espaco-filosofiaQueridos irmãos, no dia 4 de março de 09 saiu uma notícia na mídia, sobre um projeto de lei que visa aumentar as cotas de vagas para estudantes vindos de escola pública. Segundo essa lei todas as universidades públicas do pais terão que reservar 50% de suas vagas para estudantes advindos de escolas públicas.

Esse projeto teria como objetivo nivelar os estudantes que futuramente irão para o mercado de trabalho com mais chances de emprego.

Se já não bastasse o exagero da lei, que faria com que estudantes que não estivessem preparados entrem com notas baixíssimas, deixando de lado pessoas que da mesma forma batalharam tanto para estar lá, ainda tem mais. Segundo essa lei, desses 50% de alunos, a preferência é para negros, pardos e índios. Dessa forma eles buscam combater a herança cultural de desigualdade, causada pelas desigualdades dessas classes sociais, que foram por muito escravas, ou reféns da situação da época.

Ok pessoal, projetos como esse são bons como intenção, pois visam a igualdade social, mas além de esquecer  de combater o mais importante, que é a base escolar, e não o topo dos estudos, pois assim, desde o começo esses alunos teriam chances iguais aos demais, e chances justas, isso também causa ainda mais desigualdade diferenciando classes.

Um próprio comentarista, disse que esse método não é justo, pois imagine que houve uma época em que negros podiam ter escravos, então uma pessoa negra poderia estar sendo beneficiada mesmo que seu avô tenha sido dono de escravos.

E digo mais pessoal, convido vocês a pensarem além. Pensem como espíritas, lembrem que reencarnamos, e quem impede que nós mesmos não tenhamos sido donos de escravos em outra encarnação e por isso viemos como negros nessa vida para nos redimir? Então como podemos aceitar uma lei dessas que privilegia uma RAÇA, em favor de outra, sendo que já passamos por várias raças, e hoje somos uma mistura delas.

Gostei muito da iniciativa Espaço Filosofar, acho que esse espaço pode ser magnífico para discutirmos assuntos que diariamente aparecem para nós e podemos nos questionar: ‘Quais suas implicações no espiritismo?’.
E acho que mais do que um texto ‘postado’, teremos a oportunidade de dar nossa opinião e REFLETIR em cima dele.

É isso ae pessoal, vamos participar de mais uma idéia bacana dos nossos Monguerreiros.

Felipe Vasconcellos de Siqueira
ABC – Casa de Timóteo.

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    4 Responses to Utrapassando barreiras

    1. yuridc says:

      Assunto polêmico.

      Vamos ao texto do projeto:
      “O projeto, que já foi aprovado na Câmara em novembro de 2008, prevê 50% de vagas reservadas para egressos da rede pública. O texto também diz que as vagas devem ser preenchidas por candidatos autodeclarados negros ou indígenas, “em número no mínimo igual à proporção de pretos, pardos e indígenas” na população do Estado onde fica a instituição de ensino, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).”

      Primeiro, e acho que consenso geral. Esse projeto finge que resolve alguma coisa. O maior problema da educação brasileira é a educação de base.

      Segundo. Acho que existirá um conflito na definição de quem poderá ganhar o benefício. Um exemplo. Eu sou branco. Filho de negro. Neto de índio. Eu poderia reivindicar o benefício. Algumas pessoas não aceitariam isso.

      Terceiro. Eu estudei em escola pública durante todo o Ensino Fundamental e Médio. Sabia que queria entrar em uma faculdade pública. Abri mão de muitas coisas, batalhei por uma bolsa de estudos em um cursinho. Entrei. É possível, mas infelizmente acontece pouco. Falta de oportunidade? Falta de vontade de abrir mão de outras coisas? Não sei avaliar.

      Quarto. Não acho que a qualidade do ensino dessas faculdades vá diminuir. Conheço meus professores, e não os vejo mudando nada por causa dos alunos, e também não vejo que necessariamente esses alunos terão menor rendimento, dado o esforço e tempo despendido para o ingresso nas faculdades.

      Apesar de tudo isso, acho que o governo deve sim tentar realizar ações que diminuam as enormes diferenças sociais do país, afinal são faculade públicas, mantidas por todos, e sobre as quais todos deveriam ter acesso. Chegamos ao ponto de alguns cursos preencherem quase todas as suas vagas com alunos que fizeram mais de um ano de cursinho.

      O governo tenta agora unificar o vestibular do país através do Enem, buscando o que outros países fazem. Acho válido, desde que os alunos cheguem no mesmo nível, e de que cada faculdade continue o processo à sua maneira, não utilizando somente esse resultado para o ingresso, e diferenciando seus alunos pelas qualidades que seus cursos específicos esperam.

      O fato é que um país só cresce quando investe em educação. Mais gente fazendo faculdades ruins já é melhor do que pouca gente fazendo faculdade. Quanto mais gente com escolaridade, maior a consciência de que precisamos educar nossas crianças. Agora que chegamos até o ponto da quantidade estamos tentando investir em qualidade. Se esse projeto não resolver, tenho certeza que outros chegarão pra melhorar a educação brasileira.

      É isso.
      Té.

    2. Fábio Chilá says:

      Yuri, matou a pau! :)

      Só acredito que a lei deveria se ajustar um pouco, e levar em conta principalmente a situação sócio econômica.

      Mas sabe o que acho que deveria ser feito MESMO? Prouni na veia! Ou seja aumentar o número de bolsas para classes baixas e assim proporcionar ensino superior ao maior número de pessoas possíveis. Não precisamos da universadade pública apenas, as particulares estão com vagas sobrando!

      é isso.

    3. Helena says:

      Muito bem, Yuri, falou tudo
      Mas de que adiantam cotas, se o ensino nas escolas publicas ainda é precario? Se não houver investimento na BASE, ou seja, na parcela infantil que engressa agora na escola, nao havera santo que resolva o problema do jovem na escola publica com a faculdade. É claro que o interesse nao deve partir inteiramente do governo, tambem devemos correr atras dos nossos objetivos. Mas, como ja foi dito, pouquissimos fazem isso.
      Alem de tudo, precisamos estar CERTOS de que nao haveria qualquer tipo de mafia envolvida, aumentando as “possibilidades” para alunos de escolas publicas, visando apenas mascarar o bom desenvolvimento do país na questão educacional, enquanto os alunos de escolas particulares tem suas vagas burladas.

      é isso [2]

    4. yuridc says:

      Atualizando a discussão.

      “MEC propõe novo Enem com 200 questões para substituir vestibular das federais”
      http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/03/31/ult105u7813.jhtm

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