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As Mães de Chico Xavier marca a volta dos responsáveis por lançar a onda espírita que constitui hoje um dos filões de maior sucesso do cinema nacional. Os diretores Glauber Filho e Halder Gomes e o produtor Luís Eduardo Girão, da Estação Luz, foram os responsáveis, em 2008, pelo longa Bezerra de Menezes, produção tímida que custou R$ 1,5 milhão mas que surpreendeu arrastando mais de 500 mil pessoas às salas de cinema.

— A meta, com As Mães de Chico Xavier, é superar os 4 milhões de espectadores de Nosso Lar (o título da onda que mais levou gente aos cinemas) — diz o coprodutor Ricardo Rihan.

Conta Rihan que tudo começou quando Girão, empresário de Fortaleza (CE), criou a Mostra de Teatro Transcendental, nove anos atrás. Glauber Filho — nada a ver com Glauber Rocha, por suposto – é um nome conhecido no cenário cultural da capital cearense. Propôs que o produtor investisse na temática mítico-religiosa também no cinema.

— Daí nasceu Bezerra. Com o centenário do Chico Xavier, vieram os outros filmes — relata Rihan, ex-executivo de TV que com a produtora Lighthouse se associou a Girão logo depois. — As dificuldades de produção do Bezerra eram notáveis, coisa que não se viu em Chico Xavier, o Filme e Nosso Lar e que não se verá em As Mães de Chico Xavier — afirma o produtor, que esteve no Sul para organizar a sessão de pré-estreia, semana passada.

O novo filme custou mais de R$ 7 milhões e chega com status de grande lançamento: são cerca de 400 cópias espalhadas pelo país. De As Mães de Chico Xavier, contudo, não se deve esperar mudança estética: embora o discurso dos autores seja o de dialogar com o público que não é famíliar ao espiritismo, seu principal parâmetro é Nosso Lar, longa que não alcança qualquer transcendência artística.

O passo seguinte dessa turma é uma cinebiografia de Allan Kardec, para a qual vão tentar uma coprodução internacional. Antes, a onda espírita vai ganhar mais um representante: O Filme dos Espíritos, produção baseada em O Livro dos Espíritos, de Kardec, dirigida por André Marouço e Michel Dubret e estrelada novamente por Nelson Xavier, cuja estreia no Brasil está marcada para 7 de outubro.

Retirado do ZERO HORA.

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    A “febre” espírita no cinema brasileiro começou no ano passado e de cara rendeu frutos. Juntos, “Chico Xavier” e “Nosso Lar” levaram mais de 7 milhões de espectadores aos cinemas, ficaram entre os dez filmes mais assistidos de 2010. “Não é uma nova onda. É um gênero que veio para ficar”, garante Luís Eduardo Girão, produtor de “As Mães de Chico Xavier”, que estreia nesta sexta-feira (1º) em larga escala no país. Não é só isso: de acordo com a coordenação da Federação Espírita Brasileira (FEB), o interesse pelo assunto e o movimento nos centros espíritas aumentaram.

    Até na televisão o fenômeno acabou respingando. A novela “Escrito nas Estrelas”, escrita por Elizabeth Jhin para a rede Globo, abordava o espiritismo de forma indireta, ao mostrar um personagem que, depois de morrer, acompanhava o mundo do vivos a partir do plano espiritual. Exibido na faixa das 18h, o folhetim teve bom desempenho ao longo de seus cinco meses e chegou ao último capítulo, em setembro, batendo recorde de audiência para uma novela do horário nos últimos três anos.

    A produção temática farta dá a impressão de ser simultânea às comemorações do centenário de nascimento de Chico Xavier no ano passado, embora, na verdade, viesse sendo gestada há algum tempo. Luís Eduardo Girão pode ser considerado o estimulador desse movimento. O empresário gerenciava os negócios da família em Fortaleza e dividia seu tempo entre Brasil e Estados Unidos. Depois de viver um período de crise pessoal, tomou contato com a obra de Chico Xavier no teatro. O impacto foi tão grande que, em 2003, montou a Mostra Brasileira de Teatro Transcedental, para reunir os expoentes dessa cena no país, e, na sequência, a ONG Estação da Luz.

    Além de desenvolver trabalhos assistenciais no Ceará, a entidade resolveu transpor o espiritismo para o cinema, levando às telas a vida do médico Bezerra de Menezes, expoente da doutrina espírita. o fruto foi “Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito”, que, apesar de orçamento e distribuição modestos, se beneficiou do boca a boca e acumulou 480 mil espectadores em 2008, um feito para projetos desse porte.

