VIA DUTRA…

Uma das rodovias mais importantes do Brasil é a rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. O trecho que me importa dessa estrada é curto.

O percurso dura aproximadamente 45 Min e não é repleto de belezas naturais, muito pelo contrário, é rodeado de muitas industrias. Uma depois da outra, que denunciam o crescimento assustador da região. Com a janela fechada do ônibus e o chato barulho do ar condicionado que nem gela muito e o ronco do motor, é difícil dormir. A luz do sol ilumina todas as poltronas. Sem ter muito que fazer, meu passatempo predileto, se tornar ouvir no meu MP4 velho, algumas canções, dentre elas “Pra Sempre Pierrot”. Confesso que deixo no módulo de repetição e acabo por ouvir duas, três vezes. É quase um transe que se interrompe sem que eu perceba com o desligar do motor e os poucos agradecimentos nem tanto efusivos ao motorista que na maioria das vezes nem responde. Cheguei na rodoviária! Meu roteiro para quem ainda não descobriu, é Taubaté –São José dos Campos.

Engana-se aqueles que pensaram que eu iria falar sobre turismo. Vim falar de gente, de amizade, de sentimento. Essa estrada já me levou a muitos lugares, muitos caminhos, muito além de caminhos físicos, e meu percurso já se cruzou com o de muita gente importante e que hoje constituem uma rota dentro de mim, tão fácil de localizar, que o uso de qualquer aparelho de GPS seria desnecessário. Dutra

Todas as retas, as curvas, entroncamentos, rotatórias, pontes nos levam ao mesmo lugar: mocidade! Km 01 (Pedro – PH) O ponto de partida foi em Monteiro Lobato no encontro de dirigentes de mocidade. É engraçado como temos tanta afinidade e sintonia com que mal conhecemos, e com a gente foi exatamente assim. Talvez o fato de ele ser mais velho que eu (há controvérsias) corroborou para que essa amizade fosse duradoura. Ás vezes fico bravo com ele por seus inúmeros compromissos que o impedem de pegar a mão contrária e dar um pulinho em Taubaté, mas faz parte, o importante é saber que podemos contar um com o outro.

Km 08 (Pedro – Luana) Pró-atividade em pessoa. Quem dera que eu tivesse 10% da sua energia, 10% da sua disposição. Sempre com uma palavra sábia e consoladora. Km 14 (Pedro – Yuri) Já o conheço de outros carnavais, literalmente falando, afinal, foi em um desses Folias da vida que a gente se conheceu. Esse cara é genial, sabe como e onde conseguir as coisas. Impressionante sua disponibilidade e capacidade. Sempre que eu precisei esteve lá, sempre atendendo os meus diversos e absurdos pedidos, “do parafuso ao foguete”.

Km 28 (Pedro – Filippo) Criatividade latente, sabe ser engraçado sem ser piegas e ser sério sem ser chato. Identifico-me bastante com ele e com o seu jeito. Nos anos 80, acompanhava muito seu programa na televisão, onde ele fazia a alegria da garotada com outros colegas trapalhões (piada interna). Definitivamente gosto desse cara.

Km 30 (Pedro – Naty) Tão jovem e com tanta responsabilidade. Um doce, uma flor, um enorme coração. Diz ela que é braba, mas nisso eu não acredito. Só acredito que ela é linda, em todos os sentidos que a palavra permite.

Km 33 (Pedro – Miltinho) Quem é Miltinho? Era a pergunta que eu fazia há bem pouco tempo atrás. De fato não o conhecia, mas hoje sei da sua capacidade de agregar, de liderança, da sua capacidade de realizar coisas, da sua capacidade. Dutra

Km 37 (Pedro-João) Nos conhecemos “ontem”, mas parece que foi há muito tempo. Sabe compartilhar, sabe ouvir, sabe ensinar. É uma pessoa em quem a gente pode confiar. Km 40 (Pedro – Olívia) Essa menina é inteligente demais. Séria, compenetrada e sempre disposta. Acho engraçado quando ela fica brava. Sei que terá um futuro brilhante pela frente. Km 42 (Pedro – Camilinha) Peço licença a banda “Ira” para parafrasear uma canção: “1,65 m de sol”. Se bem que ela é menor que isso, mas o sol que brilha nela é muito maior do que o seu tamanho. Companheira, prestativa, sempre disposta a aprender, um show de menina. Vai longe!

Bom, me perdoem aqueles que não foram citados, tem muita gente que mereceria entrar nesse percurso. Foram “lugares” em que já transitei e outros em que ainda minhas pontes não chegaram por completo, mas sem sombra de dúvida chegarão. O mais importante de tudo, é que depois de tanto tempo e depois de cruzar com todas essas pessoas, o caminho Taubaté – São José dos Campos nunca mais foi o mesmo. Motor ligado, MP4 também, poltrona 23. É hora de partir e fazer o caminho de volta.  Boa viagem!…

“Imbarueri na língua do índio é o lugar onde o amor bebe água.

Onde a felicidade amarra o sapato.
Imbarueri é do lado do lugar comum…”

A gente se encontra em Imbarueri?

Pedro – Vale do Paraíba

  del.icio.us this!

2 Responses so far »

  1. 1

    Milena - Vale said,

    November 6, 2009 @ 13:30

    Confesso que ao ler o titulo desse texto pensei … alguém vaijou (literamente)! MAs ai vem o Pedro e nos mostra o quanto é importante estarmos juntos, trocando, rindo, chorando, trabalhando e complementando!

    Adorei!
    Bjins!

  2. 2

    Yuri Duarte Corrêa said,

    November 6, 2009 @ 19:35

    Pedrão, muito legal seu texto!

    Você também mora no meu coração. :)

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