.

Por que esse nome foi escolhido?
Da mesma maneira que a banda surgiu… Partiu da minha primeira banda , cujo nome Keys of the Light significa exatamente Chaves da Luz.  Como as letras são em português, e tratam do tema espírita, decidimos manter esse nome.

Em quantos vocês são?
Somos em 3 : sou a compositora, cantora e pianista, o Felipe é o baterista e a Cassia a contrabaixista. Os teclados e guitarras são momentaneamente reproduzidos via playback.

Os integrantes da banda são todos espíritas? Frequentam mocidade?
Eu sou da fraternidade Ramatis da ZN de São Paulo, mesma fraternidade em que meu irmão (pai do Felipe) era coordenador. O Felipe não é espírita propriamente, mas segue a doutrina de certa maneira, não tão profundamente e a Cássia é umbandista.

Como surgiu a ideia de fazer rock espírita?
Depois de muitos anos com o Keys of the Light, cujos temas tb estão ligados a natureza, amor e força interior resolvi ler as poesias e textos que minha mãe escrevia. Algumas vezes ela cogitava a possibilidade de musicá-los. Sendo assim , resolvi escrever uma música com um deles… e assim nascia Viagem Astral, porém com uma roupagem mais pesada do que a de hoje. Visto que os integrantes preferiam o inglês e o rock mais pesado, resolvi fazer 2 projetos independentes: O velho Keys of the Light e um projeto que tratasse apenas da espiritualidade e que fosse mais pop, assim nasceu o rock espírita.

Vocês já se apresentaram fora de centro espírita? Se sim, como foi?
Fora de centros e eventos espíritas só nos apresentamos com o Keys of the Light… aliás, no início nos apresentamos com o próprio Keys of the Light nos centros , depois que houve a divisão dos grupos.

Tem CD gravado? Se não, pensam nisso?
Sim. O Keys of the Light tem um e agora o Chaves da Luz tb tem. Para concluí-lo falta apenas o encarte.

Quem faz as letras? Se inspiram em literatura espírita para fazer as letras?
Minha mãe faz as letras e vez ou outra escrevo alguma frase, mas a responsável mesmo é ela. Eu faço a música. Minha mãe teve várias experiências fora do corpo e tem muitas de premonição… Ela lê alguns livros, mas creio que sua maior inspiração venha de seu interior.

Tem influência de quais bandas?
Gosto muito de heavy metal, mas essa influência aparece bem mais no Keys of the Light. Bandas como Nightwish, Within Temptation, Therion e Queen entre outras aparecem como espelho para banda. Já para o Chaves da Luz, creio que algo como Sarah Brightman ou Loreena McKennit seria mais apropriado.

Costumam se comunicar com outras bandas espíritas, por quê? E quais?
Sim… já toquei com alguns grupos, porém um pouco diferentes do nosso. Uma das bandas que tivemos o prazer de tocar foi Lourenço Neto e o mundo extrafísico.

Como divulgam o trabalho?
Estamos trabalhando em nosso site. Em breve estará pronto, mas conto com os amigos da Radio Boa Nova, que são maravilhosos, outros parceiros de web radios espíritas e divulgamos através do orkut.

O DalheMongo agradece pela entrevista e deseja boa sorte!

@DalheMongo


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Philip Glass fala dos brasileiros antes de chegar

Fonte: ESTADÃO.

Lúcia Guimarães – O Estado de S. Paulo

Divulgação
Divulgação
Philip Glass vai executar composições suas em piano em instalação na Pinacoteca

NOVA YORK – A sorridente Zuri me leva para a cozinha, no subsolo da casa, em Manhattan. Philip Glass está colocando as crianças para dormir. Zuri, de 21 anos, é neta de Glass e sobrinha de Marlowe e Cameron, de 8 e 6 anos, filhos do quarto e já encerrado casamento do compositor de 73, irmãos de Juliet, de 41, e Zachary, de 38. A não ser por um súbito grito de Marlowe, acordado pelo irmão, a entrevista corre com tranquilidade que faz de um dos mais celebrados artistas da música contemporânea um interlocutor distinto de sua obra.

