Posso freqüentar esta casa?
Imagine um jovem passando pela rua do seu centro. No auge das transformações físicas, com suas dúvidas quanto ao corpo e a sexualidade, na maturação dos seus sentimentos e cognição. Quantas dores será que ele tem? Quanto conflito familiar o espera no retorno ao lar? Será que está estudando? Quais grupos ele freqüenta? Quantas expectativas de um mundo melhor, de oportunidades e felicidade? Imagine um jovem com sorrisos e tristezas que transparecem de seu rosto, um jovem comum, dos muitos que se encontram nas ruas. Imagine este jovem parando com seu olhar curioso de frente à porta de seu centro espírita. Uma curiosidade pueril, que resplandece pela necessidade de saber, pela ansiedade da idade, pela busca de identidade. Você desejaria que ele entrasse?
Iria convidá-lo para conhecer sua casa? Imagine que, por curiosidade ou necessidade, ele adentra a casa espírita e se depara com pessoas de mais idade, todas conversando sobre a felicidade, o Espiritismo, as escolas de evangelização que freqüentam, a transformação que tiveram ao participar desta casa bendita. E o jovem se pergunta: esta casa é para mim também? Ele não encontra nenhuma outra pessoa de sua idade. Em pleno final-de-semana, onde estarão os jovens? Ele deseja falar, mas com quem? Todos conversam alegremente. Imagine agora que ele o procura: Senhor, posso freqüentar esta casa?
E qual seria sua resposta? O que sua casa tem para oferecer a ele? Sua casa espírita tem Mocidade? Quais os horários da turma? Recorda-se dos telefones dos dirigentes da turma? A vida de um espírito depende destas respostas.
Suponha agora que este mesmo jovem passe a freqüentar a casa espírita na turma de Mocidade. Quantas vezes depois deste encontro você falaria com ele? Sorriria para ele? Procuraria saber como está sua turma de Mocidade? Procure responder se ele não desejaria tê-lo como expositor de uma aula, compartilhando de discussões e compartilhando informações. Novamente, a vida de um espírito depende destas respostas. Depende também de você.
Queremos aqui apenas salientar a importância das respostas a estas questões, que nos remetem a discussões sobre como está a Mocidade de sua Casa Espírita e como ela interage com os demais trabalhos e trabalhadores do centro.
As transformações dos trabalhos da Mocidade para atender um jovem e seus anseios estão acontecendo, mas elas pedem por sua colaboração. Um novo programa de Mocidade já está em vigor, reformulado como o jovem da sociedade atual, modificado como os novos desafios enfrentados pela juventude. Um programa que deve ser consolidado pelo centro espírita para o jovem. Um programa da nossa bendita Aliança que deve ser estudado, aplicado e divulgado. Mas não se preocupe caso ainda não o conheça, ele está disponível no site da Aliança. Um programa que convidará os familiares a se aproximarem das turmas de Mocidade, com aulas direcionadas aos pais. Uma ótima oportunidade de conhecerem o centro espírita, um convite as Escolas de Aprendizes do Evangelho a divulgarem seus trabalhos. Um programa que solicitará dos dirigentes de Mocidade um maior conhecimento dos trabalhos do centro, pois inúmeras aulas de visitas ocorrerão no decorrer da turma.
Um programa que exigirá dos expositores atualizações, sendo um ótimo momento para que novos e velhos expositores conheçam e se sintam cativados a expor aulas a espíritos em corpos adolescentes. Um programa que oferecerá aos alunos das turmas de Mocidade convites a leituras edificantes, vivências significativas a trabalhos sociais e evangelho no lar, por exemplo, oportunidades de trabalho por Jesus.
Um programa de Mocidade que pede que seja pensado e repensado em todos os ambientes da casa espírita, com preletores, entrevistadores, dirigentes de EAEs, por exemplo. Ao trabalho da bendita Assistência Espiritual, que estejam preparados para recepcionar e encaminhar jovens de nossa sociedade, aos dirigentes de EAEs que estendam o convite da Mocidade aos filhos de seus participantes, ao diretor de estudos, que incentivem novos e velhos expositores a entrarem neste ambiente de juventude e sorrisos através de suas aulas. Apenas sugestões e idéias para que as discussões sobre como a Mocidade e os trabalhos da casa espírita possam estar mais próximos. Que a Mocidade não ocupe somente um lugar físico e sim um espaço no coração de todos os trabalhadores da nossa amada Doutrina Espírita.
Imagine novamente o jovem que adentrou esta casa. Qual seria sua resposta a esta pergunta: Senhor, posso freqüentar esta casa?
Daniel Boari – Regional SP Centro
Equipe de Revisão do Programa de Mocidade
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6 Responses to Posso freqüentar esta casa?
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Dani, mandou MUITO BEM!
Na minha opinião, um dos trabalhos mais importantes e primordiais de uma casa espírita, é evangelização das crianças, dos jovens e dos pais dessas crianças e desses jovens. Por que? Porque desde cedo prepara o espírito para desempenhar as outras atividades do Centro (mediunidade, coordenação, assistência social, palestras, etc.), quando adulto, e que requerem, impreterivelmente, uma alma com boas noções e práticas do evangelho, para que os trabalhos tenham sempre a presença dos bons espíritos e seja realmente útil ao próximo, à comunidade e ao Espiritismo.
E esqueci de dizer outro dos principais motivos! Prepara o espírito, desde cedo, para enfrentar os desafios da reencarnação e sair vitorioso. Nas cidades onde há muita violência e desajustes dos mais diversos, penso que esse trabalho deveria ser mais importante ainda, porque dá a chance ao espírito de resistir às tentações do meio em que nasceu para ser provado, e continuar seguindo seu roteiro de vida. Imagina que vitória não seria, um jovem diante de um traficante que lhe alicia para o tráfico ou para o consumo de drogas, recusando o convite, ao se lembrar das aulas de evangelização e da mocidade? A evangelização das crianças e jovens, muitas vezes, salva as reencarnações, que já são tão difíceis. Enfim, à meu ver, são atividades mais importantes que muitas outras que têm mais destaque.
Abraços e parabéns!
Evangelizar as crianças e os jovens para que não seja preciso fazer a reforma íntima quando adultos, que é tão difícil e cheia de obstáculos. Assim deve ser o pensamentos dos diretores de um centro espírita, mas o dirigente de mocidade não deve se esquecer de fazer a sua parte e também estar ciente de todas as atividades que acontecem em seu centro, tanto para mostrar ao jovem as oportunidades de trabalho como também para auxiliar outras pessoas quando questionado. Um centro trabalhando todo em conjunto certamente é muito mais forte no auxílio. A relação entre os trabalhadores e trabalhos deve ser mutua, cada trabalho tem sua importância na vida daqueles espíritos assistidos e principalmente na vida de daqueles que os realizam.
ôloco meu quanta conversa fiada…
por isso as mocidades da aliança andam cada vez mais as moscas…
continuem assim, e quem sabe quando o mundo for de regeneração esse discurso lenga lenga sirva para os que ficarem…
Como é que deveria ser então?