Você deve estar achando que mais uma vez vai ouvir falar sobre monadas e todo esse papo de espíritos coletivos dos animais.

Eu mesma já ouvi muitas palestras e li vários livros sobre o assunto.

Mas não é bem disso que quero fala. Os mais próximos já sabem que a pouco adquiri um animal de estimação. Após muito pensar e pesquisar sobre o assunto, optei pelo que melhor se adequaria a minha rotina sem horário, viajando a todo momento e um pouco independente. Escolhi uma calopsita. Sim! Um passarinho que mais parece um belo ornamento para sua casa. Nós sempre esperamos uma interação com cães e as vezes com gatos, mas acredito que poucos podem imaginar como estas coisinhas lindas podem interagir conosco e nos ensinar muito. É por isso que escrevo e não apenas para contar minhas peripécias com a Calu (é o nome dela, ou dele!)Calopsita

Todos nós sabemos que pelo espiritismo, fora da caridade não há salvação, e que estamos aqui encarnados para aprender a amar o próximo. As vezes um familiar, com quem temos pendências milenares, um convívio difícil no meio social ou profissional; amar aqueles que são diferentes de nós. Pois bem! Eu não sou diferente de ninguém, temos minhas dificuldades em me doar ao próximo.

Foi essa necessidade que me fez comprar um pet. Morando sozinhos, nos tornamos mais egoístas e egocêntricos. Achei que precisava trabalha meu desprendimento, começando assim.
E como foi difícil! As calopsitas não são como cães que nem bem te conhecem e já saem abanando o rabo, te seguido. É necessário uma estratégia de aproximação! Nos primeiros dias a minha inabilidade em cuidar dos outros se destacou, derrubei a gaiola e ela passou a me ignorar e me agredir quando me aproximava. Imagine você evitando certas partes do seu apê (minúsculo) pra não ter que estressar a criatura de 25 cm!?

Foi preciso um bom trabalho, amando e me dedicando a alguém (limpando, alimentando..) que me odiava a principio, pra conseguir um aproximação.

Hoje, um mês depois, estamos nos entendendo, ela sente minha falta e eu a dela! Aliás, ainda não sei se é ele ou ela!

Assim, faço um comparativo, pois muitas vezes temos paciência com animais de estimação, mas infelizmente não temos com nossos companheiros de jornada. O cachorro faz xixi no tapete, ficamos bravos mas relevamos; o marido deixou a tampa do vaso aberto, motivo de separação na milésima vez que isso acontece!(rs) Quando nos deparamos com alguém que antipatizamos de cara, evitamos o convívio, falamos mal, e até coisas piores; não temos paciência para construir uma relação a partir de uma aversão a primeira vista ou a segunda!(rs)

Aprendemos muito com a natureza, observando-a tiramos muitas lições! Aprendamos no convívio cotidiano, seja com seres humano quase racionais como nós, ou com os animais!

Ps: pra quem ainda não acredita nisso, é só assistir ou ler “marley e eu”!

Luana – Vale

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    2 Responses to Nós e os PETS!

    1. Flaviaestat says:

      Adorei o post. Foi simples, rápido mas deu muito em que pensar.

    2. gfigueira says:

      Muito bom!

      No comments!

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