Se Glass, que acha velho o termo minimalismo, favorece repetições e estruturas cíclicas, sua conversa fácil muda de rumo e envereda por estradas vicinais. Bastou explicar que o artista plástico Carlito Carvalhosa, que o convidou a colaborar na obra A Soma dos Dias, que será inaugurada neste sábado, 31, na Pinacoteca do Estado, era o motivo do pedido da entrevista e ele abriu sua casa para falar de qualquer assunto que desperte seu apetite onívoro pelas artes. O músico vai executar na segunda e na terça-feira composições suas em piano no interior da instalação de Carvalhosa em São Paulo – e ainda, no último dia, ministrará master class com os alunos da Tom Jobim – Escola de Música.

Como decidiu colaborar com o Carlito Carvalhosa?

Eu havia visto o trabalho dele antes. Tenho uma maquete de papel do museu, que ele fez para eu ter uma ideia. Mas, você sabe que já fiz isto antes.

Desde o começo, em Nova York, o senhor colaborava com artistas contemporâneos.

Sim, mais recentemente, em 2008, eu toquei na grande exibição do Richard Serra no Grand Palais, em Paris. Eu não faço mais com tanta frequência as performances ao vivo, como esta que vou fazer com o Carlito. Eu tocava muito em galerias. Afinal era o único lugar onde nos deixavam tocar! Eu era muito aliado ao mundo da arte naquela época porque era a base da minha audiência, o meu público cresceu dali. E, à medida que o público de música me aceitou, comecei a me apresentar nas salas de concerto tradicionais. O meu começo foi quase exclusivamente ligado às artes plásticas.

O senhor escreveu a trilha sonora para o filme Nosso Lar. Conhecia a história do Chico Xavier?

Não conhecia. Eles me telefonaram, só isso. A produtora ligou e disse, posso ir a Nova York falar sobre o filme? E eu disse, claro, falo com prazer.

O senhor quis conhecer melhor a história do Chico Xavier?

Aprendi alguma coisa. Sabe, há histórias semelhantes por aqui. Eu gostei do diretor Wagner de Assis e não me cabe julgar o tipo de fé contida ali. O diretor demonstrou entusiasmo, eu tinha algum tempo disponível e escrevi.

Entre as inúmeras trilhas que compôs, o senhor se sente atraído pelos filmes que lidam com espiritualidade?

Realmente compus algumas trilhas ligadas ao tema. Uma seria o Kundun, do diretor Martin Scorsese. Mas terminei ontem uma outra, muito interessante, para um filme chamado Rebirth (Renascer), sobre o ataque às Torres Gêmeas. O diretor é Jim Whitaker. O filme foi feito para o museu permanente que está sendo construído no Ground Zero. Não é sobre política, propaganda ideológica. É sobre o sofrimento humano, algo que se perdeu em meio à raiva geral e à guerra no Iraque. É sobre a dor. Como se vive com ela, como se supera a dor e como se encontra de novo a alegria de viver.

O senhor segue um processo criativo semelhante quando está compondo trilhas? Kundun, de Martin Scorsese, seria um exemplo de processo de trabalho?

No caso de Kundun, escrevi a trilha baseado no roteiro. Eu conhecia a roteirista Melissa Mathison. Eu telefonei para o Scorsese e disse “Marty, eu tenho que escrever esta trilha.” Ele ficou intrigado, “Por quê?” E eu disse: “Eu conheço esta gente, tenho conexões com músicos e sei o que fazer.” E expliquei: “A música vai ser a porta de entrada para o filme.” O assunto é tão exótico, tão desconhecido, você vai filmar coisas que nem existem mais. Então, a passagem para tudo isso vai ser a música. Eu fui logo mandando a música para o set e a Thelma (Thelma Schoonmaker, editora da maioria dos filmes do diretor) editava o filme já com música. Seria a única maneira de haver uma relação entre história e música. Comecei a mandar gravações para o set no Marrocos e o Marty contou que os autores aplaudiam.

É comum a sua música ser classificada de minimalista. E o senhor discorda do rótulo.

Não me incomodo. Mas a dificuldade é, se você diz que alguém está compondo música minimalista e aí toca a trilha de As Horas … (Glass faz uma cara de espanto). Cadê o minimalismo? A referência é a um período musical de 1967 a 1976, até Einstein On The Beach (a parceria de Glass com o diretor de teatro Robert Wilson). A música mudou a partir daí. Então é como você descrever hoje um dos primeiros namorados que teve como um cara ainda bonitão de 20 e poucos anos.

