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Assunto forte, título forte. Se você se droga, é drogado. Não tem outro nome.

Depois de falar aqui mesmo no DalheMongo como a mídia tenta vender desde 1930 a ideia de que cigarro é bacana – está na coluna Comerciais que fazem a diferença” – volto com um tema um pouco mais… ilegal. Este é o primeiro de três posts que pretendo fazer destrinchando os principais argumentos que um drogado usa como justificativa para seu vício:

- Escapismo;

- Aceitação no grupo e;

- Direito ao livre arbítrio.

O jovem está cada vez mais precoce. Não gosto muito dessa palavra, porque sugere que seja algo negativo. Nem sempre. Contudo, é fato, cada vez mais cedo é necessário se fazer escolhas e cumprir deveres. Para quase todos, a balança dos direitos e deveres do adolescente está desbalanceada e não é para o lado que mais o agrada. Você tem obrigação de estudar, mas sem direito de ir e vir de acordo com sua vontade. Obrigação de estar em casa em determinado horário, mas não pode sair com aquele grupo de amigos que seus pais não gostam. Obrigação de escolher uma profissão, mas não pode ser qualquer uma, ela tem que te pagar um salário que seja satisfatório para seus pais.

Estas cobranças muitas vezes encaradas pelo jovem como exageradas trazem a tona uma “necessidade” de se distanciar de sua atual conjuntura e realidade para o além, um local onírico, dos sonhos, onde a liberdade é a palavra de ordem. 57380828_fbc0068748_bFugir do mundo adulto, da cobrança exacerbada sob seu futuro, da necessidade de se ter responsabilidade sobre seus atos e, em contrapartida, não possuir livre arbítrio diante de todas as questões relacionadas a sua própria vida. Por que tenho que cumprir obrigações mas não tenho todas minhas vontades feitas?

Gabriel Pensador – de novo ele – o mesmo autor de “Cachimbo da Paz“, suposta música apológica à legalização da maconha, em momento de grande consciência retrata na canção “Tem Alguém Aí?” que transcrevo mais abaixo, a cabeça de muitos jovens brasileiros de classes média/alta que entram no dourado mundo das drogas.

O próprio clipe já passa muito dessa incerteza e revolta, as maiores justificativa de quem utiliza desse subterfugio.

Para acompanhar a letra da música, clique aqui.

Tenho quase certeza de que o Gabriel Pensador não é espírita, mas faz duas colocações extremamente compatíveis com a doutrina.

A primeira é referência ao suicídio. De fato, drogar-se é cometer ato suicída. Muitos pensam que fumar maconha, pelo fato de ser erva natural, mesmo contendo efeito alucinógeno, não traz malefícios. “Os índios usam e não viciam”. Se todas as ervas naturais não fizessem mal, cicuta o veneno tomado por Sócrates, o teria dado apenas um barato muito louco. E não foi isso que aconteceu. Os índios de fato usam, em rituais sagrados, em pouquíssimas ocasiões e em pequenas quantidades. Usar toda semana não é ritual, é vício.

Não importa se é natural ou não. Não importa se faz mal ou muito mal. Extase, crack, maconha matam em velocidades diferentes, mas trazem consequências iguais. Em um planeta de Regeneração, onde existe, segundo Chico Xavier, 04 vezes mais desencarnados que encarnados no plano astral, você está mesmo disposto a arriscar sua encarnação com a fila que está lá fora por conta de uma alucinação? Nem se preocupe, você está delirando desde já só por cogitar esta ideia.2227112773_4ec8a23025_o

A segunda colocação que ele faz é que se você está procurando fugir do sistema, a droga definitivamente não é a melhor saída. Está mais enrustida no sistema do que você pensa. Seu tráfico não é controlado pelos grandes marginais que estão nas favelas e sim por empresários e políticos de classes altas. O traficante é só mais uma peça nessa longa teia de hierarquias, sinto-lhe informar. Espiritualmente falando, também não deixa de fazer parte de outro sistema, dos umbralinos. Os espíritos que foram dependentes na última encarnação, continuam dependentes no plano espiritual e se afinizam – veja você – com aqueles que usam drogas.

Luiz Sérgio relata em seu livro “Ninguém está sozinho!” como a droga é utilizada para desviar os jovens de sua missão assumida antes de encarnar, sob forte influência de espíritos obsessores que se aproveitam dos viciados para vampirizá-los.

“A mãe voltou para junto do jovem, levando uma garrafa. Ele ingeriu o líquido abençoado, pois sentia muita sede. Olhou para a mãe e perguntou:
- O que a senhora colocou nesta água?
- Nada, respondeu. Não temos remédio para vômito em casa. Quero levar-te ao hospital, mas te recusas…
- Não é nada, mãe. Ontem comi um sanduíche que me fez mal e até pesadelos tive essa noite.
- Interessante, eu também os tive, mas como ando fazendo regime não atinei com a causa.

Pensei: “Se eles soubessem a causa iriam sair em correria louca ou morreriam de susto”.

A mãe acariciava aquele ser muito amado. Ele também gostava da mãe, porém a droga o tinha adotado – era uma tutora terrível.

Alguns minutos após, retornaram os médicos espirituais trazendo um líquido que injetaram na veia do doente. Ele se retorceu sentindo dor no braço. Todos estávamos atentos, protegendo-o. A mãe estava preocupadíssima.

Só compreendi o objetivo da injeção ao ver a circulação do jovem intensificada e suas veias desobstruídas. O nosso amigo estava com um pé na sepultura e com uma agravante, como suicída!

Desesperado, sentia vontade até de materializar-me e contar àquele rapaz o horros por que passa um suicida. Ele era uma criatura protegida por mãe carinhosa e não estava dando valor a tudo o que possuía. Ignorava que corria sério risco de vida!

Queríamos ajudá-lo mais, entretanto, ele nos rejeitava. A mãe tentara levá-lo antes a um Centro Espírita ou mesmo a outra casa religiosa, procurando fazê-lo encontras Jesus, porém ele sempre reagiu contra. Quando ele não chegava a casa drogado, rezava antes de dormir, o que ainda era pouco. Se a mãe aventava a hipótese dele ser examinado por um médico, ficava nervoso e não aceitava a ideia.

- Veja Luiz Sérgio, os vampiros* se alvoroçaram. Estão notando a diferença no corpo do garoto. O remédio trazido por nós da Espiritualidade está expulsando alguns deles. Repare só como se retiram. Eles se encontram furiosos…”

Pense sobre esse assunto. Semana que vem eu volto para falar sobre a legalização e os diversos efeitos.

Filippo – Vale

    Gostou? Então dá uma olhada nesses:

    1. EGM 2010: Você Manda – que cor deve ser seu crachá?
    2. Como assim, você não concorda comigo!?
    3. O que VOCÊ pensa disso?

    3 Responses to Você se droga?

    1. Natália says:

      Parabéns pela forma como destrinchou o tema, Filippo. Gostei muito!

      Estou no aguardo do post sobre legalização.

      Abraços,
      Natália – Regional ABC

    2. JU says:

      QUERIA SABER AONDE VC ADQUIRE ESSAS CARTAS DO LUIZ SERGIO(SAO DELES MESMO)?SOU FÃ LEITORA DE L.S. PODE ME RESPONDER PELO EMAIL

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