COMO FUNDAR UMA MOCIDADE

O Trevo, Maio de 1989.

Percebemos que muitas vezes, alguns centros teriam condições para abrir uma Mocidade Espírita, mas não o fazem por falta de conhecimentos e experiência. Damos então algumas dicas de como fazê-lo.

Após estar constatada a necessidade de uma Mocidade Espírita junto com a diretoria do centro, inicia-se o trabalho de vibrações. Estas vibrações servem como chamariz para os jovens da região.

Enquanto continuamos com as vibrações, devemos conversar com os jovens da casa, procurar saber qual é o melhor horário, caracterizar que tipo de jovem frequentará a mocidade.

Procurar no livro “Aliança: Vivência do Espiritismo Religioso” a parte de Mocidades Espíritas e montar um calendário com as aulas e atividades começando logo após a divulgação pelo bairro e pelo centro.

Não esqueçamos jamais do plano espiritual para início e continuidade da turma. (Este artigo foi extraído da apostila de Dirigentes de Mocidades Espíritas)

Lembramos também que a CAM (Comissão de Apoio às Mocidades), realiza anualmente um curso para Dirigentes de Mocidades, além das reuniões (…).

Tenha sempre a Mocidade Espírita com muito carinho e amor, pois assim terá uma bela turma dentro do centro.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

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RESPONSABILIDADE NÃO TEM IDADE

O Trevo, Abril de 1989.

Qual a diferença entre um jovem e um adulto? Os anos os separam tanto assim, tornando-os psiquicamente e mentalmente afastados? Tirando-se a saúde e alguns pensamentos característicos do jovem e do adulto, são ambos iguais, capazes de desenvolver as mesmas atividades, assumir os mesmos compromissos e trabalhar de igual para igual. Não somente no campo profissional, mas como no social e religioso.

Muitos dizem que o jovem é irresponsável e inconsequente: mas a proporção desses jovens para os adultos do mesmo modo, é igual. Se fôssemos só nós jovens, os irresponsáveis, não haveriam tantos desastres, crimes ecológicos, milhões de pessoas passando fome quando se produz alimento suficiente, violência, etc. Estes atos são grandes provas da irresponsabilidade, inconsequência e às vezes ignorância.

A cada dia o jovem mostra mais capacidade ante a sociedade, como empresários bem sucedidos, pessoas que lutam pelos direitos humanos e da Natureza, trabalhadores árduos e corajosos. Isto deve acontecer dentro do centro espírita também. Em alguns centros isto já acontece, mas não em nível nacional ou mundial. O jovem aceita, muitas vezes, o rótulo que alguns poucos lhe colocaram de incapaz e incompetente, e se limita a aprender. O jovem tem a obrigação de trabalhar lado a lado com os adultos, através de apoio mútuo e também troca de informações, e experiências em dupla direção.

Já é ultrapassada a imagem de que os adultos sabem tudo e o jovem sabe e muito mais, que o jovem deve apenas ouvir os mais velhos. Dentro do Espiritismo, já temos provas disto.

Se cada um de nós libertasse corretamente o jovem interior de cada um, o mundo seria mais cheio de alegrias, energia, sem alterar a responsabilidade e a capacidade de cada indivíduo.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

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A MISSÃO DA ALIANÇA INCLUI OS JOVENS

O Trevo, Junho de 2010.

A juventude necessita urgentemente de apoiarse em um ideal forte e construtivo, acima de horizontes meramente humanos; e nenhum ideal é maior e mais elevado que este, de dedicar-se ao serviço do Bem,ajudando a construir na Terra, desde já, alicerces sólidos da futura vida espiritual.”trecho do livro Verdades e Conceitos II – Edgard Armond – Cap 39 – Um Ideal para os Jovens. Ao lermos este capítulo façamos a pergunta: até que ponto estamos proporcionando espaço para que o jovem que busca auxílio possa “apoiar-se em um ideal forte e construtivo” de vivência cristã, de formação moral?