A música eletrônica também passa por uma evolução?

O tipo de música eletrônica pura não existe mais. Ela se tornou integrada a outros gêneros. Os músicos jovens usam a eletrônica como um elemento. Outro pode ser a performance. E a fronteira entre a música artística e a comercial está desaparecendo. Fui um dos poucos que não se preocupou com a distinção. Foi assim que acabei compondo trilhas. A música para cinema é o que é. A realidade é que os pedidos para reescrever composição são ditados pelos produtores, não é nem o diretor.

E o senhor vai e reescreve.

Com certeza. Ou você concorda ou desiste e vai embora. Eles não querem saber se você é o Stravinsky.

Como o senhor vê o colapso da indústria tradicional do disco?

Fico contente que tenha acontecido. Bem, primeiro tenho que admitir que fui muito bem tratado por gente como o Bob Hurwitz, da Nonesuch. Mas quando você tem um contato com gravadora, querem um disco por ano. Não falo só de mim, mas era bem claro que havia muitos compositores sem gravadora. A porta de entrada para o mundo do disco era muito apertada e controlada por um punhado de pessoas. O que substituiu as gravadoras não é um mundo perfeito mas, veja, podemos fazer download, qualquer um pode produzir sua gravação. Um artista jovem pode procurar seu público, promover a gravação em concertos e as pessoas compram online.

O senhor concorda que há mais música ao vivo agora?

Sim, concordo. Ninguém ganha mais dinheiro com álbuns! O Ray Davies está tocando por aí, Paul Simon, Paul McCartney, os Rolling Stones. Eu já passei dos 70 e faço uns 40, 50 concertos por ano. Nova York está cheia de clubes e palcos de todos os tamanhos. O colapso da indústria do disco deu este impulso para a música ao vivo.

Um labirinto de tecidos e música, por Camila Molina

SÃO PAULO – Música e tecidos translúcidos são os elementos para a experiência de tempo e memória na obra A Soma dos Dias, que o artista Carlito Carvalhosa inaugura hoje, às 11 h, no octógono da Pinacoteca do Estado. Duas espirais de panos TNT caem desde 15 metros de altura do teto de vidro daquele que é o ponto central do prédio do museu formando, assim, um espaço não de contemplação, mas de percurso – já de fora dele os sons das composições de Philip Glass em 54 alto-falantes convidam o visitante a entrar no interior do labirinto branco e de levezas. “É no caminhar que se chega a uma sensação de ascensão e se revela algo”, diz Carlito.

Por isso a música tem o mesmo peso que a própria intervenção escultórica – ou uma espécie de ideia de escultura porque é tão mínima – do artista plástico. Carlito conheceu Glass na década de 1990 no Rio e com ele travou amizade. Agora, nessa oportunidade de criar uma obra para um espaço especial da Pinacoteca, resolveu convidar o músico para uma colaboração – e Glass, sabendo do conceito da obra, escolheu ele próprio um repertório variado de composições percorrendo sua trajetória entre 1969 e 2004. O músico fará apresentações, para convidados, no início da semana no interior do labirinto de tecidos – depois, até 7 de novembro, quando se encerrar a mostra, suas músicas serão executadas por alunos da Tom Jobim Escola de Música.

Neste “outro lugar” que Carlito criou no centro da Pinacoteca (Pça da Luz, 2, tel. 3324-1000), os visitantes têm papel fundamental. Se transformam em volumes na peça, levam suas memórias e, ainda, têm gravados em microfones suas passagens pela obra. Enfim, todos os sons (incluindo a música) se juntam na beleza de A Soma dos Dias.

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O rapper espírita que ganhou a mídia‏

Já imaginou um rapper nascido e criado no interior de Goiás? Cuja influência musical, até os dez anos de idade, se resumia às modas de viola cantadas pelo avô, na fazenda onde moravam?

Esse é Túlio Dek, o músico que emplacou, logo no primeiro álbum, um hit em novela das 8 da Globo: “Sou muito eclético e sei separar muito bem as coisas. Gosto de ouvir Vinícius pra compor e hip hop pra me inspirar”, disse ao jornal Plug, logo após o lançamento do CD.