    Atento para o mercado que o resultado revelava, Girão – financiador de boa parte dos custos de “Bezerra de Menezes”, estimados em R$ 2,3 milhões – criou a Estação da Luz Filmes, voltada especificamente para a produção audiovisual. A companhia coproduziu “Chico Xavier”, de Daniel Filho, e volta à baila com “As Mães de Chico Xavier”, agora com estatus grandioso: o filme tem orçamento de R$ 3,8 milhões e estreia, na véspera dos 101 anos do médium, com mais de 400 cópias no país, digno de um blockbuster. É o maior lançamento da semana e ainda conta com apoio promocional de Rede Globo e Telecine, que já adquiriu os direitos de exibição na TV por assinatura.

    Genêro consolidado

    Em entrevista ao iG, o empresário e produtor afirmou que o cinema transcedental, como ele chama, não tem prazo de validade e possui espaço garantido no país. “Não estou especulando, é algo consolidado. Se você analisar a literatura brasileira, ou a Bienal do Rio, de São Paulo, os livros que mais vendem há décadas são espiritualistas. Zíbia Gasparetto, Chico Xavier, o próprio Alan Kardec, Divaldo Pereira Franco, todos esses autores têm livros maravilhosos, best-sellers, que são roteiros quase prontos para o cinema.”

    Girão disse ainda que os longas espíritas se mostram como uma opção para o público, cansado das histórias de ação. “As pessoas nesse mundo maluco em que a gente vive estão cada vez mais precisando de boas notícias, de algo que preencha suas almas, seus espíritos, que traga inspiração. É uma tendência natural seguir histórias de amor além da vida, de tolerância, compaixão, de que o amor vale a pena.” Além disso, defendeu que os filmes fazem as pessoas refletirem sobre assuntos a que não dão atenção no dia a dia. “Desde a infância, a adolescência, nunca paramos para pensar de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos depois da morte. Esse tipo de filme levanta essa reflexão. As pessoas saem da sessão emocionadas.”

    O produtor Luís Eduardo Girão: investindo no “cinema transcendental”

    Coordenador da Federação Espírita Brasileira, Antonio Cesar Perri de Carvalho sustenta a mesma ideia. Segundo ele, o sucesso dos produtos espíritas na TV e no cinema demonstra que há realmente interesse da população por temas que escapem da violência explorada pela mídia. Ao iG, Perri disse ainda que a partir do segundo semestre de 2010 o interesse pelo espiritismo e a procura por centros espíritas aumentaram. “Isso é evidente. Temos conhecimento de 30 milhões de simpatizantes no país, em todas as classes sociais.”

    Por outro lado, Girão garante que os filmes não querem defender nenhuma doutrina e independem de questões religiosas. “O objetivo não é dizer que a religião A é melhor do que a B. Fizemos, inclusive, exibições-teste pra católicos e evangélicos e a receptividade foi a melhor possível.” O motivo para a boa aceitação, na opinião do produtor, é o sincretismo religioso, ou seja, a opção por seguir ao mesmo tempo duas ou mais religiões. “A população brasileira aceita [o espiritismo], por mais que a maioria seja católica.”

    Isso sem contar, claro, a imagem de Chico Xavier, que transcende essa discussão. O médium tem admiradores espalhados por todo o Brasil, que se mobilizam espontaneamente, segundo Girão, para promover os produtos relacionados a ele, como os filmes. “Eles vão em massa ao cinema e os amigos, familiares, todos vão junto.” Não é surpresa, portanto, que as pré-vendas de ingressos de “As Mães de Chico Xavier” tenham sido um sucesso. Um termômetro foram as canetas promocionais entregues para cada entrada comprada antecipadamente – o estoque do produto esgotou rapidamente.

    Carlos Vereza em “Bezerra de Menezes”: filme pode dar origem a minissérie de TV

    Projetos no exterior

    A Estação da Luz pretende reinvestir os lucros de “As Mães de Chico Xavier” em outros filmes, todos com temática espírita. Girão explicou que, no momento, a empresa estuda vários roteiros, mas ainda não tem fechado seu próximo longa-metragem. A televisão é uma possibidade: a produtora já tem formatada uma minissérie baseada na vida de Bezerra de Menezes. Já foram feitas conversas com a Globo, mas há o interesse por “novas parcerias”.