A Casa Espírita que integra a Mocidade logo percebe esse Ideal proposto por Armond, que preocupado com a Juventude endereça outra nota a todos os grupos, nesse mesmo capítulo: “Este é o setor da propaganda espírita que, no momento, necessita de mais amplos desdobramentos e mais assíduos cuidados por parte dos líderes, dirigentes e editores, não se esperando que as vicissitudes nos empurrem, mas antecipando-nos aos acontecimentos”. O texto continua atual, a contribuição de Armond para as Mocidades, abriu espaço para a Juventude que busca o que o mundo não pode oferecer, um caminho contínuo, onde a Mocidade FORMA novos sentimentos, e a Escola de Aprendizes do Evangelho (EAE) vem REFORMAR os sentimentos enraizados do passado. Outro alerta de Armond, neste mesmo capítulo, reforça a necessidade de agirmos em auxílio da formação cristã dos jovens. “Contra a juventude trabalham forças maléficas e traiçoeiras vinculadas aos programas de envolvimento da Terra pelas forças do Mal; e estas têm alto interesse na desorientação dos jovens, que serão amanhã o governo do mundo…”

Neste contexto, o Espiritismo tem papel preponderante, pois a racionalidade de sua mensagem tem o poder de tocar o coração desses jovens. Além disso, a Missão da Aliança, de Efetivar o ideal de Vivência do Espiritismo Religioso por meio de programas de trabalho, estudo e fraternidade para o bem da humanidade, inclui explicitamente crianças, jovens e adultos. Portanto, que os dirigentes dos Grupos da Aliança atentem para as orientações de Armond e cuidem deste setor, com responsabilidade, para que tenhamos homens de bem em um mundo melhor.

Flavio Darin é do GEAE Santos– Litoral Centro

Fonte: O Trevo

Esse jornal é destinado aos trabalhadores e alunos dos Grupos Integrados e Inscritos da Aliança Espírita Evangélica.

A primeira edição do jornal O Trevo circulou com data de capa de novembro de 1973. O jornal busca difundir e reforçar conceitos em torno do aspecto religioso da Doutrina Espírita, além de ser um painel do movimento de Aliança e da Fraternidade dos Discípulos de Jesus.

Para mais informações entre em contato com a equipe dO Trevo:

Redação: rua Francisca Miquelina, 259 – CEP 01316-000 – São Paulo-SP
Telefone (11) 3105-5894 fax (11) 3107-9704
Site: www.alianca.org.br
E-mail
: trevo@alianca.org.br

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ESPIRITISMO: UM JOVEM ACIMA DE 30

O Trevo, Julho de 1988.

O Espiritismo é uma doutrina que foi codificada há mais de 130 anos, com a 1ª codificação do “Livro dos Espíritos”. Codificado naquela época, o Espiritismo é hoje procurado por um número cada vez maior de pessoas.

O Espiritismo veio cedo demais ou nós estamos atrasados demais? Nenhum dos dois, o fato é que o Espiritismo é uma doutrina elaborada para perdurar por muitos séculos. Mesmo na Era da Informática, o Espiritismo continua tendo sua importante missão, a do esclarecimento, e continua atraindo muitas pessoas.

O mais interessante, porém, é que a Doutrina Espírita consegue atender a todas as faixas etáriasda vida humana, provando que é errado o que muitos pensam – “religião é coisa pra velho” -, o Espiritismo atrai jovens de todas as linhas de pensamento e necessidades.

Com sua grande elasticidade, podendo ser modelada em vários tipos de dinâmica, a Doutrina pode ser passada ás crianças, jovens ou adultos com suas devidas adaptações. Com poucos anos de experiência, a adaptação feita exclusivamente para o jovem, vem mostrando ótimos resultados, atraindo cada vez mais jovens que se integram ao centro e transmitem o Espiritismo dentro ou fora dele. Com o tempo, o Curso de Mocidades veio se adaptando às mudanças de gerações e às necessidades de cada jovem, tratando-o isoladamente, caso a caso, e também dentro de um grupo, que torna-se homogêneo com o decorrer do curso.

