Muitos de nossos arrependimentos ocorreram e ainda ocorrem em razão do que dissemos e fizemos sem pensar. Principalmente quando muito jovens acabamos, muitas vezes, agindo por impulso. E aí…constatamos que falamos ou fizemos uma grande besteira. Nesse caso a solução é vigiarmos os nossos impulsos. Antes de falar eu devo parar, respirar e me dizer mentalmente: “Calma, pense um pouco no que você vai  dizer. Pense nas consequências”.  Esta também deve ser a nossa atitude antes de um impulso ruim, como a violência, por exemplo, ou mesmo diante de algo que, num primeiro momento, nos pareça prazeroso, mas que pode nos trazer consequências ruins ou situações com as quais não estamos preparados para lidar. A lista de exemplos que todos conhecemos é bem extensa.

E quando uma ação desastrosa ocorre mesmo quando tivemos tempo para pensar? Porque aconteceu?  E o que nos perguntamos na maioria das vezes: “Onde eu estava com a cabeça?”  A pergunta deveria ser: “O quê estava na minha cabeça?”. É lógico que a resposta é: pensamentos. Pois toda ação por mais impulsiva que seja é precedida do pensamento. E também os pensamentos, assim como as pessoas, atraem os iguais. Por exemplo: se tenho um pensamento de inveja, vou atrair espíritos que  se regozijam com o mal e que também me inspirarão a manter a minha inveja. O sentimento negativo irá crescendo como uma bola de neve, num sistema de retroalimentação entre mim e os espíritos que me cercam. Podendo culminar em uma mágoa destrutiva, do tipo “porque ele tem e eu não?” ou se encerrar  por ali mesmo, dependendo da minha capacidade de reagir contra essa má tendência e também de aceitar as boas influências dos Espíritos protetores.

Sobre a influência que os espíritos exercem sobre o mundo corporal o Livro dos Espíritos(*) tão bem nos esclarece no Capítulo IX. E dele reproduzo algumas perguntas:

459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

        
466. Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?

“Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a por em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.”

É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

467. Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?

“Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”

469. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?

“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”

A eficácia da máxima “Orai e Vigiai” fica assim bem compreendida. E eu completo: orai e vigiai os vossos pensamentos para afastar as más tendências e outras atitudes que vos levarão ao arrependimento depois.

Paz e Bem a todos!

(*) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec

Texto escrito e enviado por Rosa Chiquetto, do Blog porque sou espírita.

Se você também escreve, envie os seus textos sobre Espiritismo para o DalheMongo.

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