    Existe também a ideia de uma coprodução internacional. Girão esteve no ano passado no francês Marché du Film (Mercado do Filme), encontro de profissionais do mundo todo – compradores, distribuidores, financiadores – realizado de forma paralela ao Festival de Cannes. Foram feitos contatos com França e Estados Unidos. “Temos esse sonho. Os roteiros são universais, sobre perda e superação. Com tanta violência, desamor e tsunami, queremos levar uma mensagem de luz que, acredito, é comum a todos.”

    A relação dos filmes espíritas com o exterior ainda engatinha. De acordo com o coordenador da FEB, o Conselho Espírita Internacional não interfere de forma direta nesse processo, mas tem expectativas “muito intensas” de que as obras sejam disponibilizadas. O caminho já está pavimentado: todos os DVDs do filmes produzidos até agora têm legendas em outros idiomas.

    A Federação Espírita Brasileira não se envolve diretamente nas produções, a não ser que detenha os direitos autorais dos livros adaptados. Foi o caso de “Nosso Lar” e também de “E A Vida Continua”, com direção de Paulo Figueiredo e participação especial de Lima Duarte no elenco, previsto para o segundo semestre. Outro grande lançamento do ano será “O Filme dos Espíritos”, de André Marouço, baseado no famoso “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

    Retirado do Cinema – iG

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      Se depender do cinema nacional, Chico Xavier já ganhou a eternidade. Depois do sucesso da biografia dirigida por Daniel Filho e da versão cinematográfica do livro “Nosso Lar”, o médium está de volta à telona em “As Mães de Chico Xavier”.
      O longa-metragem estreia dia 1º de abril nos cinemas de todo o país com Nelson Xavier novamente no papel principal. Na esteira do filme, o jornalista Saulo Gomes, velho amigo do médium, lança no dia 15 de abril um livro homônimo com os bastidores da produção, muitos depoimentos e revelações.

      “O livro traz pronunciamentos de lideranças espíritas e entrevistas com as atrizes e as verdadeiras mães nas quais o filme é baseado”, informa Saulo, carioca radicado em Ribeirão Preto.

      Entre as curiosidades sobre as filmagens, Saulo conta que, durante a gravação de uma cena externa numa cidadezinha do Ceará, a população do lugar acreditava piamente que Nelson era o verdadeiro Chico.

      “As pessoas colocavam bilhetinhos no bolso de Nelson exatamente como faziam com o Chico. A confusão foi tão grande que tiveram que refazer as cenas cinco vezes”, diz.

      “As Mães de Chico Xavier” tem locações em cidades cearenses, porque os produtores são de Fortaleza. A direção ficou a cargo de Glauber Filho e Halder Gomes, os mesmos de “Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”, longa sobre o pioneiro do espiritismo no país.

      O filme é inspirado no livro “Por Trás do Véu de Isis”, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior e, além de Nelson, conta com Herson Capri, Caio Blat e Vanessa Gerberi no elenco.

      Livro

      O jornalista e escritor Saulo Gomes foi um grande amigo de Chico Xavier. Conheceu o médium em 1968, quando realizou uma entrevista histórica com o mineiro pela extinta TV Tupi.

      O repórter conseguiu algo até então impossível, já que por 18 anos Chico se negou a falar com a imprensa. Além disso, a reportagem mostrava pela primeira vez Chico Xavier psicografando uma mensagem.

      O material foi lançado em DVD com o título “Saulo Gomes Entrevista Chico Xavier”, distribuído pelo selo Vídeo Spirite.

      Em 2009, Saulo esteve em Uberaba para acompanhar as últimas filmagens de “Chico Xavier”, longa metragem de Daniel Filho sobre a vida do médium mineiro, falecido em 2002. Lá, viu de perto pela primeira vez o trabalho do ator Nelson Xavier.

      “Quando vi Nelson, tive um choque. A semelhança era impressionante”, conta.

      Além de “As Mães de Chico Xavier”, Saulo lança, ainda este ano, outra obra sobre o médium: “Nosso Chico”, em que escreve sobre a sua convivência de 30 anos com o mineiro.

      “Deve ser lançado em setembro, durante a Bienal do Livro em São Paulo”, informa.

      Gandhi brasileiro

      O histórico programa “Pinga-Fogo”, no qual Chico participou na TV Tupi em 1971, se transformou em dois livros escritos por Saulo em 2008: “Pinga-Fogo” volumes 1 e 2.