Por ter esta flexibilidade de se modificar com o decorrer do tempo, e também de alterar o modo a ser ensinado dependendo de cada ocasião, é que a Doutrina Espírita vem adquirindo mais a mais força e adeptos, muitos deles vindos de outras religiões porque estas não se atualizaram.

FONTE: O Trevo.

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O EMPURRÃO QUE O JOVEM PRECISA

O Trevo, Junho de 1988.

Já muito se falou sobre a importância do jovem dentro do centro espírita, e também a necessidade de prepará-lo hoje, construindo um amanhã melhor.

O jovem utiliza a sua energia e força de vontade características dentro do Centro, desenvolvendo muito bem trabalhos de qualquer tipo. Para o jovem levar toda essa dedicação e responsabilidade de dentro para fora do Centro, e da juventude para a fase adulta de sua vida, basta oferecer-lhe total apoio e dispensar-lhe certos cuidados especiais, a fim de que tenhamos realmente no futuro toda a paz e confraternização já idealizados por nossos antecessores.

Muitos jovens acham-se confusos e indecisos. Neste instante o Centro e o Evangelho tornam-se decisivos na vida do jovem, encaminhando-o e auxiliando-o quando se faz necessário. O ideal seria que todo o Centro auxiliasse o jovem, o que infelizmente não ocorre em alguns lugares. Muitas vezes torna-se indispensável o apoio dos trabalhadores mais velhos do Centro, que passam suas experiências e encaminham estes jovens a outros trabalhos dentro do Centro, transmitindo ao jovem a união, confiança e principalmente o sentimento de amparo.

O que ocorre muitas vezes, dentro ou fora de um Centro Espírita, é a discriminação sofrida pelos jovens por parte dos mais velhos, que os julgam irresponsáveis e incompetentes para muitos trabalhos. Esta discriminação aumenta o isolamento no qual o jovem se coloca e às vezes acaba convencendo o jovem de que ele realmente não tem certas capacidades que seriam facilmente adquiridas com o ensino, trabalho e experiência dos mais velhos.

Modos que sabidamente integram a Mocidade ao Centro, são os trabalhos em conjunto, onde pessoas de todas as idades, frequentadores do centro, se unem em mutirões para realizarem trabalhos dentro e fora do Centro.

FONTE: O Trevo.

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O QUE É A C.A.M.

O Trevo, Março de 1988.

Tendo a Mocidade Espírita crescido muito nos últimos anos dificultando, assim, o contato entre as várias turmas em todo o Brasil e também devido ao interesse dos jovens em fundar novas turmas de Mocidade ter crescido espantosamente, tornou-se difícil o auxílio às várias turmas e de jovens que vêm procurando a Mocidade.

Para resolver este problema foi criada a C.A.M. – Comissão de Apoio às Mocidades da Aliança, com a finalidade de auxiliar todas as turmas de Mocidade, juntas ou individualmente, promovendo cursos e encontros de confraternização.

A C.A.M. tem realizado curso e reciclagemd e dirigentes de Mocidade, curso de expositores, além de outros que estão sendo elaborados e estudados. A C.A.M. promove anualmente reuniões gerais e regionais de Mocidade, além de serem realizadas reuniões mensalmente em datas e locais previamente estabelecidos onde a participação é aberta a todo jovem espírita.

FONTE: O Trevo.

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Nova Página n’”O TREVO”: Mocidade

O Trevo, Março de 1988.

A partir deste número do jornal “O Trevo”, inicia-se a publicação de uma página reservada para a Mocidade.

A Mocidade Espírita vem fazendo um grande trabalho de evangelização e auxílio ao jovem em geral, e esse trabalho vem crescendo e tomando grande importância  junto ao movimento espírita, devido à seriedade e maturidade que o programa de mocidades adquiriu.

