(Nota do DalheMongo): Hei, jovem de mocidade, você sabia que tem gente falando de você em O TREVO de dezembro? Quer saber o que?! Leia o texto abaixo.

Imagine que a resposta para a pergunta “Senhor, posso freqüentar esta casa espírita?” seja SIM. Sim, pode freqüentar esta casa. Imagine agora, que este mesmo jovem passe a freqüentar o grupo de Mocidade Espírita de sua casa. Quantas vezes você terá oportunidade de encontrá-lo na casa? Em quais momentos poderá cumprimentá-lo e ter a oportunidade de saber de sua vida? Será que somente em eventos da casa? Ou será que nem nestes momentos? Por quais sofrimentos e alegrias poderá passar nos anos da turma de Mocidade? Será capaz de reconhecê-lo após alguns meses?

Não só um programa de aulas dedicado à adolescência, ou um departamento da casa espírita, a Mocidade deve assumir sua função como parte de um processo de desenvolvimento e amadurecimento do espírito encarnado, que se inicia na infância e ocorre no decorrer de toda sua vida. Neste sentido, mais do que uma seqüência de aulas formando um programa padronizado, o que já nos caracteriza como uma Aliança, a Mocidade é um ideal de crescimento espiritual da adolescência.

Mas você deve estar se questionando, o que tenho a ver com isto?

091108-0241

Quando pensamos em Mocidade, a palavra integração logo nos vem à mente. Integrar o que? Para que? Por quem? Se reconhecermos que qualquer trabalho precisa se integrar a casa espírita, isto significa que já está separado. E precisamos fazer de tudo para que isto não ocorra. E fazer mais ainda para que tal situação não perdure. Compartilhar seria a melhor palavra. Compartilhar decisões da diretoria em conjunto com os dirigentes de Mocidade, compartilhar aulas em conjunto com as Escolas de Aprendizes, compartilharem exposições de aula nas turmas de Mocidade, compartilhar discussões sobre a juventude nos cursos de Oratória e de Entrevistadores, compartilhar o mesmo horário na casa espírita para que o jovem veja e seja visto, compartilhar risadas nos corredores da casa espírita, compartilhar músicas e vibrações para o bem da humanidade e compartilhar acima de tudo, a esperança na juventude e no homem.

Mas uma outra pergunta nos motiva a reflexão, como posso contribuir para este desenvolvimento do jovem? Sabendo das potencialidades do jovem, da Mocidade e como o programa de aulas da Mocidade pode contribuir para que caminhos em comum sejam construídos. Você conhece o programa de aulas da Mocidade? Sabe que ele mudou e foi ratificado na RGA deste ano? Se mudou, como podemos construir possibilidades de interação?

Um programa estruturado em quatro ciclos, em que palavras como Conhecer, Sentir, Pensar e Agir são norteadoras. Um programa em que busca estar em conformidade e atualizado com as transformações do espírito na fase da adolescência e da sociedade. Um programa na qual as visitas aos trabalhos da casa estão contextualizadas (como por exemplo a visita aos trabalhos de cunho espiritual da casa na parte em que se aborda o tema Mediunidade, a visita as Escolas da casa espírita quando o assunto da História do Espiritismo no Brasil é abordado), um programa que convida os pais dos jovens a conhecerem a Mocidade, a Casa Espírita e o Espiritismo, um programa que faz Evangelho no Lar na casa de um dos alunos, levando um pouco de paz e amor aos lares (não te faz lembrar nenhum trabalho das Escolas?), um programa enfim que pode muito, mas nada faz sem a real colaboração e vontade dos trabalhadores da casa espírita, dirigentes de Mocidade ou dos demais trabalhos.

Compartilhar amigos, pensamentos, reflexões, atitudes, erros e acertos na tentativa de fazer da casa espírita um ambiente sadio de convivência e confraternização espiritual, quiçá uma Casa do Caminho. E agora, o que fazer não seria a pergunta mais adequada e sim:

E agora, quando começar a fazer?

Daniel Boari – SP Centro

    Gostou? Então dá uma olhada nesses:

    1. CAUSA ESPÍRITA OU CASA ESPÍRITA?
    2. O NOVO PROGRAMA

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