coluna-series1Com tantos governos pipocando campanhas anti-tabagistas pelo mundo afora, vale a pena relembrar a evolução da publicidade neste campo e como ela tentou influenciar a todos nós. Há nem tanto tempo, as TVs eram patrocinadas em larga escala pela indústria do cigarro. Seja por desconhecimento da época ou por excesso de conhecimento dos industriais e publicitários, cheguei a encontrar propagandas antigas – ao melhor estilo “Oral-B, recomendado por 09 em cada 10 dentistas” – versão cigarro. Veja o quão absurdo isto soa, abaixo:

Depois, o cigarro precisou se modernizar. Era comum jovens atores do cinema, novela nacional e internacional colocarem em seus personagens este charme a mais, por módicos preços. E como não é diferente hoje – Hare Babah – muitos acabam se influenciando pelo fascinante mundo da televisão, o que por consequência, acaba por imitar os vícios também.

Outra vertente explorada pelo cigarro na década de 70, 80 e 90 foi o esporte. A fórumula 01 era um dos grandes motes e não escapava dos bolsos dos patrocinadores tabagistas. Assim, a conhecida Marlboro não perdia a chance de colocar sua logomarca cada vez maior nos carros e macacões de equipes e outdoors espalhados pela pista. Aliás, a marca criou o “piloto Marlboro” para associar seu produto a jovens pilotos bem sucedidos, aventureiros, machos e viris. Assim, a lógica era: quer ser como ele? Fume minha marca!

Repare que as propagandas da época remetiam a esses mesmos conceitos, com um ar de “se vem da natureza, é natural”:

Outra forma bastante conhecida eram os festivais de música. O mais conhecido, Hollywood Rock – o que hoje poderia se comparar ao Skol Beats – tinha forte apelo. O público alvo? Jovens!

Mas, com o tempo, leis regulamentadoras apareceram e hoje em dia, não se pode mais fumar em locais fechados, em empresas, anunciar em mídias de massa (TV, rádio, jornal, internet). O cigarro perdeu bastante espaço na mídia, mas continua sendo utilizado em larga escala por gente cada vez mais jovens.

O cigarro é apenas o primeiro passo no caminho do vício. Você acha que não, mas se não vê nada demais em fumar um cigarro, também não verá problema no baseado, pedra, bala. Hoje, é um cigarrinho, nada demais. É legalizado, ninguém vai te questionar. A evolução nas drogas acontece aos poucos, você nem vai perceber. Não confie tanto assim na sua força de vontade, não vale a pena arriscar.

Para finalizar, termino com essas duas propagandas que falam exatamente sobre isso, acho-as muito feras.

MAIS SOBRE O ASSUNTO?

Livro: Consciência – Luiz Sérgio
Filme:  Obrigado por Fumar
Música: Rosa de Lima (no DalheDJ)

Filippo – Vale

    Gostou? Então dá uma olhada nesses:

    1. Intoxicados, parte 2
    2. Acredite se quiser, aconteceu com Chico Xavier – Parte 9

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