Por muito tempo os jovens espíritas lutaram para a implantação de um eficiente programa de Mocidade nos centros espíritas, e agora que esse movimento vem crescendo, surgiu certa necessidade de veicule os principais assuntos de interesse dos jovens para todos os grupos de Mocidade e para todas as pessoas, a fim de melhorar a integração entre todos os espíritas adultos e a juventude espírita. A Aliança Espírita Evangélica, compreendendo esta necessidade, resolveu ceder uma página do “O Trevo” para que a Mocidade transmita seus pensamentos e informe suas iniciativas.

Assume a Mocidade Espírita a responsabilidade por uma página mensal deste jornal, editando notícias de interesse da Mocidade ou dos jovens. Pedimos a colaboração para esta seção: qualquer pessoa, independentemente de idade, pode remeter sua matéria para a C.A.M. (Comissão de Apoio às Mocidades da Aliança); assim todos compartilharão dos bons acontecimentos dentro das Mocidades e também aproveitarão novas experiências e conhecimentos.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

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Educar os Vivos

O Trevo, Novembro de 1987.

Há muita gente preocupada com a modificação dos espíritos chamados obsessores, isto é, espíritos ignorantes ainda voltados para a prática do mal. Por causa disso acaba dando um valor exagerado às chamadas “sessões de desobsessão”, fechadas, em que se procura evangelizar, pela doutrinação oral, o espírito ainda endurecido e distanciado do amor.

Contudo, não nos devemos esquecer que os espíritos obsessores alimentam-se de nossa atmosfera psíquica. Os homens, como espíritos encarnados, é que lhes fornecem o caldo de cultura. Logo, é preciso dar-se atenção especial ao trabalho de esclarecimento e evangelização dos encarnados, dos homens que buscam o Centro Espírita.

Não é o simples fato de colocarmos o nome do encarnado num grupo de desobsessão que vai transformá-lo num indivíduo sadio espiritualmente. Se de fato existir em torno dele um espírito ignorante, este poderá ser esclarecido, mas, se o encarnado for alvo de manifestãção da ignorância alheia é porque, em si mesmo, possui os germes do atraso espiritual que atraiu a atenção do ignorante. Assim, o trabalho mais importante se nos afigura atuar sobre o encarnado, fornecendo-lhe os instrumentos necessários para a elevação espiritual e consequente mudança de faixa vibratória.

Mudando de faixa vibratória, isto é, modificando seu procedimento, reformando-se, o indivíduo será menos acessível ao assédio dos espíritos desencarnados ignorantes. E será um indivíduo realmente curado, pois que seu íntimo será curado e não mais servirá de alimento para quem gosta de coisas apodrecidas. A podridão de nossos vícios e defeitos.

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O SENTIMENTO RELIGIOSO

O Trevo, Outubro de 1987.

O sentimento religioso é inerente a todas as criaturas humanas.

Atavicamente, o homem teme, havendo nascido deste estado emocional o respeito pelo desconhecido e a adoração automática, os sacrifícios e cultos mediante os quais pretendia aplacar as forças vivas e temerárias da Natureza.

Na medida, porém, em que ao instinto sucedeu a razão, modificaram-se, lentamente, os quadros da fé, passando da aceitação fetichista e receosa ao amor e ao conhecimento das leis que regem a Vida.

Jesus desempenhou papel preponderante nesta mudança de comportamento.

Moisés havia estabelecido anteriormente os códigos da justiça, de que Hamurabi se fizera excelente pioneiro, na condição de legislador. No entanto, permaneceu predominando a Imposição de Deus guerreiro, mais temido do que amado.

Em outras culturas, missionários diversos estabeleceram programas de culto à Beleza, ao Dever, à Sabedoria, enquanto diversos povos se detiveram no primitivismo e na selvageria dos costumes ancestrais.

Confúcio estabeleceu a filosofia da moral social e familiar. Krishna ensinou a “lei dos renascimentos”. Lao-tse contribuiu em favor da paz e do equilíbrio. Hermes revelou a conquista da sabedoria. Zoroastro ensinou o culto ao dever. Sócrates preconizou o auto-conhecimento e a moral integral como bases para a felicidade.