Mas o que nos leva a falar dele aqui é outro fato interessante: Túlio é espírita declarado, a começar pelo próprio nome artístico que escolheu: “Tive o insight de pegar o ‘Dek’ do Allan Kardec, com ‘k’, pra modificar um pouco”, explica.

O contato com o espiritismo começou na adolescência, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Já aos 19 anos, o rapper participava de reuniões mediúnicas e psicografava textos. “Depois que me estabelecer com meu som, quero lançar um livro com os poemas que psicografei e doá-los. Não quero vendê-los porque isso não é meu. É um auxílio que recebo”, disse ao Extra Online em julho de 2008.

Sem ter vivido na favela, Túlio usa a música para falar da vida, das dificuldades e superações que fazem parte do dia-a-dia. No emaranhado de temas e situações que aborda nas letras, a influência espírita se revela em versos como:

“Idas e vindas, vidas nascidas de partida / Experiência adquirida, confiança em dobro / Integrado, corpo e espírito no jogo”, “A gente tem que saber levar / E entender que tudo vai passar / Nem sempre a gente pode enxergar / Mas o sol nunca deixa de brilhar” e “Tudo nessa vida é merecimento / O que a brisa leva, volta com o vento / Se não se decidiu, então corra atrás / Entre o bem e o mal, eu fico com a paz”

“Não acredito em sorte. Acredito em merecimento. Tem muita gente boa no mercado, mas as coisas são difíceis. Nada é por acaso. Você tem que correr atrás dos seus sonhos para que eles se realizem. Tem que correr atrás para merecer estar numa situação que te ajude a conquistar as coisas”, revelou certa vez ao portal carioca Conexão Aluno.

Abaixo, o clipe da canção Tudo Passa, que foi tema do personagem Halley, na novela A Favorita. Título e letra sugestivamente espíritas…

Fonte: Espírito de Arte

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Orquestra Sinfônica Brasileira grava trilha de “Nosso Lar”

A OSB – Orquestra Sinfônica Brasileira – grava nessa semana a trilha do filme, composta por Phillip Glass. Regente em Calgary, no Canadá, Roberto Minczuk veio especialmente para a gravação e para organizar os concertos da nova temporada prevista para iniciar em 8 de Maio, com a reabertura do Theatro Municipal, no Rio. Esse ano a orquestra comemora 70 anos com intensa atividade

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CD Flores e Cores no DalheDJ

Para você que curte as músicas de mocidade e esteve no último Encontro Geral de Mocidades da Aliança ou no Encontro de Dirigentes há algumas semanas, entre no DalheDJ e curta sucessos como “Esperança”, “Allegro”, “Ipê” e “Laços de Amor”, disponíveis em primeiríssima mão.

Agora você não tem mais desculpa para não saber as letras de cor!

E desde já deixamos um abraço ao Guilherme e Carol, que cederam as músicas para disponibilizar aqui no Dalhe.

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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Contrariando Nando Reis ou Sobre as Perdas…

Gosto muito de música, de vários tipos. Atualmente dentre os compositores e cantores do cenário musical brasileiro, prefiro o Nando Reis. Nando é daqueles caras que nos fazem refletir, nos desperta emoções. Como cantor, tem uma voz, no meu modo de entender que não é a das melhores, desafinada em alguns momentos, e é justamente por isso que eu gosto, porque é diferente, porque foge do comum. Por isso, aconselho quem não tenha ainda prestado atenção nas letras, que faça isso, poderá se surpreender. Embora tudo isso que eu tenha dito seja verdade, uma coisa me chamou muita atenção em uma das músicas dele, que é o objeto desse meu texto. Eu penso diferente de Nando Reis e acredito que ao final da leitura, você também irá pensar o mesmo. Leiam com cuidado a letra da música.