      Ou seja, o homem é um especialista no assunto.

      “Quando conheci Saulo, perguntei se ele era espírita. Ele me disse que era “chiquista”, conta Ricardo Rihan, co-produtor do filme “As Mães de Chico Xavier”, que esteve em Ribeirão para a divulgação do longa.

      Ricardo acredita que os filmes sobre o médium são sucesso de bilheteria porque a figura de Chico transcende qualquer religião. Não é preciso ser espírita para sentir algum tipo de admiração pela história do mineiro de Pedro Leopoldo.
      “Chico é o Gandhi brasileiro”, garante.

      O fato é que o espiritismo caiu no gosto do espectador brasileiro desde que “Bezerra de Menezes – Diário de um Espírito” conquistou um público de 500 mil pessoas.

      Com o ator Carlos Vereza no papel principal e realizado em condições quase amadoras, o longa da Estação Luz Filmes, de Fortaleza, surpreendeu distribuidores de todo o país.

      “No início, era para ser um documentário sobre Bezerra, mas os produtores perceberam que as cenas dramatizadas eram a melhor coisa do filme”, conta Ricardo.

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        Um elenco de peso, formado por Caio Blat, Paulo Goulart Filho, Gabriel Pontes, Gustavo Falcão, Via Negromonte e Vanessa Gerbelli, além dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, do produtor Leonardo Leal e do escritor Marcel Souto Maior, conversaram com a imprensa na sexta-feira sobre As Mães de Chico Xavier.

        A abertura da mesa se deu com Marcel, que escreveu o livro Por Trás do Véu de Ísis, no qual o longa se baseia. O autor elogiou a atuação de Caio Blat, que o interpretou, e falou sobre as dificuldades para quebrar o “pavor de jornalista” que Chico Xavier tinha. O escritor elogiou o filme, que em sua opinião expôs o que “Chico lutou a vida inteira para testemunhar”.

        Para o diretor Glauber Filho, o grande desafio da produção foi fazer um filme melhor e com mais estrutura que Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, filme anterior da Estação Luz Filmes. Ele disse que a primeira inspiração para o projeto veio quando viu um documentário sobre as cartas que Chico psicografava. “Buscamos uma estética mais voltada para o cotidiano”, disse o cineasta sobre a maior diferença para a cinebiografia Chico Xavier, filmada por Daniel Filho.

        Blat entrou na conversa após a menção de Bezerra de Menezes, dizendo que finalmente teve a chance de fazer um longa inteiro com a equipe após sua “participação relâmpago” na produção no papel de um militar. “Era uma dívida pessoal”, brincou Glauber Filho sobre a necessidade de trabalhar de novo com Blat, ganhador do último Kikito de Ouro no Festival de Gramado por Bróder.

        Via Negromonte, que foi casada por 23 anos com o ator Nelson Xavier (que repete aqui sua mediúnica performance como Chico Xavier), afirma que o filme não é centrado no espiritismo. “Tive medo que fosse um filme de militância”, comentou sobre o momento em que soube do projeto. A atriz diz que aceitou papel assim que percebeu que não se tratava de um filme sobre religião, mas sim sobre perda.

        Caio Blat também defendeu o filme como não-doutrinário. “Existem diversos filmes americanos com temática espírita, que não se vendem assim”, comentou antes de exemplificar citando Ghost – Do Outro Lado da Vida, O Sexto Sentido e Além da Eternidade como produções que envolvem espíritos, mas sem limitar sua história a isso.

        Halder Gomes fez diversas intervenções cômicas ao longo do evento. Ao comentar a pré-estreia do dia anterior (17/3), que ocorreu em Porto Alegre, o cineasta descreveu que os gaúchos fizeram muita força para não chorar. “Era uma orquestra de fungadas”, disse ele adicionando que muitos vinham abraçá-lo aos prantos após a sessão.


        Caio Blat interpreta Karl, um jornalista em busca da verdade por trás das cartas de Chico Xavier

        O ator mirim Gabriel Pontes, que no filme está prestes a completar cinco anos, também divertiu a coletiva ao sair da mesa no meio de uma resposta e ir ao fundo da sala para falar com sua mãe. Também causou risos quando foi perguntado sobre a morte de seu personagem. “O que importava é ‘estar aqui vivo’”, brincou. A equipe elogiou o garoto, mesmo admitindo que, de vez em quando, ele decidia não atuar. “Às vezes ele cismava no set”, disse Halder. “E com a mãe do lado, não podia dar cascudo”, brincou causando risos na sala.