Jesus, no entanto, fez-se o Caminho da Vida, na direção da Verdade.

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QUE APARÊNCIA TINHA JESUS?

O Trevo, Fevereiro de 1987.

De Jesus de Nazaré, o Cristo, não ficou retrato algum para a posteridade. Mas quantas figuras já vi que pretendiam ser a sua representação! Desenhadas, pintadas, gravadas ou esculpidas e até bordadas. Produzidas por encarnados, por desencarnados ou por computadores.

No rosto, indefectíveis são os bigodes e a barba. De tão variadas maneiras figurados!

Os cabelos, ora lisos, ora anelados, ou lhe chegam apenas às orelhas ou escorrem abaixo dos ombros.

Seus olhos, preferentemente representados como azuis, podem surgir também castanhos, verdes, amarelados ou negros.

A boca costuma ter beleza quase feminina e a expressão, no semblante, é exageradamente meiga e triste.

Nas vestes, alguma verossimilhança com a realidade, porque o conhecimento histórico do vestuário entre os judeus facilita compor a túnica e manto usuais. O colorido delas, entretanto, geralmente raia pelo absurdo de intensos azuis, vivos vermelhos e ricos dourados. Influência talvez de cultura e época posteriores, que não as da Palestina de há dois mil anos.

Tantas e tão dovergentes representações acabam por confundir o cristão, que nem sabe mais qual imagem mentalizar para seu Mestre.

Haverá no Novo Testamento uma descrição de como Jesus era? Ali não se fala da aparência física de Jesus. De positivo, temos que ele era de raça hebraica e tinha cerca de trinta anos ao começar o seu ministério (L. 3, vs. 23).

E a carta atribuída a Publio Lentulus e destinada a Tibério César, que dizem constar nos arquivos do Duque de Cesadini, em Roma? A página corre o mundo e o tipo nela descrito como Jesus é belíssimo, impactante, cheio de poderes misteriosos. Seria essa a verdadeira figura do Mestre?

Há quem conteste existisse, em Jerusalém, um oficial romano com o nome de Lentulus, ao tempo de Jesus. o único pretor romano com tal nome teria sido Publius Lentulus Cornelius Sura. Mas este não esteve na Palestina e não poderia ter descrito o Mestre em vida, pois morreu no ano 63 antes da era cristã (J. Marin, de New York, citando Dr. Edward Robinson).

E agora?! Vamos nos perder em intermináveis discussões a respeito?

“Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura”, foi a instrução divina a Samuel, num caso especial, “porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração” (Sam. 17 v. 7). E Jesus também não olhava a aparência dos homens (Mt. 22 vs. 16), recomendando-nos: “Não julgueis segundo a aparência e sim pela reta justiça” (Jo 7 vs. 24).

Então, por mim, de há muito já decidi quanto à atitude a tomar. Aceito olhar as tentativas todas de representações do corpo que Jesus tinha, quando viveu aqui na Terra. Mas ao orar, falar ou escrever sobre ele, não idealizo imagem física alguma. Penso em Jesus-espírito e não em Jesus-corpo. Em seus ensinos, procuro “enxergar” sua visão superior da vida. Apuro a sensibilidade para “ouvir” ao menos o eco de sua vibração de amor. Esforço-me no bem para – quem sabe – ao de leve “tocar” sua aura espiritual.

Que diferença faz como era o corpo que serviu de instrumento a Jesus para sua missão neste mundo? O importante é saber que Jesus é o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido à humanidade, para lhe servir de guia e modelo espiritualmente. (“O Livro dos Espíritos”, perg. 526). Importante é que conheçamos o Mestre em espírito e verdade, seguindo-o decididamente, na vivência a cada instante, aqui ou no Além, para alcançarmos luz e progresso, paz e amor. (Extraído do Serviço Espírita de Informações).

Therezinha Oliveira

FONTE: O Trevo.

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