Conta – Nando Reis

Prestou atenção? Nando fala de perdas, especificamente da perda de sua mãe, de como ele ficou, de qual foi sua situação. Vamos olhar com mais cuidado em algumas partes:

Desde o dia que perdi minha mãe
Eu me perdi de mim também
Perdi no mundo o que era o mundo meu
- minha mãe
E eu não sei o que sou sem ela
Só sei que ela me deixou
Por que ela me deixou?
Por que ela me deixou?
Ela me deixou

Começo a discordar dele desde o início, e falo isso com toda convicção e conhecimento de causa. Já passei por isso, igualzinho. Claro que essa passagem de minha vida, ocorreu quando eu tinha apenas um ano de idade e o reflexo só chegou mais tarde, para os meus irmãos, mais velhos, deve ter sido barra pesada. Muita gente já passou por situações de perda de pessoas queridas ou ainda irá passar. Por mais difícil que possa parecer, nós que somos espíritas logicamente considerando a bagagem de cada um, temos um entendimento do que ocorre. Quando a gente perde alguém que a gente gosta, é complicado, é triste, mas a gente não se perde não. Eu estou aqui para provar isso, vinte anos depois (idade fantasia, rs*). A morte é carnal, mas o espírito é imortal e se momentaneamente tivemos que nos separar, certamente existe um propósito para que isso tenha acontecido, já foi planejado antes de nossa jornada aqui na Terra. Porque ela me deixou? Não deixou! Foi apenas um até breve, talvez uma nova oportunidade de aprendizado, de conhecimento e de descoberta. Mais uma vez, é difícil! Mas é real!

Nesse dia, o dia em que eu perdi minha mãe
Eu me dei conta que eu estava só por minha conta
Mesmo tendo o meu pai, que eu amo
A minha conta não se fecha
Essa conta nunca mais fechou
Nunca mais fechou
Nunca mais fechou
Essa conta
Estou aqui, estou aqui, fiquei aqui
Você não está, você não está, não está mais
Eu quero te ver, quero te ver, para te ver

Não estamos só por nossa conta, temos outras pessoas que estão a nossa volta que dependem de nós ou que estão aí para nos auxiliar, compartilhar momentos de alegria ou de sofrimento. Quantas famílias não se uniram depois de uma grande perda, irmãos que não se falavam e se juntaram para superarem juntos esse momento difícil. A conta fecha sim! Os outros que estão a nossa volta, merecem ser amados tanto quanto aqueles que partiram porque é isso que essa pessoa que se foi espera de nós, e quando no outro plano nos encontrarmos, ela estará lá, de braços abertos, sorrindo e nos cumprimentando por termos vencido com força essa etapa da vida e estando prontos para outra.

E a partir desse dia, desse dia em diante
Minha alegria se transformou
Minha família aumentou bastante
Sou pai de cinco filhos
Mas um filho-pai apenas, criança sou
Uma criança sou
Uma criança sou
Uma criança sou

E a vida segue, e novos laços serão construídos, constituiremos nossa própria família, marido, mulheres, filhos, ou com outras pessoas até. Quando tudo isso acontecer, vamos olhar para traz e ver que Nando Reis estava errado, que a gente não se perde, que não estamos só por nossa conta, que ninguém nos deixa, que tudo já estava planejado e que a gente conseguiu vencer. É essa lição que iremos transmitir para aqueles que convivem conosco, essa sem sombra de dúvida é parte de nossa missão. Agora uma coisa eu tenho que concordar com o grande Nando Reis, “apenas uma criança sou”, todos nós somos…

Pedro – Vale

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DalheDJ: Qual é a Música?

Pessoal,

A partir de semana que vem teremos uma novidade aqui no Dalhe às quintas feira! Não perca!

Clique aqui para ver a imagem ampliada.

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DalheDJ: Uma Revolução na Mocidade Online

A música constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É uma prática cultural manifestada pelas diversas civilizações e agrupamentos existentes.

A mocidade espírita não fica atrás nesse assunto. Violão debaixo do braço a caminho das reuniões semanais, rodinhas de cantoria nos encontros de carnaval, lembranças de um momento de emoção em algum outro dia.

Para cada situação, uma trilha sonora.

E o que falta em um portal que se propõe a falar de jovens, mocidade, espiritismo e encontros? A música, não? E daqui para frente, amigos, este será mais um sentido aguçado nas verdes páginas deste humilde site.

Com muito orgulho, hoje lançamos o DalheDJ, um player que se propõe reunir canções, letras e a história da Mocidade Espírita.

A dinâmica do player é muito simples. Para iniciar a viagem musical, basta clicar no botão play. O tocador está automagicamente configurado para tocar as músicas em ordem aleatórica, justamente para que vocês não enjoem da sequência. Caso você queira que as músicas sejam tocadas em ordem alfabética, basta clicar no botão ao lado do volume conforme a tela abaixo.

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E, em seguida, desabilitar a opção SHUFFLE, como mostra a figura.

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Agora se você enquanto ouve a música gosta de acompanhar a letra, o Cardápio é a solução. Além de estar na mesma página do player, ainda conta com a facilidade de projetar a letra em FULL SCREEN, conforme mostra a imagem.

1
Ah! Perceba que ao lado do nome de cada uma das músicas existe um número. Esse é o número que você deve inserir no cardápio, para que acesse a letra da música. Assim, você não perde tempo andando música por música até encontrar a que você queria!

E atenção, violeiros de plantão! Se você tem ou conhece alguém que tenha a gravação de uma música que não existe no DalheDJ, ou tem uma versão diferente de uma música que já exista aqui, e deseja compartilhar conosco, entre em contato:

SAC.DALHEMONGO@GMAIL.COM

Agora, sem mais perda de tempo.

Com vocês, o DalheDJ:

k7

Ouça, Divulgue, Comente, Contribua. Sinta-se em casa.

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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Misturando

Aqueles que já tem um pouco mais de idade devem se lembrar de um desenho dos anos 80 que teve poucos episódios, mas que era muito bacana. “Wuzzles”! Segundo a definição do Wikipédia, “Os Wuzzles” é uma série de desenhos animados criados para a televisão, concebida por Michael Eisner para os estúdios de animação da Disney. Sua primeira exibição ocorreu em 14 de setembro de 1985, por meio da CBS, rede de tv americana. Os wuzzles eram animais compostos por metade de um animal e metade de outro. Apenas 13 episódios foram produzidos, fazendo dela a mais curta série de desenhos animados da Disney. Mais episódios foram planejados, mas sua produção foi interrompida devido à morte de Bill Scott, dublador de um dos personagens.

Não consegui encontrar a dublagem, então como ninguém é obrigado a saber a língua do Tio Sam, eis a legenda:

Esse país de Wuzzles não é um país comum

Os bichos que se vêem são sempre dois em um

Pegue a metade aqui, outra metade ali

E quando misturar é de morrer de rir

São zilhões de originalidades

Animais de dupla personalidade

São os Wuzzles, chocante

São os Wuzzles, um barato

Nunca se viu coisa igual.

Na verdade, a ilustração, foi para tratar de forma objetiva de um assunto que gera bastante polêmica que é a discriminação e o quanto essas pessoas que praticam esse ato erram. Todos nós nascemos simples e ignorantes, iguais e com as mesmas possibilidades e ao longo de nossas vidas, vamos agregando características que constroem nosso caráter. Independente disso temos a mesma essência, somos definitivamente irmãos. Se somos irmãos, porque não nos juntarmos? Porque não nos misturarmos? Feijão é muito bom, mas com arroz fica espetacular! Um cafezinho quente é divino, mas pingado com leite, é estupendo! Porque não acontece a mesma coisa com negros e brancos, católicos e protestantes, Flamenguistas e Vascaínos, Espíritas e Evangélicos? Se não podemos mudar todo esse contexto separatista do mundo, porque não fazer a nossa parte, com aquela realidade que está a nossa volta? Será que realmente não temos preconceito? É válido refletir…

Alguns personagens misturados do desenho:

  • Ursoleta = urso + borboleta;
  • Abeleão = abelha + leão;
  • Rinocaco = rinoceronte + macaco;
  • Alçoca = alce + foca;
  • Hipocó = hipopótamo + coelho;
  • Eleru = elefante + canguru.

Na Regional Vale como seria a mistura?

  • Filtinho = Filippo + Miltinho;
  • Otabelo = Otávio + Cabelo;
  • Guchester = Gu + Rochester;
  • PHtália = PH + Natália;
  • Shishuri = Shisha + Yuri;
  • Olibiano = Olívia + Fabiano

PS: Seria uma mistura fantástica, pela capacidade e pelo carisma que cada um tem, agregando valores. Mais também que seria surreal seria! Lanço o desafio: Será que alguém seria capaz de ilustrar esses personagens de nossa regional?

Pedro, Taubaté, VALE.

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Quem sou eu?

Sabe, em um determinado momento da vida, a gente para e faz uma reflexão de tudo o que vivemos, o que deixamos de fazer, o que ainda faremos, as coisas que são importantes. Mais uma questão logo me vem a cabeça quando penso em cosias dessa natureza: Quem sou eu? É natural, principalmente quando somo jovens, querermos ser alguém totalmente diferente de nós, pelos mais diferentes motivos, creio que todo mundo se não passou, ainda vai passar por isso. É um percurso necessário para descobrir uma verdade que contarei no final do texto.

Eu já quis ser Zico (sonho de infância) o maior jogador do Flamengo de todos os tempos. Craque de bola, bom caráter, exemplo dentro e fora dos gramados. Quantas e quantas vezes fui ao Maracanã (muitas vezes escondido dos pais) vibrar com o Mengão e reverenciar as cobranças de falta do “Galinho de Quintino”. Meu coração transbordava de felicidade com os gritos da torcida em um estádio todo vestido de vermelho e preto. Mais aí o jogo acabava, a massa se silenciava e só restavam as lembranças das tardes maravilhosas (quando o Fla vencia) de Domingo. Eu percebi que era muito difícil ser Zico, era muito sacrifício para carregar sobre os ombros, era um trabalho árduo, de suor, de dor, de treinos, afinal, era uma responsabilidade monstruosa fazer a alegria de milhares de torcedores que muitas vezes deixavam de comer para comprar um ingresso e assistir os jogos ou transformar essa alegria em decepção a cada derrota. Acho que eu não poderia suportar. Então, não quis mais ser Zico.

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Eu já quis ser Renato Russo, líder da Legião Urbana, Na minha modesta opinião, uma das maiores bandas brasileiras que já existiram. Renato encantava pelo que escrevia, para ele, a letra vinha sempre antes da música. Gostava de sua voz também, mas definitivamente me encantava mais com as letras (ainda me encanto). Acho que a Legião fez, faz e ainda fará a trilha sonora da minha vida. Quando estou feliz, ouço “Eduardo e Mônica” que diz assim: “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração…” Quando estou triste ouço “A Via Láctea”: “Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho…” Quando estou apaixonado ouço uma música que eu acho linda que é “Mil Pedaços” que diz: “Se quiseres voltar, volta não, porque me quebraste em mil pedaços…” Gosto de tantas outras que me lembram tantos momentos. Mais um dia parei para pensar o quanto é difícil ser ídolo de alguém, quanta pressão existe para compor. Lendo sobre o Renato, vi o quanto ele era sozinho, percebi que quando os holofotes se apagavam, só restavam as lembranças e a melancolia e não quis ser mais Renato Russo.

Já quis ser tanta coisa, político, herói, vilão, simpático, mulher, alto, gordo, bonito, inteligente, amigo, fiel, pássaro, óculos (acredite), mar, Pato Donald (nunca Mickey Mouse), MC, jornalista, vagabundo, palhaço (isso até sou), etc, etc, etc…

Em todas essas possibilidades, todos esses sonhos e desejos que eu muitas vezes não entendia, eu descobri que eu não queria ser ninguém, ou melhor, eu só queria ser eu mesmo e pensando ser essas pessoas eu estava conseguindo isso. Todas essas fantasias eram exclusivamente personagens meus, faziam parte de mim e isso é muito bacana. Só que com o meu amadurecimento, percebi que o meu melhor personagem era ser eu mesmo. Com todos os problemas, todas as dificuldades e todos os defeitos. Ao mesmo tempo com todas as minhas soluções, todas as idéias e todas as minhas virtudes. Sei que estou longe de ser o mais perfeito, o mais inteligente, o mais bonito, o mais simpático, o mais forte, o mais especial, o mais. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Eu sou único! Sou único porque sou Pedro, e cada um de nós intimamente sabe o que realmente somos. Talvez essa identidade ainda não tenha sido descoberta por você, mas com o passar do tempo isso irá acontecer.

O importante é que nessa busca pelo seu melhor personagem, você melhore interiormente e principalmente acredite que não há nada melhor do que se descobrir a cada dia e estar em paz consigo mesmo, por mais difícil que isso possa parecer. Quem é você?…


Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou
Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)

Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso
E o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Perguntar
Da onde veio a vida
por onde entrei.
Deve haver uma saída
e tudo fica sustentado
Pela fé
Na verdade ninguém
Sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão…
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Mas eu não sei na verdade quem eu sou…

Pedro – Vale

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