        Com exceção do produtor, toda equipe comentou que não é espírita, embora tenha crenças. Souto Maior admitiu ser ateu e disse: “A minha fé não é consolidada. É cheia de altos e baixos.” Blat disse que não frequenta centros, embora já tenha lido livros de Allan Kardec. “É uma responsabilidade que ainda não abracei”, afirmou. Já Gomes disse que não tem “disciplina para ter religião” e que “mistérios existem, não importa o quanto sejamos céticos”. Ele comentou o sincretismo brasileiro, comparando-o ao fato de muitos no país torcerem para dois times.

        Via Negromonte falou que não é espírita, mas é “espiritualizada”. A atriz comentou o câncer que Nelson Xavier enfrentou e como a doença regrediu após o uso de terapias alternativas, como a meditação e pensamento positivo, considerando o feito “um grande milagre”.

        Foi perguntado à equipe suas opiniões sobre o aborto, devido às mensagens contrárias à prática que aparecem no filme. Glauber Filho disse que a Estação Luz é ligada a ONGs, inclusive organizações contra o aborto e que as frases mais literais vieram por “determinação de um dos apoiadores”. O diretor se colocou à favor do debate, com aspectos religiosos e científicos. Para o produtor Leonardo Leal, “é impossível defender a vida sem entrar no assunto do aborto e do suicídio”.

        A equipe disse que pretende lançar o filme no exterior, principalmente na América Latina, mas não deu detalhes sobre os possíveis países. Sobre a intenção do autor em fazer novos livros sobre espiritismo, ele comentou: “Há 15 anos eu digo que não vou voltar à questão, mas não consigo mudar de assunto.” Ele tem atualmente três projetos inacabados sobre outros temas. Já a Estação Luz disse que planeja adaptar O Céu e O Inferno, de Kardec, para as telonas.

        As Mães de Chico Xavier estreia em 400 salas brasileiras em 1º de abril.

        Retirado de Cineclick.

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          1. ‘As Mães de Chico Xavier’ chega aos cinemas em abril
          2. Longa “As Mães de Chico Xavier” estreia nos cinemas em 1º de abril de 2011
          3. Nelson Xavier é premiado por atuação no filme ‘Chico Xavier ‘

          O longa metragem “E a vida continua”, um romance de André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier, agora vai ganhar as telas de cinema, com a direção do ator Paulo Figueiredo.

          Durante duas semanas, atores e figurantes itapirenses estiveram envolvidos no projeto cinematográfico, onde a locação foi o Instituto Bairral.

          A estréia do filme está prevista para o mês de junho de 2011.

          Elenco:
          Paulo Figueiredo, Amanda Acosta, Luiz Baccelli, Luiz Carlos Moraes,
          Cláudia Mello, Ruy Rezende, Ana Rosa entre outros.
          O ator Lima Duarte, fez uma participação especial no longa.

          Assistam o trailler apresentado no 6º Congresso Espírita Mundial, realizado na Espanha.

          Part. 1

          Part. 2

          Trailler longo

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            1. XIX Folia de Luz, “E a Vida Continua… Chico Xavier”
            2. Trailer: Chico Xavier
            3. Trailer do filme ”Nosso Lar”

            Após o sucesso em 2010 dos filmes “Chico Xavier”, do diretor Daniel Filho, com público recorde na estreia, levando cerca de 3,5 milhões de pessoas às salas de cinema, e “Nosso Lar”, com 4 milhões de espectadores, o cinema transcendental programa mais um longa metragem abordando a história de vida do médium mineiro. Estreia no dia 1º de abril nos cinemas de todo o país o filme “As Mães de Chico Xavier”, dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, uma produção da Estação Luz Filmes, com distribuição da Paris Filmes e apoio promocional da Globo Filmes e Telecine. O Filme traz em seu elenco nomes como Nelson Xavier, Caio Blat, Vanessa Gerbelli, Herson Capri, Via Negromonte e Tainá Muller, entre outros.

            “As Mães de Chico Xavier” é baseado em fatos reais e conta a história de três mães, vivendo momentos distintos de suas vidas e que vêem sua realidade se transformar repentinamente: Ruth (Via Negromonte), cujo filho jovem enfrenta problemas com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a ausência do marido em casa dedicando-se integralmente ao filho, o pequeno Theo (Gabriel Pontes); e Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada. Suas histórias se cruzam quando elas recebem conforto e reencontram a esperança de vida através do contato mantido com Chico Xavier.

            Na produção, Nelson Xavier revive o papel de Chico Xavier. Herson Capri interpreta Mário, marido de Ruth. Caio Blat vive um jornalista que quer investigar o médium. Neuza Borges é a cuidadosa governanta que convive com o casal Elisa e Guilherme (Joelson Medeiros).

            “Mães” foi filmado em película 35mm nos meses de abril e maio de 2010, com locações nas cidades de Guaramiranga, Pacatuba, e também em Fortaleza, no Ceará, tendo as filmagens sido concluídas em Pedro Leopoldo (MG), terra natal de Chico Xavier. O filme é inspirado no livro “Por Trás do Véu de Isis”, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, com roteiro original de Glauber Filho e Emmanuel Nogueira. Luis Eduardo Girão é o produtor e a produção executiva está a cargo de Sidney Girão e Leonardo Leal. A Estação Luz Filmes é responsável pela produção de “Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”, de 2008, surpreendente sucesso de público, com mais de 500 mil espectadores e que alavancou o gênero transcendental no Brasil, e também co-produtora dos longas “Chico Xavier”, “Área Q” e “O Filme dos Espíritos”.

            O longa metragem conta com apoio do BIC Banco, Servis Segurança, Ype, BBTVM, Coelce, Sabesp, Capemisa, Banco do Nordeste, Panavision, UltraLimpo, Ultra Ambiental, Movida, Agência da Boa Noticia, Unifor, Prefeitura de Pacatuba, Bio Agre, VIACG, DistriVideo e Usina 2. O filme teve incentivo da Secretaria de Cultura/Governo do Estado do Ceará e Ancine/Governo Federal. A co-produção é da Associação Estação da Luz, LightHouse, Atc Entretenimento. Os produtores associados são Gerson Sanginitto, Ric Halpern e Fabio Ribeiro.

            Pré-estreias em todo o Brasil
            Antes de sua estreia comercial, “As Mães de Chico Xavier” percorrerá um histórico calendário de 20 avant-premières, sendo 18 capitais brasileiras e mais as cidades de Uberaba e Pedro Leopoldo, ambas em Minas Gerais. Em paralelo, o filme participará de um Festival e uma Mostra. No dia 24 de março, o longa abrirá o I Festival de Cinema Transcendental, a ser realizado em Brasília (DF). Já no dia 31 de março, véspera da estreia em circuito nacional, o Filme encerra a Mostra de Cinema Transcendental, em Fortaleza.

            Sinopse
            As Mães de Chico Xavier
            Três mães veem suas vidas mudarem completamente… São elas: Ruth, que tem um filho adolescente com problemas sérios relacionado às drogas; Elisa, que tenta compensar a ausência do marido se dedicando integralmente ao seu filho; e Lara, uma professora que passa por um dilema após uma gravidez não planejada. Estas três mulheres vivendo experiências tão fortes e distintas encontrarão o conforto através do médium Chico Xavier.

            Elenco
            Nelson Xavier (Chico Xavier), Herson Capri (Mário), Caio Blat (Karl), Via Negromonte (Ruth), Tainá Muller (Lara), Vanessa Gerbelli (Elisa), Neuza Borges (governanta), Paulo Goulart Filho (Cassiano), Daniel Dias (Raul), Joelson Medeiros (Guilherme), Gabriel Pontes (Theo), Christiane Góis (Lica), Gustavo Falcão (Santiago) e Silvia Bonet (Yvonne).

            Ficha Técnica:
            As Mães de Chico Xavier (ficção, longa-metragem, 35mm)
            Direção: Glauber Filho e Halder Gomes
            Produtor: Luis Eduardo Girão
            Produtor-Executivo: Sidney Girão e Leonardo Leal
            Produtor Associado: Gerson Sanginitto e Ric Halpern
            Trilha Sonora: Flavio Venturine
            Direção de Arte: Fábio Vasconcelos
            Diretor de Fotografia: Carina Sanginitto
            Diretora de Produção: Dayane Queiroz
            Efeitos Especiais: Marcio Ramos
            Produção Executiva: Amaury Candido e Flavio Ferreira
            Som Direto: Alfredo Guerra
            Produção: Estação Luz Filmes
            Co-produção: ATC Entretenimento, Lighthouse e Associação Estação da Luz

            Notícia publicada no Portal AD2M, em 11 de fevereiro de 